Bovinos / Grãos / Máquinas Dos escritórios para o estábulo
A fascinante trajetória da marqueteira que hoje produz 14 mil litros de leite por dia
Conforme a gestora de negócios da fazenda Bacelar Agroleite, Fernanda Krieger Bacelar, “O agronegócio evoluiu muito nos últimos e as mulheres chegaram para ficar, para estar à frente dos negócios, primando por uma gestão com muita firmeza, foco, consistência e atenção aos detalhes”.

Em um mundo que está em transformação o tempo todo, é preciso coragem e uma certa dose de ousadia para ajustar a trajetória e seguir por novos caminhos. Características essas que não faltam a Fernanda Krieger Bacelar, que, após construir uma sólida carreira na área de Marketing e Comunicação, decidiu migrar para o campo e dedicar-se à pecuária leiteira em Arapoti, cidade situada na região dos Campos Gerais, no Paraná.
Ela conta que a decisão de fazer a transição para um setor até então desconhecido foi tomada quando se tornou mãe, ganhando apoio da família, especialmente do seu pai. “Quando meu filho Lucas nasceu percebi que conciliar a maternidade com uma carreira que me exigia bastante e morando em uma cidade como Curitiba era um desafio constante. Nesta mesma época meus avós faleceram. Eles tinham uma propriedade de mil hectares em Arapoti, que até então eram arrendados para agricultura. Meu pai assumiu a gestão agrícola da fazenda e sugeriu que eu montasse uma leiteria, porque a propriedade fica em um dos grandes polos leiteiros do Brasil, com o argumento de que desta forma estaríamos investindo no patrimônio da família”, relata Fernanda.
Fascinada com a ideia, mesmo sem conhecimento prévio do setor, a publicitária aceitou o desafio e assim nascia a fazenda Bacelar Agroleite. “Começamos a elaborar o projeto, a visitar outras propriedades leiteiras e a realizar prospecções financeiras para viabilizar a construção de uma leiteria capaz de abrigar 400 animais em lactação. Iniciamos o empreendimento com 80 vacas prenhas, que gradualmente foram incorporadas à produção de leite à medida que iam parindo. No início, a quantidade de leite produzida era modesta, mas ao longo do tempo dobramos a produção, até atingir, após sete anos, a marca de 400 animais em lactação e uma produção diária de 14 mil litros de leite”, conta Fernanda, orgulhosa.
Atualmente, a propriedade tem um rebanho de 850 animais, composto por 483 vacas e 367 novilhas. Há seis anos, a Bacelar Agroleite tem sido reconhecida como uma das melhores leiterias em termos de qualidade do leite no Paraná, distinção concedida pela Associação Paranaense de Raça Holandesa e pela Capal Cooperativa Agroindustrial. “Essa premiação é resultado do nosso compromisso em produzir leite de alta qualidade, respeitando os mais elevados padrões sanitários e de bem-estar animal”, ressalta a gestora de negócios.
Desafios da transição
A transição não foi fácil. Fernanda teve desafios desde a busca de conhecimento sobre a criação de gado leiteiro até a adaptação das instalações e do manejo dos animais. No entanto, sua dedicação, perseverança e vontade de aprender foram essenciais para seguir adiante. “Começar uma atividade do zero, sem nenhum conhecimento prévio, experiência anterior ou repertório foi complicado, porque é muito difícil tomar decisões com base em algo que você ainda não vivenciou, especialmente considerando o fato de que comecei com poucos animais em lactação”, pontua.
Com um número pequeno de gado leiteiro, Fernanda conta que a preocupação inicial era garantir a liquidez do negócio, uma vez que havia feito um grande investimento em infraestrutura, o que gerou um ativo fixo imobilizado considerável. “A liquidez dependia do volume de leite produzido, mas para alcançar esse equilíbrio financeiro, para conseguir o payback do meu negócio precisaria ter 400 animais em lactação e 10 anos de operação em um crescimento linear”, relembra a produtora, que conseguiu atingir essa marca em pouco mais de seis anos de trabalho.
