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Suínos / Peixes Segundo IBGE

Abate de suínos atinge recordes em 2019

Abate de suínos alcançou 11,89 milhões de cabeças, aumentos de 6,2% em relação ao mesmo período de 2018

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Arquivo/OP Rural

O ano de 2019 do setor pecuário foi marcado por recordes no abate de suínos e na produção de ovos, impulsionados pela demanda da China, que sofre efeitos da peste suína africana. O abate de suínos alcançou 46,33 milhões de cabeças, aumento de 4,5% em relação a 2018, com alta em 20 dos 25 Estados pesquisados, enquanto a produção de ovos chegou a 3,83 bilhões de dúzias em 2019, aumento de 6,3% em relação ao ano anterior, com crescimento em 21 dos 26 Estados. Outro recorde foi a produção de leite, que atingiu 25,01 bilhões de litros, alta de 2,3% sobre a quantidade registrada em 2018.

Os dados são da Estatística da Produção Pecuária, que o IBGE divulga na quinta-feira (19). A pesquisa mostra também que o abate de bovinos cresceu 1,2%, somando 32,44 milhões de cabeças, com expansão em 15 dos 27 estados. Enquanto o abate de frangos cresceu 1,9% para 5,81 bilhões de cabeças, após dois anos consecutivos de queda na comparação anual. As altas no abate de frangos foram registradas em 15 dos 25 estados pesquisados.

“Foram registrados aumentos nas exportações de suínos por conta da peste suína africana incidente na China. No final do ano, também houve um aumento nas exportações de bovinos, chegando a 22% do que foi produzido. A China não importou apenas suínos, mas também mais bovinos e frangos. No mercado interno, com o aumento dos preços das carnes bovinas, devido ao crescimento das exportações, houve a procura por outras proteínas, como os ovos, que registraram novo recorde”, analisa o supervisor das pesquisas de pecuária do IBGE, Bernardo Viscardi.

Dados trimestrais

No 4º trimestre de 2019, o abate de bovinos caiu 1,4% e os de suínos e frangos subiram 6,2% e 3,8%, respectivamente, no último trimestre de 2019, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Já em relação ao terceiro trimestre de 2019, o abate de bovinos reduziu 5%, o de frangos variou -0,1% e o de suínos subiu 1,2%.

No último trimestre do ano passado, foram abatidas 8,07 milhões de cabeças de bovinos, com uma produção total de 2,09 milhões de toneladas de carcaças, aumento de 0,9% em comparação com o mesmo período de 2018, porém, 4,8% abaixo da quantidade aferida no terceiro trimestre de 2019. Considerando a série histórica iniciada em 1997, trata-se do segundo melhor resultado para um quarto trimestre desde 2013, quando foram produzidas 2,20 milhões de toneladas de carcaças bovinas.

Suínos

O abate de suínos alcançou 11,89 milhões de cabeças, aumentos de 6,2% em relação ao mesmo período de 2018 e de 1,2% na comparação com o 3° trimestre de 2019, no melhor resultado para o trimestre, determinando assim, novo recorde para a série histórica iniciada em 1997. O peso acumulado das carcaças foi de 1,06 milhões de toneladas, no 4º trimestre de 2019, com altas de 7,9% em relação ao mesmo período de 2018 e estabilidade (0,1%) na comparação com o 3º trimestre de 2019.

Fonte: Agência IBGE
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Suínos / Peixes Mercado

Piscicultura exporta 158% mais em junho e 83% no 2º trimestre; Paraná lidera

Considerando o 2º trimestre, avanço nas vendas internacionais foi de 83% em relação a igual período de 2020 e de 22% frente ao trimestre anterior

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As exportações brasileiras de peixes de cultivo, lideradas pela tilápia, cresceram 158% em junho em comparação ao mesmo mês do ano passado. Considerando o 2º trimestre (abril a junho), o avanço nas vendas internacionais foi de 83% em relação a igual período de 2020 e de 22% frente ao trimestre anterior. O faturamento nesse período atingiu US$ 3,9 milhões. O Paraná superou Mato Grosso do Sul e assumiu a liderança nas exportações de tilápia. Santa Catarina vem em terceiro lugar e a Bahia em quarto. Entre os clientes da tilápia brasileira, os Estados Unidos lideram, seguido por China e Chile.

