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ABCS integra compromisso coletivo para erradicar Peste Suína Clássica na zona não livre

Setor suinícola brasileiro reconhece que a doença limita o desenvolvimento da suinocultura nos 11 estados que compõem a ZnL.

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Foto: Divulgação/ABCS

As principais instituições que representam a suinocultura nacional participaram, na últiam terça-feira (15), de uma reunião estratégica no Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura e Pecuária (DAS/Mapa), relatando a importância do retorno da vacinação contra a Peste Suína Clássica (PSC) na zona não livre (ZnL) visando a erradicação desta doença no país. Estiveram presentes a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Associação Brasileira de Estudos de Suínos (Abegs), a Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), além da Embrapa Suínos e Aves.

O setor suinícola brasileiro, reconhece que a PSC limita o desenvolvimento da suinocultura nos 11 estados que compõem a ZnL, e alinhado junto ao MAPA verificam a necessidade destas regiões se desenvolverem. Para isso, quebrar o ciclo da doença é de fundamental importância, com a retomada da vacinação contra a PSC na ZnL como uma medida essencial para assegurar a sanidade do rebanho da região norte e nordeste, promovendo o desenvolvimento social e a manutenção do mercado nacional e internacional. Durante o encontro, foi ressaltado que o retorno da vacinação e a realização de estudos soroepidemiológicos são passos fundamentais no avanço do Plano Estratégico “Brasil Livre de PSC”.

Segundo Marcelo Lopes, presidente da ABCS, “Os suinocultores da zona não livre enfrentam desafios únicos e, para que possamos garantir a continuidade e o desenvolvimento dessas propriedades, é crucial que avancemos nas ações de controle e erradicação da doença. O retorno da vacinação, aliado a um monitoramento eficiente, representa um passo vital para proteger os produtores, as suas famílias e as suas comunidades, assegurando que possam continuar produzindo com segurança e contribuindo para o crescimento do setor.”

Número de propriedades rurais, rebanho de suínos e população dos 11 estados que compõem a Zona não Livre de PSC

Fonte: PPM IBGE e Censo Demográfico IBGE (2022).

As instituições presentes destacaram que estão plenamente comprometidas em apoiar todas as ações propostas pelo Mapa para erradicar a PSC, reconhecendo a gravidade da doença e os impactos econômicos que os focos causam. Representantes da ABCS, ABPA, Abegs, Abraves, CNA e Embrapa Suínos e Aves expressaram sua confiança no sucesso dessas medidas, que incluem:

  • Estudos soroepidemiológicos para delimitar áreas de risco e de priorização da vacinação;
  • Implementação da vacinação em regiões prioritárias da ZnL, como no Piauí e Ceará, que registraram focos da doença entre 2018 e 2024;
  • Reconhecimento de novos estados como livres de PSC, simbolizando o avanço da Zona Livre da doença.

Essas ações visam ter o real diagnóstico da situação na ZnL, bem como implementar o plano de vacinação e avançar com Zonas Livres da doença, desenvolvendo o segmento da suinocultura, principalmente em regiões que tem se consagrado na produção de grãos como o Matopiba.

Importância da união de esforços

A sinergia entre o setor privado e as instituições de pesquisa, aliada ao trabalho conjunto com o Mapa, fortalece o compromisso do Brasil em manter seu status sanitário e continuar avançando como um dos maiores produtores e exportadores de carne suína no mundo. Com mais de 5,2 milhões de toneladas produzidas em 2023, hoje o Brasil é o 4º maior produtor e exportador de carne suína mundial. Entre 2015 e 2023, o setor cresceu significativamente, com um aumento de 54,4% na produção doméstica e uma expansão de 130,3% nas exportações. Em 2023, a suinocultura movimentou R$ 371,6 bilhões, gerando aproximadamente 151 mil empregos diretos e mais de 1,1 milhão de empregos indiretos, com uma massa salarial superior a R$ 6,2 bilhões.

Fonte: Retrato da Suinocultura (ABCS, 2024)

Portanto, a união de esforços entre essas instituições e o Mapa simboliza um grande passo rumo à erradicação da PSC e à manutenção dos mercados nacional e internacional, e o desenvolvimento do segmento da suinocultura em todo o Brasil. Saiba mais sobre a PSC aqui.