Durante esse período, Fernanda adotou várias táticas e estratégias para melhorar a liquidez e superar os desafios diários na atividade. Ela adquiriu animais jovens para aumentar o número de vacas em lactação e assim duplicar sua capacidade de produção de leite. Além disso, diversificou seu negócio, aproveitando as opções disponíveis na fazenda, como a venda de feno e palha de trigo, a fim de aumentar sua rentabilidade. “Os desafios de administrar uma fazenda são complexos, porque você precisa entender um pouco de tudo, desde gestão pessoas, saúde animal, agronomia para poder fazer a gestão das safras e as vacas tenham comida, de processos operacionais, porque a fazenda é uma fábrica a céu aberto rodando sete dias por semana, 24 horas por dia, então todos os processos operacionais precisam estar muito bem alinhados para garantir que tudo ocorra bem”, salienta.
E o fato de ser uma mulher à frente de um negócio no setor agropecuário trouxe à tona desafios estruturais e culturais, que Fernanda teve que enfrentar no dia a dia com fornecedores, outros produtores e funcionários. Para desmistificar os estereótipos e a desconfiança inicial, Fernanda teve que trabalhar arduamente para obter resultados tangíveis e assim conquistar sua posição no mercado.
Por sua vez, Fernanda ressalta que o fato de ter vindo da publicidade favoreceu para que ingressasse na atividade com uma mentalidade aberta, voltada aos processos operacionais e com uma abordagem empresarial, adotando a criação de departamentos específicos e estabelecendo as funções de cada um dos funcionários, o que contribuiu para a eficiência e o profissionalismo na gestão do negócio.
Fernanda destaca ainda que sua relação com o leite é B2B. Como cooperada da Capal, sua produção leiteira é vendida por meio dessa cooperativa. “Não tenho uma marca para meu leite, mas tenho uma marca para o meu negócio, que é a Bacelar Agroleite, a qual representa nossa busca constante pela qualidade, eficiência, gestão e preservação do patrimônio familiar”, enfatiza, acrescentando: “Meu objetivo é me tornar cada vez mais eficiente, para que meu negócio seja cada vez mais lucrativo, para que eu possa trabalhar com o bem-estar dos animais e focar na qualidade de vida dos meus funcionários. Quando alcançar isso minha empresa vai se tornar completa e eu uma gestora muito satisfeita com o meu negócio. Por isso que eu, no momento, não tenho interesse em produzir uma marca própria”.
Em busca de conhecimento
Para adquirir o conhecimento necessário para gerenciar a produção de leite, Fernanda utilizou uma combinação de recursos e estratégias. Inicialmente, ela reconhece que começar do zero em um negócio tão complexo como a produção de leite demandou muita resiliência, mas, por outro lado, trouxe benefícios, pois teve a liberdade de trilhar seu próprio caminho e construir o negócio com base em suas próprias crenças.
Sua experiência anterior em gestão de empresas e os 15 anos de atuação em Marketing e Comunicação proporcionaram a ela uma perspectiva diferenciada, focando sua atenção em processos operacionais e na eficiência produtiva do rebanho, o que contribuiu para a rápida profissionalização do negócio.
Além disso, Fernanda ressalta a importância do contato e apoio de outros produtores no início de sua jornada. “Essa troca de informações e experiências foi muito valiosa, pois recebi dicas e pude esclarecer dúvidas sobre o dia a dia na atividade. A Capal, cooperativa em que sou associada, também desempenhou um papel fundamental, fornecendo suporte técnico especializado em áreas como alimentação, manejo de safras, sanidade e qualidade do leite. Atrelado a isso, a nossa propriedade está localizada em uma região reconhecida por sua alta tecnologia e excelência nos indicadores de qualidade do leite, o que serviu como referência e inspiração para elevar os padrões do meu negócio”, enfatiza.
Para complementar seu conhecimento, Fernanda também participou de diversos cursos voltados para a produção leiteira, os quais forneceram a base necessária para que pudesse gerenciar e tomar decisões mais embasadas no dia a dia de seu negócio.
