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ABCS realiza workshop técnico com tópicos relevantes para o futuro da suinocultura

O evento faz parte da programação do XVIII Congresso Abraves, que acontecerá em Goiânia (GO) na próxima semana

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O Congresso da Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves), promovido pela regional Goiás, contará com a participação da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) na programação de sua 18ª edição. Na quarta-feira (18) a entidade, em parceria com a Associação Goiana de Suinocultores (AGS), apresentará workshop técnico sobre compartimentação na suinocultura e Instrução Normativa 14.

O Congresso é reconhecido pela qualidade técnica dos painéis, ministrados por especialistas do Brasil e do exterior, e historicamente tem contribuído com o desenvolvimento da suinocultura por meio da divulgação de informações técnico-científicas em todas as áreas de conhecimento da suinocultura.

Um dos assuntos abordados será a Instrução Normativa 14 de 2016, que trata sobre a produção de rações com medicamentos. As granjas de produtores independentes, que representam parte significativa das granjas brasileiras – cerca de 40% da produção do país –, uma grande parte das granjas de cooperativas e algumas granjas integradas têm fábrica de ração própria e precisam se adaptar as exigências previstas nesta normativa para continuarem a utilizar medicamentos a granel.

“No caso de o produtor não conseguir se adequar a essas boas práticas ele só poderá utilizar medicamentos já incluídos no premix mineral vitamínico, o que gera graves limitações já que o premix medicado pode não estar disponível quando necessário e possivelmente a entrega de um novo lote não ocorrerá num curto prazo, o que pode agravar o quadro sanitário das granjas”, explica Nilo de Sá, diretor executivo da ABCS.

O objetivo da palestra é levar aos produtores um representante do MAPA, responsável por essa área, para esclarecer quais foram os motivos que levaram a entidade a criar esta normativa e as dúvidas sobre as exigências de boas práticas de fabricação para que o produtor possa continuar utilizando o medicamento a granel. “Sabemos que na maioria das vezes não estamos falando de recursos vultuosos para adequação, mas sim sobre definição e implantação de procedimentos operacionais”, completa o executivo.

O encontro é também uma oportunidade de apresentar ao Ministério as dificuldades relatadas pelos produtores de diferentes regiões e realidades, o que dará suporte ao desenvolvimento de manuais que auxiliarão os produtores no atendimento às exigências previstas na IN 14.

Outro tema a ser abordado é a compartimentação da suinocultura como possibilidade para empresas preservarem ou buscarem novos mercados. A instrução normativa que define as regras para a implantação de compartimentos de suinocultura ainda não foi promulgada, mas o texto já sendo discutido junto com a iniciativa privada, inclusive com a participação da ABCS.

De Sá explica que o compartimento, por se tratar de uma unidade produtiva com condição sanitária diferenciada, pode ser uma alternativa para as empresas buscarem ser reconhecidas como livres de determinadas doenças. Porém, a implantação exige o estabelecimento de uma série de medidas de controle de sanidade, os quais são necessários para manter o compartimento livre caso haja um surto da doença na sua região ou estado. “É importante que as empresas e as pessoas do setor tenham conhecimento dessa alternativa que pode contribuir pra acessar mercados externos ou para preservá-los, caso haja surtos no país”, finaliza Nilo.  

Ao final, será promovido um debate com todos os participantes para que possam sanar as dúvidas e fazer possíveis questionamentos. Além do workshop técnico, no dia 18 de outubro a ABCS levará ao evento uma ação de marketing com foco em saúde, apresentado pelo preparador físico Marcio Atalla.

Bem-estar animal

A ABCS participa também do Seminário Técnico "Bem-estar na produção de suínos" desenvolvido pelo MAPA no Congresso Abraves durante os dias 17 e 18 de outubro. Na próxima terça-feira (17), o diretor executivo Nilo de Sá fará parte do painel "Gestação Coletiva de Matrizes Suínas" sob a moderação da coordenadora geral de Agregação de Valor do Departamento de Desenvolvimento das Cadeias Agropecuárias e da Produção Sustentável do MAPA, Charli Ludtke, com a palestra "Ações da ABCS para promover o bem-estar na suinocultura", às 9h30.

Na ocasião, será abordado o trabalho que a entidade vem realizando junto aos produtores e órgãos oficiais para atender esta importante e crescente demanda dos mercados interno e externo. Os participantes também terão a oportunidade de discutir as boas práticas no manejo geral, ambiência e climatização nas granjas.

Esta ação está dentro do planejamento previsto no protocolo de intenções que a ABCS tem com o MAPA, que pretende dialogar com os elos da cadeia e debater as diretrizes básicas para orientar o produtor que queira adotar práticas de bem-estar na granja, de forma que os interesses do suinocultor sejam protegidos.

XVII Congresso Abraves

O congresso, que traz nesta edição o tema "A suinocultura brasileira na era da tecnologia e da sustentabilidade", terá a participação de várias instituições engajadas na causa da suinocultura, entre elas a AGS, o Sebrae e o MAPA, e acontecerá nos dias 17 a 19 de outubro, no Centro de Convenções, em Goiânia (GO).

