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A importância do vazio sanitário na produção avícola

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David Braite Toledo é zootecnista e Nutricionista de Aves da De Heus Brasil Nutrição Animal

A avicultura brasileira é um setor consolidado, sendo destaque tanto por seu volume de produção quanto por sua eficiência produtiva e pela qualidade do produto entregue aos consumidores de diversos países ao redor do mundo.

Na cadeia de produção avícola é reconhecida a importância de todos os elos do processo, porém é indiscutível que o monitoramento e controle do status sanitário dos planteis brasileiros estão intimamente atrelados ao sucesso alcançado pelo setor. Isso só foi possível graças à adoção de competentes medidas de biosseguridade e, dentre elas, o vazio sanitário é um manejo primordial na rotina da produção de aves.

O vazio sanitário compreende o intervalo entre a saída do último lote, limpeza e desinfecção das instalações e o alojamento do próximo lote a ser criado. Esse período é necessário para que a pressão de contaminação do ambiente por vírus, bactérias, protozoários e outros microrganismos seja reduzida a patamares que não causem prejuízos ao lote subsequente. Muitos desses microrganismos necessitam da presença da ave para completarem seu ciclo de vida e proliferarem. Portanto, nada melhor que a ausência total das aves no momento de limpeza e desinfeção do ambiente para limitar a disseminação desses possíveis agentes infectantes. Segue abaixo um quadro com o período de resistência de alguns microrganismos no meio ambiente natural:

Pesquisas realizadas em integrações americanas demonstraram que os resultados zootécnicos de lotes que tiveram vazio entre 15 e 21 dias foram superiores aos de lotes com intervalos de 1 a 7 dias. Vazios com período acima de 21 dias não proporcionaram respostas superiores (Agrolink: Aveword 04/07/2008). Sabe-se que o intervalo do vazio sanitário impacta diretamente o ciclo de produção e, dessa forma, é prudente associarmos a biosseguridade às questões econômicas. Assim, intervalos sanitários acima de 14 dias conciliam esses fatores, proporcionando segurança sanitária para produção e eficiência econômica do negócio.

Gostaria de chamar atenção sobre um ponto importante. Não devemos esperar os benefícios do vazio sanitário apenas considerando o efeito do período de desalojamento sobre a redução da contaminação. O período deste intervalo entre os lotes também é fundamental para colocar em prática manejos de limpeza, desinfecção, tratamento de cama e resíduos, além da manutenção preventiva e corretiva das instalações para o recebimento do próximo lote. Infelizmente o período de vazio sanitário não é um período de descanso para a equipe da granja, e sim um dos períodos cruciais no ciclo de produção das aves e que requer muito trabalho.

Limpeza e desinfecções dos aviários

Avaliando fatores de riscos para ocorrência de doenças em frangos de corte, Kaoud (2008) evidenciou que as falhas no procedimento de limpeza e desinfecção representavam 50% do risco de infecções, e que a incidência de infecções pode aumentar 2,5 vezes quando essas práticas são negligenciadas.

O processo de limpeza consiste na remoção física dos detritos acumulados nas instalações e equipamentos, enquanto a desinfecção é um conjunto de medidas adotadas com o objetivo de reduzir a contaminação por agentes infectantes através de processos de remoção física e/ou por meio de substâncias químicas desinfetantes. Nesse contexto, a limpeza mecânica é fundamental para limitar o contato dos animais com a matéria orgânica potencialmente contaminada, como também é essencial para a eficiência do processo de desinfecção química.