Fonte: Assessoria ABCS

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Exportações de carne suína superam US$ 554 milhões no 1º bimestre

Volume embarcado cresce 8,1% e setor amplia presença em mercados da Ásia e das Américas.

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Fotos: Shutterstock

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 122,1 mil toneladas em fevereiro, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume é 6,7% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 114,4 mil toneladas.

Em receita, o desempenho também foi positivo. Ao todo, as vendas internacionais do setor somaram US$ 284,1 milhões, valor 4,1% superior ao obtido em fevereiro de 2025, quando as exportações alcançaram US$ 272,9 milhões.

No acumulado do primeiro bimestre do ano, as exportações brasileiras de carne suína chegaram a 238,4 mil toneladas, volume 8,1% maior em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 220,5 mil toneladas. Em receita, o crescimento acumulado chega a 8,5%, com US$ 554,4 milhões obtidos nos dois primeiros meses de 2026, contra US$ 510,9 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

Na análise por país-destino, as Filipinas ampliaram sua posição como principal mercado para a carne suína brasileira. Em fevereiro, o país importou 40,9 mil toneladas, volume 77,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado. Em seguida aparecem Japão, com 12,1 mil toneladas (+34,8%), China, com 11,1 mil toneladas (-43%), Chile, com 8,8 mil toneladas (+6%), e Hong Kong, com 8 mil toneladas (-40%).

Também figuram entre os principais destinos Singapura, com 5,4 mil toneladas (-16,6%), Argentina, com 4,3 mil toneladas (-10,5%), Uruguai, com 4 mil toneladas (+8,7%), México, com 3,2 mil toneladas (+8%), e Geórgia, com 3,1 mil toneladas (+122%).

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin: ““O avanço expressivo em mercados como Filipinas e Japão demonstra a confiança dos importadores no status sanitário, na regularidade de fornecimento e na competitividade da proteína produzida no Brasil” – Foto: Divulgação/Arquivo OPR

“O avanço expressivo em mercados como Filipinas e Japão demonstra a confiança dos importadores no status sanitário, na regularidade de fornecimento e na competitividade da proteína produzida no Brasil. Ao mesmo tempo, a diversificação de destinos tem ampliado a segurança da pauta exportadora, reduzindo a dependência de mercados específicos e abrindo novas oportunidades comerciais. Neste cenário, fatores como a credibilidade sanitária, a capacidade produtiva e a eficiência logística do setor brasileiro deixam de ser apenas condicionantes e passam a se consolidar como diferenciais estratégicos para sustentar o crescimento das exportações ao longo do ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Principal exportador de carne suína, Santa Catarina embarcou 57 mil toneladas em fevereiro, número 7,7% menor em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida estão o Rio Grande do Sul, com 29,7 mil toneladas (+24,1%), Paraná, com 20,6 mil toneladas (+15,3%), Mato Grosso, com 3,9 mil toneladas (+39,2%) e Minas Gerais, com 3,1 mil toneladas (+34,3%).

Fonte: Assessoria Ascom ABPA
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Congresso de Suinocultores do Paraná amplia difusão de conhecimento técnico

Evento reunirá produtores, cooperativas, técnicos e lideranças do setor para discutir desafios, inovação e estratégias que impulsionam a competitividade da suinocultura paranaense.

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Foto: Divulgação

A suinocultura paranaense não se constrói em um único ponto da cadeia. Ela nasce e se fortalece na integração entre produtores, cooperativas, agroindústrias, técnicos e lideranças que, diariamente, transformam conhecimento em decisão e decisão em resultado. É dessa base – sólida, organizada e produtiva – que emerge a maior suinocultura do Paraná.

Ao longo dos anos, as cooperativas do Oeste paranaense formaram muito mais do que estruturas produtivas. Construíram sistemas, padronizaram processos, elevaram o nível técnico da atividade e deram escala a um modelo que hoje sustenta competitividade, sanidade e presença de mercado. São elas que conectam o campo à indústria, o produtor ao mercado e a informação à prática.

