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Rodrigo Capella Opinião

A Força do Agronegócio no MS

É fato que o Estado do Mato Grosso do Sul tem no agronegócio uma de suas maiores forças econômicas

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Artigo escrito por Rodrigo Capella, influenciador digital do agronegócio, palestrante, consultor e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing

É fato que o Estado do Mato Grosso do Sul tem no agronegócio uma de suas maiores forças econômicas. Além da diversidade de atividades rurais, também é notável os vários parceiros comerciais do Estado, com demandas diferenciadas e personalizadas.

Conversei recentemente com Jaime Verruck, Secretário de Agricultura e Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul. Ele revelou que o maior destino das exportações é a Ásia. De acordo com o Secretário, a China importa grande parte dessa produção, que engloba soja, milho, celulose e carnes (suína, de aves, bovina). Bem interessante!

Durante o papo, Verruck revelou o desejo em expandir estas exportações. Este objetivo é bem fundamentado. Se fizermos uma breve análise, veremos que a Ásia se consolidou como um grande parceiro comercial do Brasil. Vários fatores contribuíram: a qualidade de nossos produtos, a dedicação do produtor brasileiro durante sua rotina diária e também a necessidade de importação de muitos países.

Apesar deste contexto favorável, o que mais me chamou atenção durante a conversa foram os projetos regionais. O Secretário destacou as iniciativas para suínos e novilhos precoces, entre outras mais. Fiquei imaginando se em nosso Brasil não poderíamos ter mais projetos estaduais focados por atividades, beneficiando os produtores de acordo com necessidades, dilemas e desafios diários. Afinal, o agronegócio é muito complexo. Quando generalizamos, perdemos assertividade.

Quase no final do bate-papo, Verruck destacou que uma das metas destas iniciativas regionais é proporcionar uma melhor remuneração para o produtor rural. Bingo! É disso que eles realmente precisam. “Nós entendemos que em médio e longo prazo só ficará na atividade quem investir em tecnologia”, disse ele. E eu concordo. Inovação não é mais um diferencial, é uma necessidade. Mas para ela existir o produtor rural precisa de recursos financeiros. Tecnologia não nasce em árvore. Pelo menos as que eu conheço.

Fonte: Assessoria
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Rodrigo Capella Opinião

Dicas para sucessão familiar no agro

Chave está em um bom planejamento estratégico, que inclui distribuição clara das funções entre as partes e cronograma preciso de execução

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Artigo escrito por Rodrigo Capella, diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio

A sucessão familiar é complexa e exige total atenção. A chave está em um bom planejamento estratégico, que inclui distribuição clara das funções entre as partes e cronograma preciso de execução.

Sem estes dois pontos, dificilmente se obtém êxito nesta importante tarefa. Além disso, outros fatores devem ser levados em conta durante o processo de sucessão familiar, que deve ser conduzido com cautela e de uma forma muito sólida.

Vamos as dicas:

1. Preparação Natural

O processo de sucessão familiar deve ocorrer naturalmente, com a inserção, pouco a pouco, das novas gerações no negócio da família. Leve, por exemplo, o seu filho ou filha para a propriedade durante os finais de semana para que ele/ela conheça as atividades rurais e se apaixone pelo campo. Isso ajudará futuramente na hora de dividir as tarefas.

2. Não há afastamento

Em conversa, o produtor rural Thiago Silveira me disse: “A sucessão consiste em preparar as próximas gerações, mas isso não quer dizer que as outras têm que sair”. Concordo plenamente. Uma geração complementa a outra e as duas devem trabalhar em harmonia, sem competição. Um verdadeiro trabalho em equipe. Ganha a propriedade, ganha toda a sociedade.

3. Tecnologia

É incrível como a tecnologia tem sido cada vez mais utilizada no campo. Dentro do processo de sucessão familiar, é fundamental contemplar a utilização de aplicativos, softwares e outras inovações. As novas gerações estão amplamente conectadas a este cenário e, juntamente com seus pais, contribuirão bastante para a maior produção em menor espaço.

4. Boas práticas de produção

Adote técnicas e iniciativas relacionadas à rastreabilidade, alta rentabilidade, manejo correto do solo, combate às pragas e amplo desenvolvimento da planta. Elas irão contribuir para um efetivo e diferenciado processo de sucessão familiar, aliando questões tradicionais a diferenciais competitivos. Contemplar apenas elementos básicos poderá proporcionar uma continuidade, sem evolução.

Analise todas estas dicas com calma. Reflita. Veja quais realmente fazem sentido em sua propriedade.

A vida no campo é um aprendizado diário, com muitas superações e muitas conquistas.

Vamos juntos valorizar o nosso agronegócio! Força Agro!