Segundo Grezzi (2006) devemos levar em conta os seguintes fatores para o sucesso do processo de desinfecção: 

  • Limpeza: os desinfetantes raramente funcionam bem com a presença excessiva de matéria orgânica;
  • Concentração: sempre obedecer a concentração correta do produto utilizado devido eficácia comprovada em laboratório;
  • Tempo de contato: todos os desinfetantes necessitam de tempo de exposição às superfícies para que funcionem. As recomendações de tempo variam de acordo com o produto e concentração utilizada. Lembrem-se: concentração e tempo estão intimamente ligados ao processo de desinfecção. Essa informação é relevante na definição dos produtos a serem utilizados em rodolúvios, pedilúvios e arco de desinfecção;
  • Temperatura: a velocidade de desinfecção aumenta com a temperatura. Dentro das possibilidades, o emprego de água aquecida no processo pode elevar a eficiência da aplicação;
  • pH: a maioria dos desinfetantes dependem de um pH adequado para que ajam com a máxima eficiência possível. Intervalos de limitação de pH entre 4,5 e 9 são os mais comuns;
  • Presença de biofilme: esse item é indispensável, sobretudo nas limpezas das tubulações da linha de fornecimento de água. Biofilmes são comunidades de patógenos aglomerados dentro de uma matriz de polissacarídeos produzidas pelos próprios microrganismos, normalmente aderidas em superfície viva ou inerte. Eles são extremamente resistentes aos desinfetantes e devem ser removidos primariamente com auxílio de detergentes;
  • Tipo do patógeno: diferentes microrganismos apresentam nível de susceptibilidade distintas aos desinfetantes. Esporos, vírus não envelopados e bactérias gram negativas são menos susceptíveis em geral;
  • Outros: metodologia de aplicação, dose e compatibilidade das superfícies com os produtos são fatores interferentes.

No momento da escolha do desinfetante a ser utilizado, além do produto ser eficiente e com elevado espectro de ação, condizente com o tipo de aplicação e com boa relação custo-benefício, devemos nos atentar aos aspectos legais e à segurança de uso do produto, não pensando somente nas aves, mas também nas pessoas que o manipularão durante a sua aplicação.

Segue abaixo quadro com os principais produtos utilizados como desinfetantes e suas principais ações e características:

Considerações Finais

Nos últimos anos, a avicultura brasileira vem ganhando um novo formato através da implementação de novos manejos, tais como: a reutilização da cama e a redução de uso de antibióticos promotores de crescimento catalisada pela pressão mercadológica e pela conscientização do uso racional dessas moléculas. Não há dúvidas de que essas práticas representam um avanço para a produção brasileira, porém temos a ciência de que podem aumentar os desafios em nossa produção. Nesse contexto, o vazio sanitário e os processos de limpeza e desinfeção ganham ainda mais importância nesse novo modelo de criação e devem ser tratadas como premissas básicas e imprescindíveis à cadeia de produção.

 

 

Fonte: Ass. de imprensa / David Braite Toledo é zootecnista e Nutricionista de Aves da De Heus Brasil Nutrição Animal.
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Agroceres  Multimix  apresenta a agCare, divisão de produtos de especialidades

Nova estrutura reúne pesquisa, validação científica e desenvolvimento de produtos de alta performance.

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Divisão agCare foi apresentada a jornalistas em evento em Itatiba (SP), no início de março

A Agroceres Multimix apresenta a agCare, nova divisão dedicada à pesquisa, desenvolvimento, validação, produção e comercialização de produtos de especialidade para a nutrição animal.

Estruturada sobre ciência, método e comprovação, a divisão agCare é resultado de uma estratégia voltada a transformar conhecimento técnico em especialidades capazes de responder às demandas reais do campo.

Segundo Ricardo Ribeiral, diretor da Agroceres Multimix, a criação da divisão consolida uma visão já presente na empresa. “A agCare nasce com o propósito de ampliar a fronteira tecnológica do setor, oferecendo ao mercado produtos de alta performance, com elevado nível de confiabilidade e resultados comprovados”.

“Divisão agCare entrega produtos de alta performance, com elevado nível de confiabilidade e resultados comprovados”, resume Ricardo Ribeiral

Trata-se de um movimento estratégico, completa o diretor: “Desta forma, reforçamos nosso compromisso com a inovação e com a evolução contínua da nutrição animal no Brasil e no mundo, entregando produtos com alto rigor científico e foco em performance”.

