Suínos
ABCS apresenta balanço do setor suinícola e projeta consumo no Brasil para 18,71 quilos per capita
Iniciativas como da Semana Nacional da Carne Suína (SNCS) e a campanha “Carne de porco: bom de preço, bom de prato” da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) fomentaram ainda mais o consumo interno da proteína animal.

A carne suína vem conquistando cada vez mais o paladar dos brasileiros e impulsionada pela elevação de preços das demais proteínas, que tornaram o custo-benefício determinante na hora de selecionar os produtos que vão compor a cesta de supermercado, ganhou novos consumidores e apresentou ao longo do ano passado crescimento consistente no mercado interno.
É o que aponta o levantamento com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Segundo estimativa projetada no período que compreende o terceiro trimestre de 2018 ao terceiro trimestre de 2021, com base na disponibilidade interna de carne suína, o aumento de consumo deve chegar a 18,71 quilos por habitante/ano. Se confirmada, será um recorde histórico para o setor.

Iniciativas como da Semana Nacional da Carne Suína (SNCS) e a campanha “Carne de porco: bom de preço, bom de prato” da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) fomentaram ainda mais o consumo interno da proteína animal. “As ações da ABCS tem papel fundamental neste crescimento histórico de consumo per capita da carne suína no Brasil”, ressalta o presidente da ABCS, Marcelo Lopes.
Em entrevista exclusiva ao Jornal O Presente Rural, Lopes fez um balanço da suinocultura brasileira no último ano e

Presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes: “A carne suína vai virar uma das principais proteínas consumidas pelos brasileiros. Se nós conseguirmos fazer o nosso dever de casa vamos ter um ano de 2022 com boas perspectivas” – Foto: Divulgação/ABCS
apontou as perspectivas para o ano que se inicia, com estimativas baseada em dados projetados pelo IBGE. “O ano passado foi marcado por recordes em produção, em exportações e em consumo per capita, mas também pelos altos custos para trazer a carne suína até a mesa do consumidor”, salienta.
A produção deverá ultrapassar a marca de 4,8 milhões de toneladas o fechamento de 2021, apresentando crescimento próximo a 8% em relação a 2020. “Nós tivemos uma situação bem atípica esse ano em função dos preços dos insumos, do milho e da taxa cambial alta. Foi um ano muito difícil para a produção, apesar dos bons resultados que estão sendo projetados”, avalia Lopes, destacando que nos últimos anos o setor apresentou um crescimento na produção de mais de 40%. “E metade deste crescimento foi somente nos últimos seis anos. É um dos maiores crescimentos percentuais entre os grandes produtores mundiais de carne suína”, enaltece.
No mercado externo, as exportações de carne suína in natura devem fechar 2021 com crescimento superior a 11% em relação ao ano anterior, totalizando pouco mais de um milhão de toneladas. Destaque para a China, que no acumulado dos primeiros 11 meses do ano passado comprou 483,2 mil toneladas, queda de 3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O país asiático é o principal destino da carne suína brasileira, detendo 63% do total exportado.
Mesmo com o crescimento expressivo das exportações nos últimos anos, o mercado doméstico foi quem absorveu a disponibilidade do aumento da oferta, crescendo o consumo interno ano passado. “Em 2021 aumentou bastante o consumo per capita, se fizer uma conta do consumo interno, da produção e da exportação vai ultrapassar 18 quilos per capita. Isso é muito bom, era uma expectativa que nós tínhamos, porém com um custo alto da carne, o que nos deixa um pouco apreensivos. Trabalhamos o ano inteiro com custos elevados em função do momento econômico que estamos vivendo, mas não conseguimos repassar os preços na mesma proporção dos insumos. Foi um ano extremamente difícil para a suinocultura brasileira”, afirma.
Custo recorde em 2021 deve recuar em 2022
De longe, o maior desafio do produtor ao longo do ano passado foi o custo de produção. A quebra histórica da safra de milho, agravada por um mercado altamente especulativo, manteve o principal insumo da suinocultura em alta, atingindo o maior preço nominal da história em maio passado, quando o valor da saca de 60 quilos ultrapassou os R$ 100,00 em várias praças. Após a colheita da segunda safra houve um recuo nos valores do grão, mas ainda em patamares que não permitiram margens positivas diante do baixo preço do suíno vivo.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima para este ano uma supersafra de grãos, com recorde de produção. Para a safra de soja a projeção que sejam colhidas 142 milhões de toneladas; e de milho é esperado 117 milhões de toneladas e um aumento da área plantada na primeira safra do cereal de 3,7% em relação ao ano anterior. Porém, essa projeção poderá ser afetada para baixo em função da estiagem persistente na região Sul do país, que é a que mais contribui para a oferta da safra de verão.