Gestora de negócio
Desde o início, Fernanda diz que tinha plena consciência de que seria uma gestora do negócio e para isso precisaria ter profissionais qualificados e parceiros para atuar na atividade. “Antes mesmo de começar o negócio, fechei uma parceria com o médico-veterinário Nilton Vieira para nos ajudar na adequação do projeto e seleção dos animais. Ele segue até hoje na fazenda nos ajudando na parte sanitária, clínica e cirúrgica dos animais”, menciona.
Além disso, Fernanda reconhece a importância de contar com bons funcionários, que estejam comprometidos com o cuidado diário dos animais. A fazenda atualmente emprega 16 funcionários, sendo parte deles responsável pelo manejo dos animais e outra parte dedicada às atividades de ordenha, alimentação, manejo das camas e dos processos operacionais, que abrangem desde a manutenção dos equipamentos até a gestão de pessoas, compras, estoque e demais tarefas inerentes à rotina da fazenda.
Tirando o projeto do papel
Para dar início à criação de gado leiteiro, a família Bacelar realizou um investimento inicial por meio de um financiamento do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) para a construção de dois barracões free stall, cada um com capacidade para abrigar 200 animais, além da instalação de uma sala de ordenha de porte médio, com 12 postos, e um bezerreiro. Posteriormente, buscaram novos financiamentos para viabilizar a construção de uma área destinada ao pré-parto, bem como espaços específicos para vacas secas e novilhas. “Essas expansões foram essenciais para o crescimento e aprimoramento de nossas instalações, proporcionando condições adequadas de manejo e bem-estar animal em todas as fases de desenvolvimento do rebanho”, frisa a gestora da fazenda.
Referência em qualidade
A produtora de leite destaca que sua busca constante é pela qualidade, colocando o bem-estar animal e a excelência do leite como seus principais focos. Para Fernanda, produzir alimentos é uma grande responsabilidade, especialmente quando se trata de um alimento nobre como o leite. Desde o início da Bacelar Agroleite, ela direcionou seus esforços para produzir leite com a máxima qualidade, o que se reflete nos índices de contagem de células somáticas (CCS), bactérias mesófilas (CTB) e ausência de resíduos de antibióticos ou outros contaminantes, certificada com as melhores médias anuais nestes indicadores. “Recebemos bonificação no preço do leite pela qualidade do produto entregue quando atingimos todos esses indicadores.
Desde que comecei o meu negócio sempre peguei a bonificação máxima em qualidade do leite”, exalta, complementando: “Todas as premiações do Paraná referentes a qualidade do leite ganhamos desde o começo do nosso negócio, que vai fazer sete anos, ou seja, há seis anos ganhamos como o melhor leite de qualidade na região de atuação da Capal e a nível de Paraná somos reconhecidos pela Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa”, enaltece.
Na propriedade da família Bacelar, o bem-estar animal e o conforto são as principais prioridades, a fim de garantir uma boa produção em harmonia com a saúde e o conforto dos animais. “Nosso objetivo é proporcionar um ambiente confortável para eles. Nossos barracões foram projetados com muito cuidado, oferecendo um alto nível de conforto. As camas são limpas, repostas e higienizadas duas vezes ao dia. O trato é fornecido duas vezes ao dia, garantindo uma alimentação adequada. Na linha de cocho, as vacas recebem aspersão de água oito vezes por dia, proporcionando resfriamento e ajudando a reduzir a temperatura corporal para que se sintam mais confortáveis”, expõe Fernanda.
Durante o processo de ordenha, as vacas são conduzidas por um percurso curto e nenhum animal é submetido a qualquer forma de agressão. Na sala de espera, também é fornecido aspersão de água para evitar qualquer estresse térmico antes de entrar na ordenha. “Nosso principal objetivo é garantir o bem-estar de todos os animais, desde os bezerros até as vacas em lactação, por meio de cuidados e tratamentos exemplares”, frisa Fernanda.
