Conectado com

Notícias

Abastecimento dos estoques de milho no Piauí auxilia pecuaristas locais

Venda de o cereal será feita por meio do Programa de Venda em Balcão (ProVB) da Conab, no qual podem participar pequenos suinocultores, avicultores, bovinocultores, caprinocultores, ovinocultores, bubalinocultores, coturnicultores e aquicultores, desde que sejam detentores ativos da DAP-Pronaf ou inscrição no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar.

Publicado em

em

Foto: Claudio Neves

Os pequenos criadores de animais do Piauí terão mais oportunidades para adquirir milho dos estoques públicos para uso na ração de seus plantéis. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai abastecer seus armazéns e as unidades satélites de venda no Estado com um total de 2.830 toneladas do cereal. A previsão é que os primeiros carregamentos comecem a chegar a partir esta quarta-feira (1º).

Os municípios contemplados nesta ação são: Floriano (480 t), Campo Maior (150 t), Oeiras (150 t), Parnaíba (650 t) e Teresina (1.400 t). A venda de milho é feita por meio do Programa de Venda em Balcão (ProVB) da Conab, no qual podem participar pequenos suinocultores, avicultores, bovinocultores, caprinocultores, ovinocultores, bubalinocultores, coturnicultores e aquicultores, desde que sejam detentores ativos da Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP-Pronaf) ou inscrição no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF).

O programa estende-se também aos criadores que, embora não detentores ativos destes documentos, explorem imóvel rural com área equivalente a até dez módulos fiscais ou cuja renda bruta anual oriunda da atividade atenda ao limite vigente no âmbito do Pronaf.

O limite para a compra é de até 27 toneladas de milho em grãos por cliente/mês. O preço de venda é atualizado quinzenalmente, de acordo com as condições do mercado atacadista local. Na quinzena de 16 a 28 de fevereiro, por exemplo, a cotação era de R$ 1,39 o quilo.

Atualmente, a companhia possui cerca de 3,9 mil pequenos criadores cadastrados no ProVB no Estado do Piauí. Para participar do programa, o cliente deverá realizar, previamente, o registro no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais (Sican), disponível no site da Conab. No portal também é possível conferir a relação de todos os documentos necessários para o cadastro, como CPF, RG, comprovante de endereço da propriedade, DAP ou CAF-Pronaf ativos, extrato recente do plantel ou documento similar, entre outros.

Esta ação de abastecimento é realizada continuamente pela Companhia para atendimento ao ProVB em todo o país. No Piauí, a Conab já dispõe atualmente de um estoque de mais de 900 toneladas disponíveis para venda e distribuídas nas unidades armazenadoras e satélites no estado. Em 2022, o programa atendeu mais de 2 mil clientes em 129 municípios piauienses, comercializando um total de 8.576 toneladas de milho.014

Fonte: Assessoria Conab

Notícias

Preços agropecuários caem 9,52% no primeiro semestre de 2026

Índice do Cepea recua com queda em todos os grupos de produtos; café, cana, arroz e suínos registram as maiores desvalorizações.

Publicado em

em

Fotos: Shutterstock

O Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/Cepea) recuou 9,52% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).

A queda foi menor do que a registrada pelo FMI Food & Beverage Index, que mede os preços internacionais dos alimentos em reais e acumulou retração de 10,64% na mesma comparação.

Foto: Divulgação

De acordo com o Cepea, o recuo do IPPA foi influenciado pela redução dos preços em todos os subgrupos que compõem o índice. O maior impacto veio do IPPA-Cana-Café/Cepea, que caiu 22,51%, refletindo as desvalorizações de 27,4% no café e de 19% na cana-de-açúcar.

Segundo pesquisadores do Cepea, a queda nos preços do café durante o primeiro semestre foi impulsionada pela expectativa de maior oferta global na safra 2026/27, principalmente em função das projeções de uma boa produção brasileira. A partir de maio, o início da colheita do café arábica da temporada 2026/27, que deve ser recorde no Brasil, reforçou esse movimento. Em junho, no entanto, as chuvas no País geraram dúvidas sobre a qualidade dos grãos e deram sustentação aos preços, evitando uma desvalorização ainda maior no acumulado do semestre.

