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A Evolução no Consumo de Carne de Frango

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*Vitor Hugo Brandalize

Alguns meses atrás, escrevemos um artigo sobre a Competitividade da Avicultura Brasileira. Naquela oportunidade, descrevemos que o agronegócio é uma área de investimento promissora pois, até o ano de 2050, teremos um incremento na população mundial de aproximadamente 2 bilhões de habitantes, o que fará com que a demanda por alimentos em todo o mundo aumente em 70%. Segundo projeções do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), de 2013, o crescimento econômico global deverá apresentar uma taxa média anual de 3,3% durante a próxima década.
No entanto, as premissas refletem uma dicotomia entre pequeno crescimento econômico nos países desenvolvidos e um maior crescimento nos países em desenvolvimento. Como resultado, os países em desenvolvimento tornam-se uma parte maior da economia mundial. Taxas anuais de crescimento relativamente elevadas na China (7,8%), Índia (7,5%) e em outras economias em desenvolvimento, de aproximadamente 4,2%, sustentarão os ganhos macroeconômicos previstos. No gráfico abaixo, podemos observar as projeções do USDA (2013) das taxas de crescimento anuais nos Estados Unidos e no restante do mundo.
 
Estes dois fatores -crescimento da população, associado a um maior incremento financeiro-, fazem com que ocorra um aumento no consumo das proteínas no mundo.
 
O crescimento econômico é especialmente importante nos países em desenvolvimento, pois o consumo de alimentos e, principalmente, proteínas animais, são particularmente sensíveis ao crescimento da renda nestes países, quando a população passa a diversificar a dieta. Em contraste com os países desenvolvidos, as populações de países em desenvolvimento tendem a ser mais jovens e em processo de urbanização mais rápida, o que, somado aos fatores acima e à expansão da classe média, reforça as projeções de expansão e diversificação do consumo de alimentos.
 
O gráfico 1 (em anexo) demonstra os incrementos que ocorreram no consumo de proteínas (em milhões de toneladas) nos últimos anos e a tendência futura.
 

A demanda mundial de carne e as importações continuarão apresentando um forte crescimento, especialmente em muitos países de renda média e baixa. O crescimento projetado para o consumo mundial de carnes é de 1,8% ao ano durante a próxima década, com maiores ganhos para as carnes de aves em relação aos suínos e bovinos.
 
A pergunta é: por que o consumo de carne de aves ultrapassará o consumo das outras carnes nos próximos anos?

 
Jeff Simmons (2009), apresentou uma pesquisa realizada pelo Conselho Internacional de Informações sobre Alimentos (IFC – International Food Information Council), que demonstrou que, questionados sobre as preocupações específicas quanto aos alimentos, metade dos consumidores considera que "doença e contaminação" estão no topo da lista. A pesquisa também demonstra que a maioria das pessoas não está excessivamente preocupada com a segurança dos alimentos, tampouco com as modernas tecnologias de produção agropecuária.
 
Se a maioria dos consumidores confia que os alimentos que consomem são seguros, então com que eles se preocupam? Quando perguntados abertamente sobre o que mais desejam em seus alimentos, consumidores consistentemente dizem que desejam produtos de alta qualidade e com custos razoáveis. Como exemplo, um levantamento nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Argentina e China revelou que sabor, qualidade e preço estavam entre as principais considerações feitas quando da escolha dos alimentos.
 
Destes, os custos razoáveis continuam a ser o fator mais relevante, principalmente em situações e países onde a economia apresenta volatilidade. Naturalmente, a possibilidade de ter recursos para adquirir alimentos importa menos para alguns consumidores, particularmente para aqueles em países ricos, onde a despesa com alimentos consome apenas 10% da renda média. Isto inclui consumidores que preferem alimentos produzidos de maneira orgânica!
 
À medida em que os custos dos ingredientes das dietas (commodities alimentares) mudaram para um patamar mais elevado a partir da década de 80 -com os Estados Unidos passando a utilizar uma grande quantidade de milho para a produção de etanol e, mais recentemente (em 2010), a China iniciando a importação deste grão-, a maioria dos alimentos orgânicos permanece um luxo de alto custo. Cerca de três quartos da população mundial não tem acesso a este tipo de alimento, particularmente em países em desenvolvimento onde os custos com alimentação consomem mais de 50% da renda média.
 
Todas as preferências dos consumidores podem e devem ser protegidas. Sobretudo, os subnutridos das nações em desenvolvimento, que estão melhorando suas dietas pelo aumento de consumo de proteínas de origem animal, merecem alimentos a custos acessíveis que possam ser produzidos com tecnologias agropecuárias cuidadosamente monitoradas para que aumentem a eficiência de produção.
 
