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Notícias De olho no futuro

ABCS prevê tendências que irão reinar em 2023

Mudanças de comportamento, consumidores do futuro, expansão das compras on-line, consolidação do pix e marketing de influência, confira as tendências do ano e saia na frente!

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Foto: Divulgação

O ano de 2023 já começou e traz consigo diversas tendências que irão nortear o comportamento e preferências dos consumidores, a atuação das marcas e a condução dos negócios por todo o mundo. Atenta às novidades e com intuito de orientar a cadeia da suinocultura para uma melhor comunicação e desempenho durante o ano, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), selecionou as principais tendências do ano e dividiu em dois boletins. O primeiro você confere aqui!

Segundo a Global Consumer Trends, uma pesquisa realizada pela Mintel, em 2022 49% dos consumidores norte-americanos declaram terem experimentado estresse, seguido por ansiedade (38%), exaustão mental (22%) e burnout (20%). Por isso em 2023 os consumidores estarão mais ansiosos para focar em si mesmos, a hiper fadiga causada pelas crescentes crises mundiais e o bombardeamento de notícias e conteúdo digital, faz com que eles se sintam sobrecarregados e queiram se conectar com o que realmente importa para eles, engajando em atividades como hobbies, atividade física e que evoquem saúde mental e bem-estar. No Reino Unido 71% das pessoas que sofreram com estresse declaram que uma boa alimentação e exercícios são importantes para controlar o estresse. 62% dizem que rituais diários são uma maneira de melhorar o humor.

Eles também buscarão uma voz mais ativa e mais espaço para co-criar e votar em mudanças ao lado das marcas. Além disso, no âmbito financeiro, os gastos serão intencionais. Fatores como flexibilidade, durabilidade e sustentabilidade desempenharão papéis cada vez mais importantes. Comprar localmente será uma forma de os consumidores se protegerem financeira, ambiental e psicologicamente, e sentirem que estão retribuindo.

O prazer de ir às compras 

De acordo com a pesquisa “Um novo olhar sobre o comportamento dos consumidores”, realizada pela Rojo Estratégia em Varejo, os consumidores gostam de ir às compras presencialmente. Um dos motivos é o prazer que a compra traz, principalmente quando estimulado através de um bom atendimento, qualidade e ambiente da loja (conforto, flores e etc). Algumas tendências para explorar esse prazer na hora da compra são o consumo no local e o take away, além da variedade de segmentação, qualidade, praticidade e o foco em alimentos perecíveis.

Economia 

O estudo também aponta a necessidade de sentir que está fazendo economia na hora da compra. Essa percepção não se constrói apenas com preços baixos, mas com um conjunto de fatores, como a simplicidade da loja, variedade e forma de apresentação dos produtos que contribuem para despertar esse tipo de sensação. A pesquisa também destaca a eficiência dos atacarejos em oferecer e despertar a sensação de economia, o segmento vem se tornando muito forte no mercado brasileiro.

Praticidade 

Outro ponto muito importante para o consumidor é a praticidade, impulsionado pelo desejo de aproveitar melhor o seu tempo. Entre as maiores empresas do mundo, encontram-se algumas que baseiam seu formato na conveniência, como lojas de vizinhança que oferecem praticidade através da proximidade. Além disso, os hipermercados ainda persistem no mercado nacional e internacional, formatos que possibilitam a compra de amplas variedades de produtos em apenas um local, aumentando a percepção de praticidade. Também ligado a esta necessidade, ganham mais espaço as soluções de alimentação como refeições prontas, congelados, lanchonete, rotisserie, hortifrutis fracionados e prontos para consumo.

Bem-estar 

O estudo também observa uma tendência crescente por fatores ligados ao bem-estar. Os cuidados com a saúde determinam a procura por uma variedade cada vez mais ampla de alimentos que atendam a essa necessidade, abrindo mais espaço para variedade de itens saudáveis que vão desde hortifrutis, alimentos orgânicos a sem glúten e etc, mostrando uma oportunidade para a carne suína. Essa visão também está ligada a preservação da natureza e meio ambiente e do convívio social como parte da natureza humana.