Em 2017, a fazenda Bacelar Agroleite produzia 2,9 mil litros de leite diariamente no tanque, e até o final de 2022, alcançou a marca de 14 mil litros. “Essa evolução foi bastante rápida, acompanhada do crescimento da produção e do plantel ao longo dos anos”, pondera a produtora rural, ampliando: “E o que me traz muito orgulho também é de talvez servir de inspiração para futuras gerações de mulheres. Não tem nada mais poderoso do que uma mulher estar onde ela deseja estar. O agronegócio evoluiu muito nos últimos e as mulheres chegaram para ficar, para estar à frente dos negócios, primando por uma gestão com muita firmeza, foco, consistência e atenção aos detalhes”.
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Déficit da balança comercial do leite já supera US$ 500 milhões
Boletim do CILeite/Embrapa mostra que o Brasil acumula saldo negativo de US$ 519 milhões em 2026, enquanto os preços internacionais do leite em pó voltam a subir.

O déficit da balança comercial brasileira de leite e derivados alcançou US$ 519 milhões no primeiro semestre de 2026, refletindo a forte dependência do mercado externo para abastecimento de lácteos. Os dados constam no Boletim Indicadores Leite e Derivados de julho, elaborado pelo Centro de Inteligência do Leite (CILeite) da Embrapa Gado de Leite.
Entre janeiro e junho, o saldo comercial correspondeu à importação líquida de 1,2 bilhão de litros de leite equivalente. Apesar de uma desaceleração nas compras externas em junho, o volume importado permanece significativamente acima do registrado no ano passado.

Foto: Fernando Dias
Em junho, o Brasil importou 211 milhões de litros equivalentes de leite, redução de 4,2% em relação a maio. Na comparação com junho de 2025, porém, as importações cresceram 35,2%.
As exportações seguiram em trajetória de queda. No mês, os embarques totalizaram apenas 4 milhões de litros equivalentes, recuo de 23,9% frente a maio e de 13% na comparação com junho do ano passado.
O resultado reforça o desequilíbrio do comércio exterior do setor, com importações muito superiores às exportações ao longo de 2026.
Além do comportamento da balança comercial, o boletim aponta recuperação das cotações internacionais do leite em pó, principal referência do mercado global de lácteos.
Em junho, o preço do leite em pó integral subiu 3,9% em relação ao mês anterior, chegando a US$ 3.507 por tonelada. O leite em pó desnatado registrou alta de 4,7%, sendo negociado a US$ 3.252 por tonelada.
A combinação entre déficit expressivo da balança comercial e valorização internacional do leite em pó indica um cenário de maior atenção para o mercado brasileiro. Caso os preços externos continuem avançando, a tendência é de aumento do custo das importações, fator que pode influenciar a dinâmica do abastecimento interno nos próximos meses.
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Agroleite libera inscrições para a Rota do Leite 2026
Participantes poderão conhecer fazendas cooperadas da Castrolanda com produção diária entre 6 mil e 64 mil litros de leite.

Estão abertas as inscrições para a Rota do Leite do Agroleite 2026, que acontecerá entre os dias 03 e 07 de agosto. A organização liberou no site oficial do evento na tarde desta quarta-feira, 15 de julho, os links para inscrições dos interessados em participar da atividade que leva os visitantes até propriedades leiteiras de cooperados da Cooperativa Castrolanda, localizadas em Castro (PR), a Capital Nacional do Leite.
As vagas são limitadas a 43 visitantes por fazenda e as inscrições encerram quando todas forem preenchidas. A atividade é organizada pela área de negócios Pecuária da Castrolanda e neste ano contará com visitas a 10 propriedades, sendo três (3) na terça-feira, dia 04/08, duas (2) na quarta-feira, dia 05/08, quatro (4) na quinta-feira, dia 06/08, e uma (1) na sexta-feira, dia 07/08.
As propriedades variam em tamanho e sistemas de confinamento, com produções diárias de leite que variam entre 6 mil e 64 mil litros de leite, sendo todas de alto desempenho dentro de suas condições. O supervisor de Assistência Técnica da Castrolanda, Maiquel Wagner, destaca que as visitas são uma oportunidade para que os visitantes do Agroleite tenham contato direto com propriedades que possuem gestão eficiente.
