Avicultura
A solidificação das carnes suína e de frango no mercado externo
A ABPA apoia as ações promovidas pelo Governo Federal, especialmente pelos Ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores, para a ampliação e conquista de novos mercados.

Nos últimos 10 anos, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) desempenhou um papel fundamental na abertura de novos mercados para as carnes de frango e suína brasileiras. Com uma atuação proativa e estratégica, a ABPA conseguiu expandir significativamente as exportações, consolidando a presença do Brasil no cenário global.
Em colaboração ao governo brasileiro, a ABPA focou na abertura dos mercados diversos, ampliando ainda mais a abrangência geográfica das exportações brasileiras. Essas conquistas reforçaram a capacidade do Brasil de atender a uma demanda global diversificada.
A participação em feiras como a Gulfood em Dubai, a Foodex no Japão e a SIAL na França permitiu que a ABPA promovesse os produtos brasileiros para um público global, gerando novos negócios e parcerias estratégicas. “A ABPA apoia as ações promovidas pelo Governo Federal, especialmente pelos Ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores, para a ampliação e conquista de novos mercados. Participamos de missões em conjunto, construímos bases informacionais e apoiamos o desenvolvimento de estratégias para avançar e superar desafios que são impostos nestes processos. Promovemos seminários, ações em grandes feiras globais, campanhas em mercados estratégicos e diversas outras iniciativas. Fortalecemos as marcas internacionais dos setores e reforçamos o reconhecimento aos nossos atributos, em especial, sobre sustentabilidade, qualidade e sanidade da produção”, sustenta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
Mercados exigentes
O atributos da produção brasileira, explica Santin, permitiram ao país acessar mercados mais exigentes do mundo. “Varia de acordo com o perfil do mercado. Se falamos de produtos halal, a Arábia Saudita e a Malásia são expoentes neste quesito. Se a questão é customização e parâmetros sanitários, o Japão é o que detém os mais elevados níveis de exigência, assim como a China. Mas se a abordagem for critérios que remetem ao protecionismo, a União Europeia é o principal exemplo”, revela Santin.
Mercados promissores
Além de mercados exigentes, o Brasil mira outros mercados para solidificar sua posição como importante player global da proteína animal. “O mercado é dinâmico, mas é possível indicar que os mercados mais promissores, atualmente, estão especialmente na Ásia, Oriente Médio e o entorno caribenho, com destaque para o Japão, Filipinas, Argélia, México e República Dominicana”, sustenta.
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Mercado do frango congelado apresenta pequenas variações em fevereiro
Levantamento do Cepea mostra estabilidade em alguns dias e recuos pontuais no período.

O preço do frango congelado no Estado de São Paulo foi cotado a R$ 7,29 o quilo na última sexta-feira (20), segundo dados do Cepea. No dia, houve recuo de 0,14%, enquanto a variação acumulada no mês está em 4,29%.
Na quinta-feira (19), o produto foi negociado a R$ 7,30/kg, também com queda diária de 0,14% e avanço mensal de 4,43%.
Na quarta-feira (18), a cotação ficou em R$ 7,31/kg, sem variação no dia e com alta de 4,58% no acumulado do mês.
Já no dia 13 de fevereiro, o preço foi de R$ 7,31/kg, com elevação diária de 0,69% e variação mensal de 4,58%. No dia 12, o valor registrado foi de R$ 7,26/kg, estável no dia e com avanço de 3,86% no mês.
Os dados são divulgados pelo Cepea, referência no acompanhamento de preços agropecuários.
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Preços do frango podem reagir após período de demanda enfraquecida no início do ano
Custos equilibrados de milho e competitividade frente à carne bovina reforçam cenário mais positivo.

Com o fim do período tradicionalmente mais fraco para o consumo, o mercado de frango pode entrar em uma fase de estabilização e recuperação de preços nas próximas semanas. A expectativa é de que a queda observada nos valores da ave seja interrompida após o feriado de Carnaval, acompanhando a melhora da demanda doméstica.
De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o ambiente segue favorável para o setor, sustentado por exportações aquecidas, elevada competitividade da carne de frango em relação à bovina e custos equilibrados de ração.
No campo da oferta, o ritmo de crescimento pode perder força a partir deste período, dependendo do volume de alojamentos realizados em janeiro. Caso tenham sido menores do que a forte colocação registrada em dezembro, a disponibilidade de aves tende a se ajustar gradualmente. As aves alojadas no fim de dezembro influenciam diretamente a oferta até meados de fevereiro.
As exportações continuam com perspectiva positiva e devem seguir contribuindo para o equilíbrio entre oferta e demanda, reforçando o suporte aos preços no mercado interno.
Em relação aos custos, o cenário também é considerado favorável. A primeira safra de milho apresentou resultado acima das expectativas e, até o momento, a safrinha mantém boas perspectivas. No entanto, o plantio da segunda safra ainda está em fase inicial no Cerrado, e não há definição sobre o percentual que poderá ficar fora da janela ideal, que se encerra no fim do mês.
Mesmo com expectativa de boa oferta de milho e demanda doméstica firme, a tendência é de um mercado equilibrado para o cereal, sem espaço para oscilações expressivas. Ainda assim, as condições climáticas nos meses de março e abril continuarão sendo determinantes para o comportamento dos preços.
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Ovos retomam alta e frango mantém preços estáveis no pós-Carnaval
Equilíbrio entre oferta e demanda sustenta cotações dos ovos, enquanto setor avícola monitora consumo para possível reação em março.

O mercado de ovos voltou a registrar alta após cinco meses consecutivos de queda nos preços. Levantamentos do Cepea indicam que, em algumas regiões acompanhadas, a média parcial até 18 de fevereiro apresenta avanço superior a 40% em relação a janeiro.
Segundo o Centro de Estudos, o equilíbrio entre oferta e demanda tem sustentado a recuperação das cotações, mesmo na segunda quinzena do mês, período em que as vendas costumam perder ritmo. Apesar da recente reação, os preços ainda seguem abaixo dos verificados no mesmo período do ano passado, acumulando retração real superior a 30% nas regiões monitoradas.
A expectativa do setor agora está voltada para a Quaresma, iniciada no último dia 18. Pesquisadores do Cepea destacam que, durante os 40 dias do período religioso, o consumo de ovos tende a aumentar gradualmente, já que a proteína ganha espaço como alternativa às carnes. A perspectiva é de que a demanda mais aquecida continue dando sustentação aos preços.
No mercado de frango, a semana de recesso de Carnaval registra estabilidade nas cotações, reflexo da demanda firme. Ainda assim, na média mensal, o valor da proteína congelada negociada no atacado da Grande São Paulo está em R$ 7,00/kg até o dia 18 de fevereiro — o menor patamar real desde agosto de 2023, quando foi de R$ 6,91/kg, considerando valores deflacionados pelo IPCA de dezembro.
Os preços mais baixos refletem as quedas intensas observadas nas primeiras semanas do ano, movimento que já se estende por pouco mais de três meses. O cenário mantém os agentes cautelosos.
De acordo com participantes consultados pelo Cepea, uma possível recuperação dos preços do frango pode ocorrer apenas a partir do início de março, diante da expectativa de maior consumo no começo do mês. Para esta segunda metade de fevereiro, a liquidez deve permanecer no ritmo atual, limitando avanços mais expressivos nas cotações.



