Conectado com
OP INSTAGRAM

Notícias Produção

A redução ao uso de antibióticos é uma tendência global

A cada ano órgãos reguladores de todo o mundo passam a atender as recomendações internacionais relacionadas a prevenção e controle da resistência antimicrobiana e seus impactos à saúde pública e produção animal

Publicado em

em

REUTERS

Ano a ano se acentua as discussões relacionadas ao uso de antibióticos utilizados na produção animal como promotor de crescimento. Tema global que vem exigindo esforços das unidades de Pesquisa e Desenvolvimento de diversas indústrias espalhadas pelo mundo para a apresentação de soluções tecnológicas substitutivas para esta função na nutrição animal.

Na história recente pela busca de produtos alternativos a cadeia de produção de proteína animal presenciou o surgimento de diversos produtos que vão de encontro ao uso de antibióticos melhoradores de desempenho na nutrição animal. Óleos essenciais, ácidos orgânicos e fitatos, por exemplo, passaram a fazer parte do check list de formuladores como alternativos as essas exigências. “A discussão para a redução do uso de antibióticos melhoradores de desempenho não é de hoje. A comunidade europeia é um bom exemplo. De 2006 para cá o cerco fechou para uma série de moléculas, bem como para o uso terapêutico de antibióticos na nutrição animal”, lembra o CEO da Biosen, Fernando Toledano.

E nesta corrida por soluções eficazes e seguras o mercado passou a conhecer os Alfa-Monoglicerídeos, molécula que ganhou popularidade mundial em virtude de sua ação ímpar quando comparado aos ácidos orgânicos convencionais presentes no mercado. “Os alfa-monoglicerídeos oferecem a máxima performance animal e o controle microbiano sem deixar resíduos”, afirma Fernando Toledano que recorda que esta substância está presente na literatura desde a década de 60. “Contudo, havia limitação industrial. Na última década os Alfa-Monoglicerídeos passaram a ser industrializados, fruto de seis anos de pesquisa industrial da holandesa Framelco”, completa o CEO da Biosen.

De acordo com ele, a sintetização da molécula abriu novos horizontes para nutricionista e formuladores de todo o mundo. “Diversos estudos demonstraram que os Alfa-Monoglicerídeos são eficazes contra bactérias e até contra certos vírus. Devido à sua estrutura molecular são capazes de inibir as funções vitais das células patogênicas, causando a morte dessas células. Por estas características os Alfa-Monoglicerídeos passaram a ser amplamente utilizados na prática para promover a saúde animal, otimizar o desempenho animal e diminuir o uso de antibióticos e antibióticos promotores de crescimento”, relata Toledano.

Modo de ação

O modo de ação destes é complexo e múltiplo (Figura 1). As bactérias precisam de glicerol para suas funções vitais, que são retiradas do ambiente por meio de canais proteicos especializados. Esses canais de proteína podem potencialmente ser bloqueados pelos Alfa-Monoglicerídeos.

Como resultado, as bactérias não são mais capazes de absorver glicerol e morrem. Além disso, os Alfa-Monoglicerídeos podem ser transportados através dos mesmos canais de proteína. Dentro da célula bacteriana, os ácidos graxos são liberados e diminuem o pH. Processos celulares vitais, como produção de proteínas, formação de DNA e geração de ATP, sofrem então distúrbios, causando a morte da célula patogênica.

Além disso, eles agem principalmente nas bactérias Gram-positivas. No entanto, a literatura científica sugere que alguns desses Alfa-Monoglicerídeos também possuem propriedades antivirais (Lieberman et al., 2006). Por exemplo, produtos que contenham alfa-monolaurina estão ganhando popularidade em granjas que enfrentam desafios virais como a doença de Newcastle, bronquite infecciosa e PRRS.

