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ABCS apresenta sugestões ao Plano Safra 2023/2024 aos ministérios da Agricultura e da Fazenda
Linha de retenção de matrizes, adequações no Inovagro e Pronamp foram algumas das prioridades levadas pela entidade.

O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, esteve reunido com o secretário adjunto da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Wilson Vaz, e com o Subsecretário de Política Agrícola e Negócios Agroambientais do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt. Nas agendas, Lopes apresentou o atual cenário da produção suinícola com intuito de levar contribuições ao Plano Safra 2023/2024, apresentando sugestões e cálculos atualizados para as políticas de crédito rural e de apoio à comercialização.
O presidente da ABCS destaca a importância de agendas construtivas com foco no Plano Safra, pois as sugestões apresentadas podem fortalecer o setor e garantir melhores condições para os produtores de suínos. “Continuaremos acompanhando de perto as discussões sobre o Plano Safra e contribuindo para a formulação de políticas públicas que possam contribuir com o desenvolvimento sustentável da suinocultura brasileira”, enfatizou.
Retenção de Matrizes
Entre as propostas apresentadas pela ABCS está a linha de Retenção de Matrizes com carência de dois anos. O pedido foi pautado com base no fato de a suinocultura ter um ciclo de produção mais complexo e extenso do que as demais cadeias. Além do ciclo reprodutivo de dois anos, uma matriz permanece em produção, em média por cinco ciclos, totalizando cerca de 24 meses quando somada a preparação.
Para chegar ao valor individual por matriz, a entidade nacional considerou os custos para aquisição e manutenção da fêmea durante sua vida produtiva na granja; custos médios de março de 2023 publicados pela Embrapa, bem como os preços praticados no mesmo período pela mesma fonte com algumas extrapolações usuais sobre a realidade do mercado. Dessa forma, a ABCS estima um montante de aproximadamente R$ 618.462.000 para ser disponibilizado pelo sistema bancário aos suinocultores no Plano Safra 2023/2024, com os juros adequados conforme as demais linhas do Plano, direcionadas aos pequenos e médios produtores rurais e carência de dois anos.
Adequação a linha do Inovagro
Outra proposta apresentada pela ABCS diz respeito à adequação do limite por beneficiário na linha Inovagro. A suinocultura é uma atividade que exige constante investimento em novas tecnologias para atender às exigências dos mercados consumidores e das normas publicadas pelo Mapa. No entanto, nos últimos anos, o setor tem apresentado dificuldades para contratar crédito de linhas direcionadas a estas adequações e inovações tecnológicas devido ao valor máximo estipulado por beneficiário — que está defasado com os valores das tecnologias disponíveis no mercado.
Para solucionar esse problema, a ABCS sugeriu um cálculo preliminar do volume adequado para que granjas mais antigas se adequem às normas de bem-estar animal, estipuladas na IN 113 de 2020. Esse cálculo resultou em um valor total de R$ 3.715.625 por CPF ou R$ 11.146.875 de crédito coletivo.
Ajustes no Pronamp
A última proposta apresentada pela entidade é focada no ajuste do valor de enquadramento do produtor no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e seu limite por beneficiário — a linha de crédito mais acessada pelos suinocultores.
Nos últimos anos, a renda bruta anual para o enquadramento no Programa foi de R$ 2,4 milhões. Entretanto, este valor encontra-se bastante defasado diante da inflação do setor, sendo necessário reajustar a fim de que efetivamente atinja número significativo de produtores. Dessa forma, a ABCS sugeriu aumento do limite da renda bruta anual para o enquadramento no Pronamp na mesma proporção do aumento do preço do suíno e seus insumos, que foi de 44%, segunda dados da Embrapa, ou seja, para R$ 3,45 milhões e, consequentemente, o valor máximo por beneficiário na obtenção de crédito para R$ 620 mil.
Após as agendas a ABCS protocolou os ofícios nos dois órgãos com os estudos realizados e com a descrição dos pleitos.

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões
Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.
Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.
Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.
Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”
O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.
A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea
Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.
O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).
Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.
No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.
Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina
Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan
Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.
Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.
Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.
O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.
Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.
Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.
O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.
Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação
“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.
A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.



