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ABCS promove treinamento inédito sobre estratégias de comunicação e vendas

Evento online foi transmitido no Youtube para os contribuintes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura

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A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) realizou na quarta-feira (25), um treinamento inédito e exclusivo, pensado para auxiliar as associações e frigoríficos contribuintes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS) a se conectarem com os consumidores e melhorarem as técnicas de vendas. Para isso, a ABCS convidou especialistas que abordaram de forma muito prática e dinâmica o cenário atual, os conceitos e os mecanismos que movem as compras. A diretora de marketing e projetos da ABCS, Lívia Machado, abriu o evento falando sobre a importância de se destacar através da comunicação: “um produto, diferentes realidades e a mesma oportunidade de venda. A sua comunicação é o que diferencia o produto.” A transmissão foi feita ao vivo pelo YouTube, permitindo muita interação com os participantes e já conta com quase 300 visualizações.

A Diretora da Inspirah Comunicação e consultora de marketing da ABCS, Tayara Beraldi, conduziu a primeira apresentação trazendo uma visão ampla do mercado, do varejo e do consumidor. Segundo ela, do ponto de vista tecnológico, a pandemia acelerou processos, fazendo com que o comércio se ajustasse mais rapidamente ao mundo digital. “Em todas as pesquisas que fizemos para entender as tendências de janeiro e de agora, ficou claro que a pandemia antecipou o que era inevitável. De acordo com a IBM, as mudanças das lojas físicas para o comércio eletrônico foram adiantadas em 5 anos. Ao final deste ano, espera-se que este tipo de comércio tenha se desenvolvido 20% a mais.”

Toda esta revolução mudou o que se entendia como o modelo tradicional de negócio para o mercado e para os consumidores. Para ela, três grandes disrupções foram decisivas nesta mudança: o home office, a digitalização e a reflexão focada em autocuidado motivada pelo atual momento. “Desde o início da pandemia houve uma busca em mais de 20% nos aplicativos de bem-estar, 42% no ensino a distância e 72% no streaming. O Brasil viveu uma mudança no comportamento de compra, hoje 40% das pessoas estão fazendo mais compras online e pretendem continuar fazendo após o Covid. Além disso, 35% das pessoas declaram que vão diminuir as idas às lojas físicas após o Covid. O que vemos é o processo acelerado da digitalização impactado pela pandemia que trouxe novas formas de pensar, novas formas de agir e novas formas de consumir e que trazem a saúde e o bem-estar em primeiro lugar.”

Em seguida, o comunicador Corporativo Márcio Mussarela conduziu a palestra “De vendedor a consultor de compras: mude sua estratégia e venda mais”. De forma prática e didática, ele explicou vários princípios que regem a relação vendedor/cliente e demonstrou quais são as melhores formas de se conectar e conseguir comunicar o seu produto de maneira eficiente. Para ele, o segredo está na escolha de palavras, na postura e na abordagem, para que não seja ativado um mecanismo de defesa que irá bloquear o tema na mente do cliente. Ele reitera também a importância do fator humano na hora de estabelecer uma venda. “Se você está presente em uma interação de vendas, então é porque algo de humano precisa ser feito nesse momento. Se você vender como uma máquina, em breve será substituído por uma. Seja humano e você será insubstituível. Quanto mais digitais nós nos tornamos, mais humanos nós precisamos ser.”

E para encerrar o treinamento, a gerente de comunicação da ABCS, Danielle Sousa, falou sobre o conceito Escolha Mais Carne Suína, criado pela ABCS, trazendo dicas de impacto para vender o seu produto através do marketing de conteúdo. Para ela, “precisamos inspirar pessoas e uma boa forma de fazer isso é associar um estilo de vida ao produto. O conceito Escolha Mais Carne Suína nos possibilita ter esse diálogo com o consumidor.” Ela ressaltou também a importância do FNDS que possibilita a realização deste tipo de trabalho e todos os pacotes e serviços como artigos nutricionais, posts, fotografias, cartilhas e vídeos embasados que estão disponíveis para os contribuintes e que vão ajudar a agregar valor e comunicar a proteína da melhor forma possível.

