Notícias
ABCS e Frente Parlamentar da Suinocultura organizam audiência pública
A cada ano são exportadas cerca de 550 mil toneladas de carne suína, trazendo mais divisas para o país, e a previsão é de crescimento constante para os próximos anos
Carta Aberta do presidente da ABCS, Marcelo Lopes:
Ao longo das últimas décadas, a suinocultura brasileira passou por fortes transformações para atender os anseios dos consumidores por um alimento saudável, seguro e barato. Investiu-se consistentemente em novas tecnologias, equipamentos, melhoramento genético, nutrição, entre outros, e graças a evolução dos indicadores técnicos e financeiros o Brasil alcançou o posto de 4º maior produtor e exportador mundial de carne suína.
Entre empregos diretos e indiretos a suinocultura gera mais de 1 milhão de vagas e, mesmo com toda a retração da economia brasileira, registrou aumento de produção de 5,7% em 2015. A cada ano são exportadas cerca de 550 mil toneladas de carne suína, trazendo mais divisas para o país, e a previsão é de crescimento constante para os próximos anos.
Entretanto, apesar de toda sua importância e contribuição para a economia e balança comercial brasileira, hoje esta cadeia está em risco. O atual momento econômico do país vem afetando diretamente a atividade, fazendo a suinocultura enfrentar uma das piores crises de sua história. Com o milho, principal insumo para produção de suínos e responsável por 50% do custo de produção, apresentando alta de mais de 70% no último ano e sendo cada vez mais escasso no mercado interno devido ao aumento da exportação, os custos de produção vem se mantendo em patamares muito acima dos valores de comercialização do suíno vivo.
Para cada animal vendido o prejuízo gira em torno de R$100,00. Esta situação já ocasionou o fechamento de algumas granjas e, permanecendo este cenário, certamente muitos outros suinocultores deixarão a atividade em poucos meses. A situação é ainda mais alarmante para os produtores independentes, sobretudo pequenos e médios, que já não conseguem arcar com as despesas e não tem acesso a linhas de crédito para recompor seu fluxo financeiro.
Em um momento de adversidade como este é necessária a união de toda a cadeia, assim como fizemos em 2012. Uma de nossas missões, de ofertar um produto adaptado ao consumidor atual, ainda pode ser aperfeiçoada. As campanhas de estímulo ao consumo de carne suína realizadas pela ABCS e varejistas tem aumentado expressivamente as vendas, entretanto há uma grande dificuldade em manter os resultados após o período de campanha devido a redução na variedade de cortes e porções oferecidas pelos frigoríficos quando comparadas às opções oferecidas pelo varejo durante suas campanhas. Essa ruptura nas vendas, caso minimizada, poderia contribuir com o aumento da demanda e consequentemente do preço pago ao produtor. Desta forma, é importante reforçarmos junto aos frigoríficos parceiros que a cadeia precisa se reorganizar para melhor atender o consumidor, do contrário continuaremos muito limitados no crescimento do consumo e estáticos apenas esperando que o governo resolva nossos problemas.
Ao mesmo tempo, precisamos fazer um movimento conjunto e unir forças da suinocultura de norte a sul do país para pleitearmos medidas efetivas que nos auxiliem a passar por este momento conturbado. Sozinhos, estamos buscando soluções individuais e não temos obtido sucesso, mas unidos podemos fazer uma pauta única junto aos órgãos oficiais e trazer respostas concretas para o nosso setor. A ABCS e a Frente Parlamentar da Suinocultura estão programando uma audiência pública para discutirmos o aumento do preço do milho e suas consequências para nossa produção. O requerimento já foi apresentado e estamos aguardando a deliberação da data, provavelmente em agosto. Enquanto isso, precisamos que o setor esteja unificado e preparado o momento que virá. Com o recesso do Congresso, os deputados federais estarão em suas bases para receberem demandas e sugestões. Contamos com a movimentação de vocês para procurar nossos representantes e expor os problemas para voltarmos com mais força para esta audiência pública.
Pedimos a todos que se preparem e se organizem para participar conosco deste momento de discussão conjunta. Temos certeza de que juntos conseguiremos chamar a atenção para os nossos problemas e passar por mais este obstáculo. A ABCS se compromete a manter a todos atualizados de acordo com os desdobramentos junto ao Congresso Nacional.
Fonte: Assessoria

Notícias
Temporais após onda de frio aumentam preocupação de produtores no Sul; veja vídeo
Inmet prevê chuva acima da média em parte da região, solo encharcado e maior risco de doenças fúngicas nas culturas de inverno.

