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A importância dos níveis adequados de inclusão do plasma spray dried em dietas de creche

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O uso de plasma spray dried (SDP) em dietas ajuda os suínos a terem um desempenho e condição de saúde melhoradas em todas as fases da suinocultura como na creche, em matrizes, na gestação e lactação, bem como, no crescimento e na terminação. Independente do cenário, é de extrema importância utilizar o SDP com inclusão correta, nas dietas de cada fase, a fim de obter o máximo desempenho e benefício econômico para o produtor.

Pesquisas demonstram que “dietas de menor custo”, formuladas para atender às exigências nutricionais mínimas, com ingredientes de menor digestibilidade, podem não fornecer o valor nutricional ideal suficiente para atender às necessidades de crescimento e saúde dos suínos (Coffey and Cromwell, 2001). Também, podem ser menos palatáveis e/ou conter fontes de proteínas menos digestíveis. Por outro lado, as dietas mais complexas e que exigem maior investimento, formuladas para conter níveis adequados e equilibrados de nutrientes e aminoácidos digestíveis, juntamente com níveis apropriados de proteínas funcionais, como o plasma spray dried, ajudam os animais a superar os desafios que são comumente enfrentados, como o estresse pós-desmame, que gera redução do consumo e crescimento, aumento de diarreia e processos inflamatórios. Essas dietas permitem que os leitões tenham um ótimo desempenho inicial e uma fase de terminação eficiente, saudável e rentável.

Em situações de mercado que a suinocultura pode passa por períodos de instabilidade com o aumento do custo dos ingredientes, preços baixos do suíno e a necessidade de recuperação de margens, as empresas pensam em diminuir a inclusão do plasma, o que pode representar um risco. Inclusões inadequadas de SDP podem não gerar o efeito na saúde dos suínos que justifica o uso do plasma, sendo ineficaz para melhorar a rentabilidade do produtor. Em períodos de crise, as empresas que reduzem a inclusão de plasma na primeira dieta para 2,5% não estão aproveitando os benefícios que o ingrediente pode proporcionar. Isso ocorre pois 2,5% não é suficiente para promover melhoras na saúde dos animais e gerar o efeito “plasma” (Peace e col, 2011) demonstrado na Figura 1. Por isso é importante utilizar a inclusão adequada do SDP para prover uma nutrição que promova bons resultados.

Figura1. Impacto da inclusão de 0, 2,5 e 5% de plasma spray dried no escore fecal, citocinas pró-inflamatórias e função de barreira do intestino. Adaptado de Peace et al. 2011.

Para auxiliar a nortear a inclusão adequada de plasma, Silva et al., 2022, estudou o impacto de diferentes inclusões de SDP e seus efeitos no desempenho dos animais até o abate como apresentado na Tabela 1. Foi observado que maiores inclusões de SDP na dieta de creche aumentaram o peso vivo (PV) na saída de creche e ao abate com um aumento máximo de peso final (PVF) para suínos alimentados com 0,311 kg de plasma por suíno durante a fase de creche. Neste mesmo trabalho os autores verificaram que todos os grupos que receberam plasma nas dietas de creche apresentaram menor índice de pneumonia (P<0,01), demonstrando o impacto sistêmico do ingrediente.

Tabela 1. Desempenho da creche até ao abate de suínos alimentados com dietas com diferentes inclusões de plasma (valores em kg).

Além disso, Rangel et al., 2022, observaram que a suplementação com plasma “top dressing” em dietas pré-iniciais nos primeiros 14 dias com 13 g de plasma e 7 g durante 15-28 dias de plasma por leitão por dia, respectivamente, após o pós desmame melhorou a eficiência de crescimento, proporcionando uma diferença de 1,6 kg para os animais com plasma aos 80 dias de idade (P<0,01), demonstrando ser uma excelente ferramenta nutricional para recuperar leitões desmamados leves.

Figura 2. Peso médio por idade de leitões com ou sem suplementação com plasma spray dried (SDP).

