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A quantas anda o biogás no Paraná?

Entre Rios do Oeste se prepara para gerar energia com biogistores nas propriedades rurais
Projeto de Pesquisa e Desenvolvimento da Copel e Cibiogás está em fase de implantação no município

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O deputado estadual José Carlos Schiavinato (PP), juntamente com o prefeito de Entre Rios do Oeste, Jones Neuri Heiden, o vereador Alcindo Schneiders e o secretário de Planejamento Junior Backers, participaram esta semana na Copel em Curitiba de uma reunião com o presidente de Coordenação de Inovação , Marcos de Lacerda Pessoa, com o engenheiro de Pesquisa e Desenvolvimento da Coordenação de Inovação (PRE/CIN), José Roberto Lopes e com os representantes do Centro Internacional de Energias Renováveis–Biogás (CiBiogás).

Está em andamento no município do Oeste um projeto de arranjo técnico e comercial de geração distribuída de energia elétrica, a partir do biogás, em propriedades rurais. Com isso, o município, que hoje tem cerca de 4 mil habitantes, poderá ser um dos primeiros do Brasil a ser abastecida totalmente pela energia produzida com o biogás local.

O projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Copel tem a empresa Cibiogás como a consultora em todos os passos da implantação e pós-implantação do biogás nas propriedades.

Com investimento de R$ 17 milhões em recursos de P&D aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o projeto vai interligar inicialmente dezenove propriedades suinocultoras e avicultoras de Entre Rios do Oeste por meio de um biogasoduto com cerca de 22 quilômetros. O projeto garante o tratamento dos dejetos animais transformando um agente poluidor em biogás e biofertilizante, com a possibilidade do produtor comercializar estes produtos gerando um renda adicional. Os produtores contam também com uma linha de crédito especial com três anos de carência, oferecida pelo Sicredi para a compra dos geradores.

O cronograma prevê trinta e seis meses de estudos e implantação do sistema que compreende a capação, a transformação, a geração, a transferência para a rede elétrica, o consumo dessa energia por um grande consumidor (indústria ou mesmo a própria prefeitura) e o retorno compensatório ao produtor. Até agora já se passaram sete meses. Ao final desse prazo, avalia-se todo o processo para então se criar um modelo aplicável em qualquer outro município.

A análise agora está sendo feita em cima da melhor forma de pagar e retribuir o produtor. “Dentro dessa cadeia autossustentável de geração de energia o grande ator é o produtor rural, ele é o principal agente do sistema, sem ele não há nada”, afirmou Schiavinato.

Schiavinato lembra que quando foi prefeito de Toledo por oito anos, a transformações dos resíduos já era um grande problema: “Por isso eu sou um grande entusiasta da iniciativa do biogás, pois apresenta uma proposta ambientalmente correta ao produtor e ainda cria mecanismos de o remunerar. ”

“Viemos nos certificar corretamente o que cabe a cada uma das partes envolvidas; Copel, Cibiogás, produtores e prefeitura”, salientou o prefeito Jones. A prefeitura terá que fornecer um local apropriado para a central.

O biogás é uma mistura de gases composta principalmente por metano e dióxido de carbono, obtida normalmente através do tratamento de resíduos domésticos, agropecuários e industriais, por meio de processo de biodegradação anaeróbia, ou seja, na ausência de oxigênio. Ele gera energias elétrica e térmica, além de biocombustível (biometano). Durante o processo, é possível ainda, se produzir biofertilizante.

Para se produzir o biogás, o primeiro passo é fazer um Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica (EVTE), incluindo a análise do potencial de produção de biogás dos resíduos agroindustriais, orgânicos e dejetos de animais disponíveis, a viabilidade econômica do projeto e qual a melhor solução tecnológica.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) considera o potencial energético das biomassas* no Brasil, saltará de 210 milhões de TEP (Tonelada Equivalente de Petróleo) em 2013, para cerca de 460 milhões de TEP em 2050.

Já a Associação Brasileira de Biogás e Biometano (Abiogás) considera que o potencial nacional é de cerca de 20 bilhões de metros cúbicos ao ano nos setores sucroalcooleiro e na produção de alimentos. Já no setor de saneamento básico, resíduos sólidos e esgotos domésticos é de três bilhões de metros cúbicos ao ano.

