Conectado com

Notícias

ABCS inicia treinamento para SNCS na Rede Comper

O treinamento capacitou quase 100 colaboradores nos estados de MT, MS e no DF

Publicado em

em

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) realizou nesta primeira quinzena do mês de junho o “Treinamento de cortes suínos e sua Evolução Nutricional”. A ação faz parte da Semana Nacional da Carne Suína (SNCS), que este ano conta com a parceria da Rede Comper. Ao todo foram três treinamentos que aconteceram no Distrito Federal (DF), Cuiabá (MT) e Campo Grande (MS). Quase 100 colaboradores foram capacitados entre eles gerentes, líderes do setor de açougue e técnicos em carne.

O objetivo das capacitações é apresentar as características nutricionais da carne suína, promovendo a qualidade e os benefícios da proteína, além de demonstrar as diversas alternativas de cortes. A nutricionista Thaliane Dias ministra as palestras de saudabilidade e explica a forma de criação dos suínos e versatilidade da carne. Já o consultor Marcos Bisinella realiza a parte prática do treinamento e mostra aos profissionais a melhor forma de aproveitar a carcaça suína, extraindo mais de 30 opções para disponibilizar na gôndola.

O Presidente da Rede, Beto Pereira, presente no treinamento de Cuiabá destacou a importância da parceria da ABCS com o Comper. “A ação traz aprendizado e consequentemente benefícios ao consumidor e, com certeza, vamos fazer o melhor para atendermos os nossos clientes”. Pereira frisou ainda a qualidade da suinocultura nacional. “O Brasil é um grande produtor de suínos, existem regiões que vivem dessa produção e a Rede Comper vai levar essa proteína para a mesa do nosso consumidor”.

O Formador de Açougue do Comper Regional DF, Jasmilton Monteiro, afirmou que a ação foi essencial para aprender mais sobre a carne suína. “Vamos promover ainda mais a proteína, pois conhecemos ainda mais os seus benefícios e sua diversidade de cortes. Para nós, participantes, é uma satisfação imensa receber esse formato de treinamento, pois a carne suína está em ascensão nas vendas de nossas lojas e tenho certeza que os novos produtos vão agradar ainda mais os nossos consumidores”.

O gerente da Loja Hiper Comper (MT), Joel Davalos, avaliou a experiência como didática e positiva para todos os colaboradores presentes. “Tivemos um conteúdo inovador e de fácil compreensão. Acreditamos que formamos multiplicadores que levarão os conhecimentos sobre carne suína e seus cortes para todos os nossos colegas”.

Para o encarregado de açougue da Rede Comper MS, Vinicius Resplande, o ponto alto da capacitação foi conhecer novas variações de cortes. “Descobrimos que é possível explorar bastante o suíno. Eu particularmente sabia muitos cortes, mas eu vi que existe um leque ainda maior. Gostei também, porque durante o treinamento nos ensinaram dicas de receitas com cortes específicos, ou seja, temos conhecimento para atender ainda melhor os nossos clientes”, argumentou o participante.

As capacitações da ABCS junto ao Comper vão ter continuidade em Julho, com o foco nos promotores de venda. A Diretora de Projetos e Marketing da ABCS, Lívia Machado, acredita que a parceria entre ABCS e Rede é fundamental para incrementar o consumo de carne suína no varejo. “Nesse primeiro momento o Comper engajou o seu time, pois os participantes estavam comprometidos e com certeza dispostos a levar o conhecimento adquirido aos consumidores. Estamos otimistas com aumento das vendas”.

Comper é a segunda rede que mais cresce em faturamento no Brasil A bandeira Comper faz parte do Grupo Pereira, que, de acordo com pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) no primeiro semestre deste ano, registrou o segundo maior crescimento entre as redes de supermercados no Brasil. O faturamento do Grupo Pereira cresceu 24,63% em relação a 2015, acumulando alta de 58,38% em dois anos, na contramão da crise econômica.  

 

Fonte: ABCS

Continue Lendo

Notícias

Regras para proteger consumidores do Mercosul são aprovadas no Senado

Novas normas devem tornar contratos internacionais mais previsíveis e ampliar participação do país nas cadeias de consumo.

