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Suínos De olho no varejo

ABCS revela tendências do varejo para a carne suína em 2025

Tecnologia, experiência do cliente e sustentabilidade são temas centrais, com foco em personalização, integração de canais e consumo consciente.

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Fotos: Shutterstock

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) trouxe anteriormente as tendências que vão ditar os rumos do agronegócio e dos consumidores em 2025. Dessa vez, o foco está nas tendências de varejo, setor que representa o elo de ligação entre o campo e os consumidores, e que a ABCS vem trabalhando em parceria há mais de 12 anos para ampliar o consumo de carne suína no Brasil. Para isso, separou dados indicados na última edição da National Retail Federation (NRF), que é o maior e mais influente evento de varejo do mundo, reunindo líderes do setor, especialistas e empresas inovadoras para discutir o futuro do comércio.

A NRF 2025 destacou a tecnologia, a experiência do cliente e a sustentabilidade como os temas centrais do evento, refletindo as novas expectativas dos consumidores e as estratégias que empresas devem adotar para se manterem competitivas, enfatizando que personalizar a experiência do cliente deixou de ser um diferencial para se tornar uma exigência.

Empresas precisam compreender e utilizar dados como hábitos de consumo, histórico de compras e comportamento de navegação para criar um diálogo real e conexões emocionais com os consumidores, um verdadeiro termômetro para o futuro do varejo, confira!

IA 

A inteligência artificial (IA) está cada vez mais presente no varejo, permitindo maior personalização e eficiência nas operações. A IA generativa está sendo utilizada para criar conteúdos dinâmicos e assistências virtuais, otimizando o atendimento ao cliente.

Além disso, agentes de IA estão ajudando consumidores a tomarem decisões de compra mais assertivas, proporcionando uma experiência mais fluida e interativa.

Experiência do cliente 

O varejo está priorizando a personalização em massa, utilizando dados para oferecer recomendações mais precisas e serviços customizados.

Além disso, tecnologias como Realidade Aumentada (RA) e Realidade Virtual (RV) estão sendo incorporadas para criar experiências imersivas, permitindo que os clientes visualizem produtos de maneira interativa antes da compra.

Varejo Físico

Embora o digital domine aspectos como preço e praticidade, o varejo físico continua relevante, mas precisa se reinventar. A NRF apontou tendências como criar ambientes imersivos que despertam nostalgia e conexão emocional,  o Retailtainment, a combinação entre entretenimento e compra para tornar a experiência mais memorável, além de maior autonomia e rapidez no atendimento ao consumidor.

Omnicanalidade

A integração dos canais de venda continua sendo uma prioridade, garantindo que o cliente tenha uma experiência uniforme, independentemente de onde realize sua compra.

A sinergia entre lojas físicas, e-commerce e aplicativos móveis permite que as empresas atendam melhor às expectativas dos consumidores, oferecendo mais conveniência e flexibilidade.

Sustentabilidade 

A sustentabilidade se tornou um fator essencial para os consumidores. Cada vez mais, as marcas estão adotando práticas sustentáveis, desde a cadeia de suprimentos até o design das embalagens.

A transparência também é um aspecto fundamental, já que os clientes buscam mais informações sobre a origem dos produtos e o impacto ambiental das empresas.

Propósito 

Marcas precisam resgatar sua essência e alinhar-se a valores autênticos. O propósito não é apenas um discurso, mas um fator decisivo para conquistar e manter a lealdade dos clientes.

Valorização dos colaboradores

Com as mudanças tecnológicas, as empresas estão investindo no bem-estar e na capacitação dos colaboradores. Programas de treinamento e desenvolvimento profissional são essenciais para garantir que as equipes estejam preparadas para lidar com as novas demandas do mercado e para oferecer um atendimento mais qualificado.

A NRF 2025 reforçou que o varejo está passando por uma grande transformação impulsionada pela tecnologia e pelas novas exigências dos consumidores, o varejo do futuro será pautado por um equilíbrio entre tecnologia e conexão humana.

A gerente de Comunicação e Marketing da ABCS, Danielle Sousa, explica que: “Para a ABCS, estar sempre conectada às tendências de marketing, comportamento e novas tecnologias é essencial, pois são elas que ditam as mudanças e inovações que precisamos para manter nosso trabalho como referência. Essa busca constante nos permite criar estratégias sólidas para o Sistema ABCS e para os contribuintes do FNDS, fortalecendo toda a cadeia e impulsionando o setor”, conclui.

Fonte: Assessoria ABCS

Suínos

Levantamento nacional reforça transparência e aponta caminhos para a evolução da suinocultura

Com avaliação detalhada das associações estaduais, a ABCS recebe dados valiosos para aprimorar iniciativas e fortalecer a representatividade setorial.

