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ABCS conquista redução de ex-tarifário para importação de maquinário
Após pedido da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), o Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) incluiu a estação de alimentação eletrônica para suínos no ex-tarifário, regime destinado à aquisição de bens de capital para o quais não exista produto nacional equivalente. Até 31 de dezembro 2015, o suinocultor poderá importar o maquinário com redução da alíquota do imposto de importação de 14% para 2%. A decisão foi anunciada no Diário Oficial da União, no último dia 12.
A iniciativa da ABCS visa diminuir os custos para o produtor que queira importar esse tipo de equipamento. Dessa forma, a importação de máquinas de alimentação eletrônica passa a pagar: 2% de imposto de importação; 1,65% PIS/PASEP; 7,6% de COFINS e 5,6% de ICMS, já que por resolução do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) bens de capital importados sob o regime de ex-tarifário têm a base de cálculo reduzida tornando a alíquota 5,6% ao invés do usual 17%. (confira tabela).
Redução impostos
Impostos De Para
Imposto de Importação 14% 2%*
PIS/PASEP Importação 1,65% 1,65%
COFINS Importação 7,60% 7,60%
ICMS 17% 5,6%*
*Valores fixados até 31/12/2015
A estação de alimentação eletrônica otimiza recursos facilitando o manejo de matrizes no período de gestação e diminuindo possíveis desperdícios de ração. O sistema, que tem capacidade para alimentar em torno de 60 animais, permite o arraçoamento individual de matrizes mantidas em sistema de gestação coletiva, além de otimizar manejos reduzindo a demanda por mão-de-obra.
Essa é uma conquista importante para o setor. Lutar pela modernização da cadeia é uma das missões da ABCS para que sejamos cada vez mais eficientes e assim oferecermos ao consumidor um produto de qualidade que atenda às exigências relacionadas a meio ambiente, bem estar animal e responsabilidade social, mencionou o diretor-executivo da ABCS, Nilo de Sá.
Com esses equipamentos a técnica se mostrou muito eficiente na produção e na obtenção de vantagens econômicas pelo aumento da produtividade, o controle exato da alimentação de cada porca individualmente durante a gestação, sem desperdícios, e a redução da mão de obra necessária, além de atender desejos dos consumidores, explica o produtor de suínos do DF, Rubens Valentini. Ainda segundo ele, as máquinas de alimentação de porcas com controle eletrônico propiciam ainda melhoria das condições técnicas da criação e do aumento da rentabilidade da atividade e permitem atender o que vem progressivamente sendo exigido pelo consumidor na melhoria das condições de bem estar na suinocultura que têm sua expressão maior na eliminação das gaiolas de gestação, reforça Valentini.
A mesma opinião divide o produtor de suínos do Mato Grosso e diretor da Nutribras Alimentos, Paulo Lucion, é uma decisão positiva para os produtores, pois este tipo de equipamento é de grande importância para a criação mais eficiente de suínos e, assim, abre-se a oportunidade de modernizar granjas com um investimento menor explicou o produtor e ressaltou: gostaria de reconhecer o mérito da ABCS por haver apresentado os argumentos do setor ao CAMEX que, enfim, inclui as estações eletrônicas no ex-tarifário, avaliou.
A ABCS também pleiteia junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a inclusão no ex-tarifário de placas para aquecimento de leitões operadas com água quente. Este equipamento também beneficiará aqueles produtores que querem se modernizar e substituir os sistemas de lâmpada incandescente para aquecer os leitões nas maternidades.
Fonte: ABCS
Fonte: Ass. Imprensa da ABCS

Notícias Cooperativismo
Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível
Publicação reúne reportagens exclusivas sobre o papel das cooperativas no agronegócio e destaca como a escassez de mão de obra e a contratação de imigrantes estão transformando o mercado de trabalho no setor.

A nova Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível gratuitamente em versão digital no site. Publicada todos os anos próxima ao Dia Internacional das Cooperativas, celebrado em 04 de julho, a edição reúne reportagens, análises e conteúdos especiais sobre a força econômica, social e produtiva do cooperativismo no agronegócio brasileiro.
Nesta edição, a reportagem especial aborda um dos temas mais relevantes para o futuro das cooperativas agroindustriais: a geração de empregos, a escassez de mão de obra e a presença crescente de trabalhadores estrangeiros nas operações. O conteúdo mostra como imigrantes de diferentes nacionalidades passaram a ocupar funções decisivas em agroindústrias, supermercados, unidades operacionais e estruturas produtivas de cooperativas do Sul do país.
A reportagem apresenta casos de cooperativas em que estrangeiros já representam parcela expressiva da força de trabalho. Em algumas unidades, eles chegam a formar a maioria dos colaboradores. Mais do que um dado demográfico, esse movimento revela uma mudança estrutural no mercado de trabalho do agronegócio, com reflexos diretos sobre produção, escalas, expansão industrial, automação, qualificação, moradia, integração cultural e desenvolvimento regional.
Além da reportagem especial, a edição traz conteúdos sobre o impacto do cooperativismo na economia, na geração de renda, na organização das cadeias produtivas, atuando como agentes de desenvolvimento nas comunidades onde estão.
A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.
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Produtores do Rio Grande do Sul têm até 30 de junho para declarar rebanhos
Atualização anual é considerada estratégica para o controle sanitário e permite resposta mais rápida das autoridades diante de eventuais emergências zoossanitárias.