As imagens registradas pelo agricultor Geraldo Hardi Weisheimer mostram a intensidade da chuva de granizo que atingiu a Linha Sanga Guarani, próximo ao distrito de Bom Princípio, no interior de Toledo (PR), no fim da tarde de domingo (28). Em poucos minutos, o gelo cobriu o solo da propriedade rural, acompanhado de chuva intensa e ventos associados à frente fria que voltou a provocar instabilidades no Sul do Brasil.

Foto: Geraldo Hardi Weisheimer
Até o momento, não há levantamento oficial dos prejuízos. Produtores da região avaliam possíveis danos em lavouras e estruturas rurais.
Em publicação nas redes sociais, Weisheimer descreveu o impacto do temporal. “Ver o chão da nossa Linha Sanga Guarani coberto de gelo hoje dói no coração de quem entende o suor de cada dia. A natureza tem sua força, e a gente, como agricultor, aprende a respeitá-la e a se reerguer, mesmo com o prejuízo batendo à porta”, ressaltou
O episódio ocorre após uma sequência de dias de frio intenso e tempo seco. A formação de um ciclone extratropical na costa do Uruguai, associada ao avanço de uma frente fria, voltou a provocar chuva forte, rajadas de vento e queda localizada de granizo no Paraná. Nesta segunda-feira (30), os maiores acumulados são esperados entre o Oeste, Sudoeste e Centro-Sul do Estado, onde os volumes podem se aproximar de 100 milímetros.
O cenário reforça a previsão agroclimática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o

Foto: Geraldo Hardi Weisheimer
trimestre de junho a agosto. Embora o Paraná deva registrar volumes de chuva próximos da média, o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina tendem a receber precipitações acima do normal, mantendo os solos com elevada umidade em praticamente toda a Região Sul.
Para a agricultura, a disponibilidade de água favorece o desenvolvimento das culturas de inverno e contribui para a conclusão do ciclo das áreas mais tardias de milho segunda safra no Paraná. Por outro lado, o excesso de chuva aumenta o risco de doenças fúngicas em cereais como trigo, cevada e aveia, além de dificultar pulverizações, adubações e outras operações mecanizadas devido ao encharcamento do solo.
Segundo o Inmet, os excedentes hídricos devem persistir principalmente em junho e julho, com maior intensidade no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná. Apesar do baixo risco de deficiência hídrica durante o inverno, o excesso de umidade exigirá atenção redobrada dos produtores no monitoramento fitossanitário e no planejamento das atividades de campo ao longo dos próximos meses.
Notícias
Após investir R$ 650 milhões, Porto de Paranaguá cobra avanço das ferrovias para evitar perda de competitividade
Presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, afirma que terminal está preparado para crescer, mas alerta que infraestrutura terrestre ainda limita a eficiência logística.

O modelo de gestão adotado pelo Porto de Paranaguá e os desafios da logística do agronegócio estiveram no centro dos debates do lançamento do Movimento Agroportos, realizado na quinta-feira (25), em Curitiba. Durante o evento, o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, apresentou medidas implementadas nos últimos anos para ampliar a eficiência operacional do terminal e defendeu investimentos em infraestrutura como caminho para reduzir o chamado “Custo Brasil”.

Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia: “Somos o único porto do país com 100% das áreas arrendáveis regularizadas. Fizemos a concessão do canal de acesso e estamos prestes a entregar a maior obra de infraestrutura do setor portuário do Brasil, que é o Moegão” – Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná
Garcia, que também preside a Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph), participou do painel “Regulação, Segurança Jurídica e Eficiência Portuária nos Portos do Sul”, mediado pelo diretor-presidente do IBI, Mário Povia. Ele expôs medidas exitosas adotadas nos portos paranaenses ao longo dos últimos anos, que podem servir de exemplo para outros portos em todo o Brasil. O Porto de Paranaguá é o primeiro do país a ter 100% de suas áreas portuárias arrendadas, garantindo segurança jurídica aos operadores. “Com nossas concessões, somos o único porto do país com 100% das áreas arrendáveis regularizadas. Fizemos a concessão do canal de acesso e estamos prestes a entregar a maior obra de infraestrutura do setor portuário do Brasil, que é o Moegão. São mais de R$ 650 milhões em investimentos, em uma obra que está 95% concluída”, disse Garcia.
As regularizações das áreas arrendáveis promovidas pela Portos do Paraná a partir de 2019 trazem justamente a segurança jurídica discutida no painel. A partir de leilões públicos realizados na Bolsa de Valores do Brasil (B3), as empresas têm a garantia de que poderão investir, pois estão resguardadas por contratos robustos que protegem tanto o arrendante quanto a arrendatária.
Preparado
Ao mencionar a sustentabilidade, Luiz Fernando lembrou que o Porto de Paranaguá se tornou o primeiro porto público brasileiro a conquistar o selo internacional EcoPorts, a mais importante certificação mundial que reconhece as boas práticas de gestão ambiental portuária.
Com as obras mencionadas, o diretor-presidente assegura que o Porto de Paranaguá estará preparado para esse aumento de capacidade e produção no futuro. “O

Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia: “As empresas precisam ter vantagem comercial e operacional. A partir do momento em que isso deixar de existir, elas vão para outros portos” – Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná
Paraná fez as concessões rodoviárias e R$ 90 bilhões serão aplicados nos contratos vigentes. E o vencimento da concessão da Malha Sul, em 2027, é a oportunidade que temos para discutir com o setor ferroviário, importantíssimo para que o Moegão funcione com sua capacidade plena”, completou.
Indagado sobre os problemas observados para uma discussão mais ampla por parte do Movimento Agroportos, Garcia destacou o custo logístico das cargas até o porto. Para ele, é preciso enfrentar essas deficiências para ganhar mais eficiência. “As empresas precisam ter vantagem comercial e operacional. A partir do momento em que isso deixar de existir, elas vão para outros portos”, disse.
Alex Sandro de Ávila, secretário nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e presidente do Conselho de Administração da Portos do Paraná (Consad), também foi um dos painelistas. Ele ressaltou a gestão da Portos do Paraná, destacando a requalificação de áreas e os leilões, que geraram maior capacidade de investimento no Porto de Paranaguá. “A Região Sul ainda tem protagonismo no escoamento de cereais, até porque conta com portos extremamente preparados e especializados para essa atividade. Então, buscamos uma sinergia e harmonização, que já deram muito certo aqui no Sul e servem de bom exemplo para desenvolvermos projetos de crescimento nas regiões Norte e Nordeste do país”, disse Ávila.
Notícias Cooperativismo
Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível
Publicação reúne reportagens exclusivas sobre o papel das cooperativas no agronegócio e destaca como a escassez de mão de obra e a contratação de imigrantes estão transformando o mercado de trabalho no setor.

A nova Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível gratuitamente em versão digital no site. Publicada todos os anos próxima ao Dia Internacional das Cooperativas, celebrado em 04 de julho, a edição reúne reportagens, análises e conteúdos especiais sobre a força econômica, social e produtiva do cooperativismo no agronegócio brasileiro.
Nesta edição, a reportagem especial aborda um dos temas mais relevantes para o futuro das cooperativas agroindustriais: a geração de empregos, a escassez de mão de obra e a presença crescente de trabalhadores estrangeiros nas operações. O conteúdo mostra como imigrantes de diferentes nacionalidades passaram a ocupar funções decisivas em agroindústrias, supermercados, unidades operacionais e estruturas produtivas de cooperativas do Sul do país.
A reportagem apresenta casos de cooperativas em que estrangeiros já representam parcela expressiva da força de trabalho. Em algumas unidades, eles chegam a formar a maioria dos colaboradores. Mais do que um dado demográfico, esse movimento revela uma mudança estrutural no mercado de trabalho do agronegócio, com reflexos diretos sobre produção, escalas, expansão industrial, automação, qualificação, moradia, integração cultural e desenvolvimento regional.
Além da reportagem especial, a edição traz conteúdos sobre o impacto do cooperativismo na economia, na geração de renda, na organização das cadeias produtivas, atuando como agentes de desenvolvimento nas comunidades onde estão.
A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.