O painel "Tendências e estratégias para a suinocultura brasileira" será no dia 18 de outubro, às 14h, na Sala Rio Araguaia, Centro de Convenções de Goiânia (GO). Confira aqui a programação completa. 

Fonte: Assessoria

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Setor produtivo do Paraná apresenta proposta para concessão da Malha Sul ferroviária

Documento defende nova licitação da ferrovia, divisão em três trechos e maior retorno de investimentos ao estado.

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Foto: Divulgação TLSA

O presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, entregou, no dia 24 de junho, em Umuarama, ao ministro dos Transportes, George Santoro, o posicionamento do setor produtivo paranaense em relação a nova concessão da Malha Sul ferroviária. O documento, elaborado em conjunto pelo G7 Paraná, reúne propostas relacionadas ao modelo atualmente em discussão para a futura operação da ferrovia, cujo contrato vigente encerra em 2027.

O Sistema Faep defende a realização de uma nova licitação para a Malha Sul, com foco na ampliação da capacidade de transporte, na modernização da infraestrutura ferroviária e na eliminação dos principais gargalos logísticos que afetam a competitividade do Paraná. Os estudos apresentados pelo Governo Federal preveem a divisão da Malha Sul em três segmentos: Paraná-Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mercosul.

O documento entregue ao ministro reúne propostas relacionadas ao modelo atualmente em discussão para a futura operação da ferrovia, cujo contrato atual se encerra em 2027

Embora a entidade apoie a separação das operações, considera inadequado o modelo proposto para distribuição dos recursos gerados pela concessão, que prevê outorga de R$ 8,7 bilhões. A malha ferroviária do Paraná concentra aproximadamente 78% da carga movimentada por trens. No entanto, a proposta prevê que parte significativa desses recursos seja utilizada para financiar investimentos e déficits em outras concessões ferroviários.

“Somos favoráveis à modernização da ferrovia e à nova licitação, mas entendemos que os recursos gerados pelos usuários paranaenses precisam retornar em investimentos para o próprio Paraná. Não é razoável que a região responsável pela maior parte da movimentação de cargas financie gargalos de outras malhas enquanto seus próprios problemas permanecem sem solução”, afirma Meneguette.

Outro ponto de preocupação é a ausência de investimentos considerados estratégicos para ampliar a capacidade do transporte ferroviário no Estado. Entre as obras prioritárias defendidas pelo Sistema Faep estão a construção de um novo traçado ferroviário na Serra da Esperança, entre Guarapuava, Irati e Lapa; a implantação do Contorno Ferroviário Oeste de Curitiba; e a ampliação dos pátios de cruzamento, estruturas que permitem aumentar a fluidez do tráfego ferroviário.

De acordo com a entidade, os estudos atualmente apresentados não contemplam essas intervenções de forma adequada nem estabelecem cronogramas compatíveis com a demanda crescente por transporte de cargas.

Foto: Jonathan Campos

“Precisamos de uma concessão que aumente a capacidade operacional da ferrovia. O Paraná produz cada vez mais e necessita de uma infraestrutura logística capaz de acompanhar esse crescimento. Algumas obras consideradas fundamentais aparecem apenas para o 27º ano da concessão, quando deveriam ser tratadas como prioridade”, destaca o presidente do Sistema Faep.

Durante a reunião, Santoro afirmou que o governo federal já reconhece a necessidade de investimentos em dois dos principais gargalos apontados pelo setor produtivo paranaense: o Contorno Ferroviário de Curitiba e as intervenções na Serra da Esperança.

“As duas demandas a gente já tinha mapeado e temos clareza de que vamos incluir como um investimento obrigatório no projeto. Então, já estão resolvidas”, afirma o ministro.

Além das obras estruturantes, o documento entregue ao Ministério dos Transportes propõe a integração da Malha Paraná-Santa Catarina com a Ferroeste, ampliando a eficiência operacional do sistema e fortalecendo a ligação entre as regiões produtoras do Oeste do Paraná e o Porto de Paranaguá.

Os investimentos previstos (Capex) somam cerca de R$ 6,8 bilhões e incluem a substituição de dormentes e trilhos, além da construção de sete novos pátios ferroviários.

O que o Sistema Faep defende para a nova Malha Sul
  • Nova licitação da Malha Sul, em vez da prorrogação do contrato atual;
  • Divisão da malha em três segmentos independentes;
  • Integração da Malha Paraná-Santa Catarina com a Ferroeste;
  • Reinvestimento dos recursos gerados no Paraná em obras dentro do próprio Estado;
  • Construção do novo trecho Guarapuava-Irati-Lapa (Serra da Esperança);
  • Implantação do Contorno Ferroviário Oeste de Curitiba;
  • Ampliação dos pátios de cruzamento na Serra do Mar;
  • Cronograma de investimentos antecipado para eliminar gargalos;
  • Garantias que evitem aumento tarifário aos usuários;
  • Possibilidade de aportes dos governos estadual e federal para acelerar as obras prioritárias.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Linha de crédito de R$ 10 bilhões amplia acesso à tecnologia no campo

Recursos serão operados pela Finep e voltados à compra de máquinas e implementos agrícolas por produtores rurais pessoas físicas e jurídicas.