Devido à estrutura molecular, os Alfa-Monoglicerídeos podem ser incorporados nas membranas de bactérias, causando distúrbio na absorção de nutrientes essenciais (Figura 2). Eles também podem interromper as membranas celulares das bactérias e certos vírus, tornando-os incapazes de aderir às células hospedeiras ou invadi-las (Thomar et al., 1987).

Outro ponto alto são as evidências de que Alfa-Monoglicerídeos são capazes de serem transportados para o sistema linfático dos animais (Sigalet e Martin, 1999). Como resultado, seu poder no combate as infecções no organismo aumentam.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

quatro × quatro =

Notícias Suinocultura

Fluxo de negócios para suíno melhora e preços sobem no Brasil

Fluxo de negócios envolvendo animais para abate segue evoluindo bem no país, em meio a um quadro de oferta ajustada

Publicado em

em

Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de suínos apresentou movimento consistente de alta nos preços nos últimos dias, tanto para o quilo vivo quanto para os cortes vendidos no atacado

O analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, disse que o fluxo de negócios envolvendo animais para abate segue evoluindo bem no país, em meio a um quadro de oferta ajustada. “Os frigoríficos seguem em processo de ajuste de estoques, se recuperando das incertezas relacionadas à logística da última semana”, pontua.

A perspectiva é de maior acirramento nas negociações na segunda quinzena, período no qual o escoamento tende a ser mais tímido devido a menor capitalização das famílias. “Por outro lado, o estreito spread entre a carcaça suína e o frango congelado pode favorecer a reposição”, afirma.

Levantamento de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil subiu 9,01% na semana, de R$ 5,90 para R$ 6,43. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado avançou 2,58%, de R$ 11,06 para R$ 11,34. A carcaça registrou um valor médio de R$ 10,16, elevação de 10,31% frente ao valor registrado na semana passada, de R$ 9,21.

As exportações de carne suína fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 96,74 milhões em setembro (7 dias úteis), com média diária de US$ 13,82 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 40,88 mil toneladas, com média diária de 5,84 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.366,30.

Em relação a setembro de 2020, houve alta de 64,85% no valor médio diário da exportação, ganho de 61,26% na quantidade média diária exportada e valorização de 2,23% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

A análise mensal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo avançou de R$ 115,00 para R$ 140,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo subiu de R$ 5,60 para R$ 5,70. No interior do estado a cotação mudou de R$ 5,95 para R$ 6,60.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração aumentou de R$ 5,85 para R$ 5,90. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 6,10 para R$ 6,70. No Paraná o quilo vivo mudou de R$ 5,75 para R$ 6,55 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo seguiu em R$ 5,60.

No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande subiu de R$ 5,50 para R$ 6,10, enquanto na integração o preço passou de R$ 5,45 para R$ 5,70. Em Goiânia, o preço aumentou de R$ 6,40 para R$ 7,00. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno avançou de R$ 6,90 para R$ 7,50. No mercado independente mineiro, o preço avançou de R$ 6,90 para R$ 7,50. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis aumentou de R$ 5,30 para R$ 5,80. Já na integração do estado o quilo vivo prosseguiu em R$ 5,70.

Fonte: Agência Safras
Continue Lendo

Notícias Safra de inverno

Colheita do trigo é iniciada no Brasil e clima segue no centro das atenções

Clima segue no centro das atenções por aqui e na Argentina

Publicado em

em

Divulgação

A colheita de trigo foi iniciada nesta semana no Brasil. O clima segue no centro das atenções por aqui e na Argentina.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que a colheita da safra 2020/21 atinge 2% da área estimada de 1,213 milhão de hectares. A área é 7% maior ante os 1,136 milhão de hectares cultivados na safra 2019/20.

Conforme o Deral, 56% das lavouras estão em boas condições, 32% em situação média e 12% ruins, sem alterações ante a semana passada. As lavouras se dividem entre as fases de crescimento vegetativo (7%), floração (15%), frutificação (38%) e maturação (40%). Na semana passada, as lavouras estavam em desenvolvimento vegetativo (18%), floração (27%), frutificação (47%) e maturação (8%). No mesmo período do ano passado,11% da área já havia sido colhida.

