Bovinos / Grãos / Máquinas Espaço Impulso
A transformação digital do agro no Brasil
Com a missão de se tornar um hub do agronegócio nacional para conectar startups, indústrias do setor, universidades e investidores, a Coopavel Cooperativa Agroindustrial, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI), ExoHub, operadora Claro e a Fundetec criaram o Espaço Impulso.

Com a missão de se tornar um hub do agronegócio nacional para conectar startups, indústrias do setor, universidades e investidores, a Coopavel Cooperativa Agroindustrial, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI), ExoHub, operadora Claro e a Fundetec criaram o Espaço Impulso. O local é um Living Lab (laboratório vivo de inovação) para o agronegócio, onde instituições poderão testar e validar novas tecnologias e modelos de negócios, ampliar networking e interagir com o mercado, resolvendo demandas reais.
Instalado em um ambiente de 400 metros quadrados, o Espaço Impulso conta ainda com uma área de 720 mil m² que foi transformada em uma fazenda digital.
O Espaço Impulso foi inaugurado no início de fevereiro durante a 34ª edição Show Rural Coopavel, realizado em Cascavel, no estado do Paraná.

Presidente da Coopavel, Dilvo Grolli: “Com essa parceria tão importante e abrangente, entramos definitivamente em uma nova era, estruturando um hub de inovação integralmente envolvido com a tecnologia e as suas possibilidades e tendências. E o melhor de tudo: levando esses novos conhecimentos aos nossos agricultores 365 dias por ano” – Fotos: Sandro Mesquita/OP Rural
Para o presidente da cooperativa, Dilvo Grolli, o lançamento do projeto marca a transformação do campo para o campo digital. “As ideias e dificuldades que os produtores rurais possuem vão ser transformadas em novos produtos que vão melhorar a produtividade, promover o desenvolvimento tecnológico das propriedades e impulsionar a agricultura não só no Show Rural, mas em todo o Brasil”, ressaltou.
Tecnologia

Coordenador de Projetos de Inovação na Coopavel, Kleberson Hayashi Angelossi: “O Espaço Impulso tem o objetivo de trazer a mentoria, incubação e aceleração dos projetos tecnológicos”
Segundo Kleberson Hayashi Angelossi, coordenador de Projetos de Inovação na Coopavel, o objetivo da iniciativa é atrair empresas e outros interessados para gerar tecnologias para o campo. “O Show Rural Coopavel é conhecido por apresentar novidades tecnológicas para os produtores, e agora passa também a desenvolver essas tecnologias no Espaço Impulso”, destaca.
Angelossi ressalta a importância das startups no processo de pesquisa e desenvolvimento tecnológico voltado para o agronegócio brasileiro. “O Espaço Impulso é um parque tecnológico para fazer esses experimentos. Algumas startups necessitam de pequenos investimentos para avançar e em alguns casos falta apenas a validação”, menciona.
Inovação
De acordo com o diretor-superintendente do PTI-BR, general Eduardo Garrido, a iniciativa pretende fazer a transição digital do agronegócio. “Será a oportunidade de unir o empreendedor, o jovem universitário que tem uma ideia, as empresas e os pequenos e grandes produtores rurais para a realização, ao longo de todo o ano, de testes e validações de tecnologias que serão usadas daqui para frente no agronegócio, para contribuir no desenvolvimento do Brasil”, afirmou. “Isso vem ao encontro da nossa função como Parque Tecnológico, que é trazer a tecnologia para auxiliar na geração de emprego e renda, resultando na melhora da qualidade de vida da sociedade”, disse Garrido.
Foco no Agro

Diretor de expansão da Exohab, Michel Costa: “No Espaço Impulso nós fazemos a identificação, seleção, validação das startups e a parte de efetivamente colocar esses produtos no mercado”
Para Michel Costa, diretor de expansão da ExoHub, empresa privada responsável por gerenciar e operar serviços de inovação aberta, o agronegócio é um dos setores mais tecnológicos devido à necessidade de eficiência e produtividade. “O Brasil alimenta mais de um bilhão de pessoas no mundo, e se não tivéssemos altíssima tecnologia formada aqui no país, não conseguiríamos ter esses números”, afirma.
A ExoHub foi criada em Porto Alegre, RS, e também atua em parceria com a Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), onde promove inovação com foco no agronegócio.
De acordo com Costa, a ExoHub tem uma estreita relação com as cooperativas agroindustriais por conta da capacidade de investimento e inovação dessas instituições. “Fizemos uma parceria com o PTI para viabilizar esse projeto e trouxemos a tecnologia junto à Coopavel para juntos podermos implementar esse espaço”, afirma.
Segundo Costa, o grande valor agregado imediato do Espaço Impulso é o fato de as tecnologias poderem ser testadas, validadas e conhecidas durante o ano todo, e não somente durante a semana do evento. “Não existe mais o agronegócio analógio e o digital, existe o agronegócio, e ele é digital”, salienta Costa.
Costa destaca ainda a Fazenda Digital implantada de forma definitiva no local onde acontece todos os anos o Show Rural Coopavel. “Já contamos com o Centro Tecnológico de Avicultura e algumas áreas onde tecnologias serão validadas, como drones, Internet das Coisas, sementes e defensivos”, ressalta.