Inovador

O biogás produzido na rede de biodigestores será filtrado em uma refinaria para se transformar em biometano e este será canalizado para uma Minicentral Termelétrica (MCT) com capacidade total de 480 kW. A interligação das propriedades em torno de uma MCT é essencial para garantir a viabilidade econômica do projeto.

O projeto é inovador no sentido de agrupar pequenas unidades produtoras em torno de uma grande central de aproveitamento energético de biogás, o que possibilita ganho de escala no custo de geração.

Trata-se de um modelo de tratamento dos dejetos animais para a produção de biogás e biometano que poderá ser replicado em outras regiões do Paraná, com ganhos ao meio ambiente, para os produtores e para o uso de gás a partir de sistemas isolados, a ser gerida pela Compagás, e que podem ser duplicada para outras finalidades além da produção de energia elétrica.

A biodigestão de dejetos orgânicos para a produção de energia tem como parceiros a Copel Geração e Transmissão (financiadora e gestora do projeto) e o CIBiogás como executor.

Também participam do projeto a Prefeitura Municipal de Entre Rios do Oeste e a Autarquia Municipal de Serviços de Água, Saneamento e Energia.

 

Os benefícios da produção do biogás

Econômico:

Para o produtor ou empresário: ele poderá utilizar energia elétrica ou térmica gerada pelo biogás para o abastecimento interno de sua propriedade ou empresa, fazendo com que o consumo de lenha ou eletricidade caia drasticamente. Além disso, poderá receber créditos ao fornecer energia para a rede. Há ainda a possibilidade de geração de biometano, biocombustível que pode ser usado em veículos convertidos a GNV (Gás Natural Veicular), deixando de consumir diesel ou gasolina, cortando custos. Além disso, poderá ser reaproveitado ou vendido o biofertilizante proveniente da transformação do biogás.

Para o Brasil: com o aumento da produção agroindustrial, gera-se receita e arrecadação para o país.

 

Ambiental:

Com a produção do biogás por meio do reaproveitamento – principalmente de dejetos de animais – o produtor ou empresário deixa de contaminar o solo, lençóis freáticos, rios, açudes e o solo.
Além disso, evita-se lançar na atmosfera gases de efeito estufa, como o metano e dióxido de carbono produzidos pela decomposição dos dejetos. Esses gases provocam a elevação da temperatura do planeta. 

Social:

Ao retirar resíduos ou dejetos do meio ambiente, evita-se odores desagradáveis e a proliferação de doenças causadas por moscas atraídas por esse material. Outra vantagem social é a democratização do uso de energia. Por ser uma produção descentralizada, consegue-se levar eletricidade e gás para abastecer cozinhas, por exemplo, a comunidades que não tinham acesso a isso.

 

Projeto aprovado em chamada pública da Aneel

O projeto de aproveitamento do biogás oriundo da biodigestão de dejetos suínos em Entre Rios do Oeste foi um dos três projetos da Copel aprovados na Chamada Pública lançada pela Aneel, em julho de 2012. A Chamada Pública foi de Pesquisa e Desenvolvimento estratégico “Arranjos técnicos e comerciais para inserção da geração de energia elétrica a partir de biogás oriundo de resíduos e efluentes líquidos na matriz energética brasileira”. 

O objetivo foi inserir o biogás na matriz energética brasileira, com foco na geração distribuída, além de saneamento ambiental e a Política Nacional de Resíduos Sólidos. 

O Paraná é o maior produtor de frango do Brasil (5 milhões de cabeças/dia) e também o maior exportador. É também o terceiro produtor de suínos do país (8,4 milhões de cabeças/ano) e tem realizado expressivos investimentos no aumento e na melhoria dessa produção. Os dejetos produzidos podem poluir o solo, cursos de rios e lençóis freáticos. 
A filtragem do gás retira o enxofre, o gás carbônico e principalmente a água, aumentando a vida do útil dos geradores, e transforma o biogás em biometano, produto já classificado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). 