O déficit hídrico tem preocupado especialmente no Estado do Rio Grande do Sul. Por outro lado, a região Centro-Oeste do Brasil conseguiu plantar a primeira safra de soja dentro do prazo previsto, o que vai possibilitar o plantio da segunda safra de milho dentro da janela climática ideal, com expectativa de colher volumes recordes.
Confirmadas as projeções da Conab, a expectativa é que haja recuo nos preços destes insumos, no entanto, além do clima outros fatores podem interferir na produtividade dos grãos, entre eles a baixa oferta e os altos preços dos fertilizantes.
Destino das exportações
Principal exportador da carne suína brasileira, a China está buscando ser autossuficiente na produção da proteína animal mais consumida no país, o que deve diminuir a compra da carne brasileira para consumo interno. Em contrapartida, o Brasil está ganhando novos mercados e retomando antigas relações, como é o caso da Rússia, que de concorrente passou a ser cliente. “Em novembro a Rússia abriu uma cota de importação de 100 mil toneladas de carne suína com tarifa zero, destinada a qualquer país habilitado a abastecer o mercado russo, o gera uma grande oportunidade ao Brasil para ser o principal fornecedor”, vislumbra Lopes.
Vacinação contra PSC
Altamente infecciosa, que apresenta elevada taxa de contaminação no plantel, apesar de não ser nociva aos humanos tem a capacidade de dizimar rebanhos, a Peste Suína Clássica (PSC) na região Nordeste do país é uma das grandes preocupações da ABCS e de outras entidades do setor, que se uniram em uma parceria público-privada para realizar o projeto piloto da campanha de vacinação contra a PSC no Estado de Alagoas, com foco na erradicação e combate à doença em zonas não livres. Foram vacinados mais de 100 mil animais, entre junho e setembro do ano passado, em mais de sete mil propriedades. A segunda fase da campanha ocorrerá no primeiro trimestre deste ano, ainda em Alagoas. “Obtemos bastante sucesso na primeira fase, agora vamos dar continuidade”, relata Lopes.
Momento é de cautela
Com perspectivas de crescimento de 4% para esse ano, Lopes afirma que o momento é de cautela e que deve ser priorizado para planejar a atividade dentro das propriedades, focar na sanidade animal e levar mais informações à população sobre as atividades da cadeia. “Precisamos ter muito cuidado neste momento para aumentar a produção, porque apesar de ter esse crescimento de consumo per capita as exportações são muito importantes, tendo uma diminuição vamos ter problemas muito sérios de preços. E o excesso de oferta dentro do país neste momento é perigoso. É necessário ter prudência em um cenário de elevação de custos de produção e de baixo poder de compra dos consumidores, atrelado a uma expectativa de redução das exportações para a China nos próximos anos”, analisa.
E ressalta: “O aumento da produção deve ser encarado com muita responsabilidade. É hora de o produtor melhorar em tecnologia, em biossegurança, em sanidade e bem-estar animal, de levar informação à população sobre a cadeia produtiva e de aumentar o consumo interno para que o setor possa crescer com mais tranquilidade”.
Biossegurança
Neste sentido, as medidas de biossegurança para evitar a entrada e a propagação de doenças no rebanho exigem cada vez mais atenção redobrada do produtor. “É importante fazer um trabalho de contenção de focos para que possamos ter maior segurança e não sermos surpreendidos com nenhum tipo de doença no plantel. O cuidado sempre deve ser redobrado para evitar qualquer tipo de patologias na propriedade”, reforça Lopes.
Oportunidades para 2022
Em decorrência da elevação dos preços das carnes bovina e de frango ao longo do ano passado, a carne suína passou a ser uma alternativa para o consumo de proteína animal da população brasileira, conquistando cada vez mais mercado pelo seu sabor, saudabilidade, versatilidade e praticidade no preparo.
