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Abag homenageia profissionais pelos relevantes serviços prestados ao agro
Prêmio Ney Bittencourt de Araújo – Personalidade do Agronegócio foi entregue ao criador do Fundo de Investimentos para o Setor Agropecuário (Fiagro) e deputado federal Arnaldo Jardim, e a pesquisadora da Embrapa Soja, Mariangela Hungria da Cunha foi agraciada com o Prêmio Norman Borlaug – Sustentabilidade.

Durante o 21º Congresso Brasileiro do Agronegócio, a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) homenageou dois importantes profissionais pelos relevantes serviços prestados ao agro brasileiro. O Prêmio Ney Bittencourt de Araújo – Personalidade do Agronegócio foi entregue ao criador do Fundo de Investimentos para o Setor Agropecuário (Fiagro) e deputado federal Arnaldo Jardim.

Criador do Fundo de Investimentos para o Setor Agropecuário (Fiagro) e deputado federal Arnaldo Jardim foi homenageado com o Prêmio Ney Bittencourt de Araújo – Personalidade do Agronegócio – Fotos: Gerardo Lazzari
Emocionado, ele agradeceu a honraria e destacou o seu trabalho junto aos demais parlamentares no Congresso Nacional para defender o setor agropecuário, que considera motor do Brasil. “Temos novos desafios pela frente, o que nos move é a certeza de que somos capazes, podemos corresponder a uma necessidade que é manter o desenvolvimento. Tudo o que o agro precisa é da boa política e respeito para que possamos ter segurança jurídica, leis para favorecer a inovação”, declarou na oportunidade.
A pesquisadora da Embrapa Soja, Mariangela Hungria da Cunha foi agraciada com o Prêmio Norman Borlaug – Sustentabilidade. Em seu discurso ressaltou o papel da mulher no setor, evidenciando que lutar de modo justo pela sustentabilidade no agro não é tarefa fácil. “Desde criança luto pela preservação dos rios, oceanos e solo, pelo qual me apaixonei desde criança. Sustentabilidade dá retorno social e econômico, mas exige investimento de tempo. Agora temos que dar continuidade em outro rumo, a microrrevolução verde com uso de microrganismos e preservação do meio ambiente. Temos vocação e capacidade para produzir mais com cada vez menos. Sem dúvida, o solo representa o ponto inicial da jornada rumo à segurança alimentar que todos almejamos”, frisou.
Realizado em parceria com a bolsa de valores B3, o evento aconteceu em agosto, em formato híbrido, e pode assistido pelo canal do YouTube da Abag.
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Agricultura familiar recebe novo impulso com programas e financiamentos
Mais de 800 mil operações de crédito e R$ 37 bilhões já foram contratados no Plano Safra 2026.

O governo federal realizou na terça-feira (24) a abertura da 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (CNDRSS), em Brasília (DF), com foco na agricultura familiar, reforma agrária e fortalecimento de territórios quilombolas. Durante o evento, foram anunciadas novas ações e apresentados resultados de programas já em andamento.
Entre as iniciativas destacadas estão:
- Desenrola Rural: renegociação de dívidas de 507 mil agricultores, totalizando R$ 23 bilhões.
- Plano Safra 2026: já contratou R$ 37 bilhões em um milhão de operações, com meta de dois milhões até o fim do ano.
- Floresta Produtiva: R$ 557 milhões destinados à recuperação de terras degradadas.
- Coopera Mais Brasil: R$ 40 milhões aplicados no fortalecimento de 530 organizações da agricultura familiar.
O evento também anunciou recursos para aquisição de terras na reforma agrária e a titularização de terras para comunidades quilombolas. Desde 2023, foram entregues 32 títulos e 60 decretos quilombolas, beneficiando 10,1 mil famílias em 271 mil hectares.
Outros programas citados incluem:
- Proagro: R$ 2,9 bilhões em seguros contra perdas por fenômenos naturais, pragas e doenças.
- Mais Alimentos: 861 mil operações de financiamento de máquinas e equipamentos, totalizando R$ 33 bilhões, superando 95% do volume registrado entre 2019 e 2021.
- Mais Reforma Agrária: inclusão de 234 mil famílias no Plano Nacional de Reforma Agrária desde 2023, com R$ 2,5 bilhões destinados à compra de terras em 2026.
O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, ressaltou os avanços dos projetos e o trabalho de servidores do setor, além de destacar os principais desafios: garantir soberania alimentar e incentivar a transição da agricultura baseada em insumos químicos para a agroecologia, promovendo produção mais sustentável de frutas, legumes e verduras.
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Caminhoneiros passam a ter piso mínimo do frete reforçado
Medida Provisória amplia fiscalização, obriga uso do CIOT e prevê multas de até R$ 10 milhões para empresas infratoras.

O governo federal editou uma Medida Provisória que reforça o cumprimento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas, ampliando a proteção aos caminhoneiros. A iniciativa define um preço mínimo obrigatório para o transporte de cargas no país, visando equilibrar a relação entre autônomos e grandes empresas contratantes.
Segundo o ministro dos Transportes, a medida garante que caminhoneiros recebam valores justos pelo serviço prestado, evitando que grandes empresas reduzam os fretes apenas para aumentar a margem de lucro. Ele ressaltou que, assim como o salário mínimo protege trabalhadores, o piso mínimo do frete protege os caminhoneiros e evita o sucateamento da frota.
Fiscalização e penalidades

Foto: Márcio Ferreira/MT
A Medida Provisória traz regras mais rigorosas para fiscalização e penalidades. Empresas transportadoras que descumprirem a tabela de fretes podem ter o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) suspenso ou cancelado por até dois anos. Transportadores autônomos não serão afetados por essas sanções.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicará resoluções que determinam o uso obrigatório do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e definem multas escalonadas, que variam de 5 a 30 dias em casos de descumprimento, podendo chegar à suspensão definitiva e cancelamento do registro em casos de reincidência.
As multas para contratantes que não pagarem o frete mínimo podem variar de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões, e a responsabilização pode atingir sócios e integrantes de grupos econômicos. Segundo o ministro, a fiscalização será eletrônica, integrada a dados fiscais e inteligência artificial, garantindo que nenhuma empresa consiga burlar as regras.
Diálogo com caminhoneiros
O governo mantém diálogo constante com representantes da categoria. Algumas reivindicações já foram atendidas, e reuniões estão previstas para discutir outros pontos, como a parada obrigatória de descanso. O objetivo é conciliar a segurança e o descanso dos caminhoneiros com a logística do transporte, permitindo que eles planejem melhor as viagens sem prejuízo financeiro ou pessoal.
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Crédito de R$ 15 bilhões é liberado para apoiar exportações brasileiras em meio à crise internacional
Linhas do Plano Brasil Soberano miram empresas afetadas por tensões geopolíticas e tarifas externas.