O aproveitamento dos dejetos de suínos para a geração de energia, em todo o Brasil, supera 1 milhão de MWh, o suficiente para atender ao consumo de uma população de 5 milhões de pessoas. 
A quantidade de esterco produzida anualmente pelo rebanho brasileiro de suínos é de 900 milhões de toneladas, sendo 180 milhões provenientes de animais criados em estábulos e cujos resíduos poderiam ser aproveitados para a geração de biogás. 

Fonte: Ass. de Imprensa

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Safra de soja no Paraguai atinge recorde histórico de 10,9 milhões de toneladas

Região Oriental já colheu 100% da produção e comercialização avança, enquanto safrinha segue em desenvolvimento com expectativa de 1,4 milhão de toneladas.

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Foto: Jaelson Lucas/AEN

A colheita de soja na Região Oriental do Paraguai está finalizada, atingindo 100% da área, segundo relatório da StoneX. A soja no Chaco ainda se encontra em desenvolvimento devido a um calendário produtivo distinto, condicionado por fatores climáticos diferentes da outra metade do país.

No entanto, como cerca de 97% da produção nacional se concentra na Região Oriental, a análise do ciclo se concentra nos resultados finais observados nessa região. “Inicialmente, havia preocupações quanto a uma possível queda na produtividade, diante de condições climáticas mais quentes e secas. No entanto, essas não se materializaram em perdas significativas. As chuvas, embora irregulares, ocorreram em momentos-chave e permitiram sustentar o potencial produtivo”, explica Larissa Barboza Alvarez, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

Além disso, as lavouras já se encontravam em estágios avançados de desenvolvimento quando as condições mais adversas foram registradas, o que limitou seu impacto sobre os rendimentos finais, embora tenha gerado alguns atrasos no calendário da safrinha.

Dessa forma, segundo ela, as condições hídricas, de modo geral adequadas, acabaram consolidando um ciclo histórico, que se posiciona como a maior safra principal de soja já registrada no Paraguai. Em nível regional, conforme explica a analista, foram observados ajustes positivos mais expressivos especialmente no norte de Alto Paraná, a partir de Ciudad del Este para cima, assim como em Canindeyú.

Ainda assim, os bons rendimentos foram generalizados, incluindo Itapúa, Caaguazú, Guairá, Caazapá, San Pedro, Amambay e Concepción. Por outro lado, embora não tenham sido realizados ajustes em Misiones e Paraguarí, é importante destacar que essas regiões já apresentavam produtividades superiores em relação a áreas mais sensíveis. “A partir da estimativa anterior de 10,4 milhões de toneladas em março, a nova atualização de abril incorpora um ajuste positivo que eleva a produção da safra principal para 10,9 milhões de toneladas. Ainda resta definir o desempenho da safrinha, mas, caso atinja 1,4 milhão de toneladas, a produção total do país poderá chegar a 12,29 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde histórico para a soja paraguaia”, afirmou a analista.

Em relação à safrinha, Larissa pontua que os cultivos competem diretamente por área, especialmente entre soja e milho. No caso do milho, grande parte do plantio foi realizada fora da janela ideal, principalmente na região centro-sul, que abrange Caaguazú e se estende de Ciudad del Este até Naranjal.

Como consequência, espera-se que a colheita se concentre a partir de meados de julho, sem perspectivas de oferta relevante em junho. Já a soja safrinha apresenta uma condição mais estável, com colheita prevista entre o final de abril e meados de maio, em linha com o calendário argentino. Ainda é cedo para realizar ajustes de produtividade neste segundo ciclo.

Comercialização

Larissa Barboza Alvarez, analista de Inteligência de Mercado na StoneX: “Para a safrinha 2026, as vendas antecipadas também mostram dinamismo, alcançando 22%, frente a 14% no mês anterior e acima da média de 17%, o que confirma uma postura comercial mais ativa por parte dos produtores neste ciclo excepcional”

De acordo com a analista, no mercado, o basis apresentou forte volatilidade recente. Inicialmente, houve uma queda impulsionada pela alta em Chicago, após sinais de possível aumento da demanda chinesa decorrente de anúncios políticos, somados ao impacto do conflito no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo e, por correlação, dos biocombustíveis. “Nesse contexto, o basis em Assunção passou de níveis próximos a US$ -45/ton antes desses eventos para US$ -80/ton em seu ponto mais baixo, recuperando-se posteriormente para US$ -55/ton. Esse movimento se explica principalmente pela alta das cotações internacionais, enquanto o flat price se manteve relativamente estável, em um cenário também marcado por elevada oferta sazonal e forte fluxo de comercialização”, pontua.

