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“A sanidade da nossa produção é nosso maior patrimônio”, afirma presidente da ACSURS

Presidente da ACSURS frisa que a retirada da vacina leva o Estado a um status sanitário diferenciado, de uma maneira geral

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Com a retirada da vacina contra a febre aftosa no Rio Grande do Sul aprovada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, novas oportunidades devem surgir para as exportações da carne suína gaúcha e também para as demais proteínas animais.

O presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul – ACSURS, Valdecir Luis Folador, frisa que a retirada da vacina leva o Estado a um status sanitário diferenciado, de uma maneira geral. “Com a retirada da vacina é possível demostrar a qualidade sanitária que o Rio Grande do Sul possui. Além de destacar o cuidado que se tem com uma doença tão desastrosa”, complementa.

Com a mudança, o Estado passa para “prateleira de cima”, ganhando ainda mais visibilidade perante os países importadores que são ou não clientes, o que deverá impactar a médio e longo prazo nas exportações da carne suína e também no mercado interno, que sempre tem algo a agregar, destaca Folador.

O novo status sanitário também exigirá ainda mais atenção e cuidados dos produtores em relação à saúde animal dos seus plantéis, para ser mantido e conservado. “Tirando nossa propriedade, a sanidade da nossa produção, é o nosso maior patrimônio. Se você não tiver sanidade no seu rebanho de nada adianta o investimento que você fez”, justifica dirigente.

Para que haja manutenção, no entanto, será necessário o auxílio do poder público, através da regulamentação, fiscalização e de um trabalho junto com o produtor. “É preciso que todos estejam comprometidos com os requisitos, para que possamos mantê-lo e garantir que continue tendo sucesso em toda a produção”, conclui Folador.

A Instrução Normativa nº 052/2020 referente a retirada da vacina contra a febre aftosa foi assinada no dia 11 de agosto. Já a mudança efetiva do status sanitário depende do aval da Organização Mundial de Saúde Animal – OIE. A decisão deve ocorrer em maio de 2021, quando será realizado o próximo encontro da OIE.

Nota técnica DDA nº 003-2020

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) também publicou no dia 14 de agosto a nota técnica DDA nº 003-2020, assinada pela Diretora do Departamento de Defesa Animal, Rosane Collares Morais. Veja abaixo na íntegra.

Foi assinada em 11 de agosto de 2020 a Instrução Normativa MAPA 052/2020 (publicada em 14 de agosto), que reconhece o Rio Grande do Sul, Paraná e Estados e Municípios integrantes do Bloco I do Plano Estratégico do PNEFA 2017-2026 como livres de febre aftosa sem vacinação. Esta é uma fase de transição, iniciada em maio de 2020 com a proibição de manter vacinas dentro do território do Estado, após a realização da etapa de vacinação antecipada (março-abril/2020). A Instrução Normativa entra em vigor em 1º de setembro de 2020.

O principal impacto da norma atual é a proibição de ingresso de animais vacinados (bovinos e búfalos) vindos de áreas que permanecem com vacinação, situação já estabelecida em abril com a publicação da IN SDA MAPA 37/2020. No entanto, a condição sanitária ainda não está nivelada com Santa Catarina – que detém reconhecimento internacional de livre sem vacinação – o que só acontecerá quando o RS obtiver o mesmo.

No momento, estamos em fase de encaminhar o pleito de reconhecimento, um relatório padronizado previsto no Código Sanitário, para a apreciação do comitê de febre aftosa da OIE ainda em 2020. Seguindo o cronograma atual, é possível a obtenção de reconhecimento internacional em maio de 2021, durante a Assembleia Geral da OIE.

Nesse período, o DDA segue trabalhando na adequação das medidas ainda não concluídas, de acordo com o proposto no Plano de Ação da QualiSV, e em consonância com o Plano Estratégico do PNEFA 2017-2026.

Fonte: Assessoria

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Frimesa supera R$ 7 bilhões em faturamento e registra resultado histórico em 2025

Crescimento de 7% na receita foi apresentado durante Assembleia Geral Ordinária, mesmo em cenário macroeconômico adverso.

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Foto: Divulgação/Frimesa

Em Assembleia Geral Ordinária (AGO) realizada na última quarta-feira (25), a Frimesa Cooperativa Central apresentou aos seus delegados e conselheiros o balanço oficial de 2025. Mesmo diante de um cenário macroeconômico adverso, a Central registrou um faturamento histórico de R$ 7,04 bilhões, um crescimento de 7% em relação ao ano anterior. O desempenho, impulsionado pela estratégia de agregação de valor e eficiência operacional, resultou em um incremento de R$ 460,3 milhões na receita bruta.

A Frimesa é composta por cinco cooperativas filiadas: Copagril, Lar, Copacol, C.Vale e Primato. Sua cadeia produtiva é sustentada por 1.485 produtores de leite e 1.062 suinocultores integrados. No campo social, a Central encerrou o ciclo com 12.986 colaboradores diretos, tendo gerado 482 novos postos de trabalho ao longo do ano.

