Suínos
ABCS celebra 69 anos de união e conquistas ao lado de suas associações filiadas
Evento intimista em São Paulo, exclusivo para presidentes e gestores do sistema ABCS, as lideranças do setor suinícola discutiram mercado, compartilharam experiências e reforçaram o compromisso com o fortalecimento da suinocultura brasileira.

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) celebrou, em São Paulo, os 69 anos de atuação em prol da suinocultura brasileira, ao lado de suas 16 associações filiadas. O evento, realizado na última quarta-feira (6), reuniu representantes e lideranças do setor em um momento de celebração e reflexão sobre os avanços conquistados e os desafios futuros.
Na abertura, Marcelo Lopes, presidente da ABCS, destacou a união e o trabalho conjunto que têm marcado a história da entidade. Ele compartilhou um panorama das realizações da ABCS em 2024 e ressaltou a importância do apoio das associações filiadas para o fortalecimento do setor. Marcelo também agradeceu as associações, dizendo: “Este é um momento especial para a ABCS. Estamos aqui para celebrar não só nossos 69 anos de história, mas também para reforçar o compromisso que temos com os suinocultores brasileiros e com cada associação afiliada, é muito importante que caminhemos juntos. Obrigado a todos por serem parte dessa jornada.”
O evento também trouxe contribuições de profissionais e especialistas do setor. Marcelo Mauro, diretor executivo da Swift, varejo que recentemente lançou uma campanha de marketing junto a ABCS para promover a carne suína, falou sobre a iniciativa de incentivo que resultou em um crescimento de 60% nas vendas. Já Lívia Machado, diretora de marketing e projetos da ABCS, expressou o orgulho que sente ao levar a competência dos produtores de suínos do Brasil para o mundo, traduzindo esse trabalho em resultados concretos para o setor.
Felippe Serigati, economista e palestrante, abordou o cenário macroeconômico internacional e suas influências no agronegócio brasileiro, apresentando dados sobre a inflação dos alimentos e os impactos no mercado atual. Complementando essa visão, Iuri Pinheiro Machado, consultor de mercado da ABCS, trouxe uma análise detalhada do mercado de carnes e perspectivas para o próximo ano.
Em um momento de destaque para as lideranças estaduais, presidentes de associações filiadas compartilharam suas visões e reconhecimentos pelo trabalho da ABCS:
Josemar Medeiros, presidente da DFSUIN, elogiou o impacto das ações da ABCS no aumento do consumo de carne suína. José Evairton Andrade, presidente da ASS destacou a importância do apoio da ABCS para o avanço da suinocultura em Sergipe. Frederico Tannure, presidente da Acrismat, mencionou o papel do Sistema ABCS na representação nacional dos interesses da suinocultura.
João Jorge Reis, presidente da ASCE celebrou o trabalho contra a Peste Suína Clássica, essencial para a suinocultura do Ceará. João Leite, presidente da ASEMG, reforçou o papel da ABCS na defesa dos interesses nacionais do setor. Valdecir Folador, presidente da ACSURS, falou sobre a importância do setor político em representar a cadeia produtiva de suínos.
Losivanio Lorenzi, presidente da ACCS, destacou a necessidade de união para o crescimento contínuo da suinocultura. Jacir Dariva, presidente da APS, celebrou o bom momento vivido pela suinocultura brasileira. Renato Spera, presidente eleito da Asumas, ressaltou a evolução do setor com novas práticas produtivas. E Marco Mosquini, presidente da ASES, compartilhou sua trajetória e aprendizados na liderança da suinocultura.
Para encerrar a celebração, o psicólogo e palestrante motivacional Jairo Martiniano falou sobre a importância da gratidão e da valorização da jornada, inspirando os presentes a refletirem sobre suas conquistas e desafios.
A ABCS foi fundada em 13 de novembro de 1955, em Estrela (RS), com a missão de melhorar o rebanho de suínos no Brasil. Hoje, a ABCS representa mais de 95% da produção tecnificada de suínos no Brasil, congregando 13 associações estaduais e três regionais.O evento marcou não só um momento de celebração, mas também de planejamento e fortalecimento da suinocultura brasileira, reiterando o compromisso da ABCS com seus associados e com o desenvolvimento do setor.
Assembleia Extraordinária
No dia 7 de novembro, foi realizada uma assembleia extraordinária, onde os residentes das associações afiliadas se reuniram para discutir assuntos internos e as ações futuras para o sistema, reforçando o engajamento das lideranças na construção do futuro da suinocultura nacional.