Publicado em

em

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) aprovou por unanimidade, na terça-feira (10), o Projeto de Decreto Legislativo (PDL 170/2022), que moderniza e harmoniza o ambiente regulatório do Mercosul, com foco na circulação de bens, serviços e informações entre os países do bloco.

Segundo a vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), senadora Tereza Cristina (PP-MS), a proposta estabelece normas comuns para contratos internacionais de consumo e deve tornar o mercado regional mais integrado, previsível e seguro.

Vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), senadora Tereza Cristina (PP-MS): “Para o nosso país, a consolidação desse marco representa um passo essencial para ampliar sua participação nas cadeias regionais de consumo” – Foto: Divulgação/FPA

A aprovação ocorre poucos dias depois do Senado Federal dar aval ao acordo Mercosul-União Europeia, após 26 anos de negociações. O acordo provisório prevê a redução de tarifas para 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% dos produtos importados pela União Europeia.

Tereza Cristina destacou que a iniciativa começou ainda em 2010, no contexto da construção de um marco ampliado de direitos para os cidadãos do Mercosul, que culminou no Estatuto da Cidadania do Mercosul, adotado em 2021.

A senadora explicou que, especificamente na proteção do consumidor, o projeto cria um Sistema de Defesa do Consumidor do Mercosul, com regras claras para o tratamento jurídico de contratos internacionais de consumo. “Foi nesse contexto que se chegou ao instrumento de proteção ao consumidor do Mercosul que discutimos e conseguimos aprovar. Trata-se de uma construção voltada a um mercado mais integrado, previsível e seguro, criando condições para o fortalecimento do comércio eletrônico, do turismo intrarregional e das novas modalidades de serviços digitais. Para o nosso país, a consolidação desse marco representa um passo essencial para ampliar sua participação nas cadeias regionais de consumo”, afirmou.

O projeto agora segue para análise do Plenário do Senado.

Fonte: Assessoria FPA
Continue Lendo

Notícias

Workshop de Bioinsumos reúne mercado e inteligência de dados em São Paulo

Pela primeira vez aberto ao público, evento será realizado nos dias 17 e 18 de março, com foco em análises estratégicas, dados inéditos e projeções sobre o mercado brasileiro e internacional.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

A Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPII Bio) está com as inscrições abertas para a 3ª edição do Workshop de Inteligência de Mercado em Bioinsumos, que será realizado nos dias 17 e 18 de março, em Campinas (SP).

Em um momento marcado pelos desdobramentos regulatórios da Lei dos Bioinsumos (nº 15.070) e pela forte expansão do setor no país, o evento se propõe a ser um espaço estratégico de análise e interpretação desse novo ambiente de mercado, reunindo representantes da indústria, especialistas e profissionais do setor, além de demais agentes da cadeia de bioinsumos, para discutir tendências, desafios e oportunidades, com base em dados e projeções sobre o cenário brasileiro e internacional.

Consolidado como um espaço qualificado de acesso a dados exclusivos e discussões de alto nível, esta edição contará com um número maior e mais diversificado de apresentações, tendo como foco a inteligência de mercado.

A programação, que será combinada a momentos de debate e networking entre os participantes, trará análises sobre o panorama global dos bioinsumos, incluindo projeções e tendências para os próximos anos, o cenário das commodities agrícolas e seus impactos sobre o setor, os desafios de adoção das tecnologias biológicas no campo, além de um retrato atualizado do mercado brasileiro, com detalhamento de segmentos como inoculantes e biodefensivos.

A participação é aberta aos associados da ANPII Bio e, pela primeira vez, profissionais não associados também poderão participar, mediante inscrição prévia. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser realizadas por meio de formulário online.

Fonte: Assessoria ANPII Bio
Continue Lendo

Colunistas

A matemática do fomento para inovação no agronegócio

Da porteira para dentro, o Brasil é líder. Mas o próximo salto competitivo não está na lavoura, está no laboratório.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

O agro brasileiro construiu uma potência produtiva admirada no mundo inteiro. Somos referência em produtividade, eficiência operacional e capacidade de adaptação. Da porteira para dentro, o Brasil é líder. Mas o próximo salto competitivo não está na lavoura, está no laboratório.