Fonte: Assessoria
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Rodrigo Capella Opinião

A fiscalização no agronegócio

Este contexto envolvendo agronegócio e meio ambiente é muito complexo

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Artigo escrito por Rodrigo Capella, diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio

Tenho como hábito conversar com produtores rurais, de vários tipos de cultivos, de vários Estados brasileiros. No último ano, ouvi, com frequência, queixas variadas. No entanto, algumas prevaleceram: pouco crédito disponível, restrições para realizar exportações e ainda falta de logística.

Mas, a reclamação que se fez mais presente foi em relação à fiscalização realizada na propriedade por órgãos ambientais. Produtores rurais me disseram que suas observações são apoiadas no seguinte tripé: a) fiscalizações rigorosas; b) multas abusivas; e c) burocracia.

Sobre as fiscalizações rigorosas, diversos produtores rurais sinalizaram que as inspeções ambientais têm ocorrido de forma mais intensa do que o necessário, prejudicando os vários personagens do agronegócio.

Já em relação às multas abusivas, há um claro descontentamento dos produtores brasileiros sobre as taxas cobradas e seus respectivos desdobramentos e impactos, como possíveis medidas.

O terceiro ponto – a burocracia – demandaria muitas linhas de explanação. Mas, resumidamente, ela é citada pelos produtores quando eles se referem à necessidade de se recorrer de multas e solicitar o fim de determinadas medidas, entre outros pontos.

Conversei, não faz muito tempo, sobre o tema fiscalização com o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Ele destacou: “Nós temos a lei. No Brasil, é possível e é necessário seguir a Lei. Nem mais do que isso, que é perseguição, e nem menos do que isso, que seria prevaricação. Vamos seguir a lei. Temos uma boa Lei no Brasil”.

Na mesma ocasião, perguntei ao Ministro sobre como o agronegócio e o meio ambiente podem conviver com harmonia. Salles destacou que o meio ambiente é insumo para a produção agropecuária. “Com o meio ambiente desequilibrado, a produção cai, piora e aumentam os custos. A harmonia do agro com o meio ambiente, e do meio ambiente com o agro, precisa ser permanente”, disse.

Este contexto envolvendo agronegócio e meio ambiente é muito complexo. Se fiscalizações extremas atrapalham realmente o desenvolvimento da atividade agropecuária; abrir mão das vistorias ambientais também pode trazer graves complicações, principalmente em relação ao mercado internacional.

A solução está na flexibilidade das ações, que só pode ser construída com base em um diálogo frequente e produtivo entre governo e os agropecuaristas. Esta aproximação ou a falta dela será decisiva para a nossa retomada econômica e para que o Brasil se torne – em poucos anos – uma verdadeira e clara potência econômica mundial.

Fonte: Assessoria
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Rodrigo Capella Opinião

As cooperativas e o agronegócio

Apesar do bom momento, as cooperativas enfrentam alguns desafios

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Artigo escrito por Rodrigo Capella, diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio

É incrível como existe uma forte ligação entre o nosso agronegócio e o cooperativismo. A cada quilômetro que eu percorro no Brasil, confiro isso na prática. É ótimo ver como essa forte aproximação ajuda os produtores rurais em vários aspectos, tais como comercialização de produtos, resolução imediata de problemas e identificação de novos caminhos para exportação.

Em uma conversa com Whaslley Silva, que está há mais de 20 anos na Comigo, ouvi que uma cooperativa gera integração e riquezas para os participantes e também contribui para o constante desenvolvimento de todos. “O cooperado impulsiona a Comigo a hoje ser a cooperativa que ela é. Crescendo, expandindo”, disse ele.

Durante o bate-papo, Whaslley também me apresentou os planos da cooperativa. “Dentro do planejamento estratégico, temos como objetivo manter a cooperativa capitalizada e o foco no cooperado. Acredito que, nos próximos anos, a Comigo vai se diversificar, crescer em área e em espaço territorial”.

Apesar do bom momento, as cooperativas enfrentam alguns desafios. Em uma conversa, Marcelo Schwalbert, da cooperativa Cotrijal, me disse que a sucessão familiar é um deles. “Fazemos um trabalho, já há alguns anos, nas propriedades. Agora, estamos desenvolvendo uma sucessão dentro da cooperativa”, contou ele.

Além deste ponto, outro merece atenção: a tecnologia. Com tantas opções, produtores se sentem um pouco perdidos. Já ouvi relatos sobre este cenário. Mas, então, a tecnologia ajuda ou atrapalha as cooperativas? Marcelo me respondeu: “Tecnologia só ajuda, precisa ser bem trabalhada, bem conduzida”.

Ao final do bate-papo, ele disse: “O desafio é usar a melhor tecnologia e a mais assertiva para nosso público”. Concordo plenamente e fico contente em saber que o cooperativismo no agronegócio terá grandes aliados.

Afinal, com aplicativos, softwares e ferramentas diversas, ganha-se agilidade, produtividade, rentabilidade e aumenta-se o senso de cooperativismo: todos juntos em busca dos melhores resultados. O agronegócio agradece. A sociedade agradece.

Fonte: Assessoria
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