O efeito do tratamento sobre o peso médio por idade foi ajustado pela covariância do peso aos 21 dias de idade. Controle vs SDP D49 e D 80, P<0,01. Adaptado de Rangel et al. 2022.

Conclusão

Em resumo, não existe uma recomendação única de inclusão de plasma para todas as granjas. É necessário avaliar o contexto econômico do mercado, levar em conta a estratégia de nutrição, conhecer as necessidades dos produtores e os desafios sanitários que as granjas estão enfrentando. Apesar disso, de forma geral, estudos e resultados de campo demonstram que o plasma deve ser utilizado em inclusões da ordem de 6%, 5% e 1,5% nas primeiras três dietas/ semanas de creche para obter um ótimo efeito econômico e na saúde dos animais. A utilização de inclusões muito inferiores a isso pode gerar resultados insignificantes ou com apenas benefícios a curto prazo que não são mantidos ao longo da vida do animal. Quando utilizado no nível adequado, o plasma se configura como um importante ingrediente rentável, com benefícios que vão além da nutrição e impacta a lucratividade do produtor.

 

Referências:

PEACE, Ralth. Spray-Dried Porcine Plasma Influences Intestinal Barrier Function, Inflammation, and Diarrhea in Weaned Pigs.The Journal of Nutrition.Volume 141, Issue 7. Disponível em: https://doi.org/10.3945/jn.110.136796

SILVA, Caio. Long term effect of feeding spray dried plasma during the nursery on subsequent performance and health status to market weight. In: IPVS 2022, Rio de Janeiro. Anais eletrônicos. Disponível em: https://bit.ly/3jp1DcV

RANGEL, Luís. Supplemental spray dried plasma improves weight gain of low body weight nursery pigs. In: Allen D. Leman Swine Conference 2022, Minnesota. Anais eletrônicos. Disponível em: https://bit.ly/3tB4Ckz

Fonte: Ass. de Imprensa
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COOASGO acelera a transição para a suinocultura de baixo carbono com inovação, ciência e geração de valor no campo

Com apoio e patrocínio de players do agronegócio, como a Cargill Nutrição e Saúde Animal, a cooperativa lidera uma nova etapa da suinocultura sustentável.

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Suinocultura de Baixo Carbono integra produtividade e responsabilidade socioambiental, permitindo que os dejetos deixem de ser um passivo e se tornem um ativo com valor econômico, energético e ecológico

A Cooperativa Agropecuária São Gabriel do Oeste (COOASGO) está liderando um movimento inédito na suinocultura do Centro-Oeste ao implementar o Projeto Suinocultura de Baixo Carbono, uma iniciativa estruturada em parceria com Cargill Nutrição e Saúde Animal, Instituto BioSistêmico (IBS) e Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

O programa reúne ciência aplicada, gestão ambiental, tecnologia e capacitação para transformar a forma como os dejetos da suinocultura são manejados, abrindo caminho para um modelo produtivo mais eficiente, sustentável e economicamente vantajoso para os cooperados.

Segundo informações da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Mato Grosso do Sul (Semadesc), a cadeia suinícola do Estado ocupa a 6ª posição nacional no efetivo de rebanho e registra uma produção anual de 315 mil toneladas de carne suína.

Os dados demonstram que o Estado avança como polo estratégico do setor. Isso torna ainda mais urgente a adoção de práticas que reduzam impactos ambientais e permitam ganhos de produtividade, competitividade e reputação, exatamente o que o projeto tem objetivo de entregar.

Pilares do projeto “Suinocultura de baixo carbono”

A iniciativa é fundamentada em três pilares centrais que envolvem, inicialmente, o estudo e definição de rotas seguras para o tratamento de resíduos líquidos, com foco em conformidade ambiental, redução de custos, reaproveitamento de nutrientes e potencial de geração de biogás ou metano.

Considerada uma das iniciativas mais inovadoras da agenda ambiental do Centro-Oeste, o estudo foi liderado pelo IBS e investiga como a produção de biogás na suinocultura pode se transformar em créditos de carbono. A partir de critérios internacionais (como VCS e Gold Standard), a investigação identifica elegibilidade, riscos, volume potencial de créditos e estratégias de certificação, criando uma nova fronteira de oportunidades para produtores e para a cooperativa.