A safra 2021 de trigo do Paraná deve registrar uma produção de 3,721 milhões de toneladas, 17% acima das 3,190 milhões de toneladas colhidas na temporada 2020. A produtividade média é estimada em 3.095 quilos por hectare, acima dos 2.824 quilos por hectare registrados na temporada 2020.

Rio Grande do Sul

Segundo a Emater/RS, as chuvas dos últimos dias favoreceram, em intensidades variadas, favoreceram a recuperação da umidade do solo e foram importantes para o desenvolvimento. Por outro lado, em algumas localidades, acompanhadas de granizo, causaram danos às lavouras. O desenvolvimento, em nível estadual, está atrasado na comparação com os últimos anos.

Argentina

A condição hídrica das lavouras de trigo da Argentina varia conforme a região do país. De um modo geral, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 30% das lavouras estão em situação de regular a seca, 67% estão em situação ótima ou adequada e 3% tem excesso de umidade. Na semana passada, eram os mesmos 30% em déficit hídrico e 2% com excesso. Em igual período do ano passado, 49% da área estava na situação de seca. A superfície totaliza 6,5 milhões de hectares. As lavouras se dividem entre excelentes ou boas (49%), normais (29%), regulares ou ruins (22%).

Fonte: Agência Safras
Continue Lendo

Notícias Mercado interno

Mercado de milho mantém lentidão com algumas regiões tendo menor oferta

Tendência é por um abastecimento complicado durante o último trimestre

Publicado em

em

Divulgação

O mercado brasileiro de milho, assim como no período anterior, teve uma semana de lentidão nos negócios. Em algumas regiões o mercado manteve pressão de oferta, pela entrada da safrinha, enquanto em outras a oferta já foi reduzida e as cotações avançaram um pouco, como foi o caso de São Paulo.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a tendência é por um abastecimento complicado durante o último trimestre18. Isso deve manter sustentação aos preços. O país teve uma safrinha extremamente prejudicada por estiagens e geadas e passada a sazonalidade de pressão da colheita, a oferta deve ser reduzida e as cotações podem voltar a subir.

No balanço dos últimos sete dias, entre a quinta-feira (09 de setembro) e esta quinta-feira (16 de setembro), o milho em Campinas/CIF na venda subiu de R$ 95,00 para R$ 96,00 a saca, alta de 1,0%. Na região Mogiana paulista, o cereal se manteve estável em R$ 93,00 a saca.

Em Cascavel, no Paraná, no comparativo semanal, o preço subiu de R$ 93,00 para R$ 96,00 a saca, alta de 3,2%. Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação permaneceu estável em R$ 84,00. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, o valor se manteve na venda em R$ 98,00.

Em Uberlândia, Minas Gerais, a cotação recuou de R$ 96,00 para R$ 95,50 (-0,5%). E em Rio Verde, Goiás, o mercado caiu na venda de R$ 88,00 para R$ 84,00 a saca, baixa de 4,55%.

Exportações

As exportações de milho do Brasil apresentam receita de US$ 246,32 milhões em setembro (7 dias úteis), com média diária de US$ 35,19 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 1,26 milhão de toneladas, com média de 179,95 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 195,50. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Em relação a setembro de 2020, houve baixa de 28,85% no valor médio diário da exportação, perda de 40,68% na quantidade média diária exportada e valorização de 19,95% no preço médio.

Segundo levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), as exportações brasileiras de milho deverão ficar em 2,92 milhões de toneladas em setembro. Em setembro do ano passado, o Brasil exportou 5,76 milhões de toneladas. Em agosto, os embarques do cereal somaram 4,19 milhões de toneladas. As exportações do ano devem somar até 13,06 milhões de toneladas até o final deste mês.

Fonte: Agência Safras
Continue Lendo
ABPA – PSA

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.