No IPPA-Grãos/Cepea, a retração foi de 9,49%, influenciada pela queda nos preços de todos os produtos do grupo em relação ao primeiro semestre do ano passado. O arroz apresentou a maior desvalorização, de 29,2%, seguido pelo trigo (-15,34%), milho (-13,93%), algodão (-9,49%) e soja (-4,33%).

Entre os grãos, o arroz registrou a maior queda. Conforme o Cepea, os preços da cultura vêm recuando desde 2025 e permaneceram em níveis baixos durante o primeiro semestre deste ano. Os pesquisadores destacam que os valores atuais ainda não são suficientes para recompor a rentabilidade da atividade.

O IPPA-Hortifrutícolas/Cepea recuou 4,7%, refletindo principalmente as quedas de 51,4% nos preços da laranja e de 15,5% na uva. Em contrapartida, a batata teve valorização de 26%, o tomate de 24,8% e a banana de 27,8%.

Já o IPPA-Pecuária/Cepea registrou queda de 4,34%, influenciado pelas desvalorizações do frango (-14,74%), suíno (-23,07%), leite (-14,14%) e ovos (-18,30%). A arroba bovina foi a exceção, com alta de 8,92%.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
Continue Lendo

Notícias

SIAVS reunirá 33 agroindústrias em ação para ampliar exportações

Iniciativa da ABPA e ApexBrasil promoverá rodadas de negócios, degustações e encontros com compradores de mercados estratégicos.

Publicado em

em

Foto: Alf Ribeiro

O Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS 2026) será palco da maior ação de promoção internacional realizada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em 2026. A iniciativa reunirá 33 agroindústrias exportadoras brasileiras em um espaço de 738 metros quadrados, especialmente estruturado para fortalecer negócios, ampliar relacionamentos comerciais e promover a proteína animal brasileira junto a compradores internacionais.

A ação reunirá empresas dos segmentos de carne de frango, carne suína, ovos, genética avícola e carne de pato oferecendo uma plataforma integrada para geração de negócios, prospecção comercial e fortalecimento da imagem internacional dos produtos brasileiros.

Ricardo Santin presidente Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA): “O SIAVS já se consolidou como um dos mais importantes encontros mundiais da proteína animal” – Foto: Mario castello

Participam da iniciativa as empresas AB Mauri, Netto, Agrosul, Grupo Alvorada, Mauricéa, Coasul, Cogran, Adoro, Frango Rico, Rivelli, Flamboiã, Baita, Vossko, Friatto, Villa Germania, Naturovos, Mantiqueira, Granja Faria, Avivar, Pif Paf, Dália, Master, Palmali, Frigoestrela, Dom Porquito, Rudolph, Rainha da Paz, Saudali, Gran Corte, Suinco, Ecofrigo, Frivatti e Nutribrás.

Como novidade desta edição, a ação contará, pela primeira vez, com uma área de degustação gastronômica, coordenada pelo chef Marcelo Bortolon, que preparará petiscos à base de carne de frango, carne suína, carne de pato e ovos, proporcionando aos visitantes uma experiência que evidencia a qualidade, a versatilidade e os atributos das proteínas animais produzidas no Brasil.

Outro destaque será a realização de uma rodada internacional de negócios, que promoverá encontros entre representantes das agroindústrias brasileiras e compradores convidados de diversos mercados, ampliando oportunidades comerciais e fortalecendo o relacionamento com importadores estratégicos.

Ação é parte de um conjunto de iniciativas estruturadas pela parceria entre a ABPA e a ApexBrasil para a promoção dos setores em meio ao SIAVS.  Uma destas iniciativas é o Projeto Imagem, que trará para o evento 30 jornalistas de 24 países – incluindo Américas, Europa, Ásia e África.  Na iniciativa voltada para o fortalecimento da imagem da proteína animal do Brasil junto a mercados estratégicos, uma agenda especialmente estruturada destacará pontos que fundamentam o setor, como a qualidade produtiva, a sanidade animal e a sustentabilidade.

Outra iniciativa é o Projeto Formadores de Opinião, que viabilizará a participação de 19 stakeholders de 12 países relevantes para a proteína animal do Brasil, em encontros específicos em meio à programação do SIAVS.  Em objetivo semelhante, porém, com foco em negócios, acontecerá o Projeto Comprador, com a viabilização da vinda de importadores de países que figuram entre os grandes destinos de exportação da proteína animal brasileira.

