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ABCS e AGS participam do XVIII Congresso Abraves

Sucesso de público, o evento foi marcado por programação diferenciada

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A 18ª edição Congresso da Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves) realizada durante os dias 17 a 19 de outubro em Goiânia (GO), foi sucesso de público e reuniu médicos veterinários, zootecnistas, pesquisadores, empresários, produtores independentes, profissionais da agroindústria e representantes de grandes empresas da cadeia produtiva. Com uma programação de qualidade técnica relevante para o setor, o evento também contou com a parceria da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e da Associação Goiana de Suinocultores (AGS), que juntas levaram o educador físico Marcio Atalla para realizar nesta quarta-feira (18) a palestra “Bem-estar e movimento” e capacitar consumidores, estudantes e formadores de opinião sobre a saudabilidade da carne suína e sua importância para a qualidade de vida. 

Na ocasião, Atalla falou para cerca de 500 participantes e focou na prática regular de atividade física que, aliada ao consumo da carne suína, traz benefícios para a saúde, e na manutenção de um estilo de vida saudável. "Se movimentar é uma necessidade básica do ser humano, e é essencial para a manutenção da nossa saúde física e mental", destacou. 

O educador físico explicou que o segredo para uma vida saudável é escolher uma atividade física e uma rotina alimentar equilibrada que consiga manter a longo prazo. "O nosso corpo identifica o movimento em si, independente de qual seja, não necessariamente atividades de academia. Então basta escolher algo que você gosta e ter em mente que não existe milagre", completou. 

Fabiana Benatti, nutricionista esportiva, também contribuiu com a palestra e esclareceu alguns mitos em relação à proteína mostrando que ela pode fazer parte de uma alimentação saudável, ajudando a compor uma variedade de produtos naturais na dieta. 

"Se você comer sempre os mesmos alimentos todos os dias, sem o mínimo de criatividade, fica com a dieta muito monótona, difícil de seguir. E a carne suína é uma ótima opção, pois além de saborosa é uma proteína segura, saudável e de qualidade, que tem um excelente custo-benefício", assegurou. Benatti frisou ainda que é necessário sair do automático e pensar melhor no que se ingere no dia a dia. 

O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, reforçou a importância de trazer profissionais renomados para apresentarem aos consumidores e profissionais formadores de opinião as vantagens da proteína, além de ser uma oportunidade para desmistificar e incentivar o consumo. “Contar com a presença de um profissional do nível do Marcio Atalla, falando sobre a saudabilidade da carne suína, fortalece o trabalho que temos realizado em busca do crescimento no consumo do produto e dá mais credibilidade às informações de que a proteína se adequa ao perfil daqueles que procuram mais qualidade de vida”. 

Gilberto José Costa, médico veterinário e professor universitário do Intituto Federal do Sergipe, parabenizou o nível da palestra e afirmou estar satisfeito com o trabalho que é desenvolvido em defesa da carne suína. “O Atalla é um profissional respeitado nacionalmente e está sempre se atualizando, assim como o Fabiana, e com certeza eles trouxeram grandes informações que rebatem a crítica que muitas vezes a sociedade faz em relação a um produto de origem animal de alta qualidade como é o suíno”. 

A professora de gastronomia da cidade de Anápolis (GO) Núbia Camilo também participou do evento e elogiou a abordagem em relação à alimentação equilibrada e a inclusão da carne suína no cardápio diário. “Eles voltam a afirmar que não existe dieta milagrosa e sim estilo de vida que você tem que manter e ser perseverante. Não adianta achar que fazendo dieta um mês vai resolver o problema. E além disso, foi válido ressaltar que a carne suína pode ser consumida em qualquer tipo de alimentação, desde que da maneira correta, assim como qualquer outro alimento”, disse. 

