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ABCS lança cartilhas inéditas que vão ao encontro das demandas do consumidor consciente
Uma iniciativa em prol de uma suinocultura de excelência, o evento lançará em Brasília duas cartilhas com foco em sustentabilidade e boas práticas

Em mais uma oportunidade de fomento ao desenvolvimento da suinocultura, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), convida os mais diversos agentes do setor para evento de lançamento das novas cartilhas técnicas com foco em sustentabilidade e boas práticas. O material é resultado da parceria entre a ABCS e o Sebrae Nacional, com o apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e da Embrapa Suínos e Aves. O lançamento acontecerá na próxima terça-feira, 14 de maio, às 10h, em Brasília (DF), no Hotel Kubitschek Plaza.
Diante da exigência de processos produtivos cada vez mais comprometidos com o bem-estar animal e com o meio ambiente, o conteúdo das cartilhas vem para fomentar a produtividade da cadeia com base nesses princípios e traz também orientações para suinocultores no sentido de assegurar economicamente os empreendimentos, enfrentar riscos, antever cenários e elaborar soluções, tudo com base em informações atuais presentes na legislação brasileira.
O material foi elaborado por profissionais experientes e renomados nas áreas de desenvolvimento de projetos, bem-estar animal e boas práticas agropecuárias. A cartilha “Novos Caminhos da Suinocultura” inclui uma visão ampla das oportunidades de gestão nas granjas, com temas como a otimização do uso de recursos, e a gestão de custos. Já a cartilha “Boas Práticas Agropecuárias para Fábricas de Rações Próprias”, contém reflexões sobre a qualificação de fornecedores e controle de matérias-primas e métodos para assegurar o fornecimento de uma alimentação adequada aos suínos.
O coordenador das cartilhas e presidente da Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA, Iuri Pinheiro Machado, explica que as duas cartilhas trazem conteúdos relevantes para a atividade”. A primeira publicação remete à sustentabilidade do negócio. Para o proprietário e gestores das granjas serve como um roteiro para revisar eventuais gargalos que possam comprometer a perpetuação do negócio. Para os profissionais envolvidos diretamente na operação é uma fonte de informações para melhoria de processos e resultados”, detalha.
Sobre a segunda, com foco em fábrica de rações, Iuri pondera que o material foi desenvolvido para atender uma lacuna de publicações de linguagem simples e objetiva, voltada para todos os profissionais da suinocultura, com o objetivo de dar subsídio a melhoria da qualidade das rações produzidas, não somente com foco no desempenho dos rebanhos, mas também na segurança dos animais e do ser humano do alimento fornecido aos suínos. Ela é voltada especialmente para as fábricas de uso próprio, não comerciais “Trata de boas práticas na produção das rações e também da gestão deste setor tão importante no sistema produtivo”, explica ele.
As cartilhas serão disponibilizadas para todo o público após o lançamento, sendo publicadas no site da ABCS em formato e-book. Além disso, elas serão base para os seminários estratégicos com o tema “Marcado Globalizado: Como aproveitarmos as oportunidades em relação a sustentabilidade, bem-estar animal e qualidade da ração em fábricas próprias”, que serão realizados em diversos estados brasileiros no segundo semestre de 2019 em parceria com as associações estaduais
O Presidente da ABCS, Marcelo Lopes, afirma que a iniciativa reforça a atenção que a entidade, junto com os demais parceiros, tem dado aos temas mais atuais da suinocultura e a necessidade de aprimoramento da atividade frente aos desafios com o consumidor. “A ABCS se destaca no agronegócio e mais uma vez com essa iniciativa lidera um processo proativo de preparar cada vez mais os produtores e a cadeia como um todo para discutir temas que vem a procura dos consumidores cada vez mais conscientes. A suinocultura se sente pronta para discutir, adequar e aprimorar os processos que ela já faz em relação ao bem-estar animal, ao manejo e a sustentabilidade da atividade”, explica.
Programação
O evento se inicia às 10h, com a presença do presidente da ABCS, Marcelo Lopes. Logo após as boas vindas, o coordenador do projeto, Iuri Pinheiro Machado, apresentará as cartilhas técnicas com a diretora técnica e comercial da ABCS, Charli Ludtke. O lançamento oficial ocorrerá às 11h com a presença de representantes das instituições parceiras. Às 12h, será oferecido almoço especial à base de carne suína.
O encontro também será palco da Assembleia Geral Ordinária (AGO) da ABCS para a eleição do biênio 2019/2021, que acontecerá às 13h30, e da posse da Frente Parlamentar Mista da Suinocultura, às 17h.
Interessados em participar do evento devem confirmar presença até o dia 10/05 pelo e-mail [email protected] ou pelo número (61) 3030-3200.