É exatamente nesse ponto que o jornal O Presente Rural reafirma seu compromisso. Levar informação de qualidade sempre foi – e continua sendo – a essência do nosso trabalho. No impresso, no digital e também na realização de eventos técnicos, o objetivo é o mesmo: qualificar o debate e apoiar quem produz.

Em 09 de junho, Marechal Cândido Rondon volta a ser palco de um encontro estratégico da suinocultura paranaense. O Congresso de Suinocultores do Paraná 2026 tem um propósito claro: unir conhecimento técnico, experiência prática e visão de futuro. Os convidados que compõem a programação representam exatamente essa força cooperativa que sustenta o setor. São profissionais e lideranças que conhecem a atividade por dentro, vivem os desafios do dia a dia e participam ativamente das decisões que moldam o presente e o futuro da suinocultura.

O Congresso é uma extensão natural do jornalismo que O Presente Rural pratica há décadas. Um jornalismo que não se limita a informar, mas que busca contextualizar, provocar reflexão e oferecer conteúdo que ajude o produtor a tomar melhores decisões. Ao ocupar diferentes plataformas – papel, tela e palco – o jornal amplia seu papel como elo entre informação, produção e desenvolvimento.

Informar é mais do que noticiar fatos. É sustentar a base com conteúdo relevante, confiável e aplicável. É isso que O Presente Rural faz no impresso, no digital e, cada vez mais, também fora das páginas e das telas. Porque uma suinocultura forte começa com informação de qualidade e se consolida quando essa informação chega a quem realmente produz.

Á edição também está disponivel na versão digital, com acesso gratuito. Para ler a versão completa online, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Master projeta investir R$ 1 bilhão e ampliar produção de suínos até 2030

Modelo de integração com produtores sustenta expansão da empresa de Santa Catarina, que pretende dobrar a capacidade industrial e ultrapassar 2 milhões de animais por ano.

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Foto: Ari Dias/AEN

A empresa Master Agroindustrial, de Videira (SC), dona da marca Sulita, adota o modelo de integração com produtores rurais como um dos pilares de seu negócio. Até 2030, a companhia pretende ampliar investimentos em processos produtivos, tecnologias, aumento da produção, assistência técnica e acesso a crédito aos integrados, com remuneração baseada em desempenho. A estimativa é que os investimentos no sistema como um todo cheguem a cerca de R$ 1 bilhão.

Fundada há 32 anos, a empresa tem origem no campo. O fundador, Mario Faccin, é médico veterinário e filho de agricultores. Antes de criar a empresa, atuava prestando assistência técnica a produtores rurais. “No início, eu prestava assistência a produtores. Vi de perto a evolução do agricultor, que deixou de ser chamado de colono para se tornar empresário rural”, relembra.

Foto: Shutterstock

Atualmente, a Master emprega cerca de 2 mil pessoas, mantém 350 pequenos produtores integrados e produz aproximadamente 1,1 milhão de suínos por ano. A meta é ampliar o plantel para 70 mil matrizes até 2030, alcançar a produção de mais de 2 milhões de suínos anuais e dobrar a capacidade industrial.

Mais de 70% da produção da empresa é destinada à exportação, com destaque para o Japão, considerado um dos mercados mais exigentes do mundo. No novo ciclo de expansão, cerca de R$ 250 milhões devem ser investidos diretamente nas propriedades rurais integradas. “O campo é a nossa raiz. É lá que estão nossos valores”, afirma Faccin.

A companhia também mantém o Instituto Master, responsável por ações sociais. Em 2025, os projetos somaram R$ 2,7 milhões em investimentos, além de iniciativas estruturadas de ESG desenvolvidas com apoio do SENAI.

No ano passado, a empresa anunciou R$ 800 milhões para ampliar suas operações em Santa Catarina. A expansão ocorre nas regiões do Planalto Norte e Meio-Oeste catarinense, onde a companhia já atua. A decisão de manter os investimentos no estado está ligada ao status sanitário diferenciado de Santa Catarina, único estado brasileiro autorizado a exportar carne suína para mercados como Japão, Coreia do Sul, México, Estados Unidos e Canadá.

Fonte: Assessoria ACCS
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