O Espaço Impulso é um ambiente perfeito para estabelecer conexões e gerar novos negócios impulsionados por infraestrutura de conectividade IoT, utilizando as tecnologias e dispositivos 4G e 5G
O superintendente de Inovação do Governo do Estado do Paraná, Marcelo Rangel, representando o governador Ratinho Júnior, considerou o espaço “uma ideia espetacular” e disse que a inauguração representa um novo ciclo de desenvolvimento na área da inovação no Brasil. “Estamos fazendo do Paraná um celeiro da inovação do agro para o país. Não temos dúvida nenhuma de que a região Oeste vai ter reconhecimento nacional e até mesmo internacional, assim como o trabalho do PTI em Foz do Iguaçu”, comentou.
Parceria Fundetec
Durante o cerimonial de inauguração do Espaço Impulso ocorreu também a assinatura de um protocolo de intenções com a Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fundetec) para o desenvolvimento de ações relacionadas às temáticas de atuação do Laboratório.
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Exportações de carne bovina batem recorde em 2025
Brasil embarca 3,5 milhões de toneladas, amplia receita para US$ 18 bilhões e fortalece presença em mais de 170 mercados, com liderança da China e avanço expressivo em destinos estratégicos.

Com recordes sucessivos mês a mês, 2025 entra para a história como o maior já registrado nas exportações de carne bovina pelo Brasil. Foram ao todo 3,50 milhões de toneladas, um incremento de 20,9% em relação a 2024. O volume exportado movimentou US$ 18,03 bilhões, cerca de 40,1% a mais do que o faturado no ano anterior. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
A carne bovina in natura respondeu pela maior parte dos embarques, com 3,09 milhões de toneladas, crescimento de 21,4% na comparação anual, e receita de US$ 16,61 bilhões. Somadas todas as categorias: in natura, industrializadas, miúdos, tripas, gorduras e salgadas, os embarques brasileiros alcançaram mais de 170 países, ampliando a presença internacional do setor e diversificando destinos.

A China foi o principal destino da carne bovina brasileira em 2025, respondendo por 48% do volume total exportado, com 1,68 milhão de toneladas, que somaram US$ 8,90 bilhões. Em seguida, destacaram-se os Estados Unidos, com 271,8 mil toneladas e US$ 1,64 bilhão. Na sequência, vêm o Chile (136,3 mil toneladas; US$ 754,5 milhões), a União Europeia (128,9 mil toneladas; US$ 1,06 bilhão), a Rússia (126,4 mil toneladas; US$ 537,1 milhões) e o México (118,0 mil toneladas; US$ 645,4 milhões).
Na comparação com 2024, houve crescimento em volume na maior parte dos principais destinos. As exportações para a China avançaram 22,8% no acumulado do ano, enquanto os Estados Unidos registraram alta de 18,3%. A União Europeia apresentou crescimento de 132,8%, e o Chile, de 29,8%. Também se destacaram os aumentos para a Argélia (+292,6%), o Egito (+222,5%) e os Emirados Árabes Unidos (+176,1%).
Segundo o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, o desempenho de 2025 demonstra a resiliência e a maturidade do setor. “O desempenho de 2025 foi extraordinário. Depois de um 2024 muito positivo, conseguimos ampliar volume, valor e presença internacional. Mesmo com impactos temporários, como o tarifaço dos Estados Unidos, a indústria respondeu com rapidez, mostrou resiliência e saiu ainda mais fortalecida.