Com uma população superior a 212 milhões, a ABCS prevê um crescimento promissor no Brasil. “Temos uma possibilidade gigantesca de crescer no mercado interno, mas para isso nós temos que fazer o dever de casa, sanar a PSC no Nordeste, aumentar campanhas junto ao varejo e levar conhecimento à população sobre o consumo da carne suína para que possamos ter uma oportunidade maior no mercado interno. É um caminho sem volta! A carne suína vai virar uma das principais proteínas consumidas pelos brasileiros”, anseia Lopes, acrescentando: “Se nós conseguirmos fazer o nosso dever de casa vamos ter um ano de 2022 com boas perspectivas”.
Mais informações sobre o cenário nacional de grãos você pode conferir na edição digital do Anuário do Agronegócio Brasileiro.

Suínos
Da creche à sustentabilidade, 6º Encontro Técnico Abraves-SP apresenta estratégias para aumentar eficiência das granjas
Evento em Pirassununga (SP) vai discutir manejo de leitões leves, sanidade, nutrição e sistemas de produção para apoiar decisões técnicas na suinocultura.

Melhorar a produtividade sem comprometer a sanidade do rebanho exige decisões técnicas em todas as etapas da produção. Manejo de leitões, nutrição, biosseguridade e gestão dos sistemas de criação estão entre os fatores que determinam o desempenho das granjas e influenciam diretamente os custos e os resultados da atividade.
Diante desse cenário, a atualização técnica tornou-se uma ferramenta cada vez mais importante para médicos-veterinários, zootecnistas, consultores e produtores, que precisam incorporar novos conhecimentos à rotina das granjas.
Esses temas estarão em debate no 6º Encontro Técnico Abraves-SP, que será realizado em 09 de setembro, no campus da Universidade de São Paulo (USP), reunindo profissionais da cadeia suinícola para discutir soluções aplicáveis aos sistemas de produção.
Entre os destaques da programação está a palestra do médico-veterinário Vinícius Cantarelli, que abordará estratégias de manejo de leitões leves na fase de creche, uma etapa decisiva para o desempenho dos animais ao longo do ciclo produtivo.
O médico-veterinário Caio Abércio da Silva discutirá a sustentabilidade dos sistemas de produção, apresentando abordagens voltadas à eficiência técnica, econômica e ambiental da suinocultura.
Promovido pela regional paulista da Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (ABRAVES), o encontro busca aproximar pesquisa científica e prática de campo, oferecendo aos participantes ferramentas para aprimorar a tomada de decisão nas granjas.
A programação completa e as inscrições estão disponíveis aqui.
Suínos
Redução das granjas de reprodutores acende alerta para a genética suína
Artigo destaca a queda no número de GRSCs e defende medidas para preservar a base genética da suinocultura brasileira.

Ao nos referirmos às Granjas de Reprodutores Suínos no Brasil, as chamadas GRSCs, há que se ressaltar, de pronto, o fundamento histórico e a relevância dessas granjas à atividade suinícola nacional, assim como sua relação direta com a organização da classe dos produtores de suínos do Brasil, haja vista que elas deram origem à Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), fundada por um grupo de 48 produtores em 13 de novembro de 1955 no município gaúcho de Estrela, dando-se assim início a um significativo e intenso trabalho de melhoramento do rebanho de suínos no Brasil. E a criação da ABCS tornou possível organizar o registro genealógico e os programas de melhoramento genético no país, em se tratando de suinocultura comercial. É possível afirmar que as GRSCs são os verdadeiros centros de seleção genética, controle de origem e de avaliação do desempenho dos animais.
De fato, foram o pilar da transformação da suinocultura brasileira, ajudando a tornar o Brasil uma potência global na produção de carne suína, ocupando hoje o 4° lugar na produção mundial de suínos, pelo fato de as GRSCs garantirem a autossuficiência genética nacional, impulsionarem a adoção da inseminação artificial e elevarem a sanidade e a produtividade brasileira a padrões internacionais. De tal forma que essas granjas tiveram e ainda têm um papel fundamental no desenvolvimento da suinocultura brasileira moderna, dentro de uma cadeia altamente tecnificada e competitiva.
