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Suínos

A história que moldou a suinocultura catarinense

De um lado, o Rio Grande do Sul; do outro, a Argentina. E, no meio, um Brasil profundo, ainda em formação. Ali, em um cenário de escassez e estradas quase inexistentes, nascia um capítulo singular da história da produção de alimentos no país: o tropeirismo de suínos.

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Fotos: Reprodução/Expedição Suinocultura

No extremo-oeste de Santa Catarina, em Itapiranga, as margens do Rio Uruguai guardam lembranças que remontam aos anos 1950. De um lado, o Rio Grande do Sul; do outro, a Argentina. E, no meio, um Brasil profundo, ainda em formação. Ali, em um cenário de escassez e estradas quase inexistentes, nascia um capítulo singular da história da produção de alimentos no país: o tropeirismo de suínos.

Sem caminhões frigoríficos ou rotas pavimentadas, homens simples partiam a pé rumo a São Paulo, conduzindo tropas de porcos por dias e noites inteiras. A viagem era dura, feita de poeira, silêncio e resistência. Mas era também a faísca de um processo que transformaria Santa Catarina em referência mundial da suinocultura. Era o início de uma saga marcada por coragem e improviso, que mais tarde seria guiada por ciência, inovação e cooperação.

Do porco banha ao porco carne

Nos primeiros tempos, o suíno catarinense era valorizado pela banha, insumo indispensável na cozinha das famílias brasileiras. A carne, então secundária, não tinha o mesmo apelo de mercado. O porco rústico, gordo e de crescimento lento era parte do sustento nas pequenas propriedades. Mas a lógica começou a mudar.

Com a chegada das indústrias frigoríficas, crescia a demanda por um animal diferente: mais magro, mais adaptado às exigências urbanas e ao consumo industrializado. O velho “porco banha” deu lugar ao “porco carne”, e com ele vieram novas pressões. Era preciso investir em genética, nutrição e estrutura. Era preciso se organizar.

O papel do associativismo

Foi nesse cenário que o associativismo ganhou protagonismo. Pequenos produtores, isolados e vulneráveis às oscilações de mercado, passaram a se unir em cooperativas e associações. A soma de esforços trouxe força coletiva, garantiu acesso a insumos e abriu portas para a negociação com indústrias e compradores.

Mais do que um movimento econômico, foi um gesto cultural: famílias rurais entenderam que o futuro dependia de união. Santa Catarina, estado de pequenas propriedades e forte vínculo comunitário, encontrou no cooperativismo uma saída estratégica para crescer. Esse espírito coletivo permanece como um dos pilares que sustentam a atividade até hoje.

A chegada da ciência

A partir das décadas seguintes, um novo ator entrou em cena: a pesquisa científica. A criação da Embrapa Suínos e Aves, em Concórdia, em 1975, foi decisiva para transformar a atividade. Tecnologias de manejo, sanidade, genética e nutrição começaram a ser desenvolvidas no estado e transferidas ao produtor.

Questões ambientais e sanitárias passaram a ser enfrentadas com método e inovação. A ciência deixou de ser distante para se tornar parte do cotidiano das granjas. Se no passado a suinocultura sobrevivia à custa de esforço humano e improviso, agora passava a trilhar um caminho técnico e estruturado, que consolidaria Santa Catarina como potência.

Raízes que sustentam o presente

Ao longo das décadas, a suinocultura catarinense moldou sua identidade a partir dessas três forças: a coragem dos pioneiros, a união dos produtores e o apoio da ciência. De tropeiros que cruzavam estradas de terra a centros de pesquisa de referência mundial, o salto foi enorme.

Hoje, Santa Catarina lidera o setor brasileiro em tecnologia, sanidade e exportação. Mas essa liderança não se explica apenas pelos números. Ela é herdeira de histórias de famílias que acreditaram, resistiram e reinventaram a forma de produzir.