Os dados são do Ministério da Economia, elaborados pela Embrapa Pesca e Aquicultura. A divulgação é feita em parceria com a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR).

O resultado acumulado do 1º semestre também é expressivo. No total, foram US$ 7,2 milhões em receita, com aumento de 35% sobre janeiro a junho de 2020. Destaque para produtos de tilápia, especialmente filé fresco e congelado, que representaram 84% das vendas internacionais. Estados Unidos (45%), China (13%), Chile (13%) e Colômbia (12%) foram os maiores compradores dos peixes brasileiros.

Em termos de produtos de tilápia, o filé fresco apresentou maior volume (US$ 927 mil), porém com queda em comparação ao semestre anterior (-15%). As exportações de filé de tilápia congelado aumentaram 305% no semestre, atingindo US$ 395 mil. Destacam-se também o forte crescimento das exportações de tilápia inteira fresca (402%) e congelada (232%).

“Trata-se de um resultado muito positivo”, diz Francisco Medeiros, presidente executivo da Peixe BR. “Se levarmos em consideração a pandemia e as restrições indevidas de entrada de nossos peixes de cultivo na União Europeia, o desempenho das exportações é satisfatório, pois mostra as empresas brasileiras atentas não apenas ao abastecimento do mercado doméstico mas também ao comércio global, buscando certificações internacionais, além da utilização de drawback e nossa parceria internacional com a Apex-Brasil”, assinala Medeiros, destacando as intensas negociações da Peixe BR com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para buscar a liberação das vendas para os países da UE, interrompidas devido a uma restrição à pesca extrativa, que impacta a piscicultura.

Fonte: Assessoria
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Suínos / Peixes Sustentabilidade

Uma fazenda inteira é tocada pelo sol no Rio Grande do Sul

Ideia foi reduzir gastos com conta de luz e aproveitar a energia solar para se alinhar aos conceitos de sustentabilidade na agropecuária brasileira

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No Rio Grande do Sul, segundo estado que mais tem geração distribuída (pequenos consumidores), uma fazenda inteira está sendo movida pela energia solar. Indústria de rações, granjas de suínos, silos, residências, bombas e outros equipamentos, tudo funciona com a energia elétrica produzida ali mesmo, na usina solar construída há pouco mais de um ano pelo produtor rural Valdecir Folador.

Na propriedade da família, de 46 hectares, localizada em Erechim, foram instalados 408 módulos fotovoltaicos, com potência total de 142,80Kwp (kilowatts pico). A ideia era reduzir os gastos com a conta de luz e ainda aproveitar a energia solar para se alinhar aos conceitos cada vez mais difundidos de sustentabilidade na agropecuária brasileira.

“A ideia surgiu buscando melhorar as questões econômicas, queríamos a redução na conta de luz. Em 2019 começamos o namoro com a usina de energia solar, começamos a fazer cálculos, observamos o tamanho do investimento, o que ele proporcionaria em termos de resultados econômicos. A partir daí amadurecemos a ideia até tomar a decisão de implantar a usina”, destaca Folador.

De fábricas de ração a granjas de suínos

E a usina da conta do recado. Ela produz energia para os 4 hectares onde estão as instalações de suínos, como pocilgas, silos, fábrica de ração e as casas da família. Outros 35 hectares são de pastagens e em torno de sete hectares de mata nativa. Na suinocultura, são 1,6 mil matrizes, com produção mensal de 3,2 mil leitões entre 25 e 28 quilos. Na bovinocultura, a família trabalha com vaca de cria de cruzamento industrial. São 180 vacas, produzindo por ano cerca de 170 bezerros desmamados com sete meses.

