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ABCS lança cartilha inédita com receitas com Carne Suína na Alimentação Escolar
O material, junto com lâmina nutricional, foi lançado em Goiânia em parceria com a AGS e visa aumentar a participação da proteína suína na merenda de escolas públicas de todo o Brasil, uma receita de saúde e sabor para potencializar o aprendizado.

A Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) lançou nesta quarta-feira (16), em parceria com a Associação Goiana de Suinocultores (AGS), a cartilha de Carne Suína na alimentação escolar junto de uma lâmina nutricional sobre a proteína. A iniciativa é mais uma entrega exclusiva para o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS) e para o sistema ABCS. Os materiais têm objetivo de aumentar a inserção da proteína suína na merenda escolar de crianças, jovens e adultos brasileiros matriculados na rede pública de ensino.
Baseada nas regras do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) do Governo Federal, a cartilha tem como público-alvo as merendeiras, que preparam as refeições, além de nutricionistas que são responsáveis pelas receitas e definição de cardápio. Para esse público, a lâmina nutricional será uma aliada na hora de definir novas opções com a carne suína, visto que traz os de forma fácil e prática os benefícios e desmistifica os mitos sobre a proteína.
O lançamento dos materiais foi realizado no Fundo para o Desenvolvimento da Pecuária em Goiás (FUNDEPEC-GO) nesta manhã com apoio da AGS que também apoiou na formulação do material. Com a presença de autoridades, representantes do FNDS e do sistema ABCS, o evento contou também com um almoço onde foram servidas algumas receitas presentes na cartilha, como forma de apresentar a qualidade do material produzido.
Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, a cartilha é um passo importante para o aumento do consumo da proteína suína no país. “Fiz questão de vir aqui, porque Goiás além de ser um estado extremamente importante para o agronegócio, tem aqui uma pessoa que eu tenho uma admiração muito grande que é a Crenilda. Ela sempre foi uma pessoa de destaque, é uma guerreira, uma mulher vencedora e fica aqui meu abraço em nome de todos os produtores brasileiros e da equipe ABCS. E lançar essa cartilha aqui em Goiás é fundamental, não só pela AGS, mas pela importância que o estado tem dentro do contexto da suinocultura. Queria falar também diretamente com as nutricionistas: vocês são peças fundamentais nesse trabalho, não adianta nós entregarmos uma cartilha, com receitas e fotos maravilhosas, se não temos as nutricionistas apoiando”, explica.
A Secretária executiva Municipal de Educação de Goiânia, Millene Baldy, falou sobre a importância de ações assim. “A gente não conhece tantas coisas, mas nos deparamos com um projeto tão bacana e tão desafiador que lá trás nem imaginava que chegaria até aqui hoje. Realmente eu vejo hoje as nutricionistas falando sobre a carne suína e em algum momento ela foi discriminada de alguma forma sem conhecer e hoje vocês conseguem defender o projeto dos produtores e de seus familiares”, disse.
O presidente da AGS, Fernando Barros, falou sobre o trabalho realizado pela associação ao longo dos últimos 20 anos. “Conseguir vender mais nas escolas pode aumentar até um 1 kg per capita ano o consumo da carne suína. Antigamente se dizia que a proteína fazia mal, hoje isso é mito, nós vemos o consumo ano a ano aumentando, quase 20 kg de carne suína consumida. Hoje temos um produto de primeira qualidade e queria agradecer a oportunidade de proporcionar as qualidades da carne suína”, afirmou.
Crenilda Neves, gestora executiva da AGS, expressou a felicidade em participar dessa história. “Só tenho a agradecer pela oportunidade desses 36 anos de suinocultura, e de trazer essa bandeira que nós buscamos lá em 2003 e por acreditar muito no poder da carne suína. A gente fica emocionada porque é uma luta muito grande, nós como entidade e aqui nesse momento representando o Brasil inteiro”, conta.
Carne suína na alimentação escolar
A cartilha e a lâmina nutricional foram pensadas e produzidas para auxiliar a produção dos cardápios escolares pelas nutricionistas das instituições. Atualmente o Brasil tem cerca de 40 milhões de estudantes na rede pública, o que oportuniza novos consumidores em potencial. Além das receitas, que respeitam as regras sobre alimentação escolar no PNAE, que prioriza uma alimentação mais natural e nutritiva possível, a cartilha também traz os valores nutricionais de cada ingrediente e ainda dicas de substituição ou utilização da proteína. Além das 7 receitas, como estrogonofe, sopa e arroz com legumes acompanhados de carne suína, o material também contém 5 motivos para a inclusão da proteína na alimentação escolar, os benefícios da proteína na saúde de jovens e crianças e como a cartilha fortalece a suinocultura brasileira.
A diretora de Marketing da ABCS, Lívia Machado, ressalta a importância da criação de um material como esse. “Ao longo dos últimos 20 anos, a associação beneficiou cerca de 230 mil alunos com suas capacitações nas escolas e, nos próximos meses, mais 25 mil estudantes da rede municipal também devem ser impactados. Uma prova que a cartilha pode impactar a realidade de muitos municípios brasileiros e aumentar o consumo da carne suína nas escolas brasileiras”, afirma.
De acordo com a AGS, atualmente cerca de 40 mil kg de carne suína são consumidos no estado de goiano mensalmente. Ao longo dos últimos 20 anos, a associação beneficiou cerca de 230 mil alunos com suas capacitações nas escolas e, nos próximos meses, mais 25 mil estudantes da rede municipal também devem ser impactados. Além de Goiás, no Rio Grande do Sul também há práticas de incentivo ao consumo de carne suína na merenda escolar. No município de Encantado foi sancionada a lei n° 4.638 de 2020 que estabeleceu o consumo da proteína semanalmente na merenda escolar das escolas municipais. Desde então, o consumo aumentou 50% nas escolas, chegando a 3,6 mil kg só em 2022. Uma prova que a cartilha pode impactar a realidade de muitos municípios brasileiros e aumentar o consumo da carne suína nas escolas brasileiras.
Conheça a cartilha e a lâmina nutricional
As receitas da cartilha de alimentação escolar estarão disponíveis no site Escolha mais carne suína. Você pode conferir acessando o link ou direto pelo link ao lado das fotos! Que tal fazer uma das receitas em casa e descobrir que a merenda escolar pode ser deliciosa e rica para as crianças do nosso Brasil?
Conheça o cardápio e a cartilha:
- Carne suína com legumes e feijão
- Macarrão a bolonhesa suína
- Arroz cremoso com carne suína
- Sanduíche com carne suína
- Estrogonofe com carne suína
- Sopa com carne suína
- Almôndegas com carne suína
Baixe a cartilha completa clicando ao lado: Cartilha Carne Suína.