Consumidores do futuro 

Compondo quase 30% da população mundial, a Geração Z (1996 – 2012) é prioridade para muitas marcas. Essa geração ambiental e socialmente mais consciente é impulsionada por valores, e estão liderando as demandas para que as empresas tomem medidas diante da crise climática. Eles também exigem maior diversidade e inclusão, além de terem foco em si mesmos, na própria saúde e em suas carreiras, buscando um senso de propósito e visando a construção de um futuro melhor. Cautelosos na hora de fazer dívidas e interessados ​​em gerenciar o próprio dinheiro, eles abraçam tanto o consumismo consciente quanto o custo-benefício dos produtos. As informações são da WGSN.

Fonte: Ascom ABCS

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Agro paranaense participa de manifesto por modernização da jornada de trabalho

Documento assinado pelo Sistema Faep reforça necessidade de diálogo social, dados e respeito às especificidades de cada setor.

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Foto: Freepik

O Sistema Faep assinou, ao lado de outras 93 entidades de diversos setores produtivos do agronegócio, indústria, combustíveis, construção, comércio, serviços e transportes, o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”. O documento propõe um debate amplo e técnico sobre eventuais mudanças na carga horária semanal. O texto destaca a necessidade de conciliar qualidade de vida com a manutenção do emprego formal, da competitividade e da produtividade da economia brasileira.

Leia o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”

Foto: SEAB

“É fundamental olharmos para esse debate com atenção e responsabilidade. Antes da tomada de qualquer decisão, é preciso promover um amplo debate envolvendo as entidades representativas dos setores produtivos e, principalmente, o aprofundamento dos detalhes fora do âmbito político”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa discussão precisa ser técnica, e não usada como ferramenta política para angariar votos em ano de eleição”, complementa.

O manifesto defende que mudanças estruturais envolvendo a jornada de trabalho sejam conduzidas com base em dados, diálogo social e diferenciação por setor, respeitando as particularidades das atividades econômicas. O Sistema FAEP reforça que o objetivo é garantir avanços sociais sem comprometer a sustentabilidade do emprego formal e a oferta de alimentos, preservando o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e bem-estar dos trabalhadores.

Estudo elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP aponta que a redução da jornada de trabalho no modelo 6×1, com diminuição de 44 horas para 36 horas semanais, vai gerar um acréscimo anual de R$ 4,1 bilhões à agropecuária do Paraná. O levantamento considera 645 mil postos de trabalho no agro paranaense e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões. Com a mudança, seria necessária uma reposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, o que pode resultar na contratação de aproximadamente 107 mil novos trabalhadores para manter o atual nível de produção.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Trigo safrinha ganha espaço no Cerrado e começa a ser semeado após a soja

Cultivo de sequeiro ajuda a diversificar a produção e pode render até 85 sacas por hectare em anos favoráveis.

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Foto: Breno Lobato

O plantio do trigo de segunda safra, conhecido como trigo safrinha ou de sequeiro, começa neste início de março no Cerrado do Brasil Central. A cultura costuma ser semeada logo após a colheita da soja e aproveita as últimas chuvas da estação para se desenvolver sem necessidade de irrigação.

O sistema tem sido adotado por produtores da região por exigir investimento relativamente baixo e permitir o aproveitamento de áreas que ficariam em pousio. Além disso, o trigo ajuda a diversificar a produção e a quebrar o ciclo de pragas e doenças nas lavouras.

Mesmo com previsão de redução da área de trigo no país, conforme o Boletim da Safra de Grãos de fevereiro de 2026 da Companhia Nacional de Abastecimento, produtores do Cerrado demonstram otimismo com a cultura após os bons resultados registrados no último ano. A expectativa é de manutenção da área plantada ou até leve aumento.

Em 2025, cerca de 290 mil hectares foram cultivados com trigo nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal, sendo mais de 80% da área com trigo de sequeiro. Em Goiás, a estimativa para este ano é de plantio entre 80 mil e 90 mil hectares.

