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A avicultura que quase ninguém vê

É uma produção que envolve pesquisas exaustivas, ciência e alta tecnologia, com milhares de profissionais altamente capacitados envolvidos.

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Fotos: AVIAGEN

A reportagem de capa desta edição do jornal O Presente Rural tem o objetivo mostrar aos avicultores e consumidores um panorama completo da pirâmide de produção da avicultura. No entanto, a pedido do jornal O Presente Rural, especialistas contam as peculiaridades de algumas etapas que pouca gente se lembra no dia a dia ou mesmo sequer sabe que existe. O foco é em toda a produção e os processos que antecedem a chegada do pintinho de um dia nas granjas dos produtores rurais. Um trabalho extremamente demorado, preciso, feito por poucas empresas de genética no mundo, com o apoio de agências reguladoras e fiscalizadoras, para garantir um pintinho de um dia saudável e capaz de oferecer seu máximo potencial produtivo a partir da chegada nas propriedades rurais.

É uma avicultura que envolve pesquisas exaustivas, ciência e alta tecnologia, com milhares de profissionais altamente capacitados envolvidos. No entanto, essa importante fase do processo de produção soa pouco familiar até mesmo para muitos avicultores brasileiros e do mundo.

Como a avicultura realmente começa

Existe um processo de seleção e produção de aves que são a base para a produção dos pintinhos que chegam até as granjas. Esse processo é composto pelas granjas núcleo, que dão origem às bisavós, que dão origem às avós, que dão origem às matrizes.

As granjas núcleo são responsáveis pela seleção de aves de alta qualidade genética, que possuem características desejáveis para a produção de frangos de corte, como bom desempenho de crescimento, conversão alimentar e resistência a doenças. Essas aves são criadas em ambiente controlado e recebem uma alimentação balanceada para que possam se desenvolver de forma saudável.

A partir das aves selecionadas nas granjas núcleo, são produzidas as bisavós, que são criadas com o objetivo de melhorar ainda mais a qualidade genética das aves. Em seguida, são produzidas as avós, que também são criados em ambiente controlado e recebem cuidados específicos para que possam se desenvolver de forma saudável e produzir ovos férteis de alta qualidade.

As matrizes são produzidas a partir das avós e são responsáveis por produzir os ovos férteis que serão incubados para dar origem aos pintinhos que chegam até as granjas. Essas matrizes são criadas em ambiente controlado e recebem uma alimentação específica para que possam produzir ovos de qualidade, que geram pintinhos de um dia para povoar as granjas, que produzirão até a hora do abate, processamento, transporte e venda ao consumidor.

Todo o processo de produção das aves, desde as granjas núcleo até a produção dos ovos férteis, é monitorado e regulado por órgãos competentes para garantir a segurança alimentar e a qualidade do produto final. Além disso, as empresas responsáveis pela produção das aves seguem protocolos rigorosos de biosseguridade, visando prevenir e controlar a ocorrência de doenças que podem comprometer a saúde das aves e a qualidade do produto.

Como muitos acham que a avicultura começa

As matrizes produzem ovos férteis, que serão incubados para dar origem aos pintinhos. Essa fase é realizada por empresas especializadas, que possuem instalações e equipamentos adequados para a produção de ovos de qualidade.

Depois é a incubação, em que os ovos são mantidos em ambientes controlados e recebem os cuidados necessários para que os futuros pintinhos se desenvolvam de forma saudável.
Na sequência é a produção dos pintinhos de um dia, que são comercializados para os produtores de frangos. Nessa fase, é importante que os pintinhos recebam uma alimentação adequada e sejam criados em um ambiente com temperatura e umidade controladas.

A fase seguinte é a criação dos frangos, que acontece nas granjas. Nessa fase, os frangos são alimentados com ração balanceada e recebem os cuidados necessários para crescer de forma saudável e livre de doenças.

A fase posterior é o abate dos frangos, que é realizado em frigoríficos. Nessa fase, é importante que sejam respeitados os padrões de qualidade e higiene para garantir a segurança alimentar do produto.