Não há como não se observar esse aspecto histórico da importância das granjas de produção de reprodutores suídeos, desde a criação da ABCS e de suas associações afiliadas estaduais, para a sustentação da atividade suinícola do Brasil nos últimos 70 anos, período em que o consumo interno de produtos derivados de suínos dobrou, passando de uma média nacional de 10kg para 20 kg, per capta, justamente a partir do uso de reprodutores dessas granjas. Aliás, em 2025, a média foi de 20,2 kg/habitante/ano (segundo a ABCS), consolidando um crescimento de cerca de 35% na última década.
Redução drástica das GRSCs no Brasil

Artigo escrito por Cesar da Luz é especialista em agribusiness, consultor da Associação Paranaense de Suinocultores e pesquisador da cadeia suinícola nacional. E-mail: [email protected].
Mesmo diante de todo esse contexto histórico, levantamento feito com base na literatura brasileira e com dados obtidos junto ao Relatório de 2025 do Registro Genealógico de Suínos da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, ABCS, indica que houve uma redução muito significativa no número dos criadores de suínos da raça Landrace, com afixo registrado pelo produtor na entidade que representa o sistema suinícola brasileiro. Afixo é o nome oficial dado ao criatório, ou granja, certificada na ABCS.
Para se ter uma ideia da grande redução no número desse tipo de granjas e da grande erosão da variabilidade genética de suínos no Brasil, enquanto na década de 1970 o número de afixos registrados na ABCS era de 271, no ano passado, esse número caiu drasticamente para apenas 34. Portanto, atualmente, essas granjas representam apenas 12,5% do total existentes na década de 1970, em um ambiente em que as fontes de material genético das principais raças comerciais de suínos, como Landrace, Large White, Duroc e Pietrain, já são bastante escassas.
O fato é que o número de Registros Genealógicos vem reduzindo substancialmente desde a década de 1970 para a década de 1990 e para o período posteriormente aos anos 2000, enquanto o número de afixos de Empresas Integradoras e de Empresas de Genética vem crescendo sua participação no mercado de reprodutores Landrace, no Brasil.
Raça Landrace
No caso específico da raça Landrace, ela é uma das mais importantes para a evolução da atividade suinícola brasileira moderna, principalmente pela sua elevada capacidade reprodutiva e pelo excelente desempenho materno. Originária da Dinamarca, a raça foi introduzida no Brasil para contribuir no melhoramento genético dos rebanhos comerciais e se tornou fundamental nos sistemas intensivos de produção de carne suína.
A participação da raça Landrace foi decisiva para a modernização da suinocultura brasileira, especialmente a partir da intensificação da atividade nas regiões Sul, nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul,0 Sudeste, nos estados de São Paulo e Minas Gerais, sendo que as GRSCs passaram a utilizar amplamente a genética Landrace em programas de seleção, contribuindo para a disseminação de animais superiores e para o controle sanitário dos plantéis.
É importante destacar, ainda, que a raça Landrace é uma das principais raças de suínos utilizada na produção de suínos no Brasil, compondo 50% do genótipo na maioria das fêmeas F1 utilizadas na produção comercial de suínos, o que muito bem representa o que está ocorrendo com os Registros Genealógicos de Suínos no país, algo que requer muita atenção, especialmente dos órgãos governamentais, especialmente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Ressalte-se, ainda, que as Granjas Independentes de Produção de Reprodutores, no caso da raça Landrace, elas são fundamentais também para a produção do mercado livre de suínos no país, composto por granjas de pequeno e médio porte que não pertencem aos sistemas integrados e cooperados. São tais granjas independentes que abastecem grande parcela do mercado interno nacional com produtos derivados de suínos, mas que estão reduzindo ano após ano, colocando o Brasil na dependência de reprodutores de Empresas de Genética que atuam no país, mas cujos Núcleos Genéticos Primários se encontram no exterior, o que implica no aumento do volume de “royalties” enviados para fora do Brasil.
Portanto, as GRSCs continuarão sendo extremamente importantes para suprir o mercado interno de reprodutores suínos, bem como fundamentais para o resgate e manutenção das raças nacionais de suínos e mesmo para a manutenção das raças importadas que já estão adaptadas para uso comum na suinocultura brasileira. Sem dúvida, as granjas de reprodutores foram a base do avanço genético, sanitário e tecnológico da suinocultura nacional, sem as quais o setor dificilmente teria alcançado os níveis atuais de eficiência, qualidade e competitividade internacional que se encontram hoje.