Na área de pesquisa científica, o projeto conta com a parceria de pesquisadores da UFGD. Este eixo estabelece diagnósticos, coletas periódicas, análises laboratoriais e diretrizes técnicas para aplicação correta dos dejetos como biofertilizantes.

É importante reforçar que o objetivo do projeto é reduzir riscos ambientais, ampliar produtividade, diminuir custos com insumos e baixar a pegada de carbono com segurança científica e adaptação à realidade local.

Na avaliação do gerente de produção da COOASGO, Marcos Piaia,”a Suinocultura de Baixo Carbono representa uma virada de chave para nossos cooperados. “Estamos unindo inovação, ciência e responsabilidade ambiental para construir um modelo produtivo mais eficiente, limpo e competitivo”, explica.

Sustentabilidade como impulsionador de produtividade

A proposta da Suinocultura de Baixo Carbono integra produtividade e responsabilidade socioambiental, permitindo que os dejetos deixem de ser um passivo e se tornem um ativo com valor econômico, energético e ecológico.

O reaproveitamento de nutrientes via fertirrigação, a produção de biogás e a possibilidade de créditos de carbono contribuem para a redução na emissão dos gases de efeito estufa. Além disso, há economia com energia e insumos, diminuição de passivos ambientais e maior competitividade e reputação da suinocultura sul-mato-grossense no mercado.

Para Flávia Tayama, diretora de Responsabilidade Corporativa Latam da Cargill, iniciativas como o Projeto Suinocultura de Baixo Carbono demonstram como a sustentabilidade pode ser integrada de forma concreta aos modelos produtivos do agronegócio.

“Acreditamos que a sustentabilidade no campo precisa estar conectada à geração de valor real para produtores, cooperativas e para toda a cadeia. Ao apoiar projetos baseados em ciência, inovação e gestão ambiental, contribuímos para reduzir impactos, aumentar eficiência produtiva e fortalecer a competitividade do agro de forma responsável”, pontua.

Sobre o Projeto Suinocultura de Baixo Carbono

O Projeto Suinocultura de Baixo Carbono é uma iniciativa inédita no Centro-Oeste brasileiro, desenvolvida pela Cooperativa Agropecuária São Gabriel do Oeste (COOASGO) em parceria com a Cargill, o Instituto BioSistêmico (IBS) e a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

Com foco em inovação, sustentabilidade e eficiência produtiva, o programa integra ações estratégicas em três pilares: manejo e valorização dos resíduos da suinocultura (Resíduos UPL), desenvolvimento de boas práticas de fertirrigação e estudo de viabilidade para geração de créditos de carbono por meio da produção de biogás.

Estruturado a partir de diagnóstico técnico realizado em 2024, o projeto iniciou sua implementação em 2025 em 62 propriedades cadastradas na região de São Gabriel do Oeste e entorno e mantém, com protocolos técnicos e governança estruturada, suas atividades ao longo de 2026, consolidando um modelo de suinocultura de baixo carbono ambientalmente responsável, produtivo e economicamente viável para os cooperados.

Sobre a Cooperativa Agropecuária São Gabriel do Oeste (COOASGO)

Fundada em 1993, a Cooperativa Agropecuária São Gabriel do Oeste (COOASGO) é uma das mais representativas do agronegócio em Mato Grosso do Sul, reunindo atualmente mais de 1.000 cooperados e aproximadamente 460 colaboradores.

Com atuação diversificada nas áreas de suinocultura, industrialização, insumos agrícolas, cereais, varejo e serviços, a cooperativa possui uma das maiores estruturas produtivas do setor no Estado, com unidades próprias e volumes anuais que superam 800 mil suínos destinados ao abate, consolidando-se como referência regional em produção, gestão e desenvolvimento sustentável.