Quanto à comercialização, o avanço é significativo e reflete tanto o bom desempenho produtivo quanto as necessidades financeiras do setor em um contexto de alta disponibilidade de grãos. A soja da safra 2025/26 atinge 68% de vendas, bem acima dos 48% registrados no mês anterior e da média histórica de 63%.

No milho, a safra 2025 está praticamente encerrada, com 97% comercializado, em linha com a média dos últimos anos. “Para a safrinha 2026, as vendas antecipadas também mostram dinamismo, alcançando 22%, frente a 14% no mês anterior e acima da média de 17%, o que confirma uma postura comercial mais ativa por parte dos produtores neste ciclo excepcional”, salienta Larissa.

Fonte: Assessoria StoneX
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Mudanças no Proagro deixam 116 mil produtores fora da cobertura na safra 2024/25

Estudo da FGV-Agro indica que 111 mil ficaram sem Proagro e sem seguro rural, ampliando risco financeiro e dificultando acesso ao crédito.

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Foto: Gilson Abreu

Ao menos 116 mil produtores rurais deixaram de aderir ao Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) na safra 2024/2025. O dado consta em estudo do FGV Agro e aponta um efeito colateral das mudanças implementadas no programa entre 2023 e 2025: a exclusão simultânea de produtores tanto da política de garantia quanto do acesso ao crédito rural.

Foto: Gilson Abreu

O Proagro funciona como instrumento de quitação de dívidas de custeio em caso de perdas na lavoura, voltado principalmente a agricultores familiares, pequenos e médios produtores. Em 2023, o programa pagou R$ 10,5 bilhões em indenizações, valor superior aos quase R$ 3 bilhões desembolsados em sinistros pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) no mesmo período. A partir desse cenário, o governo promoveu alterações no regramento com o objetivo de conter despesas.

Segundo a pesquisa, essas mudanças resultaram na saída de produtores do Proagro sem que houvesse migração correspondente para o seguro rural privado subvencionado.

Dos 116 mil que ficaram fora do programa na última safra, cerca de 111,1 mil não contrataram nenhum tipo de cobertura, nem pelo Proagro nem pelo PSR.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Para os pesquisadores, a mudança de regramento pode ter produzido um ‘peso morto’ de beneficiários do Proagro que ficaram descobertos de instrumentos de gestão de risco e, ainda, excluídos da política de crédito rural. O estudo alerta também para a ampliação do risco sistêmico pela falta de uma entrada clara no mercado segurador.

A deputada Daniela Reinehr (PL-SC) criticou os efeitos práticos das alterações. “

Deputada Daniela Reinehr (PL-SC): “As mudanças no Proagro foram apresentadas com o objetivo de combater fraudes e organizar o sistema, mas o efeito que chegou na ponta foi completamente diferente” – Foto: Divulgação/FPA

Hoje a realidade é que milhares de produtores perderam acesso ao crédito e a proteção da sua safra. Não dá para corrigir um problema criando outro ainda maior”, afirmou.

Perfil dos beneficiários 

O levantamento analisou o período de julho de 2019 a junho de 2025 e identificou 530,1 mil beneficiários do Proagro, divididos em três grupos: 218 mil esporádicos (até dois contratos), 261 mil recorrentes (de três a nove contratos) e 51 mil multicontratantes (dez ou mais contratos).

Com base no novo regramento, que considera, entre outros critérios, o limite de até seis comunicações de perdas por CPF e por Cadastro Ambiental Rural (CAR), os pesquisadores identificaram quem deixou de se enquadrar no programa.

Coordenador da Comissão de Infraestrutura e Logística da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Tião Medeiros (PP-PR): “O governo deixou de proteger muitos pequenos e médios produtores” – Foto: Divulgação/FPA

Também foram analisados produtores de soja, milho e trigo com contratos de custeio entre R$ 100 mil e R$ 300 mil, para estimar o potencial de migração ao PSR. Nesse recorte, foram encontrados 210,6 mil produtores: 52% esporádicos, 45% recorrentes e 3% multicontratantes.