“As visitas da Rota do Leite contam com propriedades de diferentes realidades, algumas mais focadas em automação e alta tecnologia, outras que se destacam pelo padrão genético e qualidade do leite. E o mais interessante é que todas as tecnologias que os visitantes conhecerem nas propriedades, eles encontram no Agroleite”, relata Maiquel.
Inscrição
A inscrição deve ser feita pelo site do Agroleite, acesse clicando aqui, no menu ‘Rota do Leite’, abaixo da foto principal. Do site do Agroleite o interessado será encaminhado para a plataforma Sympla para fazer a inscrição, cujo custo simbólico será de R$ 15,00 por inscrição e inclui o transporte até a propriedade escolhida.
Conforme política da plataforma Sympla, os cancelamentos de pedidos pagos serão aceitos até sete dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento. O Sympla ainda permite editar o participante de um ingresso uma única vez, essa opção fica disponível até 24 horas antes do início do evento.
Recomendações
Recomenda-se que os participantes observem a previsão do tempo e em caso de previsão de chuva levem guarda-chuva e/ou capa de chuva e botas. Os inscritos devem comparecer ao local de embarque, indicado no mapa do evento com 15 minutos de antecedência. Caso os inscritos não compareçam, será possível que outros interessados integrem o grupo na hora do embarque fazendo o pagamento via PIX.
Agroleite 2026
O Agroleite 2026, vitrine da tecnologia da cadeia do leite da América Latina, será realizado entre os dias 03 a 07 de agosto em Castro-PR, a Capital Nacional do Leite, no Parque Tecnológico Agroleite e Parque Dario Macedo. Todas as informações da programação são divulgadas no site, acesse clicando aqui, no aplicativo Meu Agroleite e nas redes sociais @agroleitecastrolanda. O evento é promovido pela Cooperativa Castrolanda, aberto ao público e gratuito.
Parceria e patrocinadores Diamante
O evento é realizado em parceria com o Governo do Estado do Paraná e Prefeitura Municipal de Castro. Na cota diamante o Agroleite 2026 recebe a assinatura de Alta Genetics, Biofarm, Boehringer Ingelheim, CBC Seguros, Ceva, Cogent Iamax, Coonagro, De Heus, Grupo Calpar, Grupo Barigui, Hércules- Estruturas e Construtora, Inpasa, JA Saúde Animal, Lactalis, Lely, Menarim Agro, MSD Saúde Animal, Nobre Nutrição Animal, Nutrição Castrolanda, Nutrivital, Nutron, Ourofino Saúde Animal, Seal Plus, Select Sires, Sicredi, ST Genetics, Tortuga, UCB Vet Saúde Animal e Vaccinar.
Confira abaixo o cronograma completo de visitas:
Sempre Verde
Proprietário: Douwe Jantinus Groenwold
Localidade: Castrolanda
Perfil da fazenda: a propriedade conta com animais da raça holandesa confinadas em sistemas Compost Barn em cross ventilation. Propriedade caracterizada pelo elevado padrão genético e excelência na gestão de dados.
Produção de leite diária: 52.000 litros
Data da visita: 04 de agosto
Saída do parque: 8h30
Previsão de chegada na propriedade: 9h
Previsão de retorno no parque: 11h30
Chácara Drentina
Proprietário: Eduardo Groenwold
Localidade: Castrolanda
Perfil da fazenda: a propriedade é composta por animais da raça holandesa, confinadas em Free-Stall e Compost Barn. A propriedade apresenta excelentes resultados produtivos e animais com alto padrão genético.
Produção de leite diária: 6.000 litros
Data da visita: 04 de agosto
Saída do parque: 13h30
Previsão de chegada na propriedade: 14h
Previsão de retorno ao parque: 16h30
Agropecuária Conde
Proprietário: Marco Noordegraaf
Localidade: Estrada da Ilha
Perfil da fazenda: a propriedade possui animais da raça holandesa, em sistema de confinamento Free Stall, com ordenha realizada em Carrossel. A propriedade apresenta excelentes resultados produtivos e animais com alto padrão genético.