Na ocasião, também foram lançados o pacote de marketing temático de festas de fim de ano, que será enviado às associações e frigoríficos contribuintes do FNDS, e o calendário impresso para 2021 com o tema bons sentimentos, elaborado pela ABCS a partir da estratégia de designar um sentimento positivo para cada mês do ano, reiterando assim o desejo para um próximo ano de boas energias e realizações. Esse material também está disponível aos contribuintes para reimpressão e pode ser solicitado à ABCS.

Fonte: Assessoria ABCS

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Agro paranaense participa de manifesto por modernização da jornada de trabalho

Documento assinado pelo Sistema Faep reforça necessidade de diálogo social, dados e respeito às especificidades de cada setor.

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Foto: Freepik

O Sistema Faep assinou, ao lado de outras 93 entidades de diversos setores produtivos do agronegócio, indústria, combustíveis, construção, comércio, serviços e transportes, o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”. O documento propõe um debate amplo e técnico sobre eventuais mudanças na carga horária semanal. O texto destaca a necessidade de conciliar qualidade de vida com a manutenção do emprego formal, da competitividade e da produtividade da economia brasileira.

Leia o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”

Foto: SEAB

“É fundamental olharmos para esse debate com atenção e responsabilidade. Antes da tomada de qualquer decisão, é preciso promover um amplo debate envolvendo as entidades representativas dos setores produtivos e, principalmente, o aprofundamento dos detalhes fora do âmbito político”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa discussão precisa ser técnica, e não usada como ferramenta política para angariar votos em ano de eleição”, complementa.

O manifesto defende que mudanças estruturais envolvendo a jornada de trabalho sejam conduzidas com base em dados, diálogo social e diferenciação por setor, respeitando as particularidades das atividades econômicas. O Sistema FAEP reforça que o objetivo é garantir avanços sociais sem comprometer a sustentabilidade do emprego formal e a oferta de alimentos, preservando o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e bem-estar dos trabalhadores.

Estudo elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP aponta que a redução da jornada de trabalho no modelo 6×1, com diminuição de 44 horas para 36 horas semanais, vai gerar um acréscimo anual de R$ 4,1 bilhões à agropecuária do Paraná. O levantamento considera 645 mil postos de trabalho no agro paranaense e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões. Com a mudança, seria necessária uma reposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, o que pode resultar na contratação de aproximadamente 107 mil novos trabalhadores para manter o atual nível de produção.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Trigo safrinha ganha espaço no Cerrado e começa a ser semeado após a soja

Cultivo de sequeiro ajuda a diversificar a produção e pode render até 85 sacas por hectare em anos favoráveis.

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Foto: Breno Lobato

O plantio do trigo de segunda safra, conhecido como trigo safrinha ou de sequeiro, começa neste início de março no Cerrado do Brasil Central. A cultura costuma ser semeada logo após a colheita da soja e aproveita as últimas chuvas da estação para se desenvolver sem necessidade de irrigação.

O sistema tem sido adotado por produtores da região por exigir investimento relativamente baixo e permitir o aproveitamento de áreas que ficariam em pousio. Além disso, o trigo ajuda a diversificar a produção e a quebrar o ciclo de pragas e doenças nas lavouras.

Mesmo com previsão de redução da área de trigo no país, conforme o Boletim da Safra de Grãos de fevereiro de 2026 da Companhia Nacional de Abastecimento, produtores do Cerrado demonstram otimismo com a cultura após os bons resultados registrados no último ano. A expectativa é de manutenção da área plantada ou até leve aumento.

Em 2025, cerca de 290 mil hectares foram cultivados com trigo nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal, sendo mais de 80% da área com trigo de sequeiro. Em Goiás, a estimativa para este ano é de plantio entre 80 mil e 90 mil hectares.