Os resultados de 2025 refletem a atuação conjunta da ABIEC, de suas empresas associadas e do setor público, com destaque para a parceria com a ApexBrasil, por meio do Projeto Setorial Brazilian Beef, e para o diálogo permanente e o apoio do Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e das Relações Exteriores (MRE), além da interlocução institucional com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).
Para 2026, a avaliação da Associação é de otimismo com realismo, com expectativa de estabilidade em patamar elevado após dois anos consecutivos de forte crescimento e ambiente favorável ao avanço em mercados estratégicos. “Entramos em 2026 com negociações ativas e perspectiva concreta de avançar em mercados como Japão, Coreia do Sul e Turquia, que têm alto potencial e vêm sendo trabalhados de forma técnica e contínua, em parceria entre o setor privado e o governo. A visão é de um crescimento mais qualificado, com previsibilidade, competitividade e maior valor agregado, e sempre atento às questões geopolíticas”, conclui Perosa.
Dezembro
No mês de dezembro de 2025, o Brasil exportou 347,4 mil toneladas de carne bovina, com receita de US$ 1,85 bilhão. A China liderou as compras no mês, com 153,1 mil toneladas, seguida pelos Estados Unidos (27,2 mil toneladas), Chile (17,0 mil toneladas) e União Europeia(11,9 mil toneladas).
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Contribuições ao Fundesa-RS sobem 4,43% com atualização da UPF em 2026
Reajuste eleva valores pagos por produtores e indústrias nas cadeias de carnes, leite e ovos. Nova lei sancionada em dezembro passa a valer a partir de março.

Já estão em vigor os novos valores de contribuição do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul, atualizados pela Unidade de Padrão Fiscal (UPF). A UPF é um indexador utilizado para a correção de taxas e tributos cobrados pelo Estado, e seu valor é atualizado anualmente pela Receita Estadual com base no IPCA-E. Para 2026 o reajuste foi de 4,43%, ficando a UPF fixada em R$28,3264, ante R$27,1300 de 2025.
Atualmente, indústria e produtores contribuem em igual parte para o fundo, considerando cabeças abatidas, e produção de ovos e leite. Com a atualização da UPF, a contribuição por bovino abatido, por exemplo, passa de R$1,4324 para R$1,496, sendo R$0,748 cabendo ao produtor e o mesmo valor à indústria, que fica responsável pelo recolhimento e pagamento ao Fundesa. A tabela com todos os valores e respectivas cadeias produtivas está disponível no site.
Esse reajuste considera apenas a atualização da UPF e não é o mesmo que está previsto na Lei 16.428/2025, sancionada pelo governador em 19 de dezembro. Pelo princípio de anterioridade, a lei só poderá ser implementada 90 dias após a sanção. “Neste período, o Fundesa está articulando com a Secretaria da Agricultura o formato para permitir a contribuição dos produtores que não recolhiam, bem como a modificação do sistema de cobrança utilizado pelo fundo”, explica o presidente do Fundesa, Rogério Kerber.
Para saber mais sobre o projeto aprovado na Assembleia legislativa, clique aqui.
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CooperAliança e Sebrae lançam projeto de ultrassonografia de carcaça
Iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final.

A CooperAliança, em parceria com o Sebrae, lançou um novo projeto voltado à utilização da ultrassonografia de carcaça por cooperados de bovinos. A iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final, desde a propriedade até a indústria.
Segundo o médico-veterinário da CooperAliança, Renan Guilherme Mota, a ultrassonografia de carcaça é uma ferramenta estratégica no processo de melhoramento genético dos rebanhos. “Quando utilizamos a ultrassonografia na matriz, ela permite e viabiliza o melhoramento genético focado em características de carcaça, como área de olho de lombo, espessura de gordura subcutânea e marmoreio. Essas características estão diretamente relacionadas à musculosidade, ao padrão dos cortes, ao rendimento de carcaça e ao desempenho do animal”, explica.
Renan destaca ainda que os dados obtidos vão além da qualidade da carne. Por exemplo, essas informações também estão ligadas à fertilidade, precocidade sexual e ao desempenho reprodutivo. Ou seja, é uma ferramenta que agrega tanto para a indústria, em qualidade, perfil de carcaça, tamanho dos cortes e rendimento de desossa, quanto para o produtor, em desempenho, reprodução e fertilidade.
Para o consultor do Sebrae, Heverson Morigi Miloch, o projeto representa uma oportunidade concreta de evolução na pecuária dos cooperados. “O objetivo é atender esses produtores para que, por meio da seleção genética, eles possam identificar e trabalhar com os animais mais adequados para a produção e para a entrega aqui na CooperAliança.”
Heverson também destaca o apoio financeiro oferecido. O Sebrae vai subsidiar 50% do custo, além de facilitar as formas de pagamento. “Isso garante que mais produtores possam participar, fortalecendo a união, melhorando a produção na ponta e elevando a qualidade da do animal que chega até a CooperAliança.”