Notícias
Brasil ainda acumula déficit de US$ 1,5 bilhão com os EUA, mesmo após alta de 3,7% nas exportações
Resultado de junho interrompe 11 meses de queda nas vendas ao mercado norte-americano, mas recuperação foi sustentada pela alta dos preços dos produtos exportados, enquanto o volume embarcado continuou em retração.

As exportações brasileiras para os Estados Unidos voltaram a crescer em junho, encerrando uma sequência de 11 meses de retração iniciada após a imposição de sobretaxas de 50% sobre produtos brasileiros pelo governo do presidente Donald Trump, em julho de 2025. Apesar da recuperação pontual, o comércio bilateral ainda apresenta saldo negativo para o Brasil no acumulado de 2026.
Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), mostram que as vendas brasileiras aos Estados Unidos somaram US$ 3,472 bilhões em junho, alta de 3,7% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Foto: Jonathan Campos
O avanço, porém, não foi resultado de um aumento na quantidade embarcada. Segundo o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, o crescimento decorreu principalmente da valorização dos produtos exportados. “O aumento foi impulsionado pela elevação média de 11% dos preços das mercadorias exportadas, enquanto o volume embarcado ainda registrou queda de 6,6%”, enfatiza.
O comportamento dos preços indica que a recuperação das exportações ocorreu mais pelo cenário internacional do que por uma retomada efetiva da demanda norte-americana pelos produtos brasileiros.
Comércio com os EUA
Em junho, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos ficou praticamente equilibrada. As exportações alcançaram US$ 3,472 bilhões, enquanto as importações de produtos norte-americanos totalizaram US$ 3,471 bilhões, uma queda de 12,3% frente ao mesmo mês de 2025.
Com isso, o Brasil registrou um superávit simbólico de apenas US$ 1 milhão. Apesar desse resultado mensal, o desempenho do primeiro semestre ainda mostra um cenário desfavorável para o comércio bilateral.

Foto: Claudio Neves
Entre janeiro e junho, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 13%, somando US$ 17,428 bilhões. As importações também diminuíram (-12,5%), alcançando US$ 18,950 bilhões. O resultado foi um déficit comercial de US$ 1,522 bilhão para o Brasil.
China amplia vantagem como principal parceiro comercial
Enquanto o mercado norte-americano ainda apresenta dificuldades para recuperar o ritmo das compras, a China ampliou sua liderança como principal destino das exportações brasileiras.
Em junho, o Brasil exportou US$ 12,291 bilhões para o país asiático, crescimento de 24,4% na comparação anual. As importações provenientes da China também aumentaram, avançando 27,1%, para US$ 7,801 bilhões.
O saldo comercial com os chineses atingiu US$ 4,490 bilhões apenas no mês. No acumulado do primeiro semestre, a diferença é ainda mais expressiva. As exportações brasileiras para a China cresceram 21,9%, alcançando US$ 58,322 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 38,545 bilhões, alta de 8%.
O superávit brasileiro com o parceiro asiático chegou a US$ 19,777 bilhões, mais de 13 vezes superior ao déficit registrado na relação comercial com os Estados Unidos no mesmo período.

Foto: Claudio Neves
União Europeia amplia compras de produtos brasileiros
O comércio com a União Europeia também apresentou expansão significativa em junho. As exportações brasileiras para o bloco cresceram 32,4%, atingindo US$ 4,888 bilhões. As importações avançaram 13,9%, para US$ 4,708 bilhões, garantindo superávit de US$ 180 milhões.
No primeiro semestre, as exportações totalizaram US$ 26,906 bilhões, alta de 12,8%, enquanto as importações permaneceram praticamente estáveis, com ligeira queda de 0,4%, somando US$ 24,263 bilhões. O saldo positivo acumulado chegou a US$ 2,643 bilhões.
Segundo Herlon Brandão, algumas empresas já relatam ganhos decorrentes da entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, iniciada em maio. No entanto, o governo considera cedo para atribuir o crescimento das exportações diretamente ao tratado.