Resiliência e Valor Agregado

A estratégia da Frimesa em 2025 focou na diversificação do mix e na otimização de custos. Com o processamento de 3,2 milhões de suínos e 258 milhões de litros de leite, a cooperativa manteve a estabilidade da cadeia produtiva que envolve suas filiadas.

“2025 foi positivo para a Frimesa. As metas foram alcançadas e ultrapassamos a casa dos sete bilhões com muito trabalho, disciplina e cooperação”, destaca o Diretor-Presidente Executivo, Elias José Zydek. “Agimos coletivamente para manter a estabilidade da cadeia produtiva e fortalecer todos os seus elos. A Frimesa funciona como o motor que transforma a produção do campo em valor compartilhado”.

Destaques Operacionais e de Mercado

Exportações: O mercado externo foi decisivo, com avanço de 19,4% nas vendas internacionais. A Frimesa detém hoje 8% de participação nas exportações brasileiras de carne suína e domina 52% do share no Paraná.

Eficiência em Lácteos: Apesar da pressão de preços no setor, a produtividade cresceu 2% com uma redução de 7,6% no custo por quilo.

Presença no Varejo: A central encerrou o ano com um mix otimizado de 567 produtos ativos e uma carteira robusta de 48.925 clientes em todo o país.

Produção Total: Foram mais de 500 mil toneladas de alimentos produzidos (somando carnes e lácteos).

O presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, acompanhou a Assembleia e enalteceu a resiliência da Frimesa diante dos desafios do setor. Para Ricken, os resultados reafirmam a sua relevância do estado: “O cooperativismo alcançou R$ 11 bilhões de resultado líquido em 2025, com a agroindústria respondendo por 85% desse valor. É a prova de que o sistema segue crescendo e demonstrando sua solidez”.

Novo Conselho Fiscal

Durante a AGO, foram eleitos os novos membros do Conselho Fiscal para o exercício de 2026. Sendo como efetivos: Elder Candido Gabriel (Copacol), Elias Garcia (Primato) e Olívio José Herrmann (Copagril) e suplentes: Simoni Tessaro Hiehues (Lar), Orival Betinelli (C.Vale) e Sergio Luiz Squizatto (Copacol).

Fonte: Assessoria Frimesa
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Tarifaço global amplia volatilidade no comércio marítimo e pressiona logística brasileira em 2026

Escalada de medidas protecionistas, oscilações nos fretes e redirecionamento de rotas elevam custos e reforçam o papel da análise de dados nas cadeias globais.

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Fotos: Claudio Neves

O comércio exterior inicia 2026 sob o impacto persistente de um novo ciclo de elevação tarifária em grandes economias, movimento que vem sendo classificado por analistas como um tarifaço global. A intensificação de políticas industriais defensivas, somada às tensões geopolíticas e à reorganização das cadeias produtivas, tem aumentado a complexidade operacional do transporte marítimo e pressionado custos ao longo da cadeia.

Especialista em Tecnologia para Logística Marítima, Marcos Silva: “Quando as tarifas sobem, o efeito não é linear. Há redistribuição de demanda entre rotas, o que pressiona a gestão de equipamentos e a formação de fretes. Isso torna o planejamento logístico muito mais dependente de modelos preditivos” – Foto: Divulgação

Projeções recentes da Organização Mundial do Comércio (OMC) indicam crescimento moderado do comércio de mercadorias após a desaceleração observada entre 2023 e 2024, enquanto o volume de medidas restritivas segue elevado em nível global. Relatórios da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) apontam que incertezas regulatórias, custos logísticos e gargalos portuários permanecem entre os principais fatores de risco para a fluidez das trocas internacionais.

No Brasil, dados do ComexStat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que a corrente de comércio continua em patamar historicamente alto, mas com maior volatilidade de preços e prazos logísticos, especialmente em rotas mais sensíveis a mudanças tarifárias.

Para o especialista em Tecnologia para Logística Marítima, Marcos Silva, o impacto do tarifaço vai além do aumento direto de custos. “O tarifaço não afeta apenas a competitividade do produto, mas também altera fluxos comerciais, pressiona a previsibilidade das rotas e exige um nível muito maior de inteligência de dados para sustentar decisões operacionais”, ressalta.

Segundo Silva, a principal mudança em curso é estrutural, com o comércio marítimo passando a operar de forma mais sistemática sob um ambiente de incertezas. “O transporte marítimo entrou definitivamente na era da volatilidade. Sem visibilidade de fretes e capacidade e desempenho portuário, as empresas ficam expostas a ineficiências que antes eram diluídas pelo crescimento do comércio”, aponta.

Volatilidade nos fretes e nas rotas

Indicadores internacionais de frete, como o Shanghai Containerized Freight Index (SCFI) e o Drewry World Container Index, registraram oscilações relevantes ao longo de 2024 e 2025, refletindo ajustes de capacidade das grandes alianças marítimas e choques geopolíticos em rotas estratégicas.

