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Avicultura Nutrição

A revolução das enzimas

Enzimas ganharam espaço na formulação de dietas, devido sua capacidade de melhorar o aproveitamento de diversos nutrientes importantes

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Artigo escrito por Anderson Lima, zootecnista, doutor em Nutrição de Monogástricos e gerente de vendas para avicultura na Alltech

Consideradas até pouco tempo como apenas uma aliada na redução de custos de alimentação na avicultura de corte – que de acordo com a Embrapa representa cerca de 69% dos custos de produção -, as enzimas ganharam espaço na formulação de dietas em produções em todo o Brasil, especialmente devido a sua capacidade de melhorar o aproveitamento de diversos nutrientes importantes, reduzindo a quantidade de ração a ser oferecida para o animal.

As enzimas adicionadas às dietas promovem a quebra de porções do alimento, inicialmente indigestíveis. Dependendo do tipo de enzima adicionada às rações, é possível ainda observar a redução da viscosidade da digesta no trato gastrintestinal, degradação de proteínas e diminuição dos efeitos de fatores anti nutricionais.

Frente ao uso das enzimas, as pesquisas não param: de 1969, quando elas começaram a ser utilizadas, até os dias atuais é possível encontrar a utilização de tecnologias como carboidrases, proteases e lipases, que têm um raio de ação que vai muito além da fitase, utilizada até então como um produto único para melhorar a absorção de fósforo no organismo da ave. Outro avanço que temos presenciado é o uso de várias enzimas combinadas, que atuam em várias porções indigestíveis diferentes dos alimentos, ampliando o raio de ação e consequentemente aliviando o bolso do produtor.

Outro fato interessante é o desenvolvimento de enzimas exógenas com diferentes especificações químicas, que têm sido propostas como alternativas tecnológicas para reduzir o impacto negativo das frações indigestíveis dos alimentos para os animais. Além dos benefícios de outros complexos enzimáticos, nesta já é observada também a melhora geral na saúde intestinal de aves alimentadas com rações contendo complexos múltiplos de enzimas exógenas.

Pesquisadores afirmam que o uso combinado de complexos enzimáticos de caráter fibrolítico e proteolítico em dietas a base de milho e farelo de soja pode gerar incremento na digestibilidade ileal das proteínas, como resultado do aumento da liberação de proteínas estruturais, tais como as glicoproteínas.

Com relação às metodologias de obtenção das enzimas exógenas, destaca-se o processo de fermentação em estado sólido (SSF – Solid State Fermentation), que consiste na produção de várias enzimas em conjunto e ao mesmo tempo, os chamados complexos enzimáticos, isso garante maior sinergia e estabilidade entre as enzimas geradas, característica importantíssima para o bom funcionamento das mesmas nos animais.

Números

Ao analisar 28 pesquisas com complexos enzimáticos produzidos por meio de fermentação em estado sólido, pesquisadores concluíram que a adição desses nas rações melhora o ganho de peso médio dos animais em 3,73% e a conversão alimentar em 2,64%. As dietas das aves suplementadas com os complexos enzimáticos produzidos na metodologia SSF podem ter redução de 75 kcal/kg de energia metabolizável, 1% de aminoácidos essenciais e 0,1% nos níveis de cálcio e fósforo disponível, proporcionando considerável economia nas mesmas.

Tecnicamente como são inúmeros os compostos indigestíveis nas rações, o uso desses complexos enzimáticos, justifica-se frente à utilização de enzimas isoladas. Apesar das dietas brasileiras para aves serem majoritariamente compostas por milho e soja, alimentos já bem aproveitados nutricionalmente por esses animais, sempre há porções que podem ser melhor utilizadas a fim de permitir que os mesmos possam manifestar seu potencial produtivo.

Avanços

São avanços como este que podem proporcionar um melhor desempenho em algumas fases de criação, como é o caso de animais jovens, que por terem os tratos gastrointestinais em desenvolvimento são incapazes de digerir alguns compostos, colaborando na redução do custo das dietas e o incremento da utilização de alimentos alternativos nas rações.

Conforme podemos observar, o uso de enzimas é uma prática consolidada no mercado e que cada vez mais, por meio de pesquisas, é possível comprovar sua eficiência e aumentar o grau de relevância que os complexos enzimáticos precisam ter na formulação de dietas, para que desta maneira as aves sejam mais saudáveis, mantendo a rentabilidade da produção. Ou seja, é inegável que para que a avicultura brasileira continue a avançar, é de extrema necessidade que os produtores realizem um uso cada vez mais consciente e eficaz das enzimas adicionadas à alimentação.

Outras notícias você encontra na edição de Avicultura de abril/maio de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural

Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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