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A influencia da suinocultura no desenvolvimento de um município

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Marechal Rondon, comemora 55 anos amanhã 25 de julho. Em função dessa data a Editora O Presente, preparou uma série de reportagens que retratam a história do município.  Entre elas uma história que relata o desenvolvimento do setor suinícola do município, que segundo relatos é o que projetava o município. Colonizadores traziam animais junto com a mudança, do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. 

Soja, milho, suinocultura, produção de leite, avicultura, hortifruti… Hoje em dia Marechal Cândido Rondon chama atenção por uma produção agropecuária que vai muito além da combinação soja/milho. Aliás, os grãos entraram na história do município somente algum tempo depois. A atividade que, desde o início, acompanhou os colonizadores e depois os rondonenses, de fato, foi a suinocultura. Atualmente, com o segundo maior rebanho de suínos do Estado, representando 5,9% (324 mil em 2012) do total (o primeiro é Toledo, com 9,9%), a atividade sempre teve importância destacada no desenvolvimento de Marechal Rondon.

A maioria dos colonos que chegaram à então vila de General Rondon trabalhavam em sistema familiar e inclusive as crianças participavam da distribuição das tarefas, principalmente os meninos. É o caso do suinocultor Mário Adams. O pai dele, Nicolau Léo Adams, chegou em Rondon no fim da década de 50. Gostou do lugar, fez negócio e comprou terras onde hoje é o distrito de Margarida. A família chegou em 02 de junho de 1960, depois de vários dias de viagem.

No caminhão que saiu de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, estava a esposa e dez dos 11 filhos de Nicolau e alguns poucos utensílios. Isto porque metade da carroceria era ocupada por 11 matrizes suínas. O colono queria iniciar a nova vida com uma atividade já garantida, e nada melhor que a suinocultura, com a qual já trabalhavam em território gaúcho. Mário Adams lembra que a viagem foi marcada pela necessidade de parto de algumas porcas ainda no caminho. “Quando chegamos a Margarida, já tinha leitão para vender”, conta.

Na nova terra, havia muito trabalho. Adams conta que o pai dividiu as atividades entre os filhos. Uns iriam ajudar a abrir áreas e cultivar a terra, outro trabalharia com serralheria… Mário, aos 12 anos, ficou incumbido de cuidar dos suínos. “Todo mundo tinha suinocultura e era normal criança e adolescente ajudar o pai e até mesmo cuidar sozinho”, lembra ele. No caso da família Adams, eles já iniciaram com a vantagem de ter matrizes, área que Mário atua até hoje. Atualmente são 300 fêmeas suínas na propriedade.

Comércio

Está na memória de Adams, mas é confirmado por estudo da historiadora Lucia Teresinha Macena Gregory, que desde a década de 50 já havia um comércio bastante intenso de suínos em Marechal Cândido Rondon. Conforme Adams, a própria colonizadora Maripá havia incentivado os colonos a trazerem seus animais porque já havia um sistema de comercialização consolidado.

O sistema em questão seria o Empório Toledo Ltda., que encarregava-se de levar a produção para Ponta Grossa, Curitiba e São Paulo. A suinocultura tinha tal importância que os suínos foram um dos destaques da histórica exposição de 1958 e também foram protagonistas no mesmo ano de reportagem apresentada pela Revista Municipalista – periódico editado em Curitiba.

Expansão

Além da Maripá, os comerciantes locais também passaram a negociar suínos, caso do empresário Alfredo Nied (in memorian), que também levava suínos principalmente para Ponta Grossa e São Paulo. As viagens chegavam a durar quase um mês, tendo em vista as condições das estradas. Se chovia, era atraso na certa. Os preços a ser pagos pelos animais só eram sabidos quando as cargas chegavam ao destino, tendo em vista que telefone era uma tecnologia rara para a época. Na década de 60, Marechal Rondon já tinha um dos maiores rebanhos suínos do Paraná. Tanto que, em 1963, foi fundado o Frigorífico Rondon S/A, que contava com a participação do próprio Alfredo Nied.

Segundo Mário Adams, foi a suinocultura que fomentou o desenvolvimento de culturas agrícolas na região. “Era preciso muita mandioca e milho para alimentar os animais”, explica. A atividade chegou a ser considerada o principal ramo econômico dos rondonenses. Se hoje o município tem o segundo maior rebanho de suínos do Paraná, na década de 70 recebeu o título de “Município de maior criação do Estado”.

A suinocultura também fomentava o comércio. Quando o suinocultor recebia o dinheiro do suíno vendido, fazia as compras na “cidade”. Conforme Mário Adams, em Margarida, o crescimento da atividade esbarrou na formação do Lago de Itaipu, quando muitos produtores saíram da região.

Frigorífico

Além do Frigorífico Rondon, outros surgiram na região e, assim, as viagens de caminhões carregados de animais foram reduzidas. O abatedouro rondonense depois foi vendido para a Colonizadora Maripá, que o transferiu à Central Cooperativa Frimesa. Tempo depois, a infraestrutura foi adquirida pela multinacional Swift e, finalmente, foi desativada. Não fosse um novo ciclo ter iniciado na região, o fechamento do frigorífico seria mais sentido pelos produtores rurais. Nessa época, com o incentivo do governo federal, a soja tornou-se o foco do investimento.

Lavouras

Assim como em todo o Brasil, Marechal Cândido Rondon iniciou um processo de mecanização das lavouras na década de 70, tempo em que o governo incentivou o plantio de soja e trigo para melhorar a balança comercial, visando à exportação. O processo, iniciado com Emílio Médici, teve seu auge com João Batista Figueiredo, que propagou o slogan: “Plante que o João garante”. Muitos produtores rondonenses, então, tiraram o foco da suinocultura para abrir novas áreas de terra. A resposta eficaz do jovem município chamou a atenção do então presidente Ernesto Geisel, que veio a Marechal Cândido Rondon em abril de 1976. A intenção era fazer do município um modelo para o país.