“Em agosto de 2020 começamos a implantar o projeto sabendo da economia que iríamos ter. Dimensionamos a usina para gerar toda a capacidade e necessidade de consumo que temos na propriedade. Fizemos para zerar a conta de energia”, destaca o produtor. Em 90 dias a usina ficou pronta. “Hoje ela gera o suficiente para zerar uma conta mensal que eu tinha de R$ 14 mil”, frisa o produtor. A conta de energia atual da fazenda é de algo entre R$ 200 e R$ 300, que são taxas e encargos que são obrigatórios para quem usa as redes de transmissão.

O investimento de R$ 600 mil deve ser pago em pouco mais de cinco anos. “O projeto de viabilidade econômica gira em torno de cinco anos e meio. Vamos pagar o investimento nesse tempo só com a economia na cota. Com o que gastava de energia, pago a parcela do financiamento no banco”, destaca o produtor gaúcho.

Redução de custos e mais sustentabilidade

Mas não é apenas a redução nos custos da fazenda que atraíram o produtor para a geração de energia distribuída por meio de painéis solares. O mercado consumidor de carnes, como a suinocultura e a bovinocultura, exige cada vez mais que os produtores se alinhem às questões ambientais. “Sem dúvida nossa usina vai de encontro às questões ambientais que estão em evidência. Devemos produzir com o máximo de eficiência da produção. Nossa propriedade está para nos servir, mas temos que preservar, fazer as coisas direito para não causar prejuízos ao meio ambiente, respeitando a preservação ambiental. E o sol está aí para aproveitarmos. Com toda a tecnologia que temos, não tem porque não gerar energia através da luz do sol. Esse modelo de negócio tem que ser usado e vem de encontro às questões energéticas. Na minha opinião, fonte de energia mais limpa que essa é impossível”, avalia o produtor rural.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de maio/junho de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Meio Ambiente

Suinocultura paga conta de luz de prefeitura no Paraná

Minicentral Termelétrica transforma biogás dos dejetos suínos em energia elétrica para o poder público

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Divulgação/CIBiogás

A contribuição da suinocultura para o desenvolvimento sustentável parece não ter limites. No Paraná, 40 mil suínos estão reduzindo em mais da metade os gastos de uma prefeitura com as contas de luz do município. Ao todo, 60 prédios públicos da pequena Entre Rios do Oeste são alimentados com a energia elétrica produzida através do biogás. Os produtores vendem o biogás para a administração municipal, que o transforma em energia para alimentar os equipamentos públicos, como escolas, postos de saúde e o próprio prédio administrativo. Por outro lado, produtores ganham entre R$ 500 e R$ 6 mil por mês com a venda do gás resultante do tratamento dos dejetos. Ainda, usam o biofertilizante que sobra depois do processo para adubar as lavouras de milho e pastagem na região.

A experiência é uma parceria entre produtores rurais, CiBiogás, o braço de pesquisa em biogás da Itaipu Binacional, e administração pública de Entre Rios do Oeste. Os biodigestores são ligados a uma tubulação de 22 quilômetros, que leva o gás até uma minicentral termelétrica. Lá, é transformado em energia que é injetada na rede da companhia elétrica estadual, a Copel. Nesse processo, a prefeitura reduz sua conta de luz em cerca de R$ 70 mil por mês. Desde o início do projeto a economia na conta já passa de R$ 1 milhão.

Já os 17 suinocultores que fazem parte do projeto dividem cerca de R$ 25 mil por mês com a venda do gás ao mesmo tempo que tratam, diariamente, 215 toneladas de resíduos.

O projeto começou a ser pensado em 2008, mas entrou em operação mais de dez anos depois, em julho de 2019. “Em 2008 a Itaipu contratou a Adeop (Associação de Desenvolvimento do Oeste do Paraná) para realizar um estudo do potencial energético da biomassa na região Oeste, que inclui alimentos, resíduos de madeira, resíduos de bovinos e suínos, entre outros, e se constatou que o município tinha um grande potencial com os resíduos da suinocultura, por termos uma grande quantidade de animais no município”, explica o secretário municipal de Saneamento Básico, Energia Renováveis e Iluminação Pública, Carlos Eduardo Lewandowski. O município de aproximadamente cinco mil habitantes, de acordo com o IBGE, tem cerca de 150 mil cabeças de suínos.