Olhando para esse histórico e para a importância das Granjas de Reprodutores de Suínos para a suinocultura brasileira, vê-se, inclusive, a própria necessidade de que uma fonte pública proporcione recursos, inclusive a fundo perdido, para a implementação das novas medidas exigidas pelo MAPA, integrantes da Portaria DAS/MAPA nº 1.358/2025, permitindo que as GRSCs consigam continuar cumprindo seu papel no contexto da suinocultura e como salvaguardas do banco genético nacional.
Suínos
Pig Fair destaca tecnologias para impulsionar a produtividade na suinocultura
Feira paralela ao Simpósio Brasil Sul reunirá empresas, pesquisadores, técnicos e produtores entre os dias 11 e 13 de agosto, em Chapecó.

Tecnologia, inovação e geração de negócios marcarão a 17ª Brasil Sul Pig Fair, feira paralela ao 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet). O evento será realizado de 11 a 13 de agosto, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC), reunindo mais de 50 empresas nacionais e multinacionais que apresentarão as principais tendências, produtos, serviços e tecnologias voltadas à cadeia produtiva da suinocultura.
A Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de biosseguridade, diagnóstico, genética, nutrição, vacinas, aditivos, equipamentos, automação, ambiência e tecnologia, proporcionando aos participantes contato direto com soluções inovadoras para aumentar a produtividade, a eficiência e a sustentabilidade das granjas. Além da exposição de produtos e serviços, a feira se destaca como um ambiente estratégico para networking, troca de experiências e fortalecimento de parcerias entre empresas, pesquisadores, técnicos, produtores e representantes da agroindústria.

Presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin: “A feira é um espaço onde inovação e prática caminham juntas. Os participantes têm a oportunidade de conhecer tecnologias que já estão transformando a produção, conversar diretamente com especialistas das empresas e ampliar sua rede de relacionamentos” – Foto: Suellen Santin/MB Comunicação
A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que a Pig Fair complementa a programação científica do Simpósio ao aproximar o conhecimento técnico das soluções disponíveis no mercado. “A feira é um espaço onde inovação e prática caminham juntas. Os participantes têm a oportunidade de conhecer tecnologias que já estão transformando a produção, conversar diretamente com especialistas das empresas e ampliar sua rede de relacionamentos. Essa interação entre indústria, pesquisa e campo é um dos grandes diferenciais do SBSS”, afirma.
Para o presidente da comissão científica do SBSS, Lucas Piroca, a integração entre a programação técnica e a feira fortalece o papel do evento como um ambiente de atualização completa para os profissionais da cadeia produtiva. “Enquanto o Simpósio apresenta as principais discussões científicas e tendências do setor, a Pig Fair permite que os participantes conheçam, na prática, as soluções que estão sendo desenvolvidas pelas empresas. É um espaço de inovação, troca de conhecimento e geração de oportunidades para toda a suinocultura”, ressalta.
Os expositores também preparam lançamentos e novidades para esta edição, reforçando a Pig Fair como uma vitrine das principais inovações do mercado. Durante os três dias de evento, os congressistas poderão visitar os estandes, conhecer novas tecnologias, compartilhar experiências e ampliar o networking com profissionais de diferentes regiões do Brasil e da América Latina.
SBSS
As inscrições já estão disponíveis no site, acesse clicando aqui. O investimento do segundo lote, até o dia 30 de julho, é de R$ 750 para profissionais e R$ 450 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.
Tecnologias e negócios
Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.
O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.
Programação geral
• 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura
• 17ª Brasil Sul Pig Fair
Terça-feira (11)
WORKSHOP: GESTÃO DE PROGRAMAS SANITÁRIOS NA SUINOCULTURA
9h00 – Módulo 1: A base de qualquer programa
• Conceitos de Bactericida e Bacteriostático
• Por que pensar em Farmacodinâmica e Farmacocinética
• Interações e associações de drogas antimicrobianas
Palestrante: Everson Zotti
9h40 – Módulo 2: Inteligência Sanitária e Diagnóstico
• Entendimento do conceito e desafio sanitário: qual é o meu desafio?