Muita coisa mudou 
Desde a década de 50, muita coisa mudou na suinocultura. Segundo Mário Adams, a atividade naquela época era muito mais trabalhosa, totalmente “braçal”. Naquela época, conta, as matrizes eram animais enormes, que chegavam a mais de 300 quilos. Porém, apesar do tamanho, as leitegadas eram bem menores, em torno de sete leitões. Hoje em dia, os suínos têm menor porte, mas a cada parto são de 12 a 14 leitões nascidos vivos.
Quem trabalhav

Fonte: O Presente Rural

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Suínos

Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões

Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

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Foto: Divulgação

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.

Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

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A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.

Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.

Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello

produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.

Fonte: Assessoria ABPA
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Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho

Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.

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Os preços do suíno vivo no mercado integrado estão superiores aos praticados no mercado independente em algumas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) neste mês de julho.

Segundo o Cepea, esse comportamento foge do padrão do setor, já que, normalmente, o mercado independente (spot) registra cotações mais elevadas devido aos maiores custos e riscos assumidos pelos produtores.

De acordo com os pesquisadores, essa inversão vem sendo observada ao longo de 2026 em algumas praças da Região Sul, com destaque para Braço do Norte (SC).

O Cepea atribui esse cenário às dificuldades enfrentadas pelo mercado independente, que segue pressionado pela elevada oferta de suínos e pela demanda enfraquecida. A combinação desses fatores tem mantido os preços em patamares baixos ao longo de todo o ano.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso

Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.

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Foto: Divulgação/Acrismat

Apesar do crescimento da produção e dos recordes nas exportações brasileiras de carne suína, a rentabilidade dos produtores de Mato Grosso vive um dos momentos mais delicados dos últimos anos. A combinação entre preços em queda, custos de produção ainda elevados e dificuldades para ampliar o consumo interno foi um dos principais temas debatidos durante o 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat).

Durante o evento, o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer,

Superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer: “Mesmo com uma leve redução nos custos, principalmente do milho, esse alívio não chegou de forma suficiente ao produtor” – Foto: Divulgação/Acrismat

apresentou um panorama atualizado da cadeia produtiva e destacou que o Estado segue ampliando seu rebanho e sua produção. Entretanto, esse crescimento não tem se refletido na renda do produtor.

Segundo ele, após a virada do ano, os preços pagos pelo quilo do suíno apresentaram forte retração, reduzindo significativamente a margem da atividade. “Mesmo com uma leve redução nos custos, principalmente do milho, esse alívio não chegou de forma suficiente ao produtor. Hoje estamos observando alguns dos menores resultados econômicos da série histórica da suinocultura em Mato Grosso”, afirmou.

Gauer explicou que a situação é ainda mais preocupante para produtores que possuem financiamentos e investimentos em andamento, já que a redução da rentabilidade compromete a capacidade de cumprir esses compromissos. Outro ponto destacado foi o comportamento das exportações.

Embora o Brasil registre embarques recordes de carne suína, esse desempenho ainda não é suficiente para equilibrar

Pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins: “O setor enfrenta hoje preços reduzidos em relação aos custos de produção” – Foto: Divulgação/Acrismat

o mercado interno. “Quando analisamos Mato Grosso, apenas cerca de 15% da produção é destinada à exportação. Ou seja, a maior parte permanece no mercado interno, o que limita o impacto positivo das vendas externas sobre os preços recebidos pelos produtores”, explicou.

Gestão eficiente será decisiva

O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins, reforçou que o cenário exige dos produtores uma gestão ainda mais eficiente das granjas. Durante sua palestra sobre custos de produção e perspectivas para 2027, ele apresentou a metodologia utilizada pela Embrapa para calcular os custos de produção em seis estados brasileiros, entre eles Mato Grosso, disponibilizando informações que servem de referência para produtores.

Segundo o pesquisador, embora o Brasil viva um excelente momento nas exportações, esse avanço não foi suficiente para garantir margens satisfatórias aos produtores. “O setor enfrenta hoje preços reduzidos em relação aos custos de produção. Isso exige que o produtor olhe cada vez mais para dentro da propriedade, buscando eficiência, redução de desperdícios e melhoria da gestão”, destacou.

Presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho: “A suinocultura vive um momento de grande evolução tecnológica, mas também de margens cada vez mais apertadas” – Foto: Divulgação/Acrismat

Para Martins, além do trabalho realizado dentro das granjas, será fundamental que toda a cadeia continue investindo em ações de estímulo ao consumo da carne suína. “A ampliação da demanda é um caminho importante para que, no médio prazo, o setor consiga recuperar melhores níveis de rentabilidade”, afirmou.

Além da economia, o pesquisador também abordou a importância da biosseguridade como fator estratégico para manter a competitividade da suinocultura brasileira, tema que também ganhou destaque durante o simpósio.

Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a discussão sobre custos de produção, mercado e rentabilidade tornou-se indispensável diante do atual cenário da atividade. “A suinocultura vive um momento de grande evolução tecnológica, mas também de margens cada vez mais apertadas. Por isso, a Acrismat fez questão de reunir especialistas que apresentassem um diagnóstico econômico do setor e apontassem caminhos para que o produtor possa tomar decisões mais seguras. Conhecimento é uma ferramenta essencial para manter a atividade competitiva”, afirmou.

Segundo ele, um dos principais objetivos do 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso foi aproximar os produtores das informações técnicas e econômicas que impactam diretamente a rentabilidade das granjas, fortalecendo o setor para enfrentar os desafios dos próximos anos.

Fonte: Assessoria Acrismat
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