Considerando apenas recorrentes e multicontratantes, cerca de 69 mil ficaram fora do Proagro na safra 2024/2025. Desses, apenas 9 mil deixaram de atender aos novos critérios. Os outros 60 mil não optaram nem pelo Proagro nem pelo seguro rural.

Para os pesquisadores, o dado reforça o entendimento de que há uma lacuna entre política pública e a capacidade de absorção do mercado. “Refletir sobre como canalizar esforços para incrementar a demanda por instrumentos de gestão de risco desses beneficiários é fundamental. Ampliar a rede de distribuição e de peritos, oferecer produtos de seguro aderentes ao contexto de risco de cada produtor, estimular a criação de programas de subvenção estaduais e municipais, bem como um esforço de aculturamento de gestão de risco são ações essenciais”, registraram.

Críticas ao orçamento do seguro rural

O coordenador da Comissão de Infraestrutura e Logística da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Tião Medeiros (PP-PR) , atribui parte do problema ao custo do seguro no mercado e à condução orçamentária do governo. “Com as mudanças e o custo elevado do seguro no mercado, a opção foi não fazer nenhuma cobertura. O governo deixou de proteger muitos pequenos e médios produtores”, ressaltou.

Na mesma linha, o coordenador da Comissão de Meio Ambiente da FPA, deputado Rafael Pezenti (MDB-SC) , citou a

Coordenador da Comissão de Meio Ambiente da FPA, deputado Rafael Pezenti (MDB-SC): “Ao tirar do Proagro esses produtores, o governo não criou nenhuma linha, não absorveu esses produtores no PSR” – Foto: Divulgação/FPA

insegurança orçamentária do PSR. “Esses agricultores, ao final da safra, mesmo com intempéries, sempre tinham no Proagro a garantia de que pelo menos o banco eles iam conseguir pagar. Ao tirar do Proagro esses produtores, o governo não criou nenhuma linha, não absorveu esses produtores no PSR”, afirmou.

Parlamentares lembram que, no fim do ano passado, produtores receberam cobrança da parte subvencionada do seguro após bloqueio no orçamento do PSR. Em 2025, dos R$ 1,06 bilhão destinados ao programa, cerca de R$ 565,3 milhões foram executados.

A FPA tentou incluir na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 um mecanismo para impedir o congelamento desses recursos, mas o dispositivo foi retirado entre os vetos presidenciais.

Fonte: O Presente Rural com FPA
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Aurora Coop premia produtores e técnicos por excelência no campo

Evento em Chapecó reconheceu 31 profissionais com destaque em produtividade, gestão e desempenho nas cadeias de aves e suínos.

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Produtores premiados e lideranças do Sistema Aurora Coop - Fotos: Keli Magri/MB

A produtividade do agro que nasce nas propriedades rurais ganhou reconhecimento na 11ª edição do Prêmio Empreendedor Rural Cooperativista, promovido pela Aurora Coop nesta quarta-feira (1º), no Clube Caça e Pesca, em Chapecó. A premiação homenageou técnicos agropecuários e empresários rurais cooperados ao Sistema Aurora Coop que alcançaram resultados superiores em eficiência, gestão e desempenho zootécnico nas cadeias de aves, suínos e sustentabilidade.

Cássio Basso, primeiro lugar como técnico destaque nas categorias suinocultura (Suicooper II) e Propriedade Rural Sustentável da Aurora (PRSA)

O evento, realizado anualmente, premiou nesta edição 31 profissionais e traduziu, em cada categoria, o nível técnico exigido por uma das maiores cooperativas de alimentos do país. Criada em 1969, a Aurora Coop é formada por uma estrutura com presença nacional e internacional, apoiada na produção integrada e na consistência dos resultados obtidos no campo. São 14 cooperativas filiadas e mais de 150 mil famílias rurais que fazem parte do Sistema.

O diretor vice-presidente de agronegócios, Marcos Zordan, destacou que os números alcançados pelos premiados refletem um nível de excelência que posiciona os cooperados entre os mais eficientes do país, com ganhos expressivos de produtividade e qualidade.

