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A Germinação e Atividade do Alterion® agora são visíveis dentro das aves
A características únicas desta cepa de Bacillus, somadas à formulação e sua germinação adequada, tornam o Alterion® metabolicamente ativo onde é mais importante: no intestino das aves

O uso de probióticos como os Bacilli aumentou consideravelmente na produção animal nos últimos 25 anos. Probióticos são bactérias vivas que quando administradas em quantidade adequada, conferem efeitos fisiológicos benéficos ao hospedeiro, resultando em melhorias na saúde e no desempenho.
A morfologia dos Bacilli e a germinação dos esporos
Os Bacillus apresentam duas formas distintas: endósporos (esporos) e células vegetativas (germinadas), dependendo das condições ambientais. Os Bacilli são administrados aos animais como esporos na dieta, podendo resistir às condições desafiadoras do processamento da ração e de seu armazenamento prolongado.
Os esporos são metabolicamente inativos e formados em resposta a tensões ambientais, como mecanismo de sobrevivência. São formas não reprodutivas de bactérias, mais duráveis e viáveis já conhecidas. Os esporos são resistentes e podem sobreviver à radiação UV, temperatura e pressão extrema, exposição a produtos químicos tóxicos e acidez.
Após ingestão pelo animal, um esporo precisa germinar e crescer para se tornar metabolicamente ativo e assim, promover seus benefícios ao animal. A germinação ocorrerá na presença de germinantes que se ligam a receptores específicos na membrana interna. Os esporos de Bacillus têm uma variedade desses receptores, permitindo a ligação a vários tipos de germinantes, nutrientes ou não nutrientes, e condições ambientais favoráveis (temperatura, pH…) (Figura 1). Quando um sinal forte o suficiente é gerado, a germinação começa. Os receptores também podem ser inibidos, mas uma vez completamente ativados, o processo de germinação é irreversível.

Figura 1: Germinação de esporos de Bacillus
Ao contrário dos esporos, as células vegetativas se dividem, se multiplicam, se comunicam e são móveis. Elas são metabolicamente ativas e produzem metabólitos, proporcionando efeitos completos do probiótico no hospedeiro.
Todos os probióticos germinam dentro do trato digestivo dos animais?
Alterion® é o único probiótico disponível no mercado cuja germinação foi demonstrada e visualizada dentro das aves.
Alterion® é uma cepa exclusiva natural de Bacillus subtilis, selecionada especificamente para promover um desempenho consistente em aves. Alterion® é o resultado de uma seleção rigorosa, onde mais de 900 cepas listadas na AAFCO (The Association of American Feed Control Officials) foram rastreadas e testadas em condições in vitro e in vivo.
O Bacillus subtilis 29784 (Alterion®) foi cuidadosamente selecionado para fornecer segurança, estabilidade, eficácia e funcionalidades superiores.
Alterion® não contém genes de resistência aos antibióticos utilizados em medicina humana e é inofensivo às células animais. Ambos são parâmetros essenciais para garantir a segurança do produto e para preservar a saúde e o bem-estar dos animais.
A triagem também foi baseada em vários testes para garantir a seleção da cepa mais estável (em condições adversas de peletização, condições digestivas e armazenamento prolongado) e mais eficiente em termos de características de germinação.
Além disso, os esporos de Alterion® são especialmente “colados” em partículas de carbonato de cálcio. Essa formulação inovadora garante redução da produção de pó, baixa segregação dos esporos, evita problemas de desmistura e favorece uma excelente fluidez e homogeneidade no premix e na ração.
A germinação do Alterion® foi comprovada in vitro e, o mais importante, visualizada in vivo.
A capacidade da maioria das cepas de Bacillus de germinar e crescer in vivo é desconhecida. Devido à complexidade do processo de germinação, especialmente em um ambiente muito complexo, ou seja, o conteúdo do lúmen digestivo, a confirmação in vivo da germinação continua sendo uma tarefa desafiadora.
Ao unir seus conhecimentos em produção animal e em soluções biológicas, a Adisseo e a Novozymes conseguiram investigar a germinação e crescimento de Alterion® em profundidade, usando uma variedade de métodos inovadores complementares, como monitoramento in vitro, tecnologias fluorescentes e avaliação metabólica in vivo.
Germinação In vitro
A cepa de Alterion® foi selecionada com base em suas capacidades superiores de germinação em condições intestinais e de alimentação (Figura 2).

