Avicultura
A ascensão da Lar sob a liderança de Irineo da Costa Rodrigues
Presidente da Lar Cooperativa compartilha os detalhes de sua jornada pessoal e profissional, destacando como sua vida se entrelaça com a história e os ideais da cooperativa.

No movimento cooperativista é possível encontrar histórias de dedicação, visão e colaboração. Uma delas a Voz do Cooperativismo encontrou em Medianeira, PR, na conversa com Irineo da Costa Rodrigues, presidente da Lar Cooperativa, que compartilha os detalhes de sua jornada pessoal e profissional, destacando como sua vida se entrelaça com a história e os ideais da cooperativa. Confira os principais trechos.
O Presente Rural – Fale um pouco sobre sua história dentro do cooperativismo e na Lar. Como essas duas histórias se unem?
Irineo da Costa Rodrigues – A Cooperativa Lar foi criada nos anos 1960, quando houve uma migração de pessoas do Sul do país para onde hoje é o município de Missal. A Igreja Católica inclusive, através de uma encíclica do Papa João XXIII, que dizia que as pequenas economias deviam se juntar ou em cooperativas. Cinco dioceses na época foram até o governador Moisés Lupion pedir uma ajuda à Igreja. O governador doou para essas cinco dioceses cinco mil alqueires, ou seja, mil alqueires a cada. Assim, vieram agricultores do sul da região das Missões, de origem alemã e católicos pequenos agricultores.