Base científica e validação técnica. Toda especialidade desenvolvida pela divisão agCare segue um rito de desenvolvimento. “O rigor científico é o principal pilar que garante a confiabilidade do produto e o resultado no campo”, garante Ricardo Ribeiral.

Cada produto parte de uma investigação aprofundada, passa por validações criteriosas e é sustentado por uma estrutura analítica e de pesquisa preparada para garantir precisão, confiabilidade e performance.

Apenas produtos que demonstram consistência estatística e biológica, com segurança e aplicáveis no campo, avançam até a etapa de comercialização.

Para isso, a divisão mantém parcerias técnicas e científicas com instituições de referência, como Esalq-USP, UFV, Unesp, UFMG e Kansas State University, além de Conselhos Técnicos que contribuem não apenas para validações, mas também para a compreensão aprofundada de mecanismos, respostas e limites de uso dos produtos.

Nos últimos cinco anos a Agroceres Multimix investiu mais de R$ 80 milhões em Pesquisa e Desenvolvimento. No período, foram conduzidos 274 estudos, sendo mais da metade direcionado para especialidades da divisão agCare. Esse modelo já se reflete em um portfólio robusto de produtos disponíveis no mercado.

A divisão agCare reforça um posicionamento que a empresa vem consolidando ao longo de décadas. A Agroceres Multimix é uma empresa brasileira que construiu, ao longo de 50 anos, uma base sólida de pesquisa, geração de conhecimento técnico científico e desenvolvimento de produtos diferenciados, contribuindo para a evolução do agronegócio nacional.

Acesse o canal da Agroceres Multimix no YouTube e confira alguns momentos do evento que marcou esse lançamento, clique aqui confira.

Fonte: Assessoria Agroceres  Multimix
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Conexão Aviagen in Company reúne lideranças da Granja Faria para excelência em manejo

Encontro de três dias em Santa Catarina focou no manejo de matrizes e na maximização do potencial genético da linhagem Ross

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Divulgação / Fotos: Aviagen

A Aviagen® promoveu a sua mais recente edição do Conexão Aviagen in Company em Lauro Müller (SC), entre os dias 3 e 5 de março. O evento reuniu a equipe técnica e de gestão da Granja Faria de todas as regiões do Brasil, para fortalecer o manejo dos lotes e as práticas de bem-estar animal.

A Granja Faria possui um histórico de alta eficiência com as matrizes Ross®, figurando frequentemente no terço superior de produtividade do setor, inclusive com premiações anteriores.

Aviagen oferece suporte prático no manejo

Uma característica marcante do formato Conexão in Company é sua abordagem personalizada. A programação combinou discussões em sala com aplicação prática na granja, incluindo análise de dados, visitas a granjas de recria e de produção, além de palestras sobre conformação ideal de machos e fatores críticos dos processos, sempre com um olhar direcionado para os objetivos de produção da Granja Faria.

O supervisor regional de Serviços Técnicos da Aviagen, Denilson Vanin, enfatizou a importância de conceber o programa em torno da realidade do cliente: “Este evento foi especificamente desenvolvido com base nos objetivos e realidade da Granja Faria, para compartilhar conhecimento técnico, ferramentas de manejo e gestão operacional que auxiliem suas equipes a fortalecer o bem-estar animal e a assertividade de decisões em todas as unidades”.

Já o supervisor regional de Serviços Técnicos da Aviagen, Alcides Paes, destacou como o progresso genético e o manejo responsável das matrizes caminham juntos: “Conhecemos a capacidade de entrega da genética Ross e o nosso principal objetivo foi fornecer as ferramentas adequadas para que continuem atingindo os melhores resultados zootécnicos possíveis”.

Impulsionando resultados por meio da colaboração

Iniciativas como o Conexão Aviagen in Company reforçam o compromisso da Aviagen com o sucesso de seus clientes, fornecendo suporte prático e próximo que os ajuda a traduzir o progresso genético em resultados diários.