Figura 2: Germinação do esporo de Alterion® em condições intestinais em 0, 4 e 6 horas
Em um estudo preliminar, Alterion® foi cultivado in vitro juntamente com uma variedade de componentes e aditivos para a alimentação, a fim de avaliar seus impactos na velocidade de germinação por meio da densidade óptica (DO).
O perfil de germinação do Alterion® foi similar ao longo do tempo nas avaliações com trigo, milho e soja (Figura 3). Além disso, a inclusão de ácidos orgânicos, coccidiostáticos e uma variedade de aditivos não mostrou impacto na germinação.

Figura 3: Perfil da Germinação do Alterion® na presença de diferentes componentes da ração
A cinética da germinação do Alterion® também foi comparada in vitro com outras cepas de Bacillus. Comparar outra cepa de Bacillus subtilis e uma de Bacillus licheniformis em condições semelhantes demonstrou claramente que a cinética da germinação varia imensamente entre as cepas, mostrando a superioridade do Alterion® (Figura 4).

Figura 4: Cinética da germinação de diferentes cepas de Bacillus
Visualização da germinação in vivo
A germinação do Alterion® foi observado por meio do desenvolvimento de um sistema único e inovador de dois indicadores fluorescentes que rastreia o processo de germinação no intestino da ave. O primeiro passo consiste na integração de marcadores fluorescentes no genoma do Alterion®, mais especificamente dois genes, um deles codifica a proteína verde fluorescente (PVF) e o outro codifica a proteína fluorescente vermelha (dsRed); assim, emitindo um sinal verde para um esporo dormente e um sinal vermelho após germinação e crescimento, respectivamente.
Após a incorporação dos marcadores, a fluorescência foi verificada por análise microscópica. Uma placa de 96 poços foi inoculada com esporos de Alterion® e a fluorescência foi observada, como mostrado na Figura 5. Os esporos adormecidos de Alterion® podem ser visualizados na cor verde. Após a germinação, a fluorescência verde desapareceu rapidamente e as células germinadas fluoresceram em vermelho.

Figura 5: Fluorescência dos esporos e das células germinadas do Alterion® observada por microscópio em diferentes tempos
O terceiro passo consistiu em visualizar a germinação no intestino da ave.
Para verificar a germinação de Alterion® em condições in vivo, foi realizado um estudo durante 13 dias. As aves foram alimentadas com uma dieta controle ou tratamento, à qual foram adicionados esporos Alterion® com dupla marcação 72 horas antes do abate. No final do estudo, o conteúdo do íleo foi amostrado, analisado e processado pelo InCell Analyzer para verificar a fluorescência nas amostras. A cor vermelha indica que a maioria dos esporos germinou e está crescendo ativamente para produzir os efeitos benéficos à saúde em frangos de corte (Figura 6).

Células germinadas de Alterion®
Figura 6: Germinação visualizada por fluorescência vermelha em amostras ileais
Produção de metabólitos in vivo
Uma abordagem complementar para investigar a atividade in vivo de Alterion® após a germinação e crescimento é monitorar sua produção de metabólitos. Os metabólitos de Alterion® foram estudados in vitro e três metabólitos foram identificados como produzidos em quantidades altas e consistentes (niacina, pantotenato, hipoxantina). A concentração desses metabólitos foi então medida no conteúdo digestivo das aves alimentadas com Alterion®. O estudo mostrou claramente que a concentração dos metabólitos estava fortemente relacionada ao número de bacilos detectados (Figura 7).