Workshop técnico 

Outra ação da ABCS e AGS dentro da programação do congresso foi o workshop técnico "Tendências e estratégias para a suinocultura brasileira" que abordou tópicos importantes para a cadeia: a compartimentação da suinocultura como possibilidade para empresas buscarem novos mercados e a Instrução Normativa 14 de 2016. Esta foi uma oportunidade de levar aos produtores representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), responsáveis por essas áreas, para esclarecer os temas. 

Lia Coswig, chefe da Divisão de Sanidade dos Suídeos, explicou que o compartimento é uma unidade produtiva com condições de biosseguridade diferenciados, que permitem a ele se manter livre de determinadas doenças caso haja surtos dentro do seu estado ou país. Inicialmente o MAPA está elaborando uma normativa para o estabelecimento de compartimentos livres de Peste Suína Clássica e Febre Aftosa, doenças que o Brasil vem trabalhando para ter todo o território reconhecido como livre. A adesão é voluntária e casa empresa deve avaliar a possibilidade de acessar novos mercados ou de manter mercados já abertos, caso o país perca o status de livre. 

“As granjas do compartimento têm exatamente o mesmo status das granjas fora do compartimento. A diferença é que a aplicação das normas de biossegurança garante que, em caso de certas doenças voltarem a aparecer no Brasil, a granja possa continuar com seu status, mesmo que o status da região ou do país mude”, completou. 

Outro assunto tratado no workshop foi a IN14, que trata sobre a produção de rações com medicamentos. A coordenadora de Fiscalização de Produtos para Alimentação Animal, Fernanda Tucci, falou os motivos que levaram a entidade a criar esta normativa com as exigências de boas práticas de fabricação para que o produtor possa continuar utilizando o medicamento a granel. 

“Foi muito importante a iniciativa da ABCS de pedir a ampliação do prazo e propor a trabalhar em conjunto na implementação, divulgação e produção de materiais sobre a IN. Quando trabalhamos juntos, MAPA, associações e produtores, aumentamos a chance de sucesso do projeto”, finalizou. 

 
 

Fonte: ABCS

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Setor produtivo do Paraná apresenta proposta para concessão da Malha Sul ferroviária

Documento defende nova licitação da ferrovia, divisão em três trechos e maior retorno de investimentos ao estado.

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Foto: Divulgação TLSA

O presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, entregou, no dia 24 de junho, em Umuarama, ao ministro dos Transportes, George Santoro, o posicionamento do setor produtivo paranaense em relação a nova concessão da Malha Sul ferroviária. O documento, elaborado em conjunto pelo G7 Paraná, reúne propostas relacionadas ao modelo atualmente em discussão para a futura operação da ferrovia, cujo contrato vigente encerra em 2027.

O Sistema Faep defende a realização de uma nova licitação para a Malha Sul, com foco na ampliação da capacidade de transporte, na modernização da infraestrutura ferroviária e na eliminação dos principais gargalos logísticos que afetam a competitividade do Paraná. Os estudos apresentados pelo Governo Federal preveem a divisão da Malha Sul em três segmentos: Paraná-Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mercosul.

O documento entregue ao ministro reúne propostas relacionadas ao modelo atualmente em discussão para a futura operação da ferrovia, cujo contrato atual se encerra em 2027

Embora a entidade apoie a separação das operações, considera inadequado o modelo proposto para distribuição dos recursos gerados pela concessão, que prevê outorga de R$ 8,7 bilhões. A malha ferroviária do Paraná concentra aproximadamente 78% da carga movimentada por trens. No entanto, a proposta prevê que parte significativa desses recursos seja utilizada para financiar investimentos e déficits em outras concessões ferroviários.

“Somos favoráveis à modernização da ferrovia e à nova licitação, mas entendemos que os recursos gerados pelos usuários paranaenses precisam retornar em investimentos para o próprio Paraná. Não é razoável que a região responsável pela maior parte da movimentação de cargas financie gargalos de outras malhas enquanto seus próprios problemas permanecem sem solução”, afirma Meneguette.

