Suínos
ABCS participa de debate sobre lei da integração
Na oportunidade, ABCS apresentou parecer técnico com propostas de alterações do texto original entregue pelo Senado. O documento, que teve amplo apoio dos presentes na audiência, sugere adequações, sobretudo, nos artigos que tangem à criação das Comissões de Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadec) e do pagamento de uma renda mínima que possa suprir as necessidades de produção dos integrados, bem como gerar renda.
Durante apresentação do parecer técnico elaborado pela ABCS, o presidente da entidade, Marcelo Lopes, apresentou o Departamento Nacional de Integração, criado recentemente pela entidade e salientou as principais necessidades dos integrados. É preciso entender que o modelo de remuneração que vem sendo aplicado pelas indústrias não é claro ao produtor e não pode permanecer como referência. Por isso, a gente vem trabalhando junto à CNA, ao Congresso e ao Ministério da Agricultura alguns pontos importantes, como a criação de um preço referência por um grupo paritário, formado por produtores e indústrias, o qual servirá de base para que as Cadecs possam mensurar os valores produtivos de sua região de forma mais objetiva e, assim, remunerar melhor os produtores.
Para Lopes, as categorias estão próximas de um texto comum. Fizemos um debate semana passada onde conseguimos chegar a um consenso. Se isso realmente andar, estaremos caminhando para a votação, destacou.
O diretor de mercado da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Jurandir Machado, considerou a audiência como um marco histórico para o setor da agroindústria. Nossa expectativa é que a lei possa consolidar a participação do produtor em todas as etapas, assim, beneficiando a produção.
Segundo o deputado federal Bohn Gass (PT-RS), proponente da audiência, é fundamental que se mantenha a compreensão da necessidade de aprovação da lei. É um debate difícil por que envolve vários interesses, mas não há dúvidas de que precisamos avançar nessa questão. A indústria precisa compreender que sem o produtor não existe matéria prima, então é nesse sentido que achamos possível chegarmos a uma lei que dê segurança a toda cadeia produtiva, sem prejuízos a nenhum dos elos.
O relator da proposta, deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), também destacou a importância da aprovação da lei. Entendemos que a proposta apresentada pela ABCS é de consenso. Portanto, precisamos que essa lei seja aprovada o quanto antes, pois somente assim poderemos cobrar e buscar os direitos e deveres das categorias.
Fonte: ABCS

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





