Suínos
ABCS e MAPA discutem modelo de bem-estar para suinocultura brasileira
Na tarde da última quarta-feira (01), a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) recebeu na sede da entidade em Brasília, representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e também do serviço de sanidade animal da Espanha. O objetivo do encontro foi iniciar o alinhamento entre o setor produtivo de suínos e os órgãos federais sobre a implantação das boas práticas de produção na criação de suínos do Brasil no que se refere ao bem-estar animal.
A suinocultura brasileira tem evoluído muito nos últimos anos ganhando cada vez mais espaço no mercado internacional, no entanto, órgãos como a OMC (Organização Mundial do Comércio) aumentarão a pressão para que o Brasil atenta às normas de conforto e bem-estar animal que já estão presentes em dezenas de países como Estados Unidos e União Europeia segundo e terceiro produtores de carne suína no mundo.
Otimizar a coerência e a transparência nas medidas de bem-estar animal que deverão ser adotadas pelos nossos produtores é nosso principal objetivo. Dessa forma, junto ao Ministério e ONGs como a Proteção Animal Mundial (WAP do inglês, World Animal Protection) e HSI (do inglês, Humanuty Society Internacional) parceiros definidos pelo MAPA para abordar as discussões iremos buscar as melhores condições para o suinocultor brasileiro, explica o presidente da ABCS, Marcelo Lopes. Esse alinhamento objetiva definir os passos desta transição para que possam minimizar as tensões entre o bem-estar e investimento econômico, reforça.
O intercâmbio de informações e experiência internacional também servirão de exemplo para que um sistema adequado de bem-estar animal seja implantado no Brasil. Nessa área, o encontro contou com a chefe do serviço de sanidade animal da Junta de Castilla e Leon na Espanha, Olga Minguez González.
O produtor brasileiro precisa estar ciente que a pressão mercadológica vai atingir também o 4º maior produtor e exportador de carne suína mundial, quando grandes concorrentes como União Europeia, Estados Unidos e Canadá estão implantando normativas sobre o tema em seus países, reforça González. Esta é uma lei de mercado simples, se países são obrigados a estar em conformidade com políticas de bem-estar como exigência de mercado, estas mesmas condições devem ser válidas para os outros países responsáveis por exportar carne suína, enfatiza.
Para iniciar o debate junto as diversas instituições da cadeia produtiva e resolver questões e preocupações sobre a implantação das práticas de bem-estar animal, o MAPA realizará o Workshop de Boas práticas de bem-estar animal em sistemas sustentáveis na produção de suínos nos dias 25 e 26 de novembro, em Brasília. No encontro a ABCS apresentará a palestra Visão da cadeia produtiva para implementação de gestação coletiva e participará de mesa redonda com amplo debate sobre o tema.
Atento a dinâmica do mercado, o Ministério também por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC), debateu na última terça-feira (30), o transporte de animais no Brasil e na Europa.
O encontro, que foi sediado na Embrapa Estudos e Capacitação, envolveu uma série de palestras, além da apresentação dos resultados do Grupo de Trabalho (GT) para normatização do transporte de cargas vivas e da finalização do Projeto Diálogos Setoriais Missão Transporte de Cargas Vivas (FITO 002) em parceria com a União Europeia (UE).
A proposta de regulamentação de transporte de cargas vivas, que foi apresentada pela Médica Veterinária e Fiscal Federal Agropecuário, Lizie Buss, foi elaborada a partir da Portaria 575/2012, que instituiu o GT. Este grupo desenvolveu várias ações, dentre elas a consulta sobre a proposta de minuta no âmbito da Câmara Setorial de Suínos e Aves, a qual recolheu sugestão de todas as instituições ligadas à cadeia. A ABCS esteve entre as entidades consultadas e participou de reunião da Câmara em setembro deste ano que validou as propostas do setor.
O conteúdo aprovado e apresentado no encontro, contemplou diversas sugestões discutidas no âmbito da Câmara Setorial. Entre as várias propostas para regulamentação do transporte por meio rodoviário, o texto estabelece requisitos mínimos de veículos, que devem ser construídos ou adaptados e mantidos de forma a evitar sofrimento desnecessário, ferimentos e minimizar agitação dos animais. As regras se aplicarão aos novos veículos, construídos após publicação da resolução, com prazo a ser estabelecido pelo Contran. A competência da fiscalização é compartilhada entre o serviço veterinário, no que se refere ao bem-estar e saúde animal, e a polícia rodoviária federal, em relação à habilitação do condutor, manutenção e licenciamento do veículo.
Fonte: Ass. Impr. da ABCS

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.