Outro ponto de preocupação é a ausência de investimentos considerados estratégicos para ampliar a capacidade do transporte ferroviário no Estado. Entre as obras prioritárias defendidas pelo Sistema Faep estão a construção de um novo traçado ferroviário na Serra da Esperança, entre Guarapuava, Irati e Lapa; a implantação do Contorno Ferroviário Oeste de Curitiba; e a ampliação dos pátios de cruzamento, estruturas que permitem aumentar a fluidez do tráfego ferroviário.

De acordo com a entidade, os estudos atualmente apresentados não contemplam essas intervenções de forma adequada nem estabelecem cronogramas compatíveis com a demanda crescente por transporte de cargas.

Foto: Jonathan Campos

“Precisamos de uma concessão que aumente a capacidade operacional da ferrovia. O Paraná produz cada vez mais e necessita de uma infraestrutura logística capaz de acompanhar esse crescimento. Algumas obras consideradas fundamentais aparecem apenas para o 27º ano da concessão, quando deveriam ser tratadas como prioridade”, destaca o presidente do Sistema Faep.

Durante a reunião, Santoro afirmou que o governo federal já reconhece a necessidade de investimentos em dois dos principais gargalos apontados pelo setor produtivo paranaense: o Contorno Ferroviário de Curitiba e as intervenções na Serra da Esperança.

“As duas demandas a gente já tinha mapeado e temos clareza de que vamos incluir como um investimento obrigatório no projeto. Então, já estão resolvidas”, afirma o ministro.

Além das obras estruturantes, o documento entregue ao Ministério dos Transportes propõe a integração da Malha Paraná-Santa Catarina com a Ferroeste, ampliando a eficiência operacional do sistema e fortalecendo a ligação entre as regiões produtoras do Oeste do Paraná e o Porto de Paranaguá.

Os investimentos previstos (Capex) somam cerca de R$ 6,8 bilhões e incluem a substituição de dormentes e trilhos, além da construção de sete novos pátios ferroviários.

O que o Sistema Faep defende para a nova Malha Sul
  • Nova licitação da Malha Sul, em vez da prorrogação do contrato atual;
  • Divisão da malha em três segmentos independentes;
  • Integração da Malha Paraná-Santa Catarina com a Ferroeste;
  • Reinvestimento dos recursos gerados no Paraná em obras dentro do próprio Estado;
  • Construção do novo trecho Guarapuava-Irati-Lapa (Serra da Esperança);
  • Implantação do Contorno Ferroviário Oeste de Curitiba;
  • Ampliação dos pátios de cruzamento na Serra do Mar;
  • Cronograma de investimentos antecipado para eliminar gargalos;
  • Garantias que evitem aumento tarifário aos usuários;
  • Possibilidade de aportes dos governos estadual e federal para acelerar as obras prioritárias.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Linha de crédito de R$ 10 bilhões amplia acesso à tecnologia no campo

Recursos serão operados pela Finep e voltados à compra de máquinas e implementos agrícolas por produtores rurais pessoas físicas e jurídicas.

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Foto: Divulgação

O Governo Federal publicou, na quarta-feira (01º), a Medida Provisória nº 1.374, que autoriza a destinação de até R$ 10 bilhões para uma linha de financiamento voltada à adoção de tecnologias baseadas em máquinas e equipamentos agrícolas inovadores produzidos no Brasil. A iniciativa integra o programa Move Agricultura e tem como objetivo ampliar o acesso ao crédito para modernização da produção rural.

Foto: Shutterstock

A MP altera o artigo 15-A da Lei nº 11.540/2007 e permite, de forma extraordinária no exercício de 2026, a criação da nova linha de financiamento. A gestão dos recursos ficará sob responsabilidade da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com operação por meio de crédito descentralizado, executado por agências de fomento, bancos de desenvolvimento e instituições financeiras oficiais credenciadas.