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a ação reforça o papel do SIAVS como uma das principais plataformas internacionais de negócios para a proteína animal.

“O SIAVS já se consolidou como um dos mais importantes encontros mundiais da proteína animal. Reunir, em um mesmo ambiente, dezenas de agroindústrias brasileiras e compradores de diversos continentes cria uma oportunidade única para ampliar negócios, fortalecer relacionamentos comerciais e apresentar ao mundo os diferenciais da nossa produção. Esta ação traduz exatamente o compromisso da ABPA e da ApexBrasil em apoiar a internacionalização das empresas brasileiras e ampliar a presença da proteína animal do Brasil nos mercados globais”, destaca.

Realizado entre os dias 4 e 6 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo, o SIAVS deverá reunir milhares de visitantes, empresários, autoridades, especialistas e compradores internacionais, consolidando-se como o principal ponto de encontro da cadeia de proteína animal da América Latina.

Fonte: Assessoria SIAVS
Continue Lendo

Notícias

Exportação de produtos de origem animal para União Europeia terá novas exigências a partir de setembro

Ministério da Agricultura vai condicionar a emissão de certificados sanitários ao cumprimento das regras europeias sobre uso de antimicrobianos. Rastreabilidade e controles auditáveis passam a ser obrigatórios.

Publicado em

em

Imagem criada por Emili Schneider/ChatGPT/OP Rural

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estabeleceu novas exigências para a certificação de produtos de origem animal destinados à União Europeia. A partir de 03 de setembro, somente poderão ser exportados ao bloco os produtos que comprovarem conformidade com a legislação europeia sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.

As determinações constam do Ofício-Circular nº 24/2026 e condicionam a emissão do Certificado Sanitário Internacional (CSI) à comprovação de que toda a cadeia produtiva atende aos requisitos exigidos pela União Europeia.

Fotos: Claudio Neves

Na prática, frigoríficos e demais estabelecimentos exportadores deverão implantar sistemas de controle capazes de demonstrar, por meio de registros auditáveis, a elegibilidade dos animais, das matérias-primas e dos insumos utilizados na produção.

Entre as exigências estão mecanismos de rastreabilidade, documentação que comprove a conformidade dos produtos, segregação entre lotes aptos e não aptos à exportação e procedimentos para impedir o embarque de cargas que percam essa condição. A verificação desses controles ficará a cargo do Serviço Oficial durante as auditorias.

Regras variam conforme a cadeia produtiva

As novas exigências abrangem carnes, ovos, mel, pescado, produtos da aquicultura e demais produtos de origem animal, mas os critérios de comprovação variam conforme a atividade.

Para os setores de aves, ovos e aquicultura, os estabelecimentos deverão manter programas documentados de qualificação e monitoramento dos fabricantes de ração utilizados na produção destinada ao mercado europeu.

Na bovinocultura, a certificação exigirá documentação que comprove que o animal permaneceu em conformidade com as normas da União Europeia durante todo o ciclo de produção, o que amplia a necessidade de sistemas robustos de rastreabilidade.

Segundo o Mapa, o objetivo é assegurar que os produtos exportados atendam integralmente aos requisitos sanitários estabelecidos pelo bloco europeu, condição que passará a ser obrigatória para a emissão dos certificados sanitários internacionais.

Mel de abelhas sem ferrão terá padrão nacional

Além das novas regras para exportação, o Ministério também apresentou a Nota Técnica nº 24/2026, que propõe a criação do primeiro Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) para o mel e o melato produzidos por abelhas sem ferrão.

A proposta atende a uma demanda do setor apícola e busca estabelecer padrões microbiológicos e físico-químicos para esses produtos, conferindo maior padronização, segurança jurídica e agilidade no registro junto ao Serviço de Inspeção.

De acordo com o Mapa, a regulamentação permitirá adequar as diferentes formas de produção existentes no país e fortalecer a comercialização dos produtos das abelhas sem ferrão, segmento que vem ganhando espaço na apicultura brasileira.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo
Editora O Presente 35 anos

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.