Figura 7: Percentual relativo de Bacillus spp. e concentração de metabólitos (fezes nmol/g) em aves suplementadas com Alterion® versus aves controle.
Claramente, esses dados confirmam que Alterion® é ativo no intestino das aves.
Favorecendo a resiliência animal em três linhas de defesa
A atividade metabólica do Alterion® no intestino é responsável pelos efeitos benéficos in vivo no desempenho, na saúde e na microbiota do hospedeiro (Jacquier et al., 2019).
Uma vez germinado e ativado, o Alterion® favorece a resiliência animal agindo em três linhas de defesa intimamente conectadas: 1) promovendo um microbioma resiliente, 2) fortalecendo a função de barreira e preservando a integridade intestinal e, finalmente, 3) garantindo um ótimo controle inflamatório e das respostas imunes.
Estudos in vivo mostraram que Alterion® influencia positivamente as populações bacterianas, resultando em um efeito benéfico na atividade microbiana. Por exemplo, Alterion® aumenta as populações que degradam polissacarídeos, bem como as de bactérias produtoras de butirato (Jacquier et al., 2019).
Mostrar que Alterion® é ativo também in vivo nos permite confiar em dados in vitro (Rhayat et al., 2017). Alterion® fortalece a barreira intestinal aumentando a expressão de proteínas das “tight junctions”. Além disso, reforça e controla a resposta inflamatória pela inibição da degradação de IkB, impedindo assim a translocação de NF-κB. Com isso, a expressão de compostos pró-inflamatórios como a IL-8 e a enzima iNOS é controlada (Rhayat et al., 2019).
Conclusão
A características únicas desta cepa de Bacillus, somadas à formulação e sua germinação adequada, tornam o Alterion® metabolicamente ativo onde é mais importante: no intestino das aves. Aqui ele produz seus metabólitos e atua nas três linhas de defesa: microbiota, mucosa intestinal e respostas inflamatórias para promover a resiliência animal.
Este probiótico de eficácia cientificamente comprovada produz melhorias significativas e consistentes na saúde intestinal, no desempenho produtivo e na utilização dos alimentos pelas aves. Dessa forma, podemos utilizar os recursos naturais de uma forma mais responsável para melhorar a sustentabilidade da produção animal.
Aurélie MOAL – Gerente de Marketing, Saúde através da Nutrição, Adisseo
Estelle DEVILLARD – Gerente de P&D, Saúde através da Nutrição, Adisseo
Karoline SIDELMANN BRINCH – Gerente Científica em Pesquisa Aplicada, Novozymes

Empresas
Jefo impulsiona a produção animal após restrições a importantes APCs
Líder canadense em nutrição animal apresenta soluções inovadoras no SIAVS 2026

