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ABCS conclui cursos de Cortes e Oficinas no Centro Oeste

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A preparação “A Carne Suína é 10!” das equipes de loja e clientes das lojas Pão de Açúcar e Extra na região Centro-Oeste está concluída para a 2ª Semana Nacional da Carne Suína, que acontecerá entre 3 e 17 de setembro em todas as unidades das duas redes varejistas.
Entre os meses de maio e julho, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), por meio do Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS), ministrou seis Cursos de Cortes para mais de 80 profissionais de açougue e sensibilizou cerca de 200 consumidores em seis Oficinas Gastronômicas.
“O Centro-Oeste define o nome parceria. Eles mostraram muito envolvimento de todos os responsáveis, técnicos, gerentes de loja, comercial, marketing, administrativo e, assim, os resultados aparecem. Tivemos alguns dos melhores retornos em termos de participação. As oficinas alcançaram uma adesão inacreditável, um sucesso absoluto que é referência para outras ações no Brasil inteiro”, comenta a gestora executiva, Anny Almeida.
Sob o slogan “A Carne Suína é 10!”, as ações focaram em quatro preceitos: motivação de açougueiros; envolvimento das equipes de loja; quebra de preconceitos entre profissionais de carnes e clientes; e reposicionamento da carne suína nas gôndolas para, enfim, elevar o consumo do produto e trazer mais sustentabilidade para a cadeia suinícola. O curso de cortes objetiva transmitir conhecimentos sobre a variedade e praticidade da carne suína, além de desmistificar e quebrar preconceitos ainda existentes contra o produto. Já a oficina gastronômica leva todo o sabor e a versatilidade da carne suína para os clientes por meio de uma receita especial de estrogonofe suíno e dezenas de dicas para o preparo.
O gerente comercial do GPA, David Buarque, comentou que a equipe da região acreditou no projeto desde o início. “Ações como essa têm contribuído para mudar os vários preconceitos que a carne suína ainda sofre. O engajamento das equipes de loja é impressionante e todos têm acreditado fortemente na iniciativa para fomentar ainda mais o consumo no Brasil”, explica.
Para Buarque, as ações do PNDS contemplam todos os aspectos necessários para aumentar o consumo do produto e deveriam ser ampliadas. “Temos uma forte tendência em nossas lojas de pessoas buscando alimentos mais saudáveis. Nossos clientes ficam surpresos ao serem informados sobre as qualidades nutricionais da carne suína e sua leveza em relação às demais carnes". 
Para a gerente executiva da Associação Goiana de Suinocultores (AGS), Crenilda Neves, a continuação das ações para fomentar o consumo são essenciais para que a população de Goiás insira definitivamente a carne suína na alimentação. “Esse trabalho constante tem mostrado resultados efetivos, as gôndolas dos supermercados estão sempre cheias de cortes suínos e as oficinas a cada edição conquistam mais consumidores. Acredito que é esse o caminho que devemos seguir para mudar de vez o consumo aqui e no Brasil”, destaca.
“Após realizar as ações de cortes e oficinas gastronômicas no Rio, Nordeste e Centro Oeste, iniciaremos as ações em São Paulo e vamos atender as mais de 300 lojas do GPA”, explica a coordenadora nacional do PNDS, Lívia Machado. Ainda segundo a coordenadora, as ações de São Paulo foram planejadas para uma data próxima a ação promocional nacional que será de 03 a 17 de setembro com o objetivo de potencializar as vendas na maior região consumidora do país. “Trabalhamos com afinco na realização dessa 2ª edição da Semana Nacional da Carne Suína e precisamos do apoio de todo o setor nesse desafio, reforço os agradecimentos às nossas afiliadas e a equipe GPA por tamanho comprometimento”, destaca.
O objetivo do PNDS é contribuir para o reposicionamento da carne suína perante o consumidor brasileiro e aumentar o consumo do produto dos atuais 15 quilos por habitante para 18 quilos per capita. Além dos Cursos de Cortes para profissionais de carnes e as Oficinas Gastronômicas para consumidores, as ações incluem Palestra de Saudabilidade para formadores de opinião, mobilização do setor e capacitação de todos os elos da cadeia.

Fonte: ABCS

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Suínos

Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões

Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

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Foto: Divulgação

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.

Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

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A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.

Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.

Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello

produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.

Fonte: Assessoria ABPA
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Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho

Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.

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Os preços do suíno vivo no mercado integrado estão superiores aos praticados no mercado independente em algumas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) neste mês de julho.

Segundo o Cepea, esse comportamento foge do padrão do setor, já que, normalmente, o mercado independente (spot) registra cotações mais elevadas devido aos maiores custos e riscos assumidos pelos produtores.