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Geopolítica, clima e logística entram no centro do debate da cadeia da soja
Seminário em Londrina (PR) vai reunir especialistas para discutir os desafios que podem definir a competitividade da soja brasileira nos próximos anos. As inscrições são gratuitas.

A relação comercial entre Brasil e China, os impactos das mudanças climáticas, os gargalos logísticos e a descarbonização da produção estarão entre os principais temas do 8º Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja, que será realizado nos dias 04 e 05 de agosto, na Embrapa Soja, em Londrina (PR).

Foto: R.R.Rufino/Embrapa Soja
O evento vai reunir cerca de 150 participantes, entre pesquisadores, técnicos, representantes da indústria, produtores rurais e especialistas da cadeia da soja. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site do seminário, enquanto houver vagas.
Segundo o pesquisador Marcelo Álvares de Oliveira, da Embrapa Soja, a programação foi estruturada para discutir fatores que influenciam diretamente a competitividade do setor. “Vamos debater a geopolítica e a relação comercial entre Brasil e China, além dos desafios e oportunidades da cadeia da soja brasileira. Também teremos discussões sobre cultivares adaptadas às mudanças climáticas, logística, descarbonização e o papel do biodiesel na sustentabilidade da produção”, afirma.
Para Daniel Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, manter a liderança brasileira no mercado internacional depende não apenas do volume produzido, mas também da qualidade do produto.”Preservar nossa liderança exige um debate técnico constante sobre a qualidade da soja brasileira. Garantir um produto de alto

Foto: Shutterstock
padrão para as indústrias nacional e internacional de óleos e farelos é o que realmente define a competitividade do setor”, destaca.
O seminário é promovido pela Embrapa Soja em parceria com entidades representativas da produção, da indústria e da exportação de grãos, entre elas Abiove, Anec, Aprosoja Brasil, CNA, Sistema OCB e Sindirações.
Brasil amplia liderança
O encontro ocorre em um momento de expansão da produção brasileira. Na safra 2025/26, o país colheu 180 milhões de toneladas de soja, em uma área próxima de 48 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No mesmo período, os Estados Unidos produziram 116 milhões de toneladas.
Além da produção recorde, o processamento industrial também segue em crescimento. A Abiove estima que o Brasil processe 63 milhões de toneladas de soja em 2026, com produção de 48,6 milhões de toneladas de farelo e 12,65 milhões de toneladas de óleo de soja.
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El Niño pode encher os silos e esvaziar as margens
Pesquisa aponta que o clima deve favorecer a produção agrícola, enquanto a maior oferta tende a pressionar as cotações das commodities.