A Jefo Nutrition Inc., líder mundial em soluções de nutrição intestinal de precisão para animais estará presente no stand 54 do Salão Internacional de Proteína Animal – SIAVS 2026, de 4 a 6 de agosto em São Paulo. O maior evento do setor acontece pouco tempo após a recente proibição do uso de cinco importantes antibióticos promotores de crescimento (APCs) no Brasil, o que marca uma nova etapa na produção animal e acelera a busca por soluções naturais capazes de preservar a saúde e o desempenho animal, bem como a rentabilidade dos produtores. A medida segue uma tendência global de combate à resistência aos antimicrobianos, considerada uma das maiores ameaças à saúde pública e responsável, segundo a Organização Mundial da Saúde, por milhares de mortes a cada ano.
Os benefícios da nutrição de precisão
Esse cenário reforça a importância da abordagem One Health, na qual a saúde humana, animal e ambiental estão interligadas e devem ser tratadas de forma integrada. Assim, a nutrição intestinal de precisão ganha protagonismo como uma abordagem científica que atua diretamente no trato gastrointestinal dos animais, contribuindo para o melhor aproveitamento dos nutrientes, a maior estabilidade dos ingredientes ativos, a consistência dos resultados em campo e a redução dos custos de alimentação.
Jefo e a tecnologia de microencapsulação
Há mais de 40 anos, essa visão orienta as ações da Jefo, que investe continuamente no desenvolvimento de soluções capazes de melhorar a saúde intestinal, a eficiência produtiva e a rentabilidade da produção animal. Um dos grandes diferenciais da empresa canadense é a Jefo
Matrix, sua tecnologia original de microencapsulação reconhecida mundialmente por sua eficácia e por ser referência na proteção dos ingredientes ativos para alimentação animal. Ela permite proteger e liberar os compostos de maneira gradual e direcionada ao longo do trato intestinal.
Destaques no SIAVS 2026
Durante o evento a Jefo apresentará suas soluções inovadoras para avicultura, suinocultura, aquicultura e produção leiteira, com destaque para:
• Ácidos orgânicos e óleos essenciais microencapsulados, que auxiliam no controle de bactérias entéricas patogênicas, promovendo melhoria da saúde intestinal, redução de processos inflamatórios intestinais e otimização do desempenho zootécnico;
• Fórmulas de vitaminas do complexo B protegidas para vacas em período de transição e lactação, contribuindo para aumento da produção de leite e de seus componentes, além da modulação de distúrbios metabólicos;
• Metionina e lisina protegidas que, graças à Tecnologia Jefo Matrix, resistem às condições de peletização da ração, preservando sua eficácia e proporcionado resultados consistentes;
• Suplementos energéticos à base de óleo de palma, que fornecem energia de alta qualidade sem comprometer a palatabilidade do alimento;
• Soluções enzimáticas, como Protease Jefo e Xilanase Jefo, desenvolvidas para reduzir custos de formulação, maximizar o aproveitamento dos nutrientes e melhorar a conversão alimentar.
“A retirada gradual dos APCs está acelerando a busca por soluções nutricionais mais inteligentes e sustentáveis. A Jefo possui décadas de experiência em nutrição intestinal de precisão e tecnologias capazes de ajudar os produtores a manterem desempenho, saúde e rentabilidade sem comprometer a produtividade”, destaca Simone Cavalli, Diretora geral da Jefo do Brasil.
No evento, no qual estarão presentes executivos globais como Jean Fontaine, Presidente e Fundador do Grupo Jefo, e Emilie Fontaine, VP de Marca e Produtos, os visitantes poderão descobrir como a Jefo atua como parceira estratégica dos produtores em todas as etapas da produção, fornecendo não apenas produtos inovadores, mas soluções práticas, conhecimento técnico e suporte especializado para enfrentar os desafios atuais.
Empresas
Enfrentando o estresse térmico na suinocultura