Fotos: Divulgação/Lar
Na medida em que eles vinham, compravam uma colônia de terra que é dez alqueires e a igreja separava um valor para formar uma cooperativa. E assim nasceu a Cooperativa Lar, que foi fundada no dia 19 de março de 1964. No dia 19 de março de 2024 a Lar completou 60 anos.
Eu sou da região da campanha do Rio Grande do Sul. Minha cidade natal é Canguçu, meu pai era pequeno produtor. Produzia leite, batata, cebola, pêssego e na época ele se associou à cooperativa de leite. Infelizmente ela descontinuou por má gestão e então eu sempre convivi com meu pai falando em cooperativa.
Depois fui estudar sete anos no Colégio Agrícola Visconde da Graça, em Pelotas, RS, e lá nós tínhamos uma cooperativa escolar. Então, de novo falando em cooperativa e estudando um pouco. Quando vim para a agronomia, me formei em 1973, em Pelotas, também na grade curricular tinha matérias voltadas ao cooperativismo.
No comecinho de 1974 me formei engenheiro agrônomo. Eu queria ser produtor rural. Pensei “vou no rumo do Centro-Oeste, no Mato Grosso”, mas o Mato Grosso ainda não tinha a agricultura. Entrei na Emater do Paraná, trabalhei sete anos. Quando saí da Emater, a Sudcoop, que hoje é a Frimesa, entrou em dificuldade e vim ser presidente dessa cooperativa e fiquei até o ano de 1983. Em 1984 e 1986 vim para a Cotrefal (Lar) como diretor-secretário e fiquei um pouco frustrado porque a cooperativa não andava. Então me afastei e, quando voltei, em 1990 por nove anos acumulei a Presidência da Sicredi e até hoje da atual Lar.
O Presente Rural – Quando a Lar decidiu diversificar e industrializar sua produção?
Irineo da Costa Rodrigues – Eu só assumi a Presidência da atual Lar com essa ideia de que tinha que fazer duas coisas: trazer mais eficiência na agricultura e agregar valor, porque pequenas propriedades não se viabilizam só com grãos e nós já tínhamos através da Frimesa um pouco de suinocultura e leite. Primeiro passo foi aumentar a suinocultura, aumentar a produção de leite, buscar mais produtividade. Na época, criamos os chamados programas de eficácia. Aí nós entramos com a cultura da mandioca e de hortigranjeiros, mas mirando frango. Até que foi possível, quatro anos depois, pois estávamos com um estudo pronto para entrar na avicultura, no dia 09/09/1999, ou seja, em menos de uma década a Lar já estava agregando valor, diversificada e mais industrializada.
O Presente Rural – A Lar é destaque tanto em número de colaboradores como associados. Ao que o senhor atribui esse desempenho todo?
Irineo da Costa Rodrigues – Cresceu o número de associados porque mais agricultores passaram a confiar na gestão. Não tínhamos médios e muito menos grandes produtores associados à cooperativa. Passaram a se associar e depois aumentou o quadro de associados quando a Lar foi para o Mato Grosso do Sul, claro, tínhamos associados lá, mas muitos sul-mato-grossenses se associaram à Lar. Como também quando fomos para o norte do Paraná, para expansão da avicultura. O nosso quadro de associados está caminhando para chegar a 14 mil. Por termos uma avicultura muito intensa, a Lar se tornou em 24 anos a terceira maior empresa de abate de frango do país, a quarta maior da América Latina. A avicultura é muito intensa em ocupação de mão de obra. Nossa avicultura, hoje, precisa de 21 mil funcionários. Então, dos 24 mil funcionários, 21 mil estão na avicultura.
O Presente Rural – Como o senhor avalia o cooperativismo no ramo agropecuário?
Irineu da Costa Rodrigues – Ele é extremamente necessário. Penso que ele vai se expandir. Claro que, vez ou outra, alguma cooperativa não tem sucesso, mas isso se deve a alguns fatores. Uma cooperativa vai bem quando ela preenche uma necessidade do agricultor. Se a cooperativa preenche essa necessidade é meio caminho andado. Segundo, tem que ter uma gestão boa. E, às vezes, as cooperativas se perdem um pouco com a vontade de querer ajudar o associado, exagera na ajuda, ou também por falta de conhecimento, não são felizes nas decisões tomadas na área comercial, industrial. A cooperativa tem que preencher o interesse do associado e tem que ter uma boa gestão.
E outra palavra que não é mágica, mas é importante, é confiança. A cooperativa tem que gerar confiança. Com esses três alicerces uma cooperativa vai bem, ela cada vez mais
encanta seu associado, cada vez se expande mais. Claro que isso não é unanimidade, até porque não dá para uma diretoria de cooperativa atender tudo que o associado quer, pois têm alguns que exageram no pedido. O cooperativismo está sendo cada vez mais importante para o país. Cada vez mais está participando mais da produção, como no estado do Paraná, onde mais de 50% da produção do estado passa por cooperativas.
O Presente Rural – Hoje a cooperativa trabalha em diversas áreas do agronegócio. Poderia traçar um panorama dessas áreas?