Presidente Neivor Canton destacou que o desempenho apresentado pelas propriedades premiadas sustenta o crescimento do sistema: “O produtor é a razão maior da existência do sistema cooperativo e, por isso, hoje estamos homenageando a essência da nossa existência”

“Nós temos que tirar o chapéu para todos os produtores. O mercado tem nas mãos hoje o melhor produto para ser comercializado, graças ao que vocês produzem e à forma que produzem. Vocês são os verdadeiros artistas desse negócio”.

Zordan também sublinhou os resultados gerados pela eficiência e qualidade produtivas dos cooperados. “Nos últimos 15 anos, graças aos produtores, a área técnica, as filiadas e a Aurora Coop, foi possível melhorar significativamente os ganhos na suinocultura e na avicultura. É sinal que nós estamos no caminho certo e não podemos sair dele”.

Para o diretor presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, o desempenho apresentado pelas propriedades premiadas e pelo trabalho técnico sustenta o crescimento do sistema e projeta o cooperativismo como referência nacional em eficiência produtiva.

“O produtor é a razão maior da existência do sistema cooperativo e, por isso, hoje estamos homenageando a essência da nossa existência. Se somos o maior exportador de carne suína e nossos produtos abastecem o mercado interno e 80 países, é graças a vocês. Todas essas famílias produtoras das 14 cooperativas filiadas merecem esse reconhecimento pelo seu trabalho, pela sua dedicação e pela seriedade com que encaram sua atividade. Somos 87 mil produtores no campo, mais de 50 mil colaboradores diretos e mais de 20 mil nas cooperativas filiadas. Notem o tamanho dessa família que em 57 anos foi possível criar. Todos estão fazendo a sua parte e demonstram hoje aqui que é possível, sim, fazer cada vez melhor”.

Premiados

Entre os 11 técnicos agropecuários premiados, estão os jovens Cássio Basso e Luisa Cesari. Ele levou dois prêmios nos primeiros lugares como técnico destaque na suinocultura (Suicooper III) e no programa Propriedade Rural Sustentável Aurora Coop (PRSA). Ela foi a vencedora da categoria técnica destaque na avicultura.

Diretor Marcos Zordan afirmou que os números alcançados pelos premiados posicionam os cooperados entre os mais eficientes do país: “Nós temos que tirar o chapéu para todos os produtores”

Cássio trabalha na Aurora Coop e presta assistência técnica a 42 suinocultores da Cooperalfa nos municípios gaúchos de Barra do Rio Azul e Atatiba do Sul. O auxílio, a capacitação e o acompanhamento dos produtores no manejo, produção, gestão empresarial e leis ambientais deram resultado e asseguraram os prêmios. “Eu me sinto muito feliz por estar sendo reconhecido pelo meu trabalho no campo. É muito gratificante, pois esse prêmio representa que meus produtores assistidos tiveram uma grande evolução ao longo desse período dentro da Aurora Coop. Só tenho a agradecer imensamente aos produtores e aos meus colegas de trabalho e toda a equipe da Aurora Coop por estar aqui”, destaca.

Luisa Cesari, primeiro lugar como técnica destaque na avicultura

Luisa compõe a equipe de técnicos da unidade da Aurora Coop de Erechim/RS e há oito meses atende 31 avicultores da Cooperalfa e da Copérdia em Aratiba/RS. Ela afirma que a região é altamente produtiva, o que ajudou na conquista do prêmio. “Divido esse prêmio com todos os produtores que atendo e com minha equipe de técnicos da Aurora Coop em Erechim que fazem um ótimo trabalho. Meu desafio nestes oito meses de casa foi manter os bons resultados já alcançados, através da assistência técnica voltada especialmente ao manejo. Estou muito feliz e grata”.