Dias de calor intenso durante o verão ou em países tropicais podem representar um sério desafio para os animais de produção, causando estresse térmico, que compromete o crescimento e reduz o desempenho econômico das granjas. Na suinocultura, o estresse térmico afeta os animais em praticamente todas as fases de produção. Este artigo explora as principais alterações fisiológicas que os suínos apresentam nessa condição e apresenta soluções práticas para reduzir seus efeitos nocivos.
O estresse térmico começa no limite superior da zona de conforto térmico
O estresse térmico ocorre quando o animal está fora de sua zona de conforto térmico, a faixa de temperatura na qual o organismo se mantém em homeostase. Essa faixa é influenciada pela temperatura e pela umidade externas. O estresse térmico pode afetar os suínos em todas as fases do ciclo produtivo. Para um suíno em fase de engorda de 50 kg, o início do estresse térmico ocorre a partir de 25°C. Isso significa que qualquer temperatura acima desse ponto já começa a afetar negativamente o animal.
Consequências prejudiciais do estresse térmico sobre a fisiologia e o crescimento dos suínos
Entre os animais de produção, os suínos são particularmente sensíveis ao estresse térmico, pois possuem poucas glândulas sudoríparas e pulmões pequenos. Sua alta produtividade e seu rápido crescimento os tornam ainda mais suscetíveis a essa condição (figura 1). Quando a temperatura sobe, o suíno adapta seu comportamento: reduz a locomoção e a ingestão de ração, o que limita a termogênese (produção de calor pelo organismo). Além disso, sua frequência respiratória aumenta. O fluxo sanguíneo é redirecionado dos órgãos internos para a pele, a fim de eliminar o excesso de calor. Esse fenômeno é chamado de vasodilatação. Ele aumenta a termólise (dissipação de calor pelo organismo).
No trato intestinal, a falta de oxigênio causada pelo redirecionamento do fluxo sanguíneo prejudica as células epiteliais, que são muito sensíveis à hipóxia e à redução de nutrientes disponíveis, o que degrada o epitélio intestinal. Substâncias exógenas, como antígenos ou toxinas bacterianas, podem então ser transferidas do lúmen para a corrente sanguínea (leaky gut, ou aumento da permeabilidade intestinal), levando a uma resposta inflamatória e à produção de espécies reativas de oxigênio (ROS). Trata-se de um círculo vicioso, já que as próprias ROS podem ser prejudiciais às células epiteliais quando produzidas em excesso.
Se prolongado, o estresse térmico pode causar diversos problemas no crescimento e no desempenho reprodutivo. Em suínos em fase de engorda, o aumento da temperatura levou a uma redução na ingestão de ração e no ganho de peso (Lee et al., 2019), reduzindo assim o peso de carcaça no abate.
Figura 1. Mecanismos de adaptação em suínos em fase de engorda sob condições de estresse térmico
Diversas soluções para mitigar os efeitos negativos do estresse térmico em suínos
Diversas estratégias nutricionais e de manejo podem ser implementadas para mitigar os efeitos negativos do estresse térmico agudo. Com foco em aditivos alimentares, a Phodé lançou recentemente um novo aditivo alimentar desenvolvido para ajudar o suíno a vencer o calor! Esse aditivo é composto por extratos de especiarias picantes, incluindo capsicum, gengibre e pimenta. A forma galênica, desenvolvida pela equipe de pesquisa da Phodé, foi concebida para liberar os ingredientes ativos em locais-alvo específicos e garantir uma manipulação fácil do produto em escala industrial.
As especiarias picantes ajudam o suíno a lidar com o estresse térmico
Os ingredientes foram cuidadosamente selecionados pela equipe de pesquisa da Phodé para atuar em sinergia. As especiarias picantes podem ajudar a sustentar o metabolismo do suíno sob estresse térmico, limitando a inflamação intestinal e reduzindo o estresse oxidativo. Algumas são bastante conhecidas, como a capsaicina, um capsaicinoide da planta capsicum. Esse composto demonstrou se ligar ao receptor TRPV1 (Transient Receptor Potential Vanilloid 1) na boca e no intestino delgado dos suínos. O receptor TRPV1 é muito sensível a estímulos nocivos, como o aumento da temperatura, e está na origem da inflamação e da dor. Após exposição prolongada à capsaicina, a atividade do TRPV1 diminui, levando à redução dos efeitos pró-inflamatórios e ao alívio da dor. Diversos estudos demonstraram uma redução na produção de citocinas pró-inflamatórias (TNF-α, IL-1β e IL-6) por inibição da via NF-κB. O capsicum também demonstrou aumentar as atividades de α-amilase, lipase e protease no intestino delgado. Esse efeito pode ajudar o suíno a digerir melhor a ração em condições de calor. O gingerol é o principal composto ativo do gengibre. Ele também ativa o TRPV1, levando à redução da inflamação. Esse ingrediente também apresenta atividades antioxidantes indiretas, promovendo a transcrição de genes que codificam enzimas antioxidantes (como a glutationa peroxidase e a superóxido dismutase) por meio da via NRF2. A piperina, extraída da pimenta, atua em sinergia com as demais especiarias, potencializando a biodisponibilidade delas. Ao neutralizar as espécies reativas de oxigênio (ROS), atua como um potente antioxidante direto. A combinação dessas especiarias permite um ajuste fino das doses de cada ingrediente ativo necessário para influenciar a fisiologia do suíno sob estresse térmico.
Atuando sobre a fisiologia do suíno para vencer o calor: um caso de sucesso!
Um estudo recente, conduzido em uma estação experimental de renome no Brasil, demonstrou com sucesso os efeitos benéficos do novo aditivo alimentar (Kalyci, Laboratoires Phodé, França) em suínos nas fases de crescimento e terminação, tanto no peso corporal final quanto na conversão alimentar (CA) na fase de terminação. Os suínos suplementados com o aditivo à base de “especiarias picantes” apresentaram um aumento significativo no peso corporal final de + 2,4 kg e uma redução significativa da conversão alimentar (CA) em -0,26 g/g na fase final de terminação (figuras 2 e 3). Além disso, a suplementação dos suínos com esse aditivo alimentar levou a uma redução da temperatura corporal e de alguns marcadores hematológicos de inflamação.
Figura 2. Peso corporal final de suínos suplementados com especiarias picantes nas fases de crescimento e terminação.
Figura 3. Conversão alimentar (CA) de suínos suplementados com especiarias picantes nas fases de crescimento e terminação.
Em conclusão, o estresse térmico pode afetar os suínos em todas as fases de produção, com efeitos de longo prazo que impactam o desempenho da granja. Suplementar os suínos com um aditivo alimentar à base de uma combinação de “especiarias picantes ” atuando em sinergia para atender às suas necessidades fisiológicas durante o estresse térmico é fundamental para o sucesso da produção. Por fim, mas não menos importante, a forma galênica desse aditivo, que protege os trabalhadores dos efeitos pungentes das especiarias, é igualmente fundamental para o sucesso na fábrica!
Autora: Dr. Elisa A. Arnaud1
1Laboratoires Phodé, Avenue Martelle, 81150 Terssac
Empresas
Importação contínua de reprodutores eleva patamar genético da suinocultura brasileira
Animais do Canadá e da Noruega são trazidos ao país para acelerar o ganho de produtividade nas granjas nacionais