Irineu da Costa Rodrigues – A Lar tem um foco. Isso foi definido há duas décadas, quando nós passamos a diversificar muito e poucos associados tinham o interesse por aquelas atividades. O foco da Lar é o que a nossa região faz, foco em grãos, em carnes e insumos. Temos logística, temos transporte, serviços. Criamos a cooperativa de crédito, a Lar Credi para focarmos no agricultor.
O Presente Rural – A avicultura teve uma expansão expressiva nos últimos anos. Até onde a Lar pretende chegar?
Irineu da Costa Rodrigues – De certa forma, a Lar chegou onde queria chegar. Nós precisávamos aumentar a nossa avicultura, porque é uma atividade que tem que crescer para diluir custo. Nós tivemos essa percepção. Nos ressentíamos de ter uma planta para o mercado interno, então, adquirimos a Granjeiro, em Rolândia. Conversávamos muito com a Copagril sobre a necessidade que eles tinham de aumentar, porque com o abate pequeno não era sustentável. A Lar precisou ser ousada, ter coragem para assumir uma atividade que tinha valor alto e deu certo. No primeiro dia útil de três anos atrás, a Lar já estava abatendo frango em Marechal Cândido Rondon. Acreditamos que a Lar é reconhecida, está fazendo um bom trabalho.
O Presente Rural – Quais os principais desafios que a Lar sente hoje?
Irineu da Costa Rodrigues – Nossa preocupação é a queda no preço dos grãos, pois produzimos ainda com custos altos. E, claro, estamos muito preocupados com essas questões de logística que não melhoram nunca. As estradas já deveriam estar todas duplicados, elas são deficientes. Nos preocupa também energia elétrica, que não é adequada ao nível de consumo que temos hoje. A toda hora cai energia, morre frango. Nós não temos conectividade, não temos sinais bons aqui para as máquinas modernas que temos. Em alguns lugares há problemas de água e estradas vicinais. Segurança jurídica e marco temporal, por exemplo. Há indígenas que vêm do Paraguai, que são massa de manobra, criar tensão na região. Como, de certa forma, o MST, que na nossa região está tranquilo, mas a toda hora a gente vê alguém incentivando os movimentos sociais (a invasões).
O Presente Rural – Quais são as oportunidades emergentes que a Lar observa para o agronegócio brasileiro?
Irineu da Costa Rodrigues – As oportunidades são muito grandes, porque nós temos território, nós temos terra, nós temos know how, nós temos clima. E quando falo em know how é porque temos pessoas que sabem fazer agricultura. Os outros países também têm esse potencial, mas não têm a tecnologia, não tem know how como o nosso agricultor sabe fazer. Então, por isso, o Brasil seguramente vai, cada vez mais, ter uma produção maior. Mas claro, outros países começam a criar barreiras, barreiras tarifárias, sanitárias. Precisamos ter um governo que faça o trabalho contraponto, que divulgue mais como trabalhamos. Nós temos uma narrativa muito ruim no Brasil, inclusive brasileiros estão falando que a nossa produção não é saudável, que agride o meio ambiente, que tem trabalho escravo. Brasileiros fazendo jogo de interesses fora do país. Nós temos que sair na frente com uma nova narrativa, falar qual agricultura nós fazemos e chamar os clientes, mostrar para eles. Já ocorreu de clientes da Lar que vieram do exterior ficarem surpresos ao verem árvores na beira das estradas e rios, pois se fala que no Brasil não há mais mata. Essa narrativa precisa ser construída para que sejamos melhores vistos lá fora.
O Presente Rural – Na sua visão, o que é o agronegócio do futuro e como o cooperativismo se encaixa nele?
Irineu da Costa Rodrigues – O agronegócio é uma necessidade. Nós vamos ter nove bilhões de pessoas, então é um incremento de mais de 1 bilhão de pessoas que precisam se alimentar e têm muitas regiões do mundo em que as pessoas passam fome. Estamos numa atividade essencial, diria até mais essencial que a saúde, porque não tendo alimentação, não tem como ter saúde.
Isso tem uma perspectiva muito grande para o nosso país. Cada vez mais a gente observa que quem tem tecnologia para o agro vem para o Brasil. O país vai atrair muitos investidores porque ele tem uma condição espetacular para produzir muito mais. E nós temos que ter a sabedoria de aproveitarmos essas oportunidades. E sim, penso que as cooperativas estão fazendo isso. A Lar não cresceu nos últimos anos à toa, ela buscou crescer, ela se preparou, ela tem na educação e na inovação pilares importantes.
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Avicultura
Cúpula Latino-Americana de Avicultura reforça papel estratégico da proteína avícola durante IPPE 2026
Evento reuniu líderes e especialistas para discutir segurança alimentar, sustentabilidade, inovação e os desafios da produção avícola na América Latina.