O El Niño previsto para o ciclo 2026/2027 tem potencial para se tornar um dos eventos climáticos mais intensos da última década. Para a agricultura da América Latina, especialmente no Brasil e na Argentina, o fenômeno pode favorecer a produção de grãos e oleaginosas, mas também trazer um efeito colateral: mais oferta no mercado e menor rentabilidade para o produtor.

Foto: Fernando Dias
A avaliação é da Allianz Research, divisão de pesquisa macroeconômica da Allianz Trade, que analisou os impactos econômicos do fenômeno climático sobre diferentes regiões do mundo. Confira aqui o estudo completo.
Com base em episódios anteriores de El Niño, o estudo mostra que a produção agrícola brasileira tende a superar a média histórica. Em 2015, por exemplo, a safra de soja ficou cerca de 4% acima da tendência dos cinco anos anteriores, enquanto a produção de café arábica registrou desempenho aproximadamente 5% superior ao esperado.
Segundo os pesquisadores, o aumento das chuvas no Sul da América do Sul favorece o desenvolvimento das lavouras e amplia a oferta de alimentos. No entanto, esse crescimento da produção pode pressionar as cotações das commodities agrícolas, reduzindo a margem dos produtores.
Outro desafio apontado pelo levantamento é a capacidade de armazenagem. Em anos de safra cheia, a oferta elevada

Foto: Shutterstock
tende a ocupar rapidamente os silos, elevando os custos de estocagem tanto para produtores quanto para tradings.
Efeitos diferentes dentro do Brasil
Embora o El Niño favoreça boa parte das áreas agrícolas do Centro-Sul, seus efeitos não são uniformes. O estudo destaca que a Região Norte e a Amazônia podem enfrentar períodos de seca mais severos, com reflexos sobre a navegação fluvial, a geração de energia hidrelétrica e o abastecimento de alimentos.
Esse cenário também pode exercer pressão sobre a inflação em países como Brasil, Colômbia e Peru, principalmente por impactos na logística e nos custos de produção.
Oferta maior e preços menores
No mercado internacional, a expectativa é que o aumento da produção de soja e milho na América Latina contribua para ampliar a oferta global de alimentos e aliviar parte das pressões inflacionárias observadas em outras regiões.
Por outro lado, exportadores brasileiros podem se beneficiar do maior volume embarcado, enquanto indústrias processadoras e empresas expostas à volatilidade das commodities agrícolas tendem a enfrentar um ambiente mais desafiador diante da possibilidade de queda nos preços.
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Frete rodoviário terá novas regras, mas sem piso nacional para caminhoneiros
Proposta amplia as penalidades para quem descumprir o piso do frete, altera as regras de fiscalização e prevê atualização semestral da tabela de preços.

O piso salarial nacional de R$ 5 mil para caminhoneiros de longa distância ficou fora da versão final da Medida Provisória nº 1343/2026 que atualiza as regras do frete rodoviário. Aprovado pelo Senado, o texto segue para sanção presidencial com mudanças no cálculo do piso mínimo do frete, na fiscalização do transporte de cargas e nas penalidades aplicadas ao setor.

Foto: Geraldo Bubniak
A previsão de uma remuneração mínima mensal não fazia parte da proposta original do governo. O dispositivo foi incluído durante a tramitação na Câmara dos Deputados, mas acabou retirado pelo Senado sob o entendimento de que o tema não tinha relação direta com o conteúdo da medida provisória.
Com isso, a remuneração dos motoristas profissionais de longa distância continuará sendo definida por acordos e convenções coletivas de trabalho.
Anistia a multas
Além das mudanças nas regras do frete, a proposta concede anistia a caminhoneiros multados por bloqueios em rodovias durante as manifestações de 2022. O perdão das penalidades foi incluído durante a tramitação da medida provisória no Congresso.
O texto também transforma em advertência as multas aplicadas até a publicação da futura lei por descumprimento