Suínos
ACCS empossa nova diretoria e reforça foco em mercado e sanidade na suinocultura catarinense
Entidade inicia novo mandato de quatro anos com Losivanio Lorenzi reeleito e destaca desafios ligados às exportações, biosseguridade e inovação no setor suinícola de Santa Catarina.

A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) realizou, nesta sexta-feira (09), a posse oficial da diretoria eleita em assembleia geral no dia 10 de outubro do ano passado. O ato marcou o início formal do novo mandato da entidade e reafirmou a continuidade do trabalho desenvolvido nos últimos anos em defesa da suinocultura catarinense.

Presidente reeleito da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi: “A ACCS é construída de forma coletiva. Mesmo fora da diretoria, os produtores continuam participando, sugerindo e fortalecendo a entidade” – Foto: Divulgação/ACCS
Durante a cerimônia, o presidente reeleito, Losivanio Luiz de Lorenzi, destacou que a nova gestão mantém o compromisso com a representatividade do setor, aliando experiência e renovação. Segundo ele, alguns membros passaram por mudanças, a pedido, abrindo espaço para novas lideranças, sem perder o apoio e a contribuição daqueles que deixam os cargos diretivos. “A ACCS é construída de forma coletiva. Mesmo fora da diretoria, os produtores continuam participando, sugerindo e fortalecendo a entidade”, afirmou.
Losivanio ressaltou que os principais desafios do novo mandato estão ligados ao acompanhamento constante do mercado, tanto no cenário estadual e nacional quanto no internacional.
Santa Catarina responde por mais de 50% das exportações brasileiras de carne suína e, em 2024, superou o Canadá, tornando-se o terceiro maior exportador mundial da proteína. Nesse contexto, o presidente reforçou a importância da atuação conjunta com indústrias e cooperativas, fundamentais para a comercialização da produção.
Outro ponto central abordado foi a manutenção do elevado status sanitário do rebanho

Foto: Divulgação/ACCS
catarinense. Para a ACCS, a biosseguridade e a sanidade animal são pilares estratégicos para a permanência e ampliação do acesso aos mercados internacionais, além de garantirem qualidade e segurança ao consumidor brasileiro. “É a sanidade que nos mantém competitivos e confiáveis no mundo”, destacou.
A nova diretoria assume com a missão de seguir inovando, acompanhando as transformações do setor, inclusive com o avanço de novas tecnologias e da inteligência artificial, sempre com foco na sustentabilidade da atividade, na qualidade de vida do suinocultor e na entrega de uma proteína segura e de alta qualidade à mesa do consumidor. O mandato tem duração de quatro anos.
Suínos
Biosseguridade como estratégia para proteger a suinocultura catarinense
Nova portaria estadual reforça a prevenção sanitária nas granjas, combina exigências técnicas com prazos equilibrados e conta com apoio financeiro para manter Santa Catarina na liderança da produção de proteína animal.

Santa Catarina é reconhecida nacional e internacionalmente pela excelência sanitária de sua produção animal. Esse reconhecimento não é fruto do acaso: é resultado de um trabalho contínuo, técnico e coletivo, que envolve produtores, agroindústrias, cooperativas, entidades de representação, pesquisa e o poder público. Nesse contexto, a Portaria SAPE nº 50/2025, em vigor desde 8 de novembro de 2025, representa um marco decisivo para a suinocultura tecnificada catarinense, ao estabelecer medidas claras e objetivas de biosseguridade para granjas comerciais.
Ao ser elaborada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) em conjunto com a Cidasc e outras instituições ligadas ao setor produtivo e à pesquisa agropecuária, a normativa consolida um entendimento que sempre defendemos: a prevenção é a melhor estratégia. Em um cenário global marcado por riscos sanitários crescentes, pressão por padrões mais rigorosos e mercados cada vez mais exigentes, proteger o plantel catarinense significa proteger empregos, renda no campo, investimentos industriais e a confiança dos compradores internacionais.