Por fim, a última fase é a recepção dos produtos, que chegam aos consumidores em forma de carne de frango fresca, congelada, processada, entre outras formas.
É importante ressaltar ainda que a pirâmide produtiva da avicultura envolve não apenas os produtores de frangos, mas também as empresas que fornecem insumos, equipamentos e serviços, além dos órgãos reguladores que garantem a qualidade e a segurança dos produtos.

E para outros tantos, é assim que começa a avicultura: no supermercado, mas isso é assunto para outro momento.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse gratuitamente a edição digital Avicultura Corte e Postura. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Setor da indústria e produção de ovos conquista novos mercados para exportação

No entanto, calor afeta novamente a produtividade no campo.

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Foto: Rodrigo Félix Leal

Foi anunciada recentemente a abertura do mercado da Malásia para ovos líquidos e ovos em pó produzidos no Brasil, ao mesmo tempo em que o setor projeta a retomada das exportações neste ano.

Porém, a atividade sente os efeitos das altas temperaturas no verão, situação que afeta a produtividade, menor postura de ovos e, em alguns casos, aumento da perda de aves. “Novamente teremos algumas dificuldades que poderão afetar o mercado de ovos gradativamente, refletindo a curto prazo numa possível diminuição de oferta”, comenta José Eduardo dos Santos, presidente executivo da Asgav.

O setor tem capacidade de atender a demanda interna e externa, porém, em algumas épocas do ano, são necessárias algumas medidas para garantir a manutenção da atividade.

O feriadão prolongado de natal e ano novo, as férias coletivas e os recessos, retraíram parcialmente o consumo de ovos, mas já se vê a retomada de compras e maior procura desde a primeira segunda-feira útil do ano, em 05 de janeiro, onde muitas pessoas já retomaram dos recessos de final de ano.

Além do retorno do feriadão, a retomada de dietas e uma nutrição mais equilibrada com ovos, saladas e omeletes é essencial para a volta do equilíbrio nutricional.

De acordo com o dirigente da Asgav, o setor vive um período de atenção em razão do calor, que afeta a produtividade. Com a retomada das compras, do consumo e das exportações, pode haver uma leve diminuição da oferta, sem riscos ao abastecimento de ovos para a população.

Fonte: Assessoria ASGAV/SIPARGS
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VBP dos ovos atinge R$ 29,7 bilhões e registra forte crescimento

Avicultura de postura avança 11,3% e mantém trajetória consistente no agronegócio brasileiro.

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Foto: Shutterstock

A avicultura de postura encerra 2025 com um dos melhores desempenhos da sua história recente. Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), atualizados em 21 de novembro, o Valor Bruto da Produção (VBP) dos ovos atingiu R$ 29,7 bilhões em 2025, consolidando um crescimento expressivo de 11,3% em relação aos R$ 26,7 bilhões registrados em 2024. O resultado confirma a trajetória de expansão do setor, fortemente impulsionada pela demanda interna aquecida, pela competitividade do produto frente a outras proteínas e por custos menos voláteis do que os observados durante a crise global de grãos.

Em participação no VBP total do agro brasileiro, o segmento se mantém estável: continua representando 2,11% da produção agropecuária nacional, mesmo com o aumento do faturamento. Isso significa que, embora o setor cresça, ele avança num ambiente em que outras cadeias, como soja, bovinos e milho, também apresentaram ampliações substanciais no ciclo 2024/2025.

Um crescimento consistente na série histórica

Os dados dos últimos anos mostram a força estrutural da cadeia. Em 2018, o VBP dos ovos era de R$ 18,4 bilhões. Desde então, a evolução ocorre de forma contínua, com pequenas oscilações, até alcançar quase R$ 30 bilhões em 2025. No período de sete anos, o faturamento da avicultura de postura avançou cerca de 61% em termos nominais.

Contudo, como temos destacado nas reportagens anteriores do anuário, é importante frisar: essa evolução se baseia em valores correntes e não considera a inflação acumulada do período. Ou seja, parte do avanço reflete o encarecimento dos preços ao produtor, e não exclusivamente aumento de oferta ou ganhos de produtividade. Ainda assim, o setor mantém sua relevância econômica e seu papel estratégico no abastecimento nacional de proteína animal de baixo custo.