O lançamento de R$ 3,3 bilhões em editais de subvenção econômica pela Finep, dentro do programa Finep Mais Inovação Brasil, sinaliza que o país decidiu acelerar sua transformação industrial. Entre esses editais, há um recorte estratégico para as cadeias agroindustriais sustentáveis, com R$ 300 milhões destinados especificamente a projetos de inovação no setor. O edital, disponível no portal oficial da Finep, prevê apoio não reembolsável para o desenvolvimento de novos produtos, processos e tecnologias voltados à agroindústria.

Artigo escrito por Francisco Tripodi, executivo especializado em inovação e financiamento à pesquisa e desenvolvimento.

Esse movimento abre uma oportunidade para o agronegócio brasileiro dar um passo além da exportação de commodities e avançar na agregação de valor por meio de biotecnologia, bioinsumos, fertilizantes de nova geração, processamento industrial e biocombustíveis avançados.

O Brasil já domina a produção de grãos, proteína animal e fibras, mas a pergunta estratégica agora é: queremos continuar exportando matéria-prima ou queremos exportar tecnologia embarcada, soluções industriais e propriedade intelectual derivada daquilo que produzimos?

A matemática do fomento ajuda a dimensionar essa oportunidade e ter a resposta para o questionamento.

Dados dos dez editais da primeira edição do programa Finep Mais Inovação mostram que, a cada R$ 1 investido em projetos apoiados, 69,7% foram aportados pela Finep e apenas 30,3% corresponderam à contrapartida das empresas. Como a subvenção é um recurso não reembolsável, ela reduz diretamente o custo de capital do projeto. Quando essa contrapartida empresarial é estruturada de forma estratégica, pode ainda gerar benefícios fiscais por meio da Lei do Bem, do MOVER e da Lei das TICs, com recuperação que pode chegar a 49% sobre os dispêndios elegíveis.

Na prática, isso significa que cada R$ 1 em subvenção pode gerar aproximadamente até R$ 3 em retorno financeiro em projetos de inovação, considerando os efeitos combinados entre recurso não reembolsável e incentivos fiscais. Para um setor que convive com volatilidade de preços internacionais, pressão de custos e margens apertadas, essa engenharia financeira altera substancialmente a análise de risco.

Não se trata simplesmente de captar recurso público. Trata-se de estruturar projetos com estratégia, governança e visão de longo prazo. Equipamentos de maior risco tecnológico, plantas piloto, unidades de processamento ou soluções biotecnológicas podem ser viabilizados com subvenção. Equipes técnicas e pesquisadores podem gerar créditos fiscais relevantes. O resultado é um projeto mais robusto, com menor exposição financeira e maior capacidade de diferenciação competitiva.

Fazendo uma análise baseada em estimativas de mercado e no meu histórico de atuação no seguimento, indica que empresas que combinam fomento direto e indireto podem crescer até 20% mais rápido que a média de seus setores. Esse crescimento não vem apenas do capital acessado, mas da disciplina estratégica que a inovação exige.

Para mim, o agro brasileiro venceu a batalha da produtividade e agora precisa vencer a batalha da sofisticação tecnológica. O mundo caminha para cadeias mais exigentes em rastreabilidade, sustentabilidade, descarbonização e diferenciação de produto. Quem dominar biotecnologia, processamento avançado e ativos intangíveis terá maior poder de precificação e menor dependência de ciclos internacionais.

Os R$ 300 milhões destinados às cadeias agroindustriais sustentáveis representam uma oportunidade de reposicionamento estratégico. O capital está disponível. O ambiente regulatório está estruturado. O que ainda precisa evoluir, em muitos casos, é a gestão da inovação dentro das empresas, tratando P&D como investimento central na estratégia do negócio.

O agro brasileiro já provou que sabe produzir em escala. O próximo passo é provar que sabe inovar em escala. Dominar a porteira foi uma conquista histórica. Dominar o laboratório pode ser o movimento que garantirá as próximas décadas de liderança global.

Fonte: Artigo escrito por Francisco Tripodi, executivo especializado em inovação e financiamento à pesquisa e desenvolvimento.
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.