Foto: Divulgação/Porto de Santos
Argentina reduz compras e diminui superávit brasileiro
Na direção oposta, a Argentina reduziu as compras de produtos brasileiros em junho, refletindo uma desaceleração da demanda do principal parceiro do Brasil no Mercosul. As exportações recuaram 18,1%, para US$ 1,325 bilhão, enquanto as importações provenientes da Argentina cresceram 17,2%, chegando a US$ 1,285 bilhão.
Com isso, o superávit brasileiro caiu para apenas US$ 40 milhões no mês. No acumulado do primeiro semestre, as exportações para o mercado argentino somaram US$ 7,352 bilhões, retração de 19,4%. As importações cresceram 3,8%, alcançando US$ 6,401 bilhões.
Mesmo com a queda nas vendas, o Brasil ainda mantém saldo comercial positivo de US$ 951 milhões com o país vizinho. O desempenho dos quatro principais parceiros comerciais evidencia uma mudança na geografia das exportações brasileiras em 2026. Enquanto Estados Unidos e Argentina reduziram a absorção de produtos brasileiros no acumulado do ano, China e União Europeia ampliaram significativamente suas compras, sustentando o crescimento do comércio exterior brasileiro.
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Superávit comercial pode saltar para US$ 90 bilhões em 2026 após exportações crescerem 11,5% no semestre
Revisão eleva em US$ 17,9 bilhões a projeção do saldo da balança comercial. Junho teve exportações recordes de US$ 36,3 bilhões, impulsionadas pelo petróleo, soja e carnes, mesmo em meio às tensões no Oriente Médio e às tarifas impostas pelos Estados Unidos.
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Brasil rebate tarifa de 25% proposta pelos EUA e afirma que medida elevaria custos para empresas e consumidores norte-americanos
Em resposta de 29 páginas enviada ao governo dos Estados Unidos, o Itamaraty contesta os argumentos do relatório do USTR, defende o Pix, decisões do STF e políticas comerciais brasileiras, além de afirmar que a proposta pode comprometer o diálogo bilateral e até interferir no cenário eleitoral brasileiro.

O governo brasileiro enviou aos Estados Unidos um documento de 29 páginas contestando a proposta de aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Na resposta oficial ao relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), o Itamaraty sustenta que a medida não apenas prejudicaria o Brasil, como também aumentaria os custos para empresas, indústrias e consumidores norte-americanos.
Assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o documento afirma que uma tarifa ampla sobre produtos brasileiros produziria efeitos contrários aos objetivos declarados pelo governo dos Estados Unidos. “Amplas tarifas sobre produtos brasileiros imporiam custos reais à economia dos EUA”, afirma.

Foto: Allan Santos/PR
Segundo o ministro, o próprio setor empresarial norte-americano tem manifestado preocupação com a proposta. O documento destaca que 43 empresas e associações comerciais dos Estados Unidos solicitaram que determinados produtos fossem excluídos de eventuais tarifas.
Essas entidades, segundo o Itamaraty, argumentaram que muitos dos produtos importados do Brasil não possuem substitutos produzidos internamente, o que poderia elevar custos para a indústria e resultar em aumento de preços ao consumidor. “Os participantes do mercado esperam que uma ampla implementação de tarifas prejudique, em vez de promover, os interesses econômicos dos EUA”, salienta.
A resposta brasileira foi encaminhada ao USTR na última quarta-feira (1º), em reação ao relatório publicado em junho, resultado de uma investigação iniciada há um ano durante o governo de Donald Trump com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. O documento norte-americano acusa o Brasil de adotar práticas consideradas “desleais” no comércio internacional.
Além de contestar os fundamentos do relatório, o governo brasileiro afirma que a adoção do tarifaço reduziria o espaço para negociações entre os dois países. “Isso oneraria uma relação bilateral de comércio e investimento que é claramente importante para ambos os lados, ao mesmo tempo que reduziria o espaço para o diálogo mais capaz de produzir resultados práticos”, menciona.
O Itamaraty também sustenta que a discussão sobre as tarifas foi politizada por autoridades norte-americanas com foco nas eleições brasileiras de outubro, utilizando o processo como forma de