Entre as principais carnes disponíveis em escala comercial no mundo, a carne de frango é a que vem apresentando o maior crescimento, principalmente nos mercados emergentes, e isto se deve à maior acessibilidade desta carne aos consumidores. Devido à excelente capacidade de converter alimentos (rações) em carne, os frangos precisam de menos alimento para produzir a mesma quantidade de carne que suínos e bovinos, em um período de tempo muito menor.

Veja gráfico( anexo 2)

Além disso, restrições religiosas, que proíbem o consumo de carne bovina e suína em algumas regiões do mundo, não se aplicam ao frango.

Atualmente, os consumidores comem mais de carne suína por ano, o equivalente a cerca de 114 milhões de toneladas por ano, do que de frango, que alcança o índice de 106 milhões de toneladas. Porém, o consumo de carne de frango está crescendo rapidamente, à taxa de 2,5% ao ano, em comparação com o crescimento de 1,5% registrado pela carne suína.

Segundo previsões de Osler Desouzart (ODConsulting), em 2020, as carnes de aves serão as  mais consumidas no mundo. O quadro abaixo apresenta as projeções realizadas para 2020.
 
. Evolução da produção de carnes no mundo (1.000 ton)

TotalBovinaSuínaAvesOvinos e CaprinosOutras
2020337.34169.089123.740124.96113.9745.577

Como é que o Brasil se posicionará neste mercado?

A Revista Exame (10/10/2014) publicou recenemtente o artigo "Brasil, o gigante do agronegócio", em que demonstra que, nas últimas quatro décadas, o Brasil passou de importador a segundo maior exportador de produtos agropecuários do planeta. Este setor representa ainda 23% do PIB, 27% dos empregos e 44% das exportações brasileiras. E a avicultura brasileira seguiu exatamente a mesma trajetória do nosso agronegócio.

O Brasil é um dos maiores produtores de carne de frango do mundo, sendo o maior exportador mundial, com registro de 12,307 toneladas de carnes produzidas, em 2013.  Embora as perspectivas sejam bastante positivas sobre o aumento do consumo da proteína em todo o mundo, o crescimento do mercado brasileiro continuará em destaque. O consumo per capita de frango no nosso País, atualmente em 43,5 quilos ao ano, deverá seguir crescendo.
 
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o consumo deve crescer à taxa acima de 2% ao ano nesta década.
Por todo o contexto positivo no cenário nacional e internacional, a carne de frango seguirá conquistando a população mundial nos próximos anos. O fato é muito bom para a população, que se beneficia de uma proteína saudável e de ótimo custo, e para o Brasil, que se firma, cada vez mais, entre os maiores produtores do mundo.

*Vitor Hugo Brandalize é especialista em nutrição do Suporte Técnico Mundial da Cobb-Vantress

Fonte: Ass. Impr. da Cobb

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Avicultura

Um em cada três frangos abatidos no Brasil sai do Paraná

Estado respondeu por 35% da produção nacional no primeiro trimestre de 2026, período em que o país atingiu o maior volume de abates da série histórica.

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Foto: Jonathan Campos

O Paraná ampliou sua liderança na avicultura brasileira e respondeu sozinho por mais de um terço de todos os frangos abatidos no país no primeiro trimestre de 2026. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o estado concentrou 35% do abate nacional no período, mantendo ampla vantagem sobre os demais produtores.

Foto: Ari Dias

Ao todo, o Brasil abateu 1,71 bilhão de frangos entre janeiro e março, resultado 3,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Apesar do crescimento anual, houve ligeira retração de 0,5% em relação ao quarto trimestre de 2025.

Ainda assim, o desempenho foi suficiente para garantir o melhor resultado já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica do IBGE, em 1997. O mesmo ocorreu com os abates de bovinos e suínos, indicando um começo de ano marcado por volumes recordes nas principais cadeias de proteína animal do país.

A distância do Paraná em relação aos demais estados ajuda a dimensionar a importância da avicultura na economia estadual. Com participação de 35%, o estado produz praticamente três vezes mais do que o quarto colocado nacional.

Na sequência aparecem Santa Catarina, com 13,3% do total abatido, Rio Grande do Sul, com 11,8%, e São Paulo, com 10,9%. Juntos, os quatro estados responderam por mais de 70% do abate nacional de frangos no primeiro trimestre.

Produção de carne cresce acima do ritmo de abate

Além do aumento no número de aves abatidas, a produção de carne de frango registrou expansão ainda maior no

Foto: Ari Dias

início deste ano.

O peso acumulado das carcaças alcançou 3,73 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026, alta de 6,9% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 2,2% frente ao trimestre imediatamente anterior.