Foto: Fábio Carvalho

Na região, o cultivo geralmente ocorre em sistema de plantio direto, em sucessão à soja e em rotação com milho e sorgo. A prática contribui para a diversificação das lavouras e para o manejo de plantas daninhas resistentes, além de deixar palhada no solo para a próxima safra de verão.

Outra característica da produção no Cerrado é o calendário. Como a semeadura ocorre antes das demais regiões tritícolas do país, o trigo cultivado no Brasil Central costuma ser o primeiro a ser colhido no ciclo nacional. A colheita acontece entre junho e julho, período seco que favorece a qualidade dos grãos.

Os rendimentos nas lavouras da região variam, em média, de 35 a 85 sacas por hectare em anos com chuvas dentro da média. Esse desempenho tem estimulado produtores a manter ou ampliar o cultivo.

Para o plantio do trigo de sequeiro, recomenda-se que as áreas tenham altitude igual ou superior a 800 metros. Também é importante realizar análise e correção do solo, além de evitar compactação para favorecer o desenvolvimento das raízes.

A semeadura pode ser feita ao longo de março, de acordo com o regime de chuvas. Em áreas onde as precipitações terminam mais cedo, a orientação é antecipar o plantio para o início do mês. O escalonamento da semeadura e o uso de cultivares com ciclos diferentes são estratégias utilizadas para reduzir riscos climáticos.

Entre as opções disponíveis para o cultivo na região estão cultivares desenvolvidas pela Embrapa, como a BRS Savana, lançada no final de 2025, e a BRS 404, ambas adaptadas ao sistema de sequeiro em ambiente tropical. Essas variedades apresentam ciclo precoce e potencial de rendimento que pode chegar a cerca de 80 sacas por hectare em condições favoráveis.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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Seu contrato de arrendamento pode ser extinto

Decisão recente do Superior Tribunal de Justiça estabelece que a perda judicial da propriedade pode encerrar o contrato de arrendamento rural e obrigar o arrendatário a desocupar o imóvel, mesmo com direitos de preferência previstos no Estatuto da Terra.

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Foto: Divulgação/Sistema Faep

O arrendamento de imóvel rural é regulado pelo Estatuto da Terra (Lei n. 4.504/64) e por seu Regulamento (Decreto n. 59.566/66).

Como se sabe, o arrendatário (aquele que explora o imóvel mediante pagamento de aluguel/renda) tem direito de preferência em caso de alienação, em igualdade de condições com terceiros.

Além disso, o arrendatário tem direito de preferência na renovação do contrato de arrendamento, nas mesmas condições ofertadas a terceiros.

Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.

Se o arrendatário não for notificado (por meio de Cartório de Títulos e Documentos) no prazo de seis meses que antecedem o vencimento do contrato, o instrumento será renovado automaticamente por igual período e condições.
Contudo, tais direitos podem não prevalecem em determinadas situações.

Em decisão recente do Superior Tribunal de Justiça – STJ (REsp n. 2187412), entendeu-se que, em caso de perda do imóvel por decisão judicial, o arrendatário perde o direito de continuar a explorar o imóvel.

A justificativa está na redação do Decreto que regulamenta o Estatuto que traz disposição de que o contrato de arrendamento se extingue (dentre outras situações) “pela perda do imóvel rural”.

Nesse sentido é que, em caso de decisão judicial cuja consequência leve à mudança de titularidade do imóvel rural, os direitos do arrendatário não prevalecerão.

Basta uma notificação do novo proprietário informando o arrendatário de que não há interesse na continuidade do contrato de exploração para que o imóvel seja desocupado.

E quanto aos investimentos realizados no imóvel por parte do arrendatário? Neste caso, restará a possibilidade de propositura de uma ação judicial para buscar eventual indenização junto ao proprietário anterior, então arrendante.

Assim, diante dos riscos envolvidos nas relações entre arrendante e arrendatário, bem como diante de possíveis desdobramentos e ações que possam vir a ocorrer a impactar o negócio, os contratos precisam prever tais situações extraordinárias, se possível com constituição de garantias, a fim de evitar surpresas e minimizar prejuízos aos envolvidos.

Fonte: Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.
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