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Suínos / Peixes Saúde Animal

A importância da indústria de suínos para a vigilância da influenza

Para melhores controle e vigilância, e para um direcionamento correto de tratamento, recomenda-se a adoção do diagnóstico

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Arquivo/OP Rural

 Artigo escrito por Heloiza Nascimento, médica veterinária formada, MBA em Marketing e mestranda em Ciência Animal e assistente técnica de Suínos da Zoetis

Há bastante tempo a humanidade conhece o vírus da influenza (IAV) e luta contra ele. O vírus, que acomete aves e mamíferos, manifesta-se em um importante grupo de animais: os suínos. Neles, causa redução de desempenho, com menor ganho de peso diário e aumento da conversão alimentar do rebanho.

O suíno exerce papel fundamental na ecologia da influenza por poder produzir novas variantes do vírus com potencial zoonótico e pandêmico, fazendo com que o controle da doença no plantel seja de grande importância epidemiológica também para os humanos.

O controle, no entanto, é bastante desafiador, pela grande variabilidade genética do vírus, pelas coinfecções e pela característica endêmica assumida pelo vírus (granjas persistentemente infectadas com sinais clínicos menos evidentes). A introdução de animais infectados e a mistura de animais infectados com outros suscetíveis dentro do próprio plantel são fatores que mantêm o vírus circulando. Além de um tema muito atual, a vigilância epidemiológica para o vírus da influenza tem sido bastante reforçada pela comunidade científica.

Para melhores controle e vigilância, e para um direcionamento correto de tratamento, recomenda-se a adoção do diagnóstico.

Por meio de diferentes amostras para diagnóstico de influenza – ambientais, de grupo e individuais –, um pesquisador demonstrou que as amostras ambientais e de grupo (deposição de partículas de aerossóis, toalhetes de superfície, toalhetes de úbere e fluido oral) são melhores estratégias de amostragem para a condução de vigilância ativa. Já as amostras individuais (suabe nasal, suabe orofaríngeo e toalhete de nariz) demonstraram ser a melhor tática quando se deseja obter isolados virais e sequenciamento genético. A presença do vírus no ambiente detectada nesse trabalho ressalta a importância e a capacidade de transmissão da influenza através do ar.

Os leitões de maternidade agem como um reservatório para influenza dentro das granjas. O ambiente e as porcas em lactação também são fontes de influenza para os leitões.

As estratégias de controle vigentes mostram que o uso de vacinas homólogas ao vírus presente na granja, após o declínio da imunidade passiva, tem potencial para eliminar a doença. As vacinas heterólogas promovem a proteção parcial. A vacinação em massa do plantel reprodutivo apresenta-se como uma relevante ferramenta para o controle da influenza, com potencial de reduzir a excreção do vírus e alterar sua dinâmica de transmissão.

A vacinação de pessoas que acessam as granjas deve ocorrer como prevenção para o plantel de suínos e para o controle da doença. Além de evitar a transmissão entre espécies (humanos e suínos), essa medida pode ajudar a evitar que recombinações genéticas do vírus ocorram.

As vacinas atuais para humanos contêm cepas de influenza B (que não afetam suínos) e duas cepas de influenza A – (H1N1) pdm09 e (H3N2). Para os suínos, há disponível no Brasil uma vacina comercial com o (H1N1) pdm09.

Em 2019, o vírus que mais circulou na população brasileira foi o A (H1N1) pdm09 (67% das amostras positivas para a influenza A), seguido do A (H3N2).

Não há dados recentes publicados, no entanto, sobre a circulação do vírus da influenza no plantel suíno brasileiro. Mas, a partir dos dados disponíveis em humanos no último ano, podemos inferir que a influenza A (H1N1) pdm09 teve bastante impacto na suinocultura, uma vez que nós, humanos, temos grande responsabilidade na transmissão do vírus para os suínos.

Médicos-veterinários e a indústria de suínos exercem relevante função no diagnóstico da influenza porque fornecem aos pesquisadores dados importantes sobre a atual situação da doença nos plantéis e identificam precocemente possíveis mutações ou variações dos vírus circulantes.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de julho/agosto de 2020 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Segundo ABPA

Mercados Asiáticos e EUA fortalecem embarques de carne suína em 2020

Vendas para o mercado asiático foram principal destaque, representando 80% do total das exportações da suinocultura brasileira

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Arquivo/OP Rural

No ano em que as exportações brasileiras de carne suína registraram recorde histórico – com 1,02 milhão de toneladas (+36%), número já divulgado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) – as vendas para o mercado asiático foram o principal destaque, representando 80% do total das exportações da suinocultura brasileira.

