Notícias
A força do extensionista rural para o desenvolvimento do Brasil
Extensionismo rural é a ponte entre o agricultor familiar e o desenvolvimento sustentável, essencial para a agricultura, a economia e o bem-estar social do Brasil.

Neste dia 6 de dezembro, celebramos uma das profissões mais importantes para o campo brasileiro: a do extensionista rural. Mais do que técnicos, esses profissionais são verdadeiros agentes de transformação, levando conhecimento, inovação e esperança para milhões de famílias que dependem da terra para sobreviver. O extensionismo rural é a ponte entre o agricultor familiar e o desenvolvimento sustentável, essencial para a agricultura, a economia e o bem-estar social do Brasil.
A extensão rural brasileira é uma história de luta e compromisso. Com 16 mil extensionistas de campo e mais de 9 mil profissionais administrativos, atendemos um universo de 4,1 milhões de agricultores familiares. No entanto, apesar de sua importância, essa força de trabalho enfrenta desafios orçamentários e estruturais. Por isso, promover o fortalecimento da assistência técnica e extensão rural é um compromisso com o presente e o futuro do país.
Nos últimos anos, temos nos dedicado a propostas como o Sistema Único de Assistência Técnica e Extensão Rural (Suater). Essa iniciativa integra esforços entre União, estados e municípios para garantir recursos consistentes e ampliar a capilaridade dos serviços. Atualmente, os estados destinam cerca de R$ 3 bilhões para a assistência técnica, valor insuficiente frente às demandas de nosso vasto território rural. Por isso, defendo que o Governo Federal contribua com pelo menos 30% desse orçamento, em uma parceria estratégica e contínua.
A extensão rural vai muito além do campo técnico. Ela capacita agricultores para acessar crédito, adotar práticas sustentáveis e aumentar sua produtividade. No entanto, seu impacto é ainda maior. Ao fortalecer a agricultura familiar, promovemos segurança alimentar, inclusão social e mitigamos desigualdades. Com a aprovação de R$ 500 milhões para Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) na Lei Orçamentária Anual de 2025, demos um passo significativo para valorizar esses profissionais e o campo brasileiro.
Investir em assistência técnica e extensão rural é reconhecer que o campo é a raiz mais genuína do Brasil. É através de políticas públicas robustas e gestão eficiente que transformaremos desafios em oportunidades. Que possamos, juntos, construir um país mais justo e próspero, onde os extensionistas continuem a ser agentes da mudança e do progresso.

Notícias
China, Paraguai e Palau abrem mercados para produtos agropecuários brasileiros
Novos acordos sanitários ampliam oportunidades para exportação de cálculos biliares bovinos, suínos vivos e carnes de diferentes espécies.

As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau aprovaram novos requisitos que permitem a entrada de produtos agropecuários brasileiros nesses mercados. As medidas envolvem a exportação de cálculos biliares bovinos para o mercado chinês, suínos vivos destinados ao abate para o Paraguai e carnes bovina, ovina, caprina e suína para Palau.
Com a China, o Brasil assinou um protocolo sanitário que estabelece as condições para exportação de cálculos biliares bovinos. O produto, utilizado principalmente pela indústria de Medicina Tradicional Chinesa, passa a ter regras definidas para inspeção, certificação e controle das remessas entre os dois países.
O acordo amplia o comércio de um subproduto da cadeia pecuária brasileira e cria uma nova possibilidade de aproveitamento econômico de materiais provenientes da produção bovina. A China é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras e tem papel estratégico para a expansão das exportações do agronegócio nacional.
No Paraguai, as autoridades sanitárias aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. A medida estabelece o padrão documental necessário para os embarques e abre uma nova alternativa comercial para a cadeia suinícola nacional.
Já Palau aprovou os modelos de CSI para importação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil. Com a aprovação dos certificados, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos de habilitação e atender aos requisitos sanitários exigidos pelo país insular.
As aberturas fazem parte da estratégia brasileira de ampliar o acesso a mercados internacionais por meio de acordos sanitários. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma abertura de mercado ocorre quando o país importador reconhece que as garantias sanitárias oferecidas pelo Brasil atendem aos seus requisitos para determinado produto.
Impacto para o agro
A ampliação de destinos comerciais reduz a dependência de poucos compradores e aumenta as possibilidades de comercialização para diferentes cadeias produtivas. No caso das carnes, a abertura de novos mercados ocorre em um momento de busca por maior diversificação das exportações brasileiras de proteína animal.
Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e suína, o avanço de negociações envolvendo subprodutos de origem animal mostra a tentativa da indústria de ampliar o aproveitamento econômico da produção pecuária brasileira.
Notícias
Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia
Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.

Notícias
Inscrições para prêmio de inovação em fertilizantes terminam nesta segunda-feira
Associação Nacional para Difusão de Adubos vai reconhecer pesquisas acadêmicas sobre fertilizantes, manejo do solo e tecnologias para o agronegócio, vencedor será anunciado em agosto, durante o Congresso Nacional de Fertilizantes.

Estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de agronomia e cursos correlatos têm até esta segunda-feira (27) para se inscrever na 5ª edição do Prêmio Carlos Florence, promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). A iniciativa busca estimular a produção de pesquisas e trabalhos acadêmicos voltados à inovação e ao desenvolvimento do setor de fertilizantes.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
Podem concorrer artigos científicos, ensaios, monografias, dissertações e teses desenvolvidos em instituições de ensino superior brasileiras. Os trabalhos devem abordar temas relacionados ao tratamento e uso do solo, inovação e desenvolvimento de produtos, além de gestão e tecnologias de aplicação de fertilizantes.
Nesta edição, o regulamento também contempla pesquisas alinhadas ao movimento internacional Nutrientes para a Vida (Nutrientes for Life), que destaca a importância biológica, ambiental e econômica dos fertilizantes para a produção de alimentos e para a sustentabilidade da agricultura.
Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora com base em quatro critérios. Inovação e viabilidade de aplicação terão peso 40 cada, enquanto objetividade e clareza receberão peso 20 cada na composição da nota final.
O vencedor será conhecido durante o 13º Congresso Nacional de Fertilizantes, marcado para 25 de agosto.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no site da ANDA, onde também estão disponíveis o edital e as orientações para envio dos trabalhos.
Criado para homenagear Carlos Florence, um dos principais especialistas brasileiros no setor de fertilizantes, o prêmio leva o nome do ex-diretor-executivo da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA), falecido em 2021. Florence acompanhou as principais transformações da indústria de fertilizantes no país e também se destacou como cronista e escritor.