Os produtores rurais do Rio Grande do Sul têm até o dia 30 de junho para realizar a Declaração Anual de Rebanho 2026. A Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) reforça o chamado para que criadores, pecuaristas e associados cumpram a obrigação dentro do prazo, destacando a importância das informações para a defesa sanitária animal no Estado.

Foto: Shutterstock
De acordo com o vice-presidente técnico da Febrac, José Arthur Martins, a atualização dos dados permite que o sistema de defesa agropecuária mantenha um retrato fiel dos rebanhos e das propriedades rurais gaúchas. “Essas informações são extremamente necessárias. A Febrac conclama todos os produtores rurais para que não deixem de realizar essa declaração, pois ela permite conhecer melhor a infraestrutura, os controles sanitários e os saldos dos rebanhos existentes nas propriedades do Rio Grande do Sul”, afirma.

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Segundo Martins, a manutenção de um banco de dados atualizado é fundamental para que o poder público possa agir com rapidez diante de eventuais ocorrências sanitárias que afetem a pecuária. “A informação é essencial para que o sistema de defesa sanitária tenha condições de responder de forma mais rápida e objetiva em caso de algum incidente sanitário que possa atingir os rebanhos do Estado”, destaca.
Cadastro atualizado fortalece defesa agropecuária
O dirigente compara a Declaração Anual de Rebanho à entrega da declaração do Imposto de Renda, ressaltando que ambas exigem atualização periódica de informações essenciais para a gestão pública. “A declaração de rebanho pode ser considerada como um imposto de renda que o produtor rural deve fazer todos os anos. Esses dados são extremamente importantes para que o sistema de defesa agropecuária tenha informações precisas sobre as características dos rebanhos em cada

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localidade e possa agir de maneira imediata diante de qualquer ocorrência sanitária”, explica.
A declaração pode ser feita de forma eletrônica, por meio do sistema Produtor Online, disponível no portal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, ou presencialmente nas Inspetorias e Escritórios de Defesa Agropecuária dos municípios.
Martins orienta os produtores a não deixarem o procedimento para os últimos dias do prazo. “O prazo final para entrega da Declaração Anual de Rebanho é 30 de junho de 2026. É importante que todos os produtores cumpram essa obrigação dentro do período estabelecido”, menciona.
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Conheça as tecnologias brasileiras que podem transformar a agricultura tropical
De importador de conhecimento agrícola, Brasil passou a desenvolver soluções adaptadas aos trópicos que hoje podem ser replicadas na África, Ásia e América Latina.

A agricultura brasileira viveu uma transformação histórica nas últimas décadas. Se antes dependia de tecnologias desenvolvidas para ambientes temperados, hoje se tornou uma das principais referências mundiais em ciência aplicada aos trópicos.

Engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto: “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio” – Foto: Divulgação
Para o engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto, o país deixou de importar pacotes tecnológicos incompatíveis com sua realidade para construir soluções próprias, capazes de serem replicadas em outras regiões do planeta. “Como engenheiro agrônomo, compreendi que o avanço da nossa agricultura dependeria de uma forte base em ciência”, afirma.
Segundo ele, a principal contribuição brasileira para outros países tropicais está nas chamadas tecnologias “poupa-terra”, que permitem aumentar a produção preservando recursos naturais.
Uma das maiores conquistas do Brasil foi adaptar culturas originalmente desenvolvidas para regiões temperadas. O desenvolvimento de variedades de soja adaptadas às baixas latitudes é considerado um marco da ciência brasileira e pode beneficiar países africanos com condições edafoclimáticas semelhantes às do Cerrado.

Foto: Roberto Dziura Jr
Outro avanço importante está no Manejo Integrado de Pragas (MIP), desenvolvido para enfrentar a intensa pressão biológica existente nos trópicos. “Criamos protocolos específicos para otimizar a eficiência dos defensivos de forma mais racional, reduzindo custos e impactos”, explica.
Vitrine atual da agricultura brasileira
Na avaliação de Durval, a maior vitrine atual da agricultura brasileira é a expansão dos bioinsumos. “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio”, ressalta.
O pesquisador também destaca o melhoramento genético do Nelore, do café, do feijão e da cana-de-açúcar, além da introdução de gramíneas africanas que revolucionaram a pecuária nacional.
Segundo ele, esses avanços permitiram ao Brasil construir o maior e mais eficiente sistema de produção de proteína animal a pasto do mundo.
Para Durval, a ciência tropical desenvolvida no país será cada vez mais importante diante do crescimento da demanda mundial por alimentos e da necessidade de produzir mais com menor impacto ambiental.