O gerente de Serviços da Aviagen no Brasil, Rodrigo Tedesco, afirmou que “reunir representantes de todo o país ajuda a elevar os padrões em suas operações. Quando equipes de diferentes regiões se alinham em torno de objetivos comuns, a produtividade aumenta em toda a organização. O sucesso vem do aprimoramento do manejo das aves e das decisões diárias. Estar perto de nossos clientes nos permite fazer esses ajustes de forma significativa”.

Por meio da colaboração contínua, a Aviagen continua a apoiar seus clientes no avanço de práticas de produção de carne de frango responsáveis que priorizem o bem-estar animal e o manejo ambiental, ajudando a garantir um fornecimento global confiável de proteína de qualidade.

Fonte: Assessoria
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Primeiro módulo do Qualificases 2026 reúne suinocultores para discutir gestão que conecta pessoas, engaja e gera resultados

A comunicação foi apontada como elemento central para gerar conexão real dentro das granjas e empresas.

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Associação de Suinocultores do Espírito Santo (ASES) realizou o primeiro módulo do Qualificases 2026 no dia 26/02. A iniciativa é voltada à formação e atualização técnica dos suinocultores capixabas, com foco em gestão, nutrição, sanidade e sustentabilidade.

Com o tema “Gestão que conecta pessoas, engaja e gera resultados”, a palestra foi conduzida pelo gerente Nacional Suínos na Agroceres Multimix, Edmo Carvalho, que trouxe uma reflexão estratégica sobre um dos maiores desafios atuais do setor: a gestão de pessoas em um cenário de escassez de mão de obra e equipes cada vez mais diversas.

Durante sua apresentação, Edmo destacou que, apesar do avanço técnico dos gestores, impulsionado pelo acesso facilitado à informação, cursos e plataformas digitais, muitos ainda encontram dificuldades no essencial: liderar pessoas. “Liderança vai muito além do cargo. É a capacidade de influenciar de forma voluntária, sem deixar rastros de sangue decorrentes de estilos autoritários e relações frágeis”, afirmou.

A comunicação foi apontada como elemento central para gerar conexão real dentro das granjas e empresas. Segundo o palestrante, falar é simples, mas comunicar com presença, escuta ativa e empatia é um diferencial competitivo. Ele alertou ainda que o excesso de interações digitais e impessoais pode empobrecer as relações e reduzir a sensibilidade emocional, especialmente em momentos de tensão.

Outro ponto de destaque foi a gestão de equipes multigeracionais. Baby Boomers, gerações X, Y e Z possuem expectativas distintas em relação ao trabalho, hierarquia e propósito. “Nada é tão desigual quanto tratar igualmente pessoas desiguais”, ressaltou Edmo, reforçando a necessidade de adaptar a liderança às diferentes realidades e perfis dentro das organizações.

Entre as soluções práticas apresentadas estão a criação de rituais de conexão, a presença mais próxima da liderança no dia a dia das equipes, o estímulo à colaboração e a revisão das cargas de trabalho para evitar a exaustão emocional. Pequenos gestos constantes, como conversas semanais curtas, pausas coletivas e rodas de diálogo, podem gerar impactos mais duradouros do que grandes ações pontuais.

Neste módulo, a ASES contou com o apoio da empresa Agroceres Multimix, parceira constante do setor, reforçando a importância da cooperação entre a iniciativa privada e as entidades representativas na construção de uma suinocultura cada vez mais técnica, humana e sustentável.

Para o diretor executivo da ASES, Nélio Hand, a qualificação é o caminho para resultados cada vez mais sustentáveis e competitivos. “Reunimos em Conceição do Castelo produtores e profissionais comprometidos com a evolução do setor numa noite de aprendizado, conexão e troca de experiências. Tudo isso visa fortalecer a suinocultura capixaba”, pontua Hand.

O Qualificases 2026 segue ao longo do ano com novos módulos, ampliando o debate sobre temas estratégicos e reforçando o compromisso da ASES com o desenvolvimento contínuo do setor no Espírito Santo.

Fonte: Assessoria ASES
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