A Cúpula Latino-Americana de Avicultura de 2026 reforçou durante a International Production & Processing Expo (IPPE) o papel estratégico da proteína avícola como um dos principais pilares da segurança alimentar, da sustentabilidade e da inovação na região. Com o lema “Proteína de aves: não podemos viver sem ela”, o encontro reuniu na terça-feira (27) líderes empresariais, especialistas técnicos e representantes da indústria para discutir os caminhos da produção avícola diante de desafios econômicos, sociais e tecnológicos cada vez mais complexos.

Foto: Divulgação/IPPE
Logo na abertura, uma mesa redonda com CEOs deu o tom das discussões. Participaram Lorenzo Martín, do grupo mexicano El Gran Chaparral, e Juan Felipe Montoya, da colombiana Huevos Kikes, com moderação de Mauricio Sanabria, da Hy-Line International, da Colômbia. Representando empresas familiares multigeracionais, os executivos compartilharam experiências sobre temas sensíveis ao setor, como o enfrentamento de doenças, a concorrência com mercados informais, gargalos na infraestrutura de transporte, sucessão geracional e a necessidade urgente de aprimorar a comunicação com os consumidores.
Segundo os participantes, aproximar o campo dos centros urbanos e ampliar a transparência da cadeia produtiva é fundamental para gerar confiança e fortalecer a imagem da avicultura perante a sociedade.
Ao longo da programação, o manejo das aves foi apontado tanto como um risco crítico quanto como uma oportunidade de avanço. Exemplos práticos ilustraram esse contraste, como a disseminação da gripe aviária associada ao manejo inadequado de dejetos no México e, em sentido oposto, o uso de biodigestores na Colômbia para a produção de metano destinado ao transporte, agregando valor ambiental e econômico à atividade.
A sustentabilidade esteve no centro das discussões, assim como o desenvolvimento de produtos à base de ovos voltados à exportação. Os

Foto: Jonathan Campos
números de consumo per capita reforçaram a relevância da proteína avícola na América Latina: cerca de 400 ovos por habitante ao ano no México, 375 na Colômbia e 287 no Brasil, com expectativa de o país superar a marca de 300 ovos ainda neste ano. Os palestrantes destacaram que o ovo permanece como a proteína mais acessível para todas as faixas socioeconômicas.
Desafios técnicos na produção avícola
Questões técnicas também tiveram espaço de destaque na Cúpula. Bianca Martins, da Alltech México, apresentou um panorama sobre a presença de micotoxinas na América Latina, ressaltando os impactos diretos na conversão alimentar. De acordo com a especialista, a vomitoxina é atualmente a micotoxina mais prevalente no milho em todo o México e em partes da América Central e do Sul.
Carlos Martínez, da DCL México, abordou a importância da integridade intestinal das aves, explicando como desequilíbrios na microbiota comprometem a produtividade. Já José Ramírez, da Anitox, tratou do controle da Salmonella em fábricas de ração, chamando atenção para os pontos críticos de contaminação e para o uso de tecnologias modernas de monitoramento e testes.

Foto: Shutterstock
Gestão ambiental e comunicação com o consumidor
A gestão ambiental e o bem-estar animal também foram debatidos. Cristabel Huerta, da Hato Lighting, explicou como o espectro de luz e o fotoperíodo influenciam diretamente o comportamento e o desempenho das aves, apresentando exemplos práticos de aplicação em granjas comerciais.
O encerramento ficou a cargo de Mauricio Simental, da Bachoco, do México, que destacou as estratégias de comunicação e branding adotadas pela empresa para fortalecer o engajamento do consumidor e valorizar a proteína avícola no mercado.
Cobertura do O Presente Rural
O Jornal O Presente Rural participa mais uma vez da IPPE, considerada o maior evento anual do mundo dedicado às indústrias de aves,

Foto: O Presente Rural
ovos, carnes e alimentos de origem animal, que segue com programação até quinta-feira (29), em Atlanta, nos Estados Unidos. O diretor Selmar Frank Marquesin e a jornalista Eliana Panty acompanham de perto os debates e as principais tendências do setor.
A cobertura completa do evento pode ser acompanhada nas redes sociais do jornal, com informações em tempo real, bastidores e análises sobre os temas que impactam a avicultura latino-americana.
Avicultura Em Acorizal
Indea-MT controla foco de gripe aviária após seis dias de vigilância intensiva
Foco em aves de subsistência levou ao sacrifício sanitário de 339 animais e à inspeção de mais de 7,2 mil aves em um raio de 10 quilômetros.