De acordo com os pesquisadores, essa inversão vem sendo observada ao longo de 2026 em algumas praças da Região Sul, com destaque para Braço do Norte (SC).

O Cepea atribui esse cenário às dificuldades enfrentadas pelo mercado independente, que segue pressionado pela elevada oferta de suínos e pela demanda enfraquecida. A combinação desses fatores tem mantido os preços em patamares baixos ao longo de todo o ano.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso

Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.

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Foto: Divulgação/Acrismat

Apesar do crescimento da produção e dos recordes nas exportações brasileiras de carne suína, a rentabilidade dos produtores de Mato Grosso vive um dos momentos mais delicados dos últimos anos. A combinação entre preços em queda, custos de produção ainda elevados e dificuldades para ampliar o consumo interno foi um dos principais temas debatidos durante o 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat).

Durante o evento, o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer,

Superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer: “Mesmo com uma leve redução nos custos, principalmente do milho, esse alívio não chegou de forma suficiente ao produtor” – Foto: Divulgação/Acrismat

apresentou um panorama atualizado da cadeia produtiva e destacou que o Estado segue ampliando seu rebanho e sua produção. Entretanto, esse crescimento não tem se refletido na renda do produtor.

Segundo ele, após a virada do ano, os preços pagos pelo quilo do suíno apresentaram forte retração, reduzindo significativamente a margem da atividade. “Mesmo com uma leve redução nos custos, principalmente do milho, esse alívio não chegou de forma suficiente ao produtor. Hoje estamos observando alguns dos menores resultados econômicos da série histórica da suinocultura em Mato Grosso”, afirmou.

Gauer explicou que a situação é ainda mais preocupante para produtores que possuem financiamentos e investimentos em andamento, já que a redução da rentabilidade compromete a capacidade de cumprir esses compromissos. Outro ponto destacado foi o comportamento das exportações.

Embora o Brasil registre embarques recordes de carne suína, esse desempenho ainda não é suficiente para equilibrar

Pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins: “O setor enfrenta hoje preços reduzidos em relação aos custos de produção” – Foto: Divulgação/Acrismat

o mercado interno. “Quando analisamos Mato Grosso, apenas cerca de 15% da produção é destinada à exportação. Ou seja, a maior parte permanece no mercado interno, o que limita o impacto positivo das vendas externas sobre os preços recebidos pelos produtores”, explicou.

Gestão eficiente será decisiva

O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins, reforçou que o cenário exige dos produtores uma gestão ainda mais eficiente das granjas. Durante sua palestra sobre custos de produção e perspectivas para 2027, ele apresentou a metodologia utilizada pela Embrapa para calcular os custos de produção em seis estados brasileiros, entre eles Mato Grosso, disponibilizando informações que servem de referência para produtores.

Segundo o pesquisador, embora o Brasil viva um excelente momento nas exportações, esse avanço não foi suficiente para garantir margens satisfatórias aos produtores. “O setor enfrenta hoje preços reduzidos em relação aos custos de produção. Isso exige que o produtor olhe cada vez mais para dentro da propriedade, buscando eficiência, redução de desperdícios e melhoria da gestão”, destacou.

Presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho: “A suinocultura vive um momento de grande evolução tecnológica, mas também de margens cada vez mais apertadas” – Foto: Divulgação/Acrismat

Para Martins, além do trabalho realizado dentro das granjas, será fundamental que toda a cadeia continue investindo em ações de estímulo ao consumo da carne suína. “A ampliação da demanda é um caminho importante para que, no médio prazo, o setor consiga recuperar melhores níveis de rentabilidade”, afirmou.

Além da economia, o pesquisador também abordou a importância da biosseguridade como fator estratégico para manter a competitividade da suinocultura brasileira, tema que também ganhou destaque durante o simpósio.

Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a discussão sobre custos de produção, mercado e rentabilidade tornou-se indispensável diante do atual cenário da atividade. “A suinocultura vive um momento de grande evolução tecnológica, mas também de margens cada vez mais apertadas. Por isso, a Acrismat fez questão de reunir especialistas que apresentassem um diagnóstico econômico do setor e apontassem caminhos para que o produtor possa tomar decisões mais seguras. Conhecimento é uma ferramenta essencial para manter a atividade competitiva”, afirmou.

Segundo ele, um dos principais objetivos do 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso foi aproximar os produtores das informações técnicas e econômicas que impactam diretamente a rentabilidade das granjas, fortalecendo o setor para enfrentar os desafios dos próximos anos.

Fonte: Assessoria Acrismat
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