Suínos
ABCS cobra medidas emergenciais quanto a venda de milho balcão
Presidente da entidade participou de reunião nesta terça-feira (26) com o ministro interino da Agricultura, André Nassar
O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, participou de reunião na manhã desta terça-feira (26), com o ministro interino da Agricultura, André Nassar, e a equipe econômica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para tratar sobre a crise pela qual passa a suinocultura com a alta no preço do milho. No encontro, Lopes expôs a grave situação enfrentada pelos produtores da região Sul e também sugeriu o aumento do limite de compra do milho balcão. Após ouvir as demandas do setor, Nassar se comprometeu a conversar com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e tentar um acordo.
De acordo com Marcelo Lopes, nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, pequenos e médios produtores têm enfrentado condições insustentáveis de produção. A ideia, segundo Lopes, é que a Conab aumente o limite de compra de 6 mil kg de milho por produtor ao mês, por um período emergencial. “Os leilões anunciados pela Conab darão um alívio aos produtores, mas não atinge os pequenos e médios suinocultores que fabricam a própria ração. Dessa forma, acreditamos que o aumento do limite de compra do milho balcão será a medida mais rápida e eficaz para sustentar a produção”, disse.
Segundo o presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs) e conselheiro de Relações com o Mercado da ABCS, Valdecir Luis Folador, os suinocultores da região Sul esperam ansiosos o resultado das negociações com a Conab. “O aumento desse limite de compra pela Conab, além de ajudar a manter o sistema de produção, vai tirar um pouco da pressão no mercado, porque será mais uma alternativa para os produtores. No entanto, precisamos de uma resposta rápida por parte do governo, porque hoje vivemos uma situação insustentável com custo de produção a R$ 3,40 por animal, enquanto as vendas saem a uma média de R$ 2,80”, destacou.
Atualmente o estoque público de milho da Conab para o estado de Santa Catarina é de 43 mil toneladas e no Rio Grande do Sul de 10 mil toneladas. Conforme Marcelo Lopes, a quantidade é suficiente para aumentar o limite de compra de milho balcão por 90 dias. “Por isso esperamos contar com o apoio do governo, junto à Conab, pois essa medida será fundamental para a sustentação da produção suinícola brasileira e a sobrevivência dos pequenos e médios produtores”, enfatizou.
Desde dezembro do ano passado, o valor do milho aumentou em 10% e somente em janeiro deste ano, houve um aumento de 16,46%, resultando em R$43,27 no índice Esalq/BM&FBovespa, trazendo prejuízos para os suinocultores, que têm no milho a base para a alimentação dos animais.
No final da semana passada, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, afirmou que o governo pretende fazer leilões para a venda de 500 mil toneladas. O primeiro leilão será realizado no dia 1º de fevereiro, por meio eletrônico. O preço de abertura só será divulgado dois dias antes. Poderão participar do pregão criadores de aves, suínos e bovinos, além de cooperativas e indústrias de insumo para ração animal e indústrias de alimentação humana à base de milho. Os lotes de milho sairão de armazéns da Conab de Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e do Rio Grande do Sul.
Fonte: Ass. de Imprensa

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