Produção de leite diária: 24.000 litros
Data da visita: 04 de agosto
Saída do parque: 13h30
Previsão de chegada na propriedade: 14h
Previsão de retorno ao parque: 16h30
Genética ARM
Proprietário: Armando Rabbers
Localidade: Castrolanda
Perfil da fazenda: a propriedade é composta por vacas da raça holandesa confinadas em sistema Free Stall. Propriedade foi a primeira da América Latina a utilizar o sistema de ordenha robotizada.
Produção de leite diária: 6.000 litros.
Data da visita: 05 de agosto
Saída do parque: 8h30
Previsão de chegada na propriedade: 9h
Previsão de retorno no parque: 11h30
Centro de Treinamento para Pecuaristas (CTP)
Localidade: Maracanã
Perfil da fazenda: a propriedade é caracterizada por ser uma instituição de formação profissional, focada em oferecer treinamentos, cursos e aulas para produtores rurais e demais públicos da área. A propriedade é dividida em grande unidade (com vacas holandesas confinadas, produzindo 13.000 litros de leite por dia) e, pequena unidade (com vacas da raça jersey semiconfinadas e com produção diária de 1.600 litros de leite).
Data da visita: 05 de agosto
Saída do parque: 13h30
Previsão de chegada na propriedade: 14:00h
Previsão de chegada no parque: 16h30
Agropecuária Harm
Proprietário: Lucas Rabbers
Localidade: Maracanã
Perfil da fazenda: a propriedade possui vacas confinadas da raça holandesa, apresenta ordenha convencional e ordenha robotizada. A propriedade apresenta excelentes resultados produtivos e animais com alto padrão genético.
Produção de leite diária: 38.000 litros
Data da visita: 06 de agosto
Saída do parque: 8h30
Previsão de chegada na propriedade: 9h
Previsão de retorno no parque: 11h30
Chácara Ressaca
Proprietário: Vitalino Wacherski
Localidade: Maracanã
Perfil da fazenda: a propriedade é composta por vacas da raça holandesa, confinadas em Free Stall, caracterizada pela excelência nos resultados produtivos, baseada na sucessão familiar.
Produção de leite diária: 6.000 litros
Data da visita: 06 de agosto
Saída do parque: 8h30
Previsão de chegada na propriedade: 9h
Previsão de retorno no parque: 11h30
Agropecuária FINI
Proprietário: Hans Jan Groenwold
Localidade: Castrolanda
Perfil da fazenda: a propriedade possui vacas da raça holandesa, confinadas em sistema Free Stall. Caracterizada por ser referência em genética.
Produção de leite diária: 43.000 litros.
Data da visita: 06 de agosto
Saída do parque: 13h30
Previsão de chegada na propriedade: 14h
Previsão de retorno no parque: 16h30
Agropecuária ARKAFLA
Proprietário: Armando Carvalho
Localidade: Socavão
Perfil da fazenda: propriedade caracterizada como referência em produção e tecnologia. Os animais da raça holandesa são confinados em sistema Free Stall e a ordenha é realizada em Carrossel.
Produção de leite diária: 64.000 litros.
Data da visita:06 de agosto
Saída do parque: 13h
Previsão de chegada na propriedade: 14h15
Previsão de retorno no parque: 17h30
Chácara Bonança
Proprietário: Henk Boele Kassies
Localidade: Castrolanda
Perfil da fazenda: a propriedade é composta por animais da raça holandesa. O sistema é o semiconfinado e os resultados produtivos são excelentes.
Produção de leite diária: 6.000 litros.
Data da visita: 07 de agosto
Saída do parque: 8h30
Previsão de chegada na propriedade: 9h
Previsão de retorno no parque: 11h30
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Exportação de 189 novilhas Girolando abre mercado de Botswana para genética leiteira brasileira
Primeiro embarque para o país africano integra programa que prevê a importação de mil animais e expansão da pecuária leiteira local para um rebanho de três mil cabeças.