“Em 2010 começamos a avaliar como seria feito e, inicialmente, iria contemplar todas as 63 propriedades de suinocultores do município. O projeto começou a ser executado a partir da primeira chamada pública da Associação de Energia Elétrica (Aneel) para projetos com biogás. O CIBiogás cadastrou esse projeto na chamada pública e a proposta foi contemplada. Em 2016, a Copel alocou recursos e o projeto começou a sair do papel. Em 24 de julho de 2019 começou a operação”, conta Lewandowski.

Como funciona?

O projeto é uma parceria que tem dado resultados para todos os lados: produtores, administração pública, cidadãos e meio ambiente. Todos os dias são tratadas mais de 200 toneladas de dejetos de fazendas que possuem entre 800 e 5,5 mil animais, a maior parte de terminação. “Cada propriedade possui um biodigestor dimensionado de acordo com o número de animais, além de uma casa de máquinas, que são ligados a um gasoduto que passa por todas as propriedades e chega até a Minicentral Termelétrica através de um compressor. Na minicentral, o gás passa por um sistema de purificação, que realiza a filtragem desse material. Na sequência os geradores convertem esse biogás em energia elétrica e ela alimenta a rede”, destaca o secretário.

De acordo com ele, a energia produzida pelo consórcio, em média, é suficiente para pagar cerca de 60% da conta de energia elétrica de toda a administração municipal. “A energia gerada na Minicentral abate em 60 prédios públicos da Prefeitura de Entre Rios do Oeste. São 90 MW (megawatts) produzidos para um consumo da prefeitura de cerca de 150 MW por mês.  Isso representa algo em torno de R$ 70 mil a menos nas contas de energia da administração por mês”, frisa.

Lewandowski destaca, no entanto, que esses valores podem ser variáveis, para mais ou para menos. Isso porque é preciso levar em conta questões como idade dos animais, pois quanto maiores, mais dejetos produzem, e até o vazio sanitário, quando as granjas estão vazias e a produção de biogás na propriedade é muito baixa. Varia também a rentabilidade do produtor. “Atualmente os suinocultores recebem R$ 0,28 por metro cúbico enviado à Minicentral, que rende entre R$ 500 a R$ 6 mil por mês, conforme o tamanho do plantel e ciclo do lote”, menciona o secretário.

Na época em que foi concebido, explica Lewandowski, os produtores investiram entre R$ 60 mil e R$ 150 mil nos biodigestores. “O município fez a rede de biogás, auxiliou com máquinas na construção das lagoas e cedeu a área onde é a Minicentral. E o CIBiogás foi o executor do projeto”, pontua.

Sustentabilidade até o fim

Apesar do sucesso em transformar um passivo ambiental em ativo financeiro, o objetivo principal do projeto, explica o secretário, é fazer o tratamento adequado dos dejetos”. São 40 mil suínos em um universo de 150 mil suínos. A gente está resolvendo um problema ambiental muito grande”, destaca. Outro ponto positivo, sustenta, “é a economia circular que é criada, pois os recursos pagos aos produtores permanecem na região. Hoje existem empresas de peças e manutenção, por exemplo, que vivem desse projeto”.

Ainda de acordo com o secretário, o condomínio pode receber mais propriedades futuramente. De acordo com ele, o projeto tem capacidade para aumentar em 40% a produção de energia elétrica. “O projeto pode ser ampliado. Quando rede foi feita, foi projetada para agregar outras propriedades. Hoje poderia aumentar em mais 40% a produção”, destaca.

Atualmente a produção de biogás gira em torno de três mil metros cúbicos por dia. Depois que sai das propriedades, o material restante o material que passou por processo de digestão anaeróbica e tem características fertilizantes, vai para lagoas de digestato e na sequência é usado nas lavouras como adubo orgânico em áreas de milho ou para pastagem. “É um adubo extremamente eficaz e de baixo custo. Passando pelo biodigestor, o dejeto melhora sua qualidade, perde sua acidez, chega a um ponto de equalização propício para usar na lavoura”, acrescenta o secretário.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de maio/junho de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Simp. Brasil Sul de Suínos 2021

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