O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) concluiu na última sexta-feira (22) as ações de enfrentamento, vigilância e educação sanitária em Acorizal, após a confirmação da presença do vírus da Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma propriedade rural com aves de subsistência. As atividades foram encerradas após seis dias de trabalho contínuo, período considerado decisivo para a contenção do foco.

Foto: Divulgação/Indea-MT
A coordenação das equipes foi instalada na Escola Municipal Amâncio Ramos, onde ocorreram as reuniões diárias de alinhamento e definição das estratégias. Na reunião final, os técnicos apresentaram os resultados das medidas adotadas para impedir a disseminação do vírus. Ao todo, foram sanitariamente sacrificadas 339 aves e destruídos 282 ovos como parte do protocolo de controle da doença.
As ações se concentraram em um raio de 10 quilômetros ao redor da propriedade onde o foco foi confirmado. Nesse perímetro, 314 propriedades rurais receberam a visita das equipes do Indea, que inspecionaram 7.253 aves.
Segundo o coordenador de Defesa Sanitária Animal do Indea, João Marcelo Néspoli, o trabalho envolveu não apenas a inspeção dos animais, mas também orientação direta aos produtores. “Nessas visitas às propriedades, que chamamos de vigilância ativa, realizamos a educação sanitária para orientar o produtor a estar atento aos sinais de mortandade de aves e a nos procurar caso desconfie da presença do vírus da Influenza Aviária nas aves domésticas. Além disso, inspecionamos as aves do local para verificar se alguma apresentava sintomas da doença”, afirmou.
Desinfecção da área
A propriedade rural onde foi identificado o foco passou por limpeza e desinfecção completas. A barreira sanitária instalada no local já foi

Foto: Divulgação/Indea-MT
desmontada, e a área entrou em vazio sanitário por 45 dias, período durante o qual fica proibida a permanência de aves, conforme prevê o protocolo sanitário.
Mobilização de equipes
Os trabalhos envolveram uma estrutura ampla de pessoal. Foram mobilizadas 10 equipes para vigilância ativa, uma equipe dedicada à barreira sanitária, outra para atuação direta no foco e uma equipe de coordenação. No total, participaram 31 servidores do Indea, sendo 15 médicos-veterinários e 16 agentes fiscais.
As ações também contaram com o apoio de dois médicos-veterinários do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e de policiais militares. Durante os seis dias de trabalho ininterrupto, foram acionados servidores das unidades de Cuiabá, Lucas do Rio Verde, Pontes e Lacerda, Cáceres, Rondonópolis e Barra do Bugres.

Foto: Divulgação/Indea-MT
Resposta rápida ao alerta federal
A conclusão das ações em apenas seis dias é apontada pelo Indea como indicativo da capacidade técnica do Estado para lidar com eventos sanitários dessa natureza. O protocolo é acionado assim que o Mapa confirma o diagnóstico da doença, realizado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP), referência nacional para a análise laboratorial de amostras de aves.
Após a confirmação, o Mapa emite alerta ao Estado para adoção imediata das medidas emergenciais e comunica a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) sobre a ocorrência da doença no território nacional. A partir desse aviso, cabe ao órgão estadual de defesa sanitária executar e encerrar as ações de contenção.
Origem dos focos em aves de subsistência
De acordo com o Indea, os três casos de gripe aviária em aves de subsistência registrados em Mato Grosso nos últimos seis meses — em Campinápolis, Cuiabá e Acorizal, tiveram a mesma origem. Em todos, a introdução do vírus ocorreu por meio do contato com aves silvestres, especialmente patos selvagens conhecidos como paturis.
As investigações apontaram a presença de lagoas e áreas alagadas nas proximidades das propriedades, utilizadas como pontos de parada por aves silvestres infectadas. O contato dessas aves com criações domésticas acabou favorecendo a transmissão do vírus.
Avicultura Em Dubai
Copacol fortalece atuação no Oriente Médio durante Gulfood 2026
Cooperativa leva frango e peixe com foco em mercados estratégicos como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Feira reúne compradores, distribuidores e operadores do food service de diversos países.

