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Notícias Suinocultura

ABCS representará o Brasil em evento internacional de suinocultura

Diretora Técnica da ABCS, Charli Ludtke, palestrará na programação oficial da PorcShow 2020, em um painel composto por representantes da Espanha, China, Alemanha, Estados Unidos e Canadá

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Arquivo/OP Rural

A Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) representará o Brasil na 7ª edição do Le Porc Show, evento Canadense organizado pela Associação das Indústrias de Nutrição Animal e Cereal de Quebec (AQINAC), em parceria com a Associação de Criadores de Suínos e a Associação de frigoríficos de Quebec, que reúne os principais nomes da suinocultura mundial para debater temas de relevância no setor. Realizado pela primeira vez de forma online, as palestras começaram no dia 25 de novembro e vão até o dia 9 de dezembro, podendo ser acompanhadas gratuitamente via Zoom, uma oportunidade inédita. A inscrição para participar do evento pode ser feita por aqui.

Como a única mulher participante, a diretora técnica da ABCS, Charli Ludtke estará representando não apenas o Brasil e a ABCS, mas todas as profissionais do setor, que aprimoram os diversos elos da cadeia da suinocultura nacional (do campo à indústria). Durante o ano de 2020 a diretora esteve à frente de diversas iniciativas colaborativas entre instituições brasileiras, em especial o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), e também outros países, com a elaboração de materiais técnicos, livros, além de 13 Webinars que conseguiram projetar a ABCS e a suinocultura brasileira internacionalmente, buscando minimizar os impactos da pandemia (COVID-19) ao setor, contribuindo para a mitigação de fatores de risco no setor. Ela se apresentará na quarta-feira, dia 09 de dezembro, às 12h15 (horário de Brasília) e abordará o tema “Brasil: a indústria suína durante o Covid – o que está acontecendo no mundo?”. A suinocultura brasileira tem chamado atenção, entre os players mundiais, por conseguir manter a produção durante a pandemia, contribuindo para a estabilização do PIB e também ampliando a exportação, batendo recordes nos volumes de carne suína exportadas principalmente para a China, um importante parceiro comercial.

“O Brasil é o quarto maior produtor e exportador de carne suína, 81% se mantém no mercado interno e 19% é exportada para mais de 70 países. Com relação ao PIB da cadeia de produção de suínos, atingimos US$ 16,2 bilhões de dólares somente este ano. Em 2019, a participação do agronegócio no PIB Brasil foi 23,5%, e para o ano de 2020, estimamos que o PIB do agronegócio aumente 6,75%. Nesses últimos três anos, observamos evoluções tanto no volume de suínos abatidos quanto na produção brasileira de carne suína. Passando de 43 milhões de suínos abatidos em 2017, para 46 milhões em 2019. Já a produção de carne suína, aumentou de 3.75 milhões de toneladas em 2017, com a estimativa de fechar em mais de 4 milhões de toneladas em 2020. Com relação à exportação de carne suína, o Brasil vem aumentando o seu volume nos últimos anos, muito impulsionado pelo importante parceiro comercial asiático, que é a China. De 2018 a 2019 tivemos um crescimento de 19,3% e a projeção para este ano é de um aumento de 22% em relação à 2019. Passando de 861 mil toneladas para 1.050 milhão de toneladas” explica a diretora.

Além disso, Ludtke pretende também falar sobre todo o aprendizado acumulado ao longo do ano através do compartilhamento de experiências entre países, os trabalhos colaborativos que propiciaram a realização dos Webinars, o tema em pauta de bem-estar animal, uso prudente de antimicrobianos, saúde única e sistemas sustentáveis de produção. “Com todas as experiências que adquirimos atuando no enfrentamento da COVID-19, nos fica a lição aprendida quanto a valorizarmos e redobrarmos a atenção quanto aos cuidados com a saúde pública, proteção dos colaboradores envolvidos na cadeia e a segurança dos alimentos. Felizmente no Brasil nossos sistemas de fiscalização e inspeção de carnes são muito bem estruturados por parte dos serviços veterinários oficiais e a iniciativa privada representada pelas agroindústrias. Mas temos que continuar nos aprimorando. Todos nós devemos ir além e compartilhar responsabilidades, visando uma suinocultura mais sustentável com saúde do rebanho, bem-estar dos animais, uso prudente de antibióticos, boas práticas agropecuárias e segurança do alimento, além de um sistema de fiscalização sanitária confiável e transparente com conectividade e rastreabilidade” conclui.