Fonte: Assessoria Cargill
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Agrifirm destaca soluções sustentáveis durante a IPPE 2026

Quem visitar o estande da empresa poderá conversar com a equipe local, junto a especialistas globais da empresa sobre tendências de mercado com uma equipe qualificada e conhecer, em detalhes, as soluções do portfólio da companhia.

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Divulgação / Foto: Agrifirm

Eficiência produtiva com sustentabilidade aplicada. Durante a IPPE 2026, a Agrifirm, cooperativa global de nutrição animal, reforça que sustentabilidade não é um conceito isolado, mas uma prática contínua e estratégica que orienta o desenvolvimento do seu portfólio. Entre eles, os ácidos graxos de cadeia média e linha de adsorventes de micotoxinas estarão em destaque.

Rodrigo Miguel, CEO da Agrifirm LATAM

De acordo com Rodrigo Miguel, 47% da receita da Agrifirm LATAM já vem de soluções ligadas à sustentabilidade ambiental.
“São soluções responsáveis, que conectam desempenho produtivo, cuidado com o meio ambiente e viabilidade econômica, gerando valor real para o produtor”, afirma.

Segundo o executivo, quando bem aplicada, a sustentabilidade não representa custo adicional nem compromete a rentabilidade. Pelo contrário, contribui para o uso mais eficiente dos recursos, aumenta a segurança de renda e torna os sistemas produtivos mais resilientes ao longo do tempo.

Esse compromisso também se reflete nas operações internas. Nos últimos seis anos, a Agrifirm reduziu em 73% as emissões de CO₂ nas próprias atividades, adotando critérios rigorosos de rastreabilidade e verificação da origem das matérias-primas.

Soluções Responsáveis e o futuro do agro

A construção de um portfólio voltado ao futuro do agro está no centro da estratégia da companhia. As chamadas Soluções Responsáveis da Agrifirm são desenvolvidas a partir de critérios integrados, que combinam eficiência nutricional com foco em desempenho animal consistente, redução de impactos ambientais como emissões, perdas nutricionais e desperdícios, além de segurança alimentar, com atenção à saúde intestinal, qualidade dos ingredientes e controle de riscos, como micotoxinas.

Mariane Pfeifer, Diretora Técnica da Agrifirm Brasil

Para Mariane Pfeifer, Diretora Técnica da Agrifirm Brasil, esse direcionamento é ainda mais relevante no contexto brasileiro.
“O mercado nacional é diverso, competitivo e exposto a desafios específicos, como clima tropical, variabilidade de matérias-primas, pressão por eficiência de custos e maior exigência por práticas sustentáveis. Por isso, nossas Soluções Responsáveis precisam ser mensuráveis, aplicáveis e rentáveis, sempre conectadas à realidade do campo”, destaca.

IPPE 2026

A IPPE 2026 acontece de 27 a 29 de janeiro, no Georgia World Congress Center, em Atlanta. No estande da Agrifirm, os visitantes poderão conhecer em detalhes como o portfólio da companhia integra performance produtiva, responsabilidade ambiental e visão de longo prazo para a cadeia de proteína animal.

Para mais informações, acesse o site da Agrifirm.

Fonte: Assessoria
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DanBred Brasil anuncia nova Geneticista

Com uma sólida formação acadêmica e experiência em pesquisa, gestão e análise de dados, Cassiane traz uma visão técnica e paixão pela genética animal

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Cassiane G. Santos - Foto: Assessoria

A DanBred Brasil anuncia Cassiane G. Santos, como a nova geneticista da empresa. Mestre em Zootecnia pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e doutoranda em Zootecnia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), Cassiane possui sólida trajetória acadêmica, experiência em pesquisa, gestão e análise de dados, além de vivência internacional na Purdue University (EUA).

Com uma sólida formação acadêmica e experiência em pesquisa, gestão e análise de dados, Cassiane traz uma visão técnica e paixão pela genética animal que vai fortalecer ainda mais o time da DanBred Brasil e sua dedicação e excelência profissional com certeza contribuirá para o desenvolvimento da suinocultura brasileira como um todo.

Fonte: O Presente Rural
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