Para garantir que o Brasil opere com o mesmo nível de excelência genética dos principais polos globais, a importação frequente de reprodutores garante acesso imediato ao topo da ciência global. Nesse sentido, a Topigs Norsvin, empresa de genética suína, conduz a maior rota contínua de importação de suínos do país.
A companhia desembarcou a terceira remessa de reprodutores deste ano no mês de julho e já prepara ao menos outras duas operações para 2026, consolidando a liderança absoluta na introdução de genética de ponta no Brasil.
“Nós precisamos garantir que o material genético utilizado nas granjas brasileiras seja o mesmo das nossas granjas núcleos na Noruega e Canadá. Com esse fluxo constante de importações, associados com alto nível genético e tecnológico das nossas granjas núcleo locais, nós garantimos que o produtor brasileiro tenha acesso a tudo que há de mais moderno em genética suína via as linhagens genéticas da Topigs Norsvin, afirma o diretor Técnico da Topigs Norsvin, Marcos Lopes.
Tecnologia global direto na fonte
O processo de importação foca em buscar os animais diretamente das estações Delta (centros mundiais de inovação, pesquisa e testagem de reprodutores) localizadas no Canadá e na Noruega. Nesses centros, que concentram o topo do melhoramento genético mundial da companhia e utilizam tecnologias avançadas de avaliação, os animais são avaliados por meio de tomografia computadorizada e tem seu consumo de ração individual mensurados por comedouros automáticos para medir a conversão alimentar de cada indivíduo. Além disso, todos esses reprodutores passam por uma minuciosa avaliação genômica para garantir o seu alto potencial genético.
“Nós sempre importamos um grupo seleto de reprodutores de alto mérito genético. Com essa estratégia nós utilizamos um material que vem direto da fonte primária e eliminamos qualquer tipo de defasagem genética, assegurando que o progresso genético chegue com força total aos produtores brasileiros”, detalha Lopes.
Distribuição estratégica pelo território nacional
A chegada contínua desses reprodutores ao país alimenta uma engrenagem de produtividade desenhada para beneficiar toda a cadeia. Os animais recém-chegados são direcionados para as centrais de inseminação próprias e parceiras espalhadas pelo Brasil.
“O nosso grande objetivo é desenvolver linhagens genéticas que entreguem resultados fantásticos a campo. Existem várias estratégias no mercado para disseminação genética, mas nós comprovamos que esse fluxo robusto de importações é o caminho mais eficiente para a evolução e a rentabilidade do setor”, conclui o diretor.