Família de Luiz Marcos de Lima, cooperados da Cooperalfa de Caxambu do Sul, ganhou o primeiro lugar na categoria Lote Macho na avicultura 

A família de Luiz Marcos de Lima, cooperados da Cooperalfa de Caxambu do Sul (SC), ganhou o primeiro lugar na categoria Lote Macho na avicultura. Há dois anos no ramo, Luiz, a esposa Cleusa, o filho Roberto e a nora Gabrieli produzem 34 mil aves por lote, cerca de 200 mil aves por ano. A criação de frangos é a principal atividade da família que também trabalha com lavouras, piscicultura e produção de morangos. “No último ano, nós tivemos os melhores resultados, tanto em produtividade quanto em renda, fortalecendo ainda mais nossa atividade”, conta Roberto. “Esse prêmio nos enche de orgulho e a gente expressa nossa gratidão às duas cooperativas, a Aurora Coop e a Cooperalfa, que estão sempre nos apoiando. E é um reconhecimento pelo nosso esforço diário, pela união da nossa família que traz bons resultados”, acrescenta Gabrieli.

Família cooperada da Cooper A1, em Iporã do Oeste, Atenor, Márcia e Roberta Kickow, premiados como suinicultores destaques campeões na categoria Unidade Produtora de Desmamados (UPD) (Keli Magri/MB)

Outra família premiada é a de Atenor, Márcia e Roberta Kickow. Eles são cooperados da Cooper A1, em Iporã do Oeste (SC) e levaram o primeiro lugar como suinicultores destaques na categoria Unidade Produtora de Desmamados (UPD). Com 550 matrizes produtivas, a família tem na atividade a principal fonte de renda e investe em qualidade para acompanhar as inovações do setor. “Estamos na quarta geração da família que trabalha na suinocultura e procuramos sempre fazer os cursos técnicos e investir em conhecimento para entregar maior qualidade”, ressalta Atenor. “Esse prêmio mostra que estamos fazendo certo e é uma motivação a mais pra gente continuar trabalhando”, complementa a esposa Márcia.

Todos os premiados receberam certificados e os primeiros lugares na categoria técnica garantiram R$2 mil. Já os empresários rurais nas primeiras colocações ganharam uma viagem à Brasília com acompanhante.

11º Prêmio Empreendedor Rural Cooperativista

Avicultura

Técnicos Destaques

1º lugar: Luisa Hartmann Cesari

2º lugar: Leandro João Klosinski

3º lugar: Tainan Cenci

Técnico Destaque – Produção

Gabriele Tais Smaniotto

Técnico Destaque – Recria

Renata Cristina Defiltro

Avicultor Destaque – Recria

Luciano Lunedo

Avicultor Destaque – Produção

Dirceu Bellaver

Avicultor Lote Macho

1º lugar: Luiz Marcos de Lima (Cooperalfa)

2º lugar: Ivo Luiz Favero (Cooperalfa)

3º lugar: Cristiano Perondi (Copérdia)

Avicultor Destaque Lote Fêmea

1º lugar: Elisio Renato Ceconi (Cooperalfa)

2º lugar: Vanessa Luza (Coopercampos)

3º lugar: Juciel Taglian (Cooperalfa)

Avicultor Destaque Lote Recorde

Deivid Junior Enderle Paniz (Cooperalfa)

Pedro Angelo Munerol (Cooperalfa)

Vilson Luiz Finger (Cooperitaipu)

Valdemir Saretto (Cooperalfa)

José Biazi (Cooperalfa)

Suinocultura

Técnico Destaque – Creche

1º lugar: Juliano Perotoni

Técnicos Destaques – Suicooper III

1º lugar: Cassio Basso

2º lugar: Joel Ficagna

3º lugar: Gabriel Cavalli

Suinocultor Destaque – Creche

Rafael José Schleicher (Auriverde)

Suinocultores Destaques – Suicooper III

1º lugar: Aldair Ghisleri (Auriverde)

2º lugar: Sérgio José Muller (Cooper Auriverde)

3º lugar: Ivan Carlos de Bastiani (Cooperalfa)

Suinocultores Destaques – Unidade Produtora de Desmamados (UPD)

1º lugar: Atenor e Roberta Kickow (Cooper A1)

2º lugar: Libório Endler (Auriverde)

Propriedade Rural Sustentável (Prsa)

Técnicos Destaques

1º lugar: Cassio Basso

2º lugar: Joel Paulo Ficagna

3º lugar: Iuri Armando Taufer

Fonte: Assessoria Aurora Coop
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