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Foto: Shutterstock

A fim de fortalecer ainda mais o relacionamento com suas 13 associações estaduais e aprimorar continuamente suas entregas, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) realizou no mês de novembro, uma Pesquisa Nacional de Satisfação com todos presidentes dos estados que compõem o Sistema ABCS: Espírito Santo, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Sergipe, Ceará e Bahia.

A iniciativa foi totalmente anônima e conduzida por uma empresa terceirizada especializada em estudos de percepção institucional, a SSK Análises, empresa há mais de 32 anos no mercado com experiência em pesquisas no setor associativista e multinacionais, garantindo isenção, credibilidade e segurança nas respostas. O objetivo foi avaliar o nível de satisfação dos associados com o trabalho realizado pela ABCS, incluindo temas como entregas, projetos, comunicação, atendimento, relacionamento, apoio técnico e institucional, além de identificar demandas e oportunidades de aprimoramento para os próximos anos.

Segundo a diretoria da ABCS, o estudo será um instrumento estratégico fundamental para orientar as ações da entidade e também as diretrizes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS), permitindo que os investimentos e esforços estejam cada vez mais alinhados com as necessidades reais dos produtores e das associações estaduais.

Os resultados consolidados da pesquisa serão apresentados em dezembro ao Conselho da ABCS, e posteriormente compartilhados com todas as estaduais, fortalecendo o compromisso da entidade com a transparência e a gestão participativa. Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, “Com essa ação, a ABCS reafirma seu papel de entidade representativa que busca ouvir, compreender e atender com excelência seu público, construindo um sistema mais unido, eficiente e preparado para os desafios da suinocultura brasileira”, conclui.

Fonte: Assessoria ABCS
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Suínos

Espanha confirma nove casos de peste suína africana em javalis

Casos positivos foram identificados na Catalunha e marcam o primeiro registro da doença no país após 30 anos.

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) foi notificada sobre a ocorrência de peste suína africana (PSA) em javalis na província de Barcelona, região da Catalunha, na Espanha, registrada em 26 de novembro. Este é o primeiro episódio da doença no país desde 1994. Até a última terça-feira (02), nove casos foram confirmados, todos restritos a javalis, sem detecção em suínos domésticos.

A PSA é uma doença viral que afeta suínos domésticos, asselvajados e javalis. Embora não represente risco à saúde humana, por não se tratar de zoonose, é de notificação obrigatória devido ao seu alto poder de disseminação e ao impacto potencial para os sistemas de produção. A presença de carrapatos do gênero Ornithodoros, que podem atuar como vetores, aumenta a complexidade do controle da enfermidade em ambientes silvestres.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O vírus apresenta elevada resistência no ambiente, podendo permanecer ativo por longos períodos em roupas, calçados, veículos, materiais, equipamentos e em diversos produtos suínos que não passam por tratamento térmico adequado. As principais vias de introdução em áreas livres incluem o contato de animais suscetíveis com objetos contaminados ou a ingestão de produtos suínos contaminados.

O Brasil permanece oficialmente livre de PSA desde 1984, condição que segue preservada. O Mapa reforça que a manutenção desse status depende do cumprimento das normas sanitárias vigentes e da atenção contínua à movimentação de pessoas, produtos e materiais provenientes de regiões afetadas. A introdução da doença no país traria impactos significativos para a cadeia suinícola, motivo pelo qual o país mantém vigilância reforçada e protocolos de prevenção atualizados.

Fonte: Assessoria Mapa
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Suínos

Preço do suíno vivo segue estável no Brasil e abre espaço para avanço nas exportações

Com cotações firmes em R$ 8/kg e demanda equilibrada, setor observa oportunidade no mercado externo após suspensão dos embarques da Espanha por PSA.

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Foto: Ari Dias

Levantamentos do Cepea mostram que os preços do suíno vivo no mercado paulista seguem na casa dos R$ 8/kg desde o começo de outubro.

No Paraná, no Rio Grande do Sul, em Minas Gerais e em Santa Catarina, as cotações operam nesse patamar desde meados de setembro. Segundo o Centro de Pesquisas, o cenário de estabilidade está atrelado ao forte equilíbrio entre a oferta e a demanda por novos lotes de animais para abate por parte dos frigoríficos.

Alguns agentes consultados pelo Cepea indicam que o atual nível de preço de negociação pode indicar que o suinocultor estaria comercializando com rentabilidade positiva, enquanto a indústria consegue garantir consumo na ponta final do mercado.

Em relação à carne, o destaque é a demanda externa aquecida. Pesquisadores ressaltam que a interrupção dos embarques espanhóis, após confirmação de casos de Peste Suína Africana (PSA) naquele país, pode significar uma oportunidade para o Brasil.

A Espanha é o maior produtor de carne suína da União Europeia, tendo sido também a maior exportadora da proteína do mundo em 2023 (quando desconsiderada a União Europeia como bloco único).

Fonte: Assessoria Cepea
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