O crescimento da produção em ritmo superior ao do abate indica ganho de eficiência na cadeia produtiva, com aves mais pesadas e melhor aproveitamento dos sistemas de criação e processamento.

A avicultura brasileira ocupa posição estratégica no agronegócio nacional. Além de atender ao mercado interno, o setor é fortemente orientado às exportações e possui no Sul do país sua principal base produtiva, sustentada pela integração entre produtores, cooperativas e agroindústrias.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam essa concentração. Somente Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul responderam por 60,1% do abate nacional no primeiro trimestre, confirmando a Região Sul como o principal polo da produção brasileira de carne de frango.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Galinhas livres de gaiolas e foco em biossegurança garantem produção de ovos bem-sucedida

Plantel de 500 mil aves, produção sem antibióticos melhoradores de desempenho e certificação em bem-estar animal sustentam o modelo adotado pela Planalto Ovos há oito anos.

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Foto: Divulgação

Galinhas livres de gaiolas, biosseguridade e a adoção de sistemas preventivos e sustentáveis garantem há oito anos o sucesso da Planalto Ovos, cujos resultados produtivos obtidos ao longo da sua trajetória demonstram a consistência do modelo escolhido para sua operação desde a concepção do projeto. Membro fundadora da Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA), a empresa mantém hoje um plantel de aproximadamente 500 mil aves, distribuídas entre diferentes unidades produtivas em Minas Gerais.

Foto: Divulgação

A decisão de adotar a criação de galinhas livres foi influenciada pela experiência prévia dos sócios na avicultura, construída entre 1964 e 2017 na Granja Planalto, e pela avaliação de que o modelo permitiria estruturar uma produção baseada em manejo cuidadoso, disciplina sanitária e qualidade do produto.

Em 2018, o mercado brasileiro de ovos provenientes de sistemas alternativos ainda era pouco desenvolvido. Existiam iniciativas pontuais, muitas vezes de pequena escala e com baixa padronização de processos. Porém, as mudanças observadas em mercados internacionais indicavam que modelos de criação que proporcionassem melhores condições às aves tenderiam a ganhar relevância ao longo do tempo. Esse contexto sinalizava uma oportunidade para a Planalto, que desde o início descartou a ideia de realizar uma transição gradual a partir de estruturas convencionais.

Toda a produção da empresa é desde então conduzida em sistemas livres de gaiolas ou caipira e integralmente certificada em bem-estar animal, para estabelecer um elevado padrão produtivo para todas as aves, independentemente do destino comercial dos ovos. Essa abordagem contribui para maior consistência operacional e reforça o princípio de que as práticas de manejo e as condições de criação devem ser uniformes em todo o plantel.

Biosseguridade como eixo central da produção

Desde a concepção do projeto, a biosseguridade foi estabelecida como um dos principais pilares da operação. Inicialmente havia preocupação de que a criação no piso pudesse ampliar o risco de desafios sanitários. Na prática, a experiência demonstrou que um programa robusto de prevenção, aliado a boas condições de manejo, permite manter estabilidade sanitária e consistência produtiva.

Foto: Divulgação

Um dos desdobramentos dessa abordagem foi conduzir a produção sem utilização de antibióticos como melhoradores de desempenho. Para viabilizar esse modelo, a empresa estruturou um conjunto integrado de medidas preventivas, baseadas em biosseguridade rigorosa, nutrição equilibrada e manejo adequado das aves.

Nesse contexto, são utilizadas alternativas tecnológicas que contribuem para a saúde intestinal e para a estabilidade da microbiota das aves, como probióticos e simbióticos, ácidos orgânicos e óleos essenciais. Essas ferramentas auxiliam na manutenção do equilíbrio microbiológico e reduzem a necessidade de intervenções terapêuticas ao longo do ciclo produtivo.

A abordagem está alinhada ao conceito de Saúde Única, que reconhece a interdependência entre saúde animal, saúde humana e equilíbrio ambiental, reforçando a importância de sistemas produtivos preventivos e sustentáveis.

A estrutura produtiva é compartimentalizada, com unidades fisicamente separadas (fábrica de ração, fazendas e entreposto de ovos), o que, apesar de aumentar a complexidade logística, reduz significativamente o risco de disseminação de patógenos.

O manejo sanitário inclui vacinação, monitoramento, controle de acesso e desinfecção, com atenção adicional, em sistemas no piso, ao manejo da cama, escolha do ninho e prevenção de endoparasitas.

Reconhecimento internacional

Os resultados produtivos obtidos demonstram a consistência do modelo adotado. Um dos marcos mais relevantes foi o reconhecimento de um lote da linhagem Lohmann como o mais produtivo já registrado pela genética, atingindo 593,8 ovos por ave alojada.