Foto: Divulgação
influenciar a escolha dos eleitores.
Brasil rejeita acusações contra o Pix
Um dos principais pontos da resposta brasileira é a defesa do Pix. O USTR afirma que o sistema de pagamentos instantâneos favoreceria empresas nacionais e discriminaria companhias dos Estados Unidos.
O governo brasileiro rebate esse entendimento afirmando que empresas norte-americanas participam normalmente do ecossistema do Pix, citando como exemplos o Google Pay Brasil e a Visa. “Esses fatos contradizem diretamente a sugestão de que o Pix opera como um campeão nacional fechado do qual as empresas americanas são excluídas ou ao qual são submetidas em termos discriminatórios”, ressalta.
O documento também lembra que os próprios Estados Unidos criaram uma infraestrutura pública de pagamentos instantâneos, o FedNow, desenvolvido pelo Federal Reserve, banco central norte-americano.
Segundo o governo brasileiro, as críticas ao Pix decorrem da expansão de um sistema gratuito de pagamentos que reduziu espaço para serviços privados oferecidos por empresas como MasterCard, Visa e WhatsApp Pay, que cobram pela realização de operações semelhantes.
Itamaraty defende decisões do STF
Outro ponto contestado diz respeito às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo plataformas digitais sediadas nos Estados Unidos. O relatório do USTR utiliza decisões judiciais brasileiras para sustentar a alegação de que empresas norte-americanas estariam sendo discriminadas no país.

Foto: Divulgação
O Itamaraty afirma que a acusação não encontra respaldo jurídico. “Qualquer alegação de irrazoabilidade a esse respeito é totalmente infundada, visto que o USTR sequer identifica, muito menos analisa, os fundamentos e o raciocínio articulados pelos juízes brasileiros ao ordenarem a restrição de conteúdo digital”, enfatiza,
O ministro Mauro Vieira também rebate a afirmação de que essas decisões seriam “secretas”, argumentando que a confidencialidade em determinados processos é necessária para preservar a integridade das investigações.
Segundo o documento, o USTR não identifica qualquer norma brasileira que imponha restrições específicas a plataformas estrangeiras ou pertencentes a empresas norte-americanas. “Empresas que atuam em qualquer grande mercado estrangeiro podem ser obrigadas a cumprir as determinações legais internas e sofrer penalidades caso não o façam. Isso é uma consequência comum de operar sob a jurisdição de outro país soberano”, relata.
Governo rebate críticas sobre acordos comerciais, corrupção e etanol
O documento também contesta os argumentos utilizados pelo USTR para justificar a adoção das tarifas envolvendo corrupção, propriedade intelectual, acesso ao mercado brasileiro de etanol e

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acordos comerciais firmados pelo Brasil com México e Índia.
Segundo o governo brasileiro, os acordos comerciais celebrados com esses países foram negociados em conformidade com as regras internacionais. “A Seção 301 não autoriza os Estados Unidos a tratar acordos legais preferenciais como ‘irrazoáveis’ simplesmente porque os Estados Unidos prefeririam não enfrentar a concorrência dos beneficiários desses acordos no mercado brasileiro”, expõe.
Na área de combate à corrupção, Mauro Vieira cita avaliações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico para sustentar que o Brasil possui um sistema robusto de prevenção e repressão a ilícitos. “As avaliações das organizações internacionais relevantes corroboram o histórico de aplicação da lei no Brasil e contradizem diretamente a caracterização de falha sistêmica feita pelo USTR”, frisa.

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Sobre o mercado de etanol, o governo brasileiro rejeita a alegação de que o país restringe o acesso do produto norte-americano. Segundo a resposta enviada aos Estados Unidos, a tarifa aplicada ao etanol segue o princípio da isonomia. “A tarifa [sobre o etanol] se aplica igualmente a todos os países que não se beneficiam de um acordo preferencial e, portanto, não discrimina os EUA”, enaltece.
Itamaraty destaca avanços no combate ao desmatamento ilegal
Em relação ao desmatamento ilegal, o Itamaraty afirma que o governo brasileiro ampliou investimentos em monitoramento, fiscalização e combate aos crimes ambientais. O documento ressalta que o próprio relatório do USTR reconhece a existência de uma legislação ambiental rigorosa e admite que o Brasil reforçou recentemente as ações de fiscalização. “O USTR reconhece expressamente que o Brasil possui um arcabouço legal para o combate ao desmatamento ilegal e reconhece que o Brasil adotou recentemente medidas para aprimorar a fiscalização, incluindo investimentos em tecnologia e outras medidas relacionadas à aplicação da lei”, evidencia.