Foto: Fábio Carvalho

Na região, o cultivo geralmente ocorre em sistema de plantio direto, em sucessão à soja e em rotação com milho e sorgo. A prática contribui para a diversificação das lavouras e para o manejo de plantas daninhas resistentes, além de deixar palhada no solo para a próxima safra de verão.

Outra característica da produção no Cerrado é o calendário. Como a semeadura ocorre antes das demais regiões tritícolas do país, o trigo cultivado no Brasil Central costuma ser o primeiro a ser colhido no ciclo nacional. A colheita acontece entre junho e julho, período seco que favorece a qualidade dos grãos.

Os rendimentos nas lavouras da região variam, em média, de 35 a 85 sacas por hectare em anos com chuvas dentro da média. Esse desempenho tem estimulado produtores a manter ou ampliar o cultivo.

Para o plantio do trigo de sequeiro, recomenda-se que as áreas tenham altitude igual ou superior a 800 metros. Também é importante realizar análise e correção do solo, além de evitar compactação para favorecer o desenvolvimento das raízes.

A semeadura pode ser feita ao longo de março, de acordo com o regime de chuvas. Em áreas onde as precipitações terminam mais cedo, a orientação é antecipar o plantio para o início do mês. O escalonamento da semeadura e o uso de cultivares com ciclos diferentes são estratégias utilizadas para reduzir riscos climáticos.

Entre as opções disponíveis para o cultivo na região estão cultivares desenvolvidas pela Embrapa, como a BRS Savana, lançada no final de 2025, e a BRS 404, ambas adaptadas ao sistema de sequeiro em ambiente tropical. Essas variedades apresentam ciclo precoce e potencial de rendimento que pode chegar a cerca de 80 sacas por hectare em condições favoráveis.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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Seu contrato de arrendamento pode ser extinto

Decisão recente do Superior Tribunal de Justiça estabelece que a perda judicial da propriedade pode encerrar o contrato de arrendamento rural e obrigar o arrendatário a desocupar o imóvel, mesmo com direitos de preferência previstos no Estatuto da Terra.

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Foto: Divulgação/Sistema Faep

O arrendamento de imóvel rural é regulado pelo Estatuto da Terra (Lei n. 4.504/64) e por seu Regulamento (Decreto n. 59.566/66).

Como se sabe, o arrendatário (aquele que explora o imóvel mediante pagamento de aluguel/renda) tem direito de preferência em caso de alienação, em igualdade de condições com terceiros.

Além disso, o arrendatário tem direito de preferência na renovação do contrato de arrendamento, nas mesmas condições ofertadas a terceiros.

Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.

Se o arrendatário não for notificado (por meio de Cartório de Títulos e Documentos) no prazo de seis meses que antecedem o vencimento do contrato, o instrumento será renovado automaticamente por igual período e condições.
Contudo, tais direitos podem não prevalecem em determinadas situações.

Em decisão recente do Superior Tribunal de Justiça – STJ (REsp n. 2187412), entendeu-se que, em caso de perda do imóvel por decisão judicial, o arrendatário perde o direito de continuar a explorar o imóvel.

A justificativa está na redação do Decreto que regulamenta o Estatuto que traz disposição de que o contrato de arrendamento se extingue (dentre outras situações) “pela perda do imóvel rural”.

Nesse sentido é que, em caso de decisão judicial cuja consequência leve à mudança de titularidade do imóvel rural, os direitos do arrendatário não prevalecerão.

Basta uma notificação do novo proprietário informando o arrendatário de que não há interesse na continuidade do contrato de exploração para que o imóvel seja desocupado.

E quanto aos investimentos realizados no imóvel por parte do arrendatário? Neste caso, restará a possibilidade de propositura de uma ação judicial para buscar eventual indenização junto ao proprietário anterior, então arrendante.

Assim, diante dos riscos envolvidos nas relações entre arrendante e arrendatário, bem como diante de possíveis desdobramentos e ações que possam vir a ocorrer a impactar o negócio, os contratos precisam prever tais situações extraordinárias, se possível com constituição de garantias, a fim de evitar surpresas e minimizar prejuízos aos envolvidos.

Fonte: Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.
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