O financiamento será destinado a projetos de disseminação tecnológica baseados em equipamentos agrícolas inovadores nacionais. Poderão acessar a linha produtores rurais pessoas físicas e jurídicas, com enquadramento como crédito rural conforme a legislação vigente.

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, a ampliação do acesso ao crédito é central na política pública. “A verdadeira grandeza de uma política pública está na sua capacidade de fazer esse crédito chegar a mais brasileiros. Ampliamos o acesso à linha de financiamento para que não apenas pessoas jurídicas, mas também produtores rurais pessoas físicas possam adquirir máquinas e equipamentos agrícolas inovadores produzidos no Brasil”, afirmou.

Foto: Divulgação/Freepik

Com a inclusão de pessoas físicas entre os beneficiários, a medida amplia o alcance da política e permite que produtores de diferentes portes tenham acesso a equipamentos modernos, voltados à mecanização e à inovação no campo.

O Move Agricultura, que integra a nova linha de financiamento, foi lançado durante a 20ª edição da Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães (BA), pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. O programa prevê crédito para aquisição de tratores, colheitadeiras, plantadeiras e outros implementos agrícolas, com juros de até 9,2% ao ano, prazo de até 60 meses e carência de 12 meses. A proposta é acelerar a modernização da frota agrícola e estimular o desenvolvimento de tecnologias nacionais.

A Medida Provisória também autoriza a concessão de apoio financeiro, por meio de subvenção econômica, a produtores independentes de cana-de-açúcar do Nordeste. O benefício é destinado a reduzir impactos de prejuízos associados à tributação adicional dos Estados Unidos sobre exportações brasileiras ou a eventos climáticos extremos.

A MP foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a cerimônia de lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, realizada na terça-feira (30).

Fonte: Assessoria Mapa
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Acordo entre EUA e Irã reduz risco logístico no mercado global de fertilizantes

Estreito de Ormuz tem reabertura parcial após avanço diplomático, enquanto a ureia recua US$ 360 toneladas desde abril, com maior oferta no Golfo e retomada parcial das exportações da China.

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Foto: Claudio Neves

O conflito no Oriente Médio teve um novo desdobramento em 14 de junho, com o anúncio de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, seguido pela assinatura eletrônica do documento no dia 15. Apesar disso, o texto final do acordo ainda deve ser divulgado na sexta-feira, mantendo incertezas no cenário.

Foto: Claudio Neves/Portos Paraná

O Estreito de Ormuz foi parcialmente reaberto e há expectativa de liberação total até o fim da semana, embora o fluxo ainda não esteja normalizado. A região é considerada estratégica para o transporte de matérias-primas usadas na produção de fertilizantes.

No mercado de nitrogenados, a ureia registrou queda expressiva de cerca de US$ 360 por tonelada desde o fim de abril, retornando a patamares anteriores ao conflito. O movimento foi influenciado por um excesso pontual de oferta, com estoques acumulados no Golfo e o retorno parcial da China como exportadora. As cotações CFR Brasil recuaram para cerca de US$ 445/t, com negócios sendo fechados em níveis ainda mais baixos.

Nos fosfatados, o cenário segue mais pressionado. O enxofre, insumo essencial para a produção de MAP e SSP, avançou para cerca de US$ 1.250/t. Já o MAP permanece próximo de US$ 900/t CFR Brasil. Do lado da oferta, a China segue praticamente fora do mercado de fósforo, enquanto a Rússia opera com restrições ligadas a danos de infraestrutura decorrentes da guerra. No Oriente Médio, há impactos logísticos, e o Marrocos enfrenta limitação de capacidade associada à escassez de enxofre.

Nos potássicos, o mercado apresenta maior estabilidade. O KCl oscila em torno de US$ 405/t CFR Brasil, sustentado por um equilíbrio maior entre oferta e demanda globais, sem mudanças estruturais relevantes no período.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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