A memória dos bisavós que criavam porcos como parte da sobrevivência, a resiliência dos que enfrentaram crises, a ousadia dos que aceitaram mudar o animal, o sistema e o mercado: tudo isso forma o alicerce de um estado que se tornou símbolo da suinocultura nacional.

Uma saga em movimento

O primeiro episódio da segunda temporada da série Expedição Suinocultura: Rotas do Brasil resgata essa trajetória em Santa Catarina. É uma viagem por estradas de terra e galpões de madeira, mas também por cooperativas modernas e laboratórios de pesquisa.

Mais do que contar o passado, é um convite a compreender o presente. Porque a suinocultura catarinense não nasceu pronta: ela foi construída, passo a passo, geração após geração. Uma construção feita de suor, união e conhecimento. E que segue, até hoje, em constante transformação.

Confira o episódio clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural

Suínos

Faturamento da suinocultura alcança R$ 61,7 bilhões em 2025

Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional.

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Foto: Shutterstock

A suinocultura brasileira deve encerrar 2025 com faturamento de R$ 61,7 bilhões no Valor Bruto da Produção (VBP), segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados em 21 de novembro. O resultado representa um crescimento expressivo frente aos R$ 55,7 bilhões estimados para 2024, ampliando em quase R$ 6 bilhões a renda gerada pela atividade no país.

Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional. A tendência confirma a força exportadora do setor e a capacidade das agroindústrias de ampliar oferta, produtividade e eficiência em um ambiente competitivo.

O ranking dos estados revela a concentração típica da atividade. Santa Catarina se mantém como líder absoluto da suinocultura brasileira, com VBP estimado de R$ 16,36 bilhões em 2025, bem acima dos R$ 12,87 bilhões registrados no ano anterior. Na segunda posição aparece o Paraná, que cresce de R$ 11,73 bilhões para R$ 13,29 bilhões, impulsionado pela expansão das integrações, investimento em genética e aumento da capacidade industrial.

O Rio Grande do Sul segue como terceira principal região produtora, alcançando R$ 11,01 bilhões em 2025, contra R$ 9,78 bilhões em 2024, resultado que reflete a recuperação gradual após desafios sanitários e climáticos enfrentados nos últimos anos. Minas Gerais e São Paulo completam o grupo de maiores faturamentos, mantendo estabilidade e contribuição relevante ao VBP nacional.

Resiliência

Além do crescimento nominal, os números da suinocultura acompanham uma trajetória de evolução contínua registrada desde 2018, conforme mostra o histórico do VBP. O setor apresenta tendência de ampliação sustentada pelo avanço tecnológico, por sistemas de produção mais eficientes e pela sustentabilidade nutricional e sanitária exigida pelas indústrias exportadoras.

A variação positiva de 2025 reforça o bom momento da cadeia, que responde não apenas ao mercado interno, mas sobretudo ao ritmo das exportações, fator decisivo para sustentar preços, garantir e ampliar margens e diversificar destinos internacionais. A estrutura industrial integrada, característica das regiões Sul e Sudeste, segue como base do desempenho crescente.

Com crescimento sólido e presença estratégica no VBP nacional, a suinocultura consolida sua importância como uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.

A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos

Exportações recordes sustentam mercado do suíno no início de 2026

Em meio à estabilidade das cotações internas, vendas externas de carne suína alcançam volumes e receitas históricas, impulsionadas pela forte demanda internacional.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

As cotações do suíno vivo registram estabilidade neste começo de ano. Na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal vivo posto na indústria foi negociado a R$ 8,87/kg na terça-feira (06), com ligeira queda de 0,3% em relação ao encerramento de 2025.

No front externo, o Brasil encerrou 2025 com novos recordes no volume e na receita com as exportações de carne suína. Em dezembro, inclusive, a quantidade escoada foi a maior para o mês e a quarta maior de toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997, evidenciando, segundo apontam pesquisadores do Cepea, uma aceleração da demanda internacional pela carne brasileira no período.