A empresa também recebeu em 2024 o Good Egg Award, concedido pelo ONG de bem-estar animal internacional Compassion in World Farming. A premiação reconhece empresas que adotam padrões elevados de criação e práticas alinhadas à melhoria das condições de vida das galinhas poedeiras.

Diretor da Planalto Ovos, Daniel Mohallem: “A viabilidade de sistemas livres de gaiolas depende menos de discurso e mais de execução: planejamento, disciplina sanitária, observação das aves, equipe capacitada e expansão alinhada à demanda” – Foto: Divulgação

Segundo a empresa, esses reconhecimentos demonstram que essas dimensões não são conflitantes, mas que é possível combinar altos níveis de bem-estar animal com alta e consistente produtividade.

Cooperação e perspectivas para o setor

A participação na criação da COBEA está alinhada à visão de que iniciativas colaborativas podem acelerar o aprendizado do setor. A troca de experiências entre empresas, academia e organizações da cadeia produtiva contribui para ampliar o alcance de boas práticas e fortalecer discussões técnicas e estratégicas sobre produção animal.

Na avaliação da Planalto Ovos, o Brasil tem capacidade técnica para avançar, mas enfrenta desafios como acesso a financiamento, custos mais altos e necessidade de melhor organização comercial; nesse contexto, certificações independentes são chave para diferenciar boas práticas e dar transparência ao mercado. “A viabilidade de sistemas livres de gaiolas depende menos de discurso e mais de execução: planejamento, disciplina sanitária, observação das aves, equipe capacitada e expansão alinhada à demanda. Nossa participação na COBEA serve não apenas para compartilhar nossa experiência com outros, mas também para evoluir em conjunto e promover a colaboração necessária em toda a cadeia de valor, o que pode ajudar a acelerar a transição para sistemas de produção que promovam um melhor bem-estar animal”, afirma o diretor da Planalto Ovos, Daniel Mohallem.

Fonte: Assessoria Planalto Ovos
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Produção de ovos supera 1,2 bilhão de dúzias no Brasil

São Paulo mantém liderança com quase um quarto da produção nacional, enquanto Paraná aparece na terceira posição entre os maiores produtores do país.

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Foto: Divulgação

A produção brasileira de ovos de galinha atingiu 1,21 bilhão de dúzias no primeiro trimestre de 2026, mantendo-se em um dos maiores patamares da série histórica, embora tenha mostrado sinais de desaceleração na comparação com os meses finais do ano passado.

Foto: Rodrigo Felix Leal

Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam que o volume produzido entre janeiro e março foi 0,4% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Em relação ao quarto trimestre do ano passado, porém, houve retração de 3,5%.

Mesmo com a queda trimestral, a produção permanece acima de 1,2 bilhão de dúzias, evidenciando a dimensão da avicultura de postura brasileira e a capacidade do setor de sustentar elevados níveis de oferta para atender tanto o mercado interno quanto a crescente demanda da indústria alimentícia.

A produção de ovos vem registrando crescimento contínuo nos últimos anos, impulsionada principalmente pelo aumento do consumo doméstico. O alimento ganhou ainda mais espaço na dieta dos brasileiros por apresentar custo relativamente menor em comparação a outras proteínas animais e por sua versatilidade de consumo.

Entre os estados, São Paulo manteve ampla liderança nacional. O estado respondeu por 24,6% de toda a produção

Foto: Rodrigo Felix Leal

brasileira no primeiro trimestre, o equivalente a praticamente uma em cada ოთხro dúzias produzidas no país.

Na sequência aparecem Minas Gerais, com participação de 10,2%, Paraná, com 9,8%, e Espírito Santo, responsável por 7,9% do total nacional. Juntos, os quatro estados concentram mais da metade da produção brasileira de ovos, demonstrando a forte regionalização da atividade.

Consumo interno sustenta produção elevada

Embora a variação anual tenha sido modesta, o desempenho do setor confirma a estabilidade da produção em níveis historicamente elevados. A demanda doméstica segue como principal sustentação da atividade, favorecida pelo aumento do consumo per capita e pela busca dos consumidores por proteínas de menor custo.

Foto: Giovanna Curado

No Paraná, terceiro maior produtor do país, a avicultura de postura desempenha papel relevante na economia agropecuária, com forte presença de granjas tecnificadas e integração com a indústria de alimentos. O estado se mantém entre os principais polos produtores nacionais, ao lado de São Paulo e Minas Gerais.

Os números integram as Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha referentes ao primeiro trimestre de 2026, divulgadas pelo IBGE. O levantamento acompanha a evolução da produção agropecuária brasileira e serve de referência para o monitoramento da oferta de alimentos e da dinâmica das cadeias produtivas do país.

Fonte: O Presente Rural
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