A Copacol marca presença na Gulfood 2026, uma das maiores feiras de alimentos do mundo, realizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, reafirmando sua posição de destaque entre os principais fornecedores globais de proteína animal. O evento reúne compradores, distribuidores e operadores do food service de diversos países, se consolidando como uma vitrine estratégica para o fortalecimento de parcerias comerciais no Oriente Médio.

Foto: Divulgação/Gulfood
Tradicional participante da feira, a Copacol apresenta ao público internacional um portfólio de produtos desenvolvidos especialmente para atender às preferências e exigências dos consumidores da região. “O Oriente Médio representa um mercado estratégico para a avicultura brasileira, reconhecida mundialmente por seus elevados padrões de segurança de alimentos. A participação da Copacol na Gulfood é fundamental para ampliar a visibilidade dos nossos produtos, agregar valor às exportações e impulsionar o desenvolvimento no campo, com impacto direto na geração de empregos nas cidades ligadas à atividade. Estar presente em uma feira dessa magnitude reforça o orgulho de ver a marca Copacol consolidada em 85 países, escolhida por consumidores que confiam na qualidade e na credibilidade do que produzimos”, afirma o diretor-presidente da cooperativa, Valter Pitol.
Entre os principais destinos das exportações brasileiras de carne de frango estão os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e África do Sul, mercados nos quais a Copacol tem ampliado a atuação. A sustentabilidade aplicada do campo à indústria, aliada ao modelo integrado de avicultura, implantado pela cooperativa como pioneira no Oeste do Paraná, agrega valor a cada embalagem do produto. Além de sabor e qualidade, a produção gera emprego, renda, preserva recursos naturais e impulsiona o desenvolvimento econômico e social.
Segundo o superintendente comercial da Copacol, Valdemir Paulino dos Santos, a Gulfood é uma oportunidade estratégica para

Atual sede administrativa da Copacol em Cafelândia (PR) – Foto: Divulgação/Copacol
aprofundar relacionamentos e abrir novas frentes de negócios. “Marcamos presença na feira para apresentar lançamentos aos nossos clientes e parceiros e, sobretudo, para ampliar o relacionamento com compradores do Oriente Médio. As linhas de frango e peixe da Copacol contam com certificação halal, cumprindo rigorosamente os requisitos desses mercados. É uma tradição estar aqui e demonstrarmos nossos valores para quem faz questão de manter a nossa marca nas gôndolas”, destaca.
A relação comercial da Copacol com o Oriente Médio é reforçada pelo Escritório de Vendas em Dubai, que atua há sete anos atendendo toda a região e também o norte da África. A participação na Gulfood ocorre por meio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
Nesta edição, a ABPA e a ApexBrasil reúnem 22 agroindústrias brasileiras em um estande exclusivo de 432 metros quadrados, projetado para apoiar agendas comerciais, promover encontros com importadores e distribuidores e fortalecer a imagem institucional do setor. Um dos destaques é o espaço de degustação, com pratos como shawarma de frango, shawarma de pato e omeletes, evidenciando a versatilidade da proteína animal brasileira e sua adequação aos hábitos de consumo da região.
Realizada simultaneamente no Dubai World Trade Centre e no Dubai Exhibition Center, a Gulfood amplia a circulação de compradores internacionais e consolida Dubai como um dos principais hubs globais do comércio de alimentos halal. “A feira é uma vitrine fundamental para o relacionamento com compradores do Oriente Médio e de outras regiões. A presença das empresas brasileiras fortalece a imagem do Brasil como fornecedor confiável de proteína animal, alinhado aos mais altos padrões sanitários”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.