• Diagnóstico de rotina e análise de dados (isolamento, antibiograma, MIC)
• Aprendizado com falhas diagnósticas
Palestrante: Edison Magalhães
10h20 – Módulo 3: Desenhando Programas Factíveis
• Crítica aos protocolos de “amplo espectro”
• Impactos do uso imprudente de antimicrobianos
• O que realmente é necessário para resolver o problema
Palestrante: Augusto Heck
11h00 – Módulo 4: Farmacoeconomia e Monitoramento
• O programa que cabe no bolso (Análise de ROI)
• Como monitorar a efetividade do tratamento
• Tecnologias para detecção precoce de falhas
Palestrante: Luiz Carlos Giongo
11h30 – Mesa Redonda
13h30 – Abertura da Programação Científica
Painel Produção – A BASE
13h40 às 14h10 – Primíparas: Gestão Estratégica e Longevidade
Palestrante: Rafael Ulguim
14h15 às 14h45 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Sanidade)
Palestrante: Paulo Eduardo Bennemann
14h50 às 15h20 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Nutrição)
Palestrante: Cesar Augusto Pospissil Garbossa
15h25 às 15h55 – Mesa Redonda
16h00 às 16h30 – Coffee break
16h30 às 17h10 – O Futuro da Proteína Suína
Palestrante: Luis Rua
17h10 às 17h30 – Perguntas
17h30 – Solenidade de Abertura Oficial do SBSS
18h30: Palestra de Abertura: A Nova Geopolítica dos Alimentos: Impactos nas proteínas animais e na suinocultura.
Palestrante: Marcos Jank
20h00: Coquetel de Abertura na PIG FAIR
Quarta-feira (12)
Painel Biovigilância – Gestão Integrada
08h00 às 8h40: Biomanagement e Defesa Sanitária: Estratégias de Mitigação
Palestrante: Jordi Baliellas Capdevila
08h45 às 09h15: Vigilância e controle de Vetores: Roedores e Insetos como disseminadores de Patógenos
Palestrante: Alisson Mezzalira
09h20 as 09h50 – Mesa Redonda
09h50 às 10h20: Coffee Break
Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades
10h20 às 10h50 – Eixo Imuno-Nutricional: Programação Metabólica da Matriz ao leitão
Palestrante: Jose Soto
10h55 às 11h25 – Imunonutrição: Estratégias Não Farmacológicas para a Resiliência Sanitária
Palestrante: Andres Gomez
11h30 às 12h00: Vigilância Analítica e Gestão de Micotoxinas: Estratégias para Blindar a Performance e a Sanidade
Palestrante: Ricardo Rauber
12h00 às 12h30 – Mesa Redonda
12:30 às 14h00 – Intervalo para almoço
12h30 às 13h30 – Eventos Paralelos
Painel Sanidade – Saúde Respiratória
14h00 às 15h00 – Erradicação de M. hyopneumoniae: Protocolos de Exposição, Estabilização e Eliminação
Palestrantes: Gustavo Silva e Paul Yeske
15h00 às 15:30 – Sincronia Sanitária: O Impacto da Aclimatização de Leitoas na estabilidade do plantel
Palestrantes: Luciano Brandalise
15h30 às 16h00: Coffee Break
16h00 às 16h40 – Influenza em Foco: Impactos e alternativas de controle
Palestrante: Ricardo Yuti Nagae
16h45 às 17h25 – Ambiência 4.0: Conectividade, Bem-Estar e Eficiência Energética na Suinocultura
Palestrante: Lederson Trindade de Lima
17h35 às 18h00 – Mesa Redonda
18h30 às 19h30 – Evento Paralelo Exclusivo (MSD)
20h00: Happy Hour na PIG FAIR
Quinta-feira (13)
08h30 às 09h10 – Alimentação de Precisão: Sensores, Conectividade e Eficiência Nutricional
Palestrante: Bruno Silva
09h10 às 09h30 – Perguntas
9h30 às 10h00 – Coffee Break
Painel Pessoas – Gestão e Performance
10h00 às 10h30 – Percepção vs. Realidade: Comunicação Estratégica para Mitigar Erros e Maximizar Resultados
Palestrante: Creici Lamonato
10h35 às 11h05 – Capital Humano e Sucessão: Preparando a Próxima Geração e as Equipes de Alta Performance
Palestrante: Rogério Facin
11h10 às 11h40 – O Apagão de Mão de Obra e o Desafio da Qualificação
Palestrante: Anderson Queirós
11h45 às 12h15 – Mesa Redonda
12h15 – Sorteio de brindes e encerramento