Estrutura produtiva e desempenho por estados

O ranking estadual permanece concentrado e revela a pesada liderança de São Paulo, responsável por R$ 6,7 bilhões em 2025. Em seguida aparecem Minas Gerais (R$ 2,8 bilhões), Rio Grande do Sul (R$ 2,5 bilhões), Paraná (R$ 2,5 bilhões) e Espírito Santo (R$ 2,1 bilhões). O mapa de distribuição evidencia uma cadeia geograficamente pulverizada, mas com polos consolidados que combinam infraestrutura industrial e tradição produtiva.

A maioria dos estados apresentou crescimento nominal entre 2024 e 2025, embora, novamente, parte desse avanço tenha relação direta com preços mais altos pagos ao produtor, fenômeno sensível à oscilação do custo dos insumos, especialmente milho e farelo de soja.

Cadeia resiliente e cada vez mais eficiente

A avicultura de postura vem aprofundando sua profissionalização, com forte adoção de tecnologias de manejo, sistemas automatizados, ambiência melhorada e maior qualidade no controle sanitário. Esses fatores reduziram perdas, melhoraram índices zootécnicos e ampliaram a oferta de ovos com padrão superior, especialmente no segmento de ovos especiais (cage-free, enriquecidos, orgânicos e com rastreabilidade avançada).

Ao mesmo tempo, o consumo interno brasileiro se estabilizou em patamares elevados após a pandemia, consolidando o ovo como uma das proteínas mais importantes para a segurança alimentar da população, fato que contribui diretamente para a sustentabilidade econômica da cadeia.

A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura fecha 2025 com recorde histórico nas exportações de carne de frango

Embarques crescem, receita se mantém elevada e recuperação pós-influenza projeta avanço em 2026

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Após superar um dos momentos mais desafiadores da história do setor produtivo, a avicultura brasileira encerra o ano de 2025 com boas notícias. De acordo com levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações brasileiras de carne de frango totalizaram, no ano, 5,324 milhões de toneladas ao longo dos 12 meses de 2025, volume que supera em 0,6% o total exportado em 2024, com 5,294 milhões de toneladas, estabelecendo novo recorde para as exportações anuais do setor.

Foto: Shutterstock

O resultado foi consolidado pelos embarques realizados durante o mês de dezembro. Ao todo, foram embarcadas 510,8 mil toneladas de carne de frango no período, volume 13,9% superior ao registrado no décimo segundo mês de 2024, com 448,7 mil toneladas.

Com isso, a receita total das exportações de 2025 alcançou US$ 9,790 bilhões, saldo 1,4% menor em relação ao registrado em 2024, com US$ 9,928 bilhões. Apenas no mês de dezembro, foram registrados US$ 947,9 milhões, número 10,6% maior em relação ao mesmo período do ano anterior, com US$ 856,9 milhões. “O ano foi marcado pela resiliência do setor e pela superação de um dos maiores desafios da história da avicultura nacional, com o registro de um foco, já superado, de Influenza aviária de Alta Patogenicidade em aves comerciais. Fechar o ano com resultados positivos, conforme previu a ABPA, é um feito a ser celebrado e reforça a perspectiva projetada para 2026, ampliando a presença brasileira no mercado global, em compasso com a produção do setor esperada para o ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Principal destino das exportações de carne de frango em 2025, os Emirados Árabes Unidos importaram 479,9 mil toneladas (+5,5% em

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Fechar o ano com resultados positivos é um feito a ser celebrado e reforça a perspectiva projetada para 2026” – Foto: Mario Castello

relação a 2024), seguidos pelo Japão, com 402,9 mil toneladas (-0,9%), Arábia Saudita, com 397,2 mil toneladas (+7,1%), África do Sul, com 336 mil toneladas (+3,3%), e Filipinas, com 264,2 mil toneladas (+12,5%). “O restabelecimento total dos embarques após os impactos da Influenza aviária já sinaliza positivamente nos números das exportações. É o caso dos embarques para a União Europeia, que registraram alta de 52% nos volumes exportados em dezembro, e da China, que, em um curto período, já importou 21,2 mil toneladas. São indicadores que projetam a manutenção do cenário positivo para o ano de 2026”, ressalta Santin.

Fonte: Assessoria ABPA
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