Confira a programação da PorcShow no horário de Brasília:

09/12

10h Abertura

10h15 Evolução da Produção Suinícola na Espanha

11h05 China: a Indústria Suinícola durante a Covid

11h40 Alemanha: a Indústria Suinícola durante a Covid

12h15 Brasil: a Indústria Suinícola durante a Covid

12h45 Estados Unidos: a Indústria Suinícola durante a Covid

13h20 Canadá: a Indústria Suinícola durante a Covid

13h50 a 14h10 oficinas e palestras com foco em gastronomia

14h35 Principais desafios no setor suinícola – o que os consumidores podem esperar?

15h Retrato do cliente atual: 10 tendências principais no setor alimentício

Fonte: Assessoria ABCS
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Notícias Pecuária

Restrição de oferta de boi garante altas de preço no Brasil

Frigoríficos ainda encontram dificuldades na composição de suas escalas de abate, posicionadas três e quatro dias úteis, operando com uma capacidade de abate reduzida

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Arquivo/OP Rural

Os preços do boi gordo tiveram mais uma semana de valorização do Brasil, diante do limitado volume de oferta de animais terminados presente no mercado neste momento.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos ainda encontram dificuldades na composição de suas escalas de abate, posicionadas três e quatro dias úteis, operando com uma capacidade de abate reduzida. “A oferta de animais terminados tende a permanecer restrita até meados de março, quando os animais de pasto estarão próximos do peso ideal para abate. Quando ela surgir, as indústrias ainda dependerão da decisão de venda do pecuarista. De qualquer forma são ao menos mais 40 dias de um ambiente bastante complicado em relação à oferta”, sinaliza.

Para o analista, os preços somente não avançam com maior força diante do consumo doméstico enfraquecido, uma vez que o brasileiro médio está descapitalizado. “Nesse momento a população se depara com despesas usuais a esse período do ano, como IPTU, IPVA, compra de material escolar, entre outros”, pontua.

No mercado atacadista, a semana foi marcada por preços mais acomodados ao longo da semana. No entanto, há pouco espaço para reajustes no curto prazo, em linha com a situação do consumidor final. “Em linhas gerais o consumidor médio não consegue absorver tantos reajustes para a carne bovina e esse tipo de cenário remete a uma maior demanda por proteínas que causem um menor impacto na renda média, como a carne de frango”, afirma. Com isso, os preços se mantiveram no país no atacado. O corte traseiro foi precificado a R$ 20,80, por quilo, a ponta da agulha seguiu no patamar de R$ 15,50, por quilo e os cortes de dianteiro permaneceram em R$ 15,50, por quilo.

Os preços a arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 21 de janeiro:

  • São Paulo (Capital) – R$ 298,00 a arroba, contra R$ 290,00 a arroba em 14 de janeiro (subindo 2,76%).
  • Goiás (Goiânia) – R$ 290,00 a arroba, contra R$ 280,00 a arroba (3,57%).
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 290,00 a arroba, ante R$ 285,00 a arroba, subindo 1,75%.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 285,00 a arroba, ante R$ 277,00 a arroba (2,89%).
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 282,00 a arroba, contra R$ 275,00 a arroba (2,55%).

Já as exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 272,967 milhões em janeiro (10 dias úteis), com média diária de US$ 27,296 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 60,509 mil toneladas, com média diária de 6,051 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.511,10.

Em relação a janeiro de 2020, houve alta de 6,78% no valor médio diário da exportação, ganho de 13,82% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 6,19% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado Interno

Fraco escoamento interno e externo pressiona cotações do suíno

Mercado brasileiro de suínos registrou uma semana de pressão nas cotações, tanto no quilo vivo quanto nos cortes negociados no atacado

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de suínos registrou uma semana de pressão nas cotações, tanto no quilo vivo quanto nos cortes negociados no atacado. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, frigoríficos ressaltam que o escoamento da carne segue enfraquecido, fator que acaba resultando em um menor ímpeto nas negociações envolvendo animais para abate e, ainda, a busca por preços mais baixos.

Para Maia, o perfil de consumo tende a apresentar pouca mudança no curto prazo, considerando que as famílias estão descapitalizadas neste momento, além de contarem com despesas adicionais, típicas de um início de ano. “A alta carne bovina no país seria um fator favorável, mas diante da grande deterioração da renda, os consumidores tendem a acabar migrando diretamente para a carne de frango e para o ovo”, projeta.