Quase 200 animais da raça Girolando foram exportados neste mês de julho para a África. A Fazenda Floresta, localizada em Lins/SP e associada da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, realizou o envio de 189 novilhas prenhes para Lobatse, no sudeste de Botswana.
Os bovinos seguiram de avião para o continente africano no dia 11 de julho e já estão na Fazenda Milk Valley, de propriedade da Botswana Development Corporation (BDC), agência do Governo para o desenvolvimento comercial e industrial do país. Segundo a instituição, a opção pela raça Girolando foi por conta de sua excepcional produção de leite, resiliência e adaptabilidade a ambientes tropicais e semiáridos, o que a torna muito adequada às condições climáticas de Botswana e às ambições da produção leiteira do governo local.
Este é o primeiro de uma série de lotes de animais da raça que serão importados pela BDC, marcando o início de um programa de importação que introduzirá mil vacas leiteiras de alto rendimento na Fazenda Milk Valley. O diretor-geral da BDC, Oteng Keabetswe, afirmou que a introdução da genética brasileira em seu país representa um ponto de virada importante na construção de uma indústria leiteira moderna e sustentável para Botswana. “Este investimento fortalecerá a produção nacional de leite, criará empregos, desenvolverá habilidades locais e contribuirá significativamente para os objetivos de segurança alimentar e diversificação econômica de Botswana. É um investimento estratégico da BDC para fortalecer a indústria de laticínios do Botswana, aumentar a segurança alimentar nacional, reduzir a dependência de produtos lácteos importados e contribuir para a agenda de diversificação econômica do país”, assegura Keabetswe.
Para a criadora Roberta Bertin, trata-se de um momento histórico. “É a primeira exportação de material genético bovino do Brasil para Botswana, abrindo uma nova fronteira para a genética leiteira brasileira no continente africano. Foram enviados animais de alto mérito genético, reconhecidos por sua produtividade, adaptação e eficiência, o que contribuirá para o desenvolvimento da produção de leite no país, levando. A raça Girolando brasileiro reafirma, mais uma vez, sua posição como referência mundial em genética e produção de leite em clima tropical.”, diz Roberta.
As negociações para abertura do mercado tiveram início em maio de 2025 e foram concluídas em março de 2026. O Brazilian Girolando, projeto de exportação da Associação de Girolando, contribuiu com o processo, enviando dados técnicos dos animais. “Todos os exemplares selecionados para exportação contam com o registro genealógico emitido pela Associação, certificando que todos têm genealogia comprovada na raça Girolando. Essa garantia de origem é essencial para um projeto como o do governo de Botswana, que pretende utilizar essa genética como base para multiplicar o rebanho leiteiro da Milk Valley”, informa Marcello Cembranelli, gestor do Brazilian Girolando, que vem atuando em vários países para a promoção da genética brasileira.
O Governo de Botswana adotou uma estratégia de importação planejada, visando a sustentabilidade a longo prazo do projeto e no desenvolvimento do programa de reprodução e de produção a longo prazo da Fazenda Milk Valley. O lote inicial de novilhas prenhes permitirá que os animais se aclimatem ao novo ambiente, ao mesmo tempo que possibilita à fazenda monitorar de perto a saúde, o bem-estar e a produtividade animal. A abordagem gradual também apoiará a integração progressiva do rebanho, a implementação da infraestrutura de apoio e o aprimoramento contínuo das práticas operacionais antes da chegada dos lotes subsequentes.
Após a conclusão do programa de expansão do rebanho, espera-se que a fazenda cresça em direção à meta de longo prazo de aproximadamente 3.000 cabeças de gado leiteiro, aumentando significativamente a capacidade de produção de leite de Botswana.
Segundo a BDC, a expectativa é de que o projeto estimule novas empresas, fortaleça as cadeias de suprimentos locais e contribua para uma economia agrícola mais competitiva, alcançando desde a produção de forragem, serviços veterinários, criação de animais, transporte e logística, suporte de engenharia e manutenção de equipamentos, até o processamento de leite, embalagem, logística da cadeia de frio, distribuição e varejo.