Diretor executivo do SINDICARNE, Jorge Luiz De Lima – Foto: ARQUIVO/MB Comunicação
A Portaria traz prazos que demonstram equilíbrio e respeito à realidade das propriedades. As granjas preexistentes têm período de adaptação, com adequações estruturais previstas para ocorrer entre 12 e 24 meses, conforme o tipo de ajuste necessário. Contudo, também há medidas de implementação imediata, principalmente de caráter organizacional, baseadas em rotinas padronizadas de higienização, controle e prevenção. É o tipo de avanço que qualifica a gestão e eleva a eficiência sem impor barreiras desproporcionais.
Vale destacar que muitas granjas catarinenses já operam nesse padrão, em razão das exigências sanitárias de mercados internacionais e do comprometimento histórico do setor com boas práticas. Por isso, a adaptação tende a ser tranquila, além de trazer ganhos diretos de controle, rastreabilidade e segurança. Entre as principais ações previstas, estão: uso obrigatório de roupas e calçados exclusivos da unidade de produção; desinfecção de equipamentos e veículos; controle rigoroso de pragas e restrição de visitas; tratamento da água utilizada; e manutenção de registros e documentação atualizados. São medidas que, embora pareçam simples, fazem enorme diferença quando aplicadas com disciplina.
Outro ponto que merece reconhecimento é a criação do Programa de Apoio às Medidas de Biosseguridade na Produção Animal Catarinense, instituído pela Resolução nº 07/2025. O Governo do Estado não apenas regulamentou: também viabilizou um caminho real para que o produtor possa investir. O programa permite financiamento de até R$ 70 mil por granja, com pagamento em cinco parcelas, sem correção monetária ou juros, e com possibilidade de subvenção de 20% a 40% sobre o valor contratado. Trata-se de um estímulo concreto, que fortalece a base produtiva e mantém Santa Catarina na liderança brasileira em produção e exportação de carne suína.
O processo é tecnicamente estruturado e acessível. O suinocultor deve elaborar um Plano de Ação (Plano de Adequação), com apoio de médico-veterinário da integradora, cooperativa ou assessoria técnica — incluindo alternativas como o Sistema Faesc/Senar-SC para produtores independentes. O documento é preenchido na plataforma Conecta Cidasc. A partir dele, a Cidasc emite o laudo técnico, e o produtor pode buscar o financiamento do Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural (FDR), com solicitação feita junto à Epagri, que atua como ponte para viabilizar o acesso à política pública.
Biosseguridade não é custo; é investimento. É ela que sustenta a sustentabilidade do setor, reduz perdas, previne crises e mantém nossa competitividade. A Portaria nº 50/2025 e o Programa Biosseguridade Animal SC mostram que Santa Catarina segue fazendo o que sempre fez de melhor: antecipar desafios, agir com responsabilidade e proteger seu patrimônio sanitário, garantindo segurança, qualidade e confiança do campo ao mercado.
Suínos
Faturamento da suinocultura alcança R$ 61,7 bilhões em 2025
Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional.

A suinocultura brasileira deve encerrar 2025 com faturamento de R$ 61,7 bilhões no Valor Bruto da Produção (VBP), segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados em 21 de novembro. O resultado representa um crescimento expressivo frente aos R$ 55,7 bilhões estimados para 2024, ampliando em quase R$ 6 bilhões a renda gerada pela atividade no país.
Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional. A tendência confirma a força exportadora do setor e a capacidade das agroindústrias de ampliar oferta, produtividade e eficiência em um ambiente competitivo.
O ranking dos estados revela a concentração típica da atividade. Santa Catarina se mantém como líder absoluto da suinocultura brasileira, com VBP estimado de R$ 16,36 bilhões em 2025, bem acima dos R$ 12,87 bilhões registrados no ano anterior. Na segunda posição aparece o Paraná, que cresce de R$ 11,73 bilhões para R$ 13,29 bilhões, impulsionado pela expansão das integrações, investimento em genética e aumento da capacidade industrial.

O Rio Grande do Sul segue como terceira principal região produtora, alcançando R$ 11,01 bilhões em 2025, contra R$ 9,78 bilhões em 2024, resultado que reflete a recuperação gradual após desafios sanitários e climáticos enfrentados nos últimos anos. Minas Gerais e São Paulo completam o grupo de maiores faturamentos, mantendo estabilidade e contribuição relevante ao VBP nacional.
Resiliência
Além do crescimento nominal, os números da suinocultura acompanham uma trajetória de evolução contínua registrada desde 2018, conforme mostra o histórico do VBP. O setor apresenta tendência de ampliação sustentada pelo avanço tecnológico, por sistemas de produção mais eficientes e pela sustentabilidade nutricional e sanitária exigida pelas indústrias exportadoras.
A variação positiva de 2025 reforça o bom momento da cadeia, que responde não apenas ao mercado interno, mas sobretudo ao ritmo das exportações, fator decisivo para sustentar preços, garantir e ampliar margens e diversificar destinos internacionais. A estrutura industrial integrada, característica das regiões Sul e Sudeste, segue como base do desempenho crescente.
Com crescimento sólido e presença estratégica no VBP nacional, a suinocultura consolida sua importância como uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.
A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.