Na avaliação de Silva, a elevação de tarifas tende a amplificar esse movimento ao provocar redirecionamento de cargas, mudança de origens produtivas e maior desequilíbrio na reposição global de contêineres. “Quando as tarifas sobem, o efeito não é linear. Há redistribuição de demanda entre rotas, o que pressiona a gestão de equipamentos e a formação de fretes. Isso torna o planejamento logístico muito mais dependente de modelos preditivos”, explica.

Reconfiguração dos fluxos

A leitura dos dados consolidados de 2025 já evidencia, na prática, os efeitos dessa reconfiguração do comércio global. Segundo análises da Datamar, o Brasil encerrou o ano com crescimento moderado nas exportações conteinerizadas de 2% e com avanço um pouco mais robusto nas importações, chegando a 4,4%.

De acordo com Silva, o desempenho sugere estabilidade, mas a análise detalhada revela movimentos estruturais relevantes ao longo do ano.  “As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 12,1% em 2025, refletindo diretamente mudanças tarifárias que impactaram os fluxos comerciais, sobretudo no segundo semestre. Em contrapartida, os embarques para outros mercados cresceram 4,1%, compensando parcialmente essa retração”, avalia.

Mesmo nesse contexto, o último trimestre do ano indicou uma inflexão positiva, com crescimento de 6% em relação ao quarto trimestre de 2024, sinalizando ajustes de rota e recomposição gradual da demanda internacional.

A segmentação por produto reforça o cenário de assimetria: cadeias como carnes, tabaco e produtos vegetais apresentaram crescimento, enquanto café, açúcar e madeira registraram quedas relevantes. “O número consolidado importa, mas ele esconde histórias muito diferentes por produto, mercado e momento do ano. É nesse nível de detalhe que estão os sinais que orientam decisões futuras”, destaca Silva.

Segundo ele, esse tipo de leitura só é possível com bases históricas robustas e modelos analíticos capazes de capturar mudanças estruturais. “O tarifaço acelera a necessidade de inteligência aplicada. Plataforma de inteligência de comércio marítimo permitem enxergar não apenas o que aconteceu, mas antecipar tendências em um ambiente de incerteza crescente”, pontua.

Digitalização ganha urgência

Esse cenário tem acelerado investimentos em plataformas de inteligência logística, integração de dados portuários e análise preditiva. Estudos da McKinsey e da UNCTAD já vinham apontando a digitalização do transporte marítimo como um dos principais vetores de eficiência da década, tendência que ganha tração adicional com o ambiente mais protecionista.

Para Silva, empresas que tratarem dados como ativo estratégico terão vantagem competitiva clara. “O tarifaço funciona como um catalisador da transformação digital no setor de shipping. Quem conseguir antecipar movimentos de mercado com base em dados terá mais resiliência operacional e melhor gestão de custos”, enfatiza.

Fonte: Assessoria Datamar
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Governo federal prepara decreto de salvaguardas para acordo Mercosul-UE

Texto será analisado pela Casa Civil e estabelece mecanismos para proteger produtores nacionais em caso de aumento das importações europeias.

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O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, afirmou na quarta-feira (25) que o decreto sobre as salvaguardas do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) será enviado para a Casa Civil, onde passará por análise jurídica antes da publicação. A salvaguardas são instrumentos de proteção a produtores nacionais. 

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

O texto prevê mecanismos para proteger produtos agrícolas, caso sejam sancionados por organismos europeus. Isso porque, no final do ano passado, o Parlamento Europeu aprovou regras mais rígidas para importações agrícolas vinculadas ao acordo com o Mercosul, cujas medidas seriam acionadas se importações em grande volume causarem ou ameaçarem prejuízo grave aos produtores europeus.

O setor do agronegócio nacional quer que essas salvaguardas sejam assumidas também pelo governo brasileiro, em caso de aumento das importações de produtos europeus concorrentes. “Sempre há uma preocupação de alguns setores. Então, nós estamos encaminhando a proposta, para passar pelos ministérios, o decreto de salvaguardas”, declarou o vice-presidente.

A fala foi feita após reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), relator do projeto que ratifica o acordo entre o bloco europeu e o sul-americano, que vai criar uma das maiores zonas de livre comércio do planeta, com produção avaliada em US$ 22 trilhões e mercado consumidor de 720 milhões habitantes.

A Casa Civil poderá consultar outros ministérios, como a Fazenda, para depois enviar o decreto para assinatura do presidente da

Bandeira do Mercosul

República, antes que o Senado Federal aprove a ratificação do acordo. O texto da ratificação foi aprovado na quarta-feira pelo plenário da Câmara dos Deputados.

Como funcionam as salvaguardas

Salvaguardas são mecanismos previstos em acordos comerciais que permitem a um país reagir a surtos de importação decorrentes da redução de tarifas negociadas. Caso fique comprovado dano grave à produção nacional, o governo pode:

  • Estabelecer cotas de importação;
  • Suspender a redução tarifária prevista no acordo;
  • Restabelecer o nível de imposto anterior à vigência do tratado.

O decreto deverá definir prazos, procedimentos de investigação e condições para aplicação das medidas.

Fonte: Agência Brasil
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