Além da fragilidade em relação aos preços do suíno vivo, os suinocultores estão preocupados também com o alto custo da nutrição animal. “Quanto ao milho, a perspectiva é de um quadro de estresse e preços elevados ao longo do semestre, por conta da safra verão curta e da logística concentrada na soja, trazendo encarecimento aos fretes”, sinaliza.

Levantamento de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil baixou 7,17% ao longo da semana, de R$ 6,71 para R$ 6,23. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado caiu 5,49%, de R$ 13,00 para R$ 12,29. A carcaça registrou um valor médio de R$ 9,60, queda de 9,33% frente à semana anterior, de R$ 10,59.

A desaceleração das exportações no decorrer deste mês traz apreensão, dada a dificuldade de absorção de volumes adicionais pelo mercado doméstico. Segundo os dados preliminares divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a média diária embarcada até a segunda semana de janeiro ficou em apenas 3,003 mil toneladas. “Seguindo essa média no restante do mês, mais o volume do industrializado, janeiro fecharia perto das 70 mil toneladas embarcadas”, afirma.

As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 71,641 milhões em janeiro (10 dias úteis), com média diária de US$ 7,164 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 30,034 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.385,30.

Em relação a janeiro de 2020, houve alta de 3,49% no valor médio diário da exportação, ganho de 11,57% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 7,25% no preço médio.

A análise semanal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo baixou de R$ 130,00 para R$ 123,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90. No interior do estado a cotação recuou de R$ 7,50 para R$ 6,90.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração retrocedeu de R$ 6,30 para R$ 6,20. No interior catarinense, a cotação baixou de R$ 7,30 para R$ 6,75. No Paraná o quilo vivo caiu de R$ 7,15 para R$ 6,70 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo recuou de R$ 6,05 para R$ 5,90.

No Mato Grosso do Sul a cotação na integração retrocedeu de R$ 6,40 para R$ 5,90, enquanto em Campo Grande o preço recuou de R$ 6,10 para R$ 5,75. Em Goiânia, o preço caiu de R$ 7,00 para R$ 5,90. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno baixou de R$ 7,10 para R$ 6,00. No mercado independente mineiro, o preço passou de R$ 7,20 para R$ 6,10. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis diminuiu de R$ 6,00 para R$ 5,70. Já na integração do estado o quilo vivo caiu de R$ 5,90 para R$ 5,80.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Safra de inverno

Mercado brasileiro de trigo tem poucos negócios e viés altista

Com muitos produtores atentos às culturas de verão no Brasil, o mercado de trigo deve ficar em segundo plano, com preços “lateralizados”

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Divulgação/AENPr

Com muitos produtores atentos às culturas de verão no Brasil, o mercado de trigo deve ficar em segundo plano, com preços “lateralizados”. Conforme o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, apesar da baixa liquidez e dos preços oscilando pouco, o viés segue altista, levando em conta o cenário externo. “A demanda segue relativamente fraca. O mercado deve permanecer com negócios pontuais e os compradores, buscando oportunidades atrativas”, disse.

Na última quinta-feira (21), a elevação do dólar em relação ao real favoreceu o cenário de alta dos preços do trigo. A variação cambial torna o produto de fora do Brasil mais caro no mercado interno. Além disso, a menor oferta nacional e internacional segue como fator fundamental para a valorização do grão.

A Rússia, maior exportador, e a Ucrânia, sexto maior, estudam restrições nas suas exportações de trigo. Segundo analistas de SAFRAS & Mercado, o mesmo pode acontecer com a Argentina. Isso restringiria o produto disponível à indústria brasileira. A oferta global, já apertada, pode ficar ainda menor, com a possibilidade de novas compras por parte da China. O país asiático já está entre os maiores importadores de trigo do mundo.

Argentina

Levantamento semanal divulgado pelo Ministério da Agroindústria da Argentina indicou que a colheita de trigo da safra 2020/21 do país foi finalizada na área total prevista de 6,702 milhões de hectares.

De acordo com o Ministério, na semana anterior a colheita estava em 99%. No mesmo período do ano passado, a ceifa atingia 99% dos 6,95 milhões de hectares cultivados na temporada 2019/20.

Fonte: Agência SAFRAS
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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