Foto: Divulgação
das regras do piso mínimo do frete, como o pagamento abaixo dos valores previstos na Lei nº 13.703/2018. A medida vale para processos ainda em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas que ainda não foram quitadas.
A conversão não se aplica a casos de fraude, uso de documentos falsos ou omissão deliberada de informações. Também não haverá devolução de valores já pagos. O direito dos transportadores de cobrar diferenças de frete e indenizações previstas em lei permanece assegurado.
Além das anistias, a proposta promove uma ampla atualização da legislação do transporte rodoviário de cargas. Entre as principais mudanças estão novos critérios para o cálculo do piso mínimo do frete, atualização semestral da tabela de referência, reforço da fiscalização, endurecimento das penalidades para quem pagar abaixo do piso, novas regras para o cadastro de transportadores e alterações na fiscalização do peso dos caminhões.

Foto: Divulgação/Freepik
Frete mínimo
O projeto altera as regras de cálculo dos pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas. A tabela deverá considerar os custos operacionais da atividade, como os relacionados a combustível, manutenção, pneus, seguros, tributos, salários e tempo de carga e descarga.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) poderá firmar parceria com a Infra S.A. para elaborar os cálculos dos pisos. O texto também atualiza conceitos da legislação e cria a definição de veículo de carga de pequeno porte (com capacidade útil superior a 500 quilos e peso bruto total de até 3,5 toneladas) e a de carga a granel pressurizada (categoria utilizada para determinados tipos de transporte especializado).
A atualização da tabela de frete deverá ser semestral. Quando houver variação igual ou superior a 5% no preço dos combustíveis, a ANTT deverá publicar os novos valores em até três dias úteis.
Fiscalização
O texto aprovado também altera regras de fiscalização, cadastro e penalidades no transporte de cargas. Empresas que

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pagarem frete abaixo do piso mínimo poderão ter o registro suspenso em caso de descumprimento reiterado (com mais de quatro infrações em seis meses). As multas para reincidentes poderão variar de R$ 100 mil a R$ 1 milhão e, em caso de nova reincidência, poderão ser aplicadas em dobro. Nos casos mais graves, o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) poderá ser cancelado por até 24 meses.
A proposta mantém a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), estabelece prazo de até 30 dias úteis para pagamento do frete e prevê adiantamento mínimo de 70% para transportadores autônomos. O texto também determina a revalidação anual do RNTRC e permite que inscrição, atualização e manutenção do cadastro sejam feitas gratuitamente por plataforma digital do governo federal.

Foto: Divulgação
A medida também altera as regras de fiscalização do peso dos veículos de carga. Para caminhões com peso bruto total regulamentar (definido pela regulamentação) de até 74 toneladas, a verificação deverá considerar inicialmente apenas o peso total do veículo. A medição por eixo será feita quando houver excesso acima da tolerância de 5% no peso bruto total ou em situações específicas definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O limite de tolerância para o peso por eixo permanece em 12,5% acima do permitido.
Segundo o texto, a regra busca adequar a verificação às características das operações de transporte, preservando a segurança nas rodovias e a conservação do pavimento. A proposta também prevê inspeções periódicas dos registradores de velocidade e tempo, e permite o uso dos dados do tacógrafo como prova de infrações por excesso de velocidade.
Além disso, o texto transforma em advertência as infrações administrativas relacionadas ao excesso de peso por eixo cometidas até a publicação da lei resultante da proposta. A medida alcança processos em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas aplicadas que ainda não tenham sido pagas. Valores já quitados não serão devolvidos.
Outros pontos
Na área previdenciária, o transportador autônomo poderá optar por recolher diretamente sua contribuição ao

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Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), desde que formalize a escolha. Com a adesão ao modelo, o próprio profissional passa a ser responsável pelo recolhimento, sem alteração das demais obrigações previdenciárias das empresas contratantes.
A MP amplia os objetivos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas), que poderá apoiar iniciativas de renovação de caminhões e implementos rodoviários, capacitação de motoristas, adoção de tecnologias e ações de saúde e segurança. O texto também cria uma Política Nacional Permanente de Renovação da Frota, com prioridade para transportadores autônomos e cooperativas.
As novas regras terão período de transição. Sistemas, registros e autorizações atuais continuarão válidos até a regulamentação das mudanças, que deverá ser feita em até 180 dias. Empresas e transportadores terão prazo mínimo de 60 dias para adaptação às novas obrigações.



