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ABCS lança primeiro Manual de Industrialização dos Suínos

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Os micros, pequenos e médios suinocultores e processadores de carne suína agora têm os instrumentos necessários para evoluir e conquistar o consumidor moderno. A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e o Instituto Tecnológico de Alimentos (ITAL) lançaram, na tarde desta quarta-feira (25), na Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, o primeiro Manual de Industrialização dos Suínos. 
A obra, que pode ser baixada gratuitamente – clique aqui, vem ao encontro dos objetivos da ABCS que, por meio do PNDS (Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura), visa ampliar o consumo de carne suína pela desmistificação de preconceitos, adequação às preferências de consumidores e divulgação das qualidades do produto, entre outras estratégias.
“Grande parte do mercado brasileiro é atendido por micros e pequenos frigoríficos que poderiam aprimorar suas técnicas, mas não tinham referências completas até agora. Com o Manual de Industrialização, mostramos o caminho para estes frigoríficos atenderem o consumidor atual e, consequentemente, estimulamos o consumo de carne suína”, comenta o presidente da ABCS, Marcelo Lopes.  
A publicação é um marco para o setor pois reúne, pela primeira vez, os conhecimentos técnicos e econômicos para tornar viável a micros, pequenos e médios processadores a adoção de procedimentos modernos de abate, desossa e processamento para atender a demanda atual dos consumidores. 
Anfitrião do evento, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, elogiou a iniciativa da ABCS para a elaboração do Manual de Industrialização dos Suínos e ressaltou o empenho do ITAL, que é ligado ao governo paulista, no projeto. 
“Quero dizer da alegria de participar de um lançamento como este e parabenizar a associação nacional pelo um passo à frente do ponto de vista da geração de empregos, agregação de valor e para o desenvolvimento do país. Muito obrigado por termos uma associação com esta visão e ousadia”, resumiu.
Apoiado pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), o manual conta com 442 páginas divididas em 17 capítulos e oito anexos que abrangem todas as fases do processamento da carne suína, desde preparação dos animais, tipificação de carcaça, equipamentos, controle de qualidade, gestão do frigorífico, lista de fornecedores, entre outros.
O pesquisador do CTC (Centro de Tecnologia de Carnes) do ITAL, Manuel Pinto Neto, conduziu a coordenação técnica do livro e destaca que os conhecimentos apresentados permitem aos micro e pequenos produtores e processadores, praticamente sem investimentos, agregar valor e atender melhor aos consumidores atuais.  
“O manual justifica-se pelo potencial de micro e pequenos produtores no mercado da suinocultura que muitas vezes não é desenvolvido pela carência de informações que possam melhorar seus produtos. O conteúdo abrange todas as etapas desde o manejo pré-abate até o processamento e apresentação, entre outros tópicos. A maior parte destas informações é de aplicação praticamente sem investimento”, cita.
Já o diretor-geral do ITAL, Luis Madi, lembrou de que o órgão sempre enfatizou a importância do trabalho com as associações de produtores e parabenizou a ABCS por este outros projetos. “O livro preenche uma lacuna no mercado com um conteúdo extremamente prático para o micro, pequeno e médio produtores e processadores que tem um nicho onde os grandes não conseguem chegar. Isso é muito bom para o setor, a economia e, principalmente, para a saudabilidade, o sabor e a praticidade do consumidor”, comenta. 

Fonte: Ass. Impr. da ABCS

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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo

Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.

Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.

A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.

Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.

O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”

Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.

Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.

O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.

A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.

Fonte: Assessoria FPA
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare

Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

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Fotos: Epagri

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.

Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.

Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.

A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.

Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri

O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.

Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.

Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.

Fonte: Assessoria Epagri
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira

Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

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Foto: Divulgação/Frimesa

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.

A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.

Fonte: O Presente Rural
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