Suínos
A produção brasileira de carne suína encerrou o primeiro semestre com alta de 3,12%
A demanda interna por carne suína começou julho abaixo das expectativas, mesmo sendo o período do mês em que o consumo tende a ser maior devido ao recebimento da massa salarial. Nem mesmo o frio mais intenso vistos no Sul e Sudeste (quando se consome mais a carne suína) e também os altos preços vistos na carne bovina foram capazes de atrair os consumidores, apontou o analista.
Com a entrada da segunda quinzena do mês, os preços mantiveram-se mais acomodados, com poucas baixas, mas não esboçaram reação. Já no mercado atacadista, os frigoríficos alegam dificuldades nas vendas, o que vem gerando aumento dos estoques e consequentemente queda nos preços, diz Allan Maia.
Como exemplo, o preço CIF Frigorífico para o suíno em São Paulo chegou a este 30 de julho em R$ 66,28 a arroba, apresentando queda de 2,9% no comparativo com o mesmo período do mês passado. No Paraná, na integração, o preço no mesmo comparativo recuou 5,2%, caindo de R$ 3,26 para R$ 3,09 o quilo vivo. No interior gaúcho, o quilo vivo baixou de R$ 3,16 para R$ 3,08, queda de 2,5%.
A produção brasileira de carne suína encerrou o primeiro semestre com alta de 3,12% se comparado ao mesmo período do ano passado. Já as exportações apresentaram queda de 5,3% no mesmo período. Assim, a disponibilidade interna ficou 4,42% acima este ano, o que acaba refletindo nas cotações. As exportações de julho vão trazer números recordes nesse ano. Até a quarta semana (18 dias úteis), uma semana antes do fechamento de julho, segundo dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio), já foram embarcadas 41,2 mil toneladas, superando o mês de maio, que apresentou 40,7 mil toneladas. As exportações seguem sendo fundamentais para o escoamento da produção brasileira, podendo levar a um maior equilíbrio no mercando interno e trazer recuperação aos preços, coloca o analista de SAFRAS.
E enquanto a carne suína vem tendo queda nos preços, os suinocultores ainda enfrentam aumento no custo dos principais insumos para o arraçoamento animal, o que acaba gerando uma menor taxa de retorno na produção. Com as margens cada vez menores, os produtores devem investir menos no aumento dos seus plantéis. Assim, com a menor produção, a tendência é que haja recuperação das cotações nos próximos meses, pois a demanda no segundo semestre tende a ser maior, conclui Allan Maia.
Fonte: Agência Safras

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