Ao todo, a Ásia importou 800,2 mil toneladas em 2020, volume que superou em 66,9% o desempenho registrado ao longo de 2019. A China, líder entre os países importadores (com 50,7% de participação das exportações totais do Brasil) foi destino de 513,5 mil toneladas, volume 106% superior ao exportado em 2019. Vietnã, com 40,3 mil toneladas (+198%), Cingapura, com 52,1 mil toneladas (+50%) e Japão, com 11,5 mil toneladas (+91%) também apresentaram alta nas vendas no ano passado.

Os países da África também se destacaram entre os destinos, com 60,9 mil toneladas (+5,3%). O mercado angolano é o maior destino da região, com 28,4 mil toneladas (+5,6%).

Para os destinos das Américas foram exportadas 128,1 mil toneladas (-5,9%). Os Estados Unidos importaram, no período, 7,9 mil toneladas (+30,4%).

“Os impactos da Peste Suína Africana na Ásia, que determinaram o ritmo das vendas de 2020, devem continuar a influenciar as vendas dos exportadores brasileiros no mercado internacional em 2021”, avalia o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua.

Conforme os levantamentos da ABPA, foram habilitadas 15 novas plantas exportadoras de carne suína, para destinos como Chile, Filipinas, Singapura, Vietnã e África do Sul.

Fonte: Assessoria ABPA
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Suínos / Peixes Segundo Cepea

Setor suinícola pode registrar mais um ano favorável

Para 2021, a expectativa é de que, mesmo com o custo de produção elevado, o balanço positivo se repita

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Arquivo/OP Rural

Apesar das dificuldades provocadas pela pandemia de covid-19, a suinocultura brasileira encerrou o ano de 2020 com preços, abate e embarques recordes. Para 2021, a expectativa é de que, mesmo com o custo de produção elevado, o balanço positivo se repita.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a demanda externa por carne suína deve continuar firme, sustentada pelas compras chinesas, ao passo que a procura interna deve ser favorecida pela possível retomada econômica.

Os custos de produção, contudo, devem continuar sendo um grande gargalo ao setor em 2021. Isso porque os valores dos dois principais componentes da ração, o milho e o farelo de soja, devem se manter altos neste ano, tendo em vista as aquecidas demandas interna e externa por esses grãos.

Esse cenário tende a pressionar, por mais um ano, o poder de compra dos suinocultores.

Fonte: Cepea
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Suínos / Peixes Segundo ABPA

Exportações de carne suína confirmam recorde em 2020

Vendas internacionais de carne suína totalizaram 1,021 milhão de toneladas

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Arquivo/OP Rural

O resultado consolidado das exportações brasileiras de carne suína e de carne de frango confirmam as previsões feitas pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) para 2020.

As vendas internacionais de carne suína (incluindo todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 1,021 milhão de toneladas nos 12 meses, número 36,1% superior ao registrado em 2019, quando foram exportadas 750,3 mil toneladas.

A receita cambial das vendas chegou a US$ 2,270 bilhões, resultado 42,2% maior que o alcançado em 2019, com US$ 1,597 bilhão.

Em carne de frango, as vendas de 2020 alcançaram 4,230 milhões de toneladas, superando em 0,4% o total embarcado em 2019, com 4,214 milhões de toneladas.

A receita das exportações do ano chegou a US$ 6,123 bilhões, desempenho 12,5% menor em relação aos 12 meses de 2019, com 6,994 bilhões.

“Seja pelo recorde de exportações de suínos, superando 1 milhão de toneladas pela primeira vez na história, como pela alta nos embarques de aves, as projeções setoriais estabelecidas pela ABPA e confirmadas nas vendas finais reforçam o bom momento para o Brasil no mercado internacional, a despeito de um ano desafiador em todos os sentidos. A perspectiva é que o ritmo positivo se mantenha em 2021, com a esperada retomada econômica internacional”, avalia Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Embarques de dezembro

As exportações de carne suína totalizaram 80,3 mil toneladas em dezembro, volume 5,6% maior em relação às 76 mil toneladas embarcadas no mesmo período de 2019.

Em receita, a alta é de 4,1%, com US$ 191,2 milhões no último mês de 2020, contra US$ 183,6 milhões em dezembro de 2019.

No mesmo período comparativo, as vendas de carne de frango chegaram a 380,8 mil toneladas, volume 2,8% menor em relação ao mesmo período de 2019, com 391,9 mil toneladas. A receita das exportações de dezembro chegou a US$ 579,6 milhões, número 8,9% menor em relação ao saldo do último mês de 2019, com US$ 636,1 milhões.

Fonte: Assessoria
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CONBRASUL/ASGAV

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