Suínos
ABCS reúne líderes do varejo para fortalecer presença da carne suína no Brasil
Encontro em São Paulo promoveu debates estratégicos, troca de insights e networking qualificado, conectando produtores e grandes grupos varejistas para ampliar o consumo da proteína em 2026.

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), promoveu, na última quinta-feira (04), em São Paulo, um encontro que reuniu C-levels e executivos de grandes grupos do varejo alimentar brasileiro, responsáveis por cerca de R$ 200 bilhões em faturamento anual. Entre os convidados estavam representantes do Carrefour, Cencosud (Prezunic, GBarobosa e Bretas), GPA (Extra Mercado e Pão de Açúcar), Plurix, Rede São Paulo e Swift, redes estratégicas para o avanço do consumo da carne suína no país.
O encontro, realizado em formato petit comité, foi destinado a diretores, gerentes e compradores, criando um ambiente reservado para debater cenários, riscos e oportunidades do mercado de carnes, especialmente no contexto das projeções para 2026. A programação incluiu análise de dados conduzida pelo consultor de mercado Iuri Machado, que trouxe perspectivas sobre consumo, competitividade entre proteínas e direcionadores capazes de influenciar a estratégia comercial do varejo no próximo ciclo.
A agenda também contou com uma rodada estratégica de perguntas e insights, momento em que os participantes puderam compartilhar visões, desafios e prioridades. O diálogo colaborativo permitiu identificar caminhos estratégicos para fortalecer a carne suína no varejo, ampliar sua relevância nas gôndolas e aprimorar a integração entre o setor produtivo e os grupos varejistas.
Além das discussões técnicas, o encontro proporcionou networking qualificado e a construção de novas oportunidades de negócio, reforçando o papel da ABCS como articuladora entre indústria, varejo e consumidor. Marcelo Lopes, presidente da ABCS, reforçou a importância desse trabalho para a cadeia de suínos. “Tenho andado pelo país afora e visto o sucesso dessa parceria com o varejo, esse centro de informações que criamos em conjunto é um grande sucesso para a comunicação da carne suína, tanto para o consumidor, quanto para passar a realidade da suinocultura para o varejo. Recebemos muito reconhecimento dentro e fora do setor.”
Christianno Sanguinetti, diretor comercial da Cencosud Brasil, participou do Encontro e compartilhou suas percepções: “Esses encontros são sempre bons, um momento em que podemos ouvir os produtores, ter informações de produção, de mercado, perspectivas de futuro e encontrar colegas de outras redes. O papel da ABCS para mim é fundamental, desde o início com a Semana Nacional da Carne Suína, que aportou muito valor na cadeia e construiu de fato um evento no calendário do grande varejo nacional, reconhecemos esse mérito”, conclui. A iniciativa consolida a entidade como uma ponte estratégica para orientar decisões, gerar valor e impulsionar o crescimento sustentável da cadeia da carne suína no Brasil.

Suínos
Vendas de carne suína crescem em 94% das redes varejistas durante SNCS
Campanha nacional ampliou o volume comercializado em 88% das redes participantes, com expansão da proteína em novos mercados e aumento de até 25% no faturamento em algumas operações.

A 14ª edição da Semana Nacional da Carne Suína (SNCS) terminou com resultados positivos para a comercialização da proteína no varejo brasileiro. Promovida pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), a campanha registrou crescimento em volume de vendas ou faturamento em 94% das redes participantes, mesmo em um período marcado pela deflação dos alimentos e por um consumidor mais cauteloso nas compras.

Foto: Divulgação/ABCS
Segundo o balanço da entidade, 88% dos supermercados ampliaram o volume comercializado durante a campanha e, em 76% das redes, esse crescimento foi superior a 10%. Em alguns casos, o faturamento com a categoria aumentou até 25%.
Para a ABCS, os resultados indicam que a estratégia adotada vai além das ações promocionais. A entidade atribui o desempenho à combinação entre capacitação das equipes do varejo, comunicação nos pontos de venda e iniciativas voltadas à valorização da categoria junto ao consumidor. “O maior resultado não é o crescimento registrado pelas redes participantes, mas a formação de novos consumidores e o fortalecimento de um mercado que beneficia toda a cadeia produtiva”, afirma o presidente da ABCS, Marcelo Lopes.
Expansão para novas regiões
A edição de 2026 também marcou a ampliação da campanha para novos mercados. O Nordeste foi um dos destaques

Foto: Divulgação/ABCS
do projeto, impulsionado pela entrada do Grupo Mateus, maior rede varejista da região, que participou pela primeira vez da iniciativa.
De acordo com a ABCS, a rede registrou crescimento de 11% no volume de vendas de carne suína durante a campanha, resultado apontado pela entidade como um indicativo do potencial de expansão da categoria em regiões onde o consumo ainda tem espaço para crescer.
Entre os maiores desempenhos individuais, a rede Avenida alcançou aumento de 39,8% no volume comercializado. Já o Carrefour Brasil, participante da campanha pelo oitavo ano consecutivo, registrou crescimento de 29% nas vendas em volume. Segundo a ABCS, o avanço foi impulsionado principalmente pelos cortes resfriados, indicando maior presença dos produtos in natura nas compras dos consumidores.
Além do desempenho comercial, a entidade destaca que os relatos das redes participantes apontam ganhos que permaneceram após o encerramento da campanha. Entre eles estão a ampliação do mix de produtos, maior competitividade dos cortes suínos, evolução da comunicação nos pontos de venda, ações digitais e capacitação das equipes de loja.

Presidente da ABCS, Marcelo Lopes: “Mesmo diante de um ambiente de deflação, conseguimos ampliar a presença da carne suína na jornada de compra, criar novas ocasiões de consumo e fortalecer uma estratégia baseada em educação, informação e construção de valor” – Foto: Divulgação/ABCS
Na avaliação de Marcelo Lopes, a campanha tem acompanhado as mudanças no comportamento do consumidor. “A inovação não está apenas em criar novas campanhas, mas em compreender como o consumidor evolui. Mesmo diante de um ambiente de deflação, conseguimos ampliar a presença da carne suína na jornada de compra, criar novas ocasiões de consumo e fortalecer uma estratégia baseada em educação, informação e construção de valor”, afirma.
De campanha promocional a estratégia de categoria
Ao completar 14 edições, a Semana Nacional da Carne Suína consolidou-se como uma ação permanente de desenvolvimento da categoria no varejo, segundo a ABCS. A entidade avalia que o trabalho contínuo de capacitação, produção de conteúdo e aproximação com consumidores tem contribuído para ampliar a presença da carne suína nas gôndolas e estimular sua incorporação ao consumo cotidiano.
Os resultados da edição de 2026 reforçam essa estratégia ao indicar que, além do aumento nas vendas durante o período da campanha, houve fortalecimento da categoria dentro das redes varejistas, com potencial para manter o crescimento da participação da carne suína após o encerramento das ações promocionais.
Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.