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Foto: Divulgação

O Governo Federal publicou, na quarta-feira (01º), a Medida Provisória nº 1.374, que autoriza a destinação de até R$ 10 bilhões para uma linha de financiamento voltada à adoção de tecnologias baseadas em máquinas e equipamentos agrícolas inovadores produzidos no Brasil. A iniciativa integra o programa Move Agricultura e tem como objetivo ampliar o acesso ao crédito para modernização da produção rural.

Foto: Shutterstock

A MP altera o artigo 15-A da Lei nº 11.540/2007 e permite, de forma extraordinária no exercício de 2026, a criação da nova linha de financiamento. A gestão dos recursos ficará sob responsabilidade da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com operação por meio de crédito descentralizado, executado por agências de fomento, bancos de desenvolvimento e instituições financeiras oficiais credenciadas.

O financiamento será destinado a projetos de disseminação tecnológica baseados em equipamentos agrícolas inovadores nacionais. Poderão acessar a linha produtores rurais pessoas físicas e jurídicas, com enquadramento como crédito rural conforme a legislação vigente.

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, a ampliação do acesso ao crédito é central na política pública. “A verdadeira grandeza de uma política pública está na sua capacidade de fazer esse crédito chegar a mais brasileiros. Ampliamos o acesso à linha de financiamento para que não apenas pessoas jurídicas, mas também produtores rurais pessoas físicas possam adquirir máquinas e equipamentos agrícolas inovadores produzidos no Brasil”, afirmou.

Foto: Divulgação/Freepik

Com a inclusão de pessoas físicas entre os beneficiários, a medida amplia o alcance da política e permite que produtores de diferentes portes tenham acesso a equipamentos modernos, voltados à mecanização e à inovação no campo.

O Move Agricultura, que integra a nova linha de financiamento, foi lançado durante a 20ª edição da Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães (BA), pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. O programa prevê crédito para aquisição de tratores, colheitadeiras, plantadeiras e outros implementos agrícolas, com juros de até 9,2% ao ano, prazo de até 60 meses e carência de 12 meses. A proposta é acelerar a modernização da frota agrícola e estimular o desenvolvimento de tecnologias nacionais.

A Medida Provisória também autoriza a concessão de apoio financeiro, por meio de subvenção econômica, a produtores independentes de cana-de-açúcar do Nordeste. O benefício é destinado a reduzir impactos de prejuízos associados à tributação adicional dos Estados Unidos sobre exportações brasileiras ou a eventos climáticos extremos.

A MP foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a cerimônia de lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, realizada na terça-feira (30).

Fonte: Assessoria Mapa
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Acordo entre EUA e Irã reduz risco logístico no mercado global de fertilizantes

Estreito de Ormuz tem reabertura parcial após avanço diplomático, enquanto a ureia recua US$ 360 toneladas desde abril, com maior oferta no Golfo e retomada parcial das exportações da China.

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Foto: Claudio Neves

O conflito no Oriente Médio teve um novo desdobramento em 14 de junho, com o anúncio de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, seguido pela assinatura eletrônica do documento no dia 15. Apesar disso, o texto final do acordo ainda deve ser divulgado na sexta-feira, mantendo incertezas no cenário.

Foto: Claudio Neves/Portos Paraná

O Estreito de Ormuz foi parcialmente reaberto e há expectativa de liberação total até o fim da semana, embora o fluxo ainda não esteja normalizado. A região é considerada estratégica para o transporte de matérias-primas usadas na produção de fertilizantes.

No mercado de nitrogenados, a ureia registrou queda expressiva de cerca de US$ 360 por tonelada desde o fim de abril, retornando a patamares anteriores ao conflito. O movimento foi influenciado por um excesso pontual de oferta, com estoques acumulados no Golfo e o retorno parcial da China como exportadora. As cotações CFR Brasil recuaram para cerca de US$ 445/t, com negócios sendo fechados em níveis ainda mais baixos.

Nos fosfatados, o cenário segue mais pressionado. O enxofre, insumo essencial para a produção de MAP e SSP, avançou para cerca de US$ 1.250/t. Já o MAP permanece próximo de US$ 900/t CFR Brasil. Do lado da oferta, a China segue praticamente fora do mercado de fósforo, enquanto a Rússia opera com restrições ligadas a danos de infraestrutura decorrentes da guerra. No Oriente Médio, há impactos logísticos, e o Marrocos enfrenta limitação de capacidade associada à escassez de enxofre.

Nos potássicos, o mercado apresenta maior estabilidade. O KCl oscila em torno de US$ 405/t CFR Brasil, sustentado por um equilíbrio maior entre oferta e demanda globais, sem mudanças estruturais relevantes no período.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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