De janeiro a dezembro de 2025, foram embarcadas 1,5 milhão de toneladas de carne, o maior volume escoado pelo Brasil em um ano, com crescimento de 11,6% frente ao de 2024, dados da Secex.

Em dezembro, foram exportadas 136,1 mil toneladas, quantidade 29,4% acima da registrada em novembro/25 e 26,2% maior que a de dezembro/25. Com a intensificação nas vendas, a receita do setor também atingiu recorde em 2025.

No total do ano, foram obtidos cerca de R$ 3,6 bilhões, 19% a mais que no ano anterior e o maior valor da série histórica da Secex. Em dezembro, o valor obtido com as vendas externas foi de R$ 322 milhões, fortes altas de 30% na comparação mensal e de 25% na anual.

Fonte: Assessoria Cepea
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Suínos

Primeiro lote de inscrições ao Sinsui 2026 encerra em 15 de janeiro

Evento acontece entre os dias 19 e 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre (RS). o Simpósio chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva.

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Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

A suinocultura brasileira e internacional tem encontro marcado em maio, na Capital gaúcha, com a realização do Simpósio Internacional de Suinocultura (Sinsui). O evento ocorre de 19 a 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, e chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva. O Jornal O Presente Rural é mais uma vez parceiro de mídia do Simpósio e toda a cobertura você pode acompanhar pelas nossas redes sociais.

Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Faltando pouco mais de quatro meses para a abertura do simpósio, a organização avança em etapas-chave da preparação. A programação científica será divulgada a partir de fevereiro, mas já está em andamento o processo de submissão de trabalhos, um dos pilares do evento. Pesquisadores, técnicos e profissionais do setor têm até 23 de março para inscrever estudos científicos ou casos clínicos, que deverão se enquadrar em uma das áreas temáticas definidas pela comissão organizadora: sanidade, nutrição, reprodução, produção e manejo, One Health e casos clínicos.

A estrutura temática reflete desafios centrais da suinocultura contemporânea, como a integração entre saúde animal, saúde humana e meio ambiente, além da busca por eficiência produtiva em um cenário de custos elevados e maior pressão por biosseguridade. As normas para redação e envio dos trabalhos estão disponíveis no site oficial do evento, o que indica uma preocupação com padronização científica e qualidade técnica das contribuições.

Inscrições no evento

No campo das inscrições, o Sinsui mantém valores diferenciados por perfil de público. Até 15 de janeiro, profissionais podem se inscrever por R$ 650, enquanto estudantes de graduação em Medicina Veterinária, Zootecnia e Agronomia, além de pós-graduandos stricto sensu nessas áreas, pagam R$ 300. Há ainda modalidades específicas para visitantes e para acesso à feira. A inscrição dá direito a material de apoio, certificado, crachá e acesso à programação.

A política de descontos reforça o foco em participação coletiva, especialmente de empresas e instituições de ensino. Grupos de estudantes

Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

ou profissionais vinculados a empresas patrocinadoras têm condições mais vantajosas a partir de dez inscritos, enquanto demais empresas obtêm desconto para grupos acima de vinte participantes. Em ambos os casos, o modelo prevê a emissão de recibo único e a concessão de um código adicional de inscrição.

A organização também detalhou a política de cancelamento, com percentuais de reembolso decrescentes conforme a proximidade do evento, e ressalva para situações de força maior, nas quais o simpósio poderá ser transferido de data sem cancelamento das inscrições.

Termômetro

Ao reunir produção científica, debates técnicos e interação entre diferentes elos da cadeia, o Sinsui 2026 se posiciona como um termômetro dos rumos da suinocultura. Em um setor cada vez mais pressionado por exigências sanitárias, sustentabilidade e competitividade internacional, o simpósio tende a funcionar não apenas como espaço de atualização, mas como arena de construção de consensos técnicos e estratégicos.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail contato@sinsui.com.br ou pelos telefones (51) 3093-2777 e (51) 99257-9047.

Fonte: O Presente Rural
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