Empresas Avicultura
A antecipação é a melhor ferramenta para conter os impactos da Covid-19 nos abatedouros
A série especial de webinars destacou as melhores práticas de manejo e prevenção durante a pandemia, visando que os produtores, abatedouros e toda a indústria possam atravessar esse período com mais informação e menos perdas

Preocupada com os impactos da Covid-19 na produção de Aves, a Aviagen, empresa de genética avícola, realiza uma série especial de webinars sobre as melhores práticas de manejo e prevenção durante a pandemia, visando que os produtores, abatedouros e toda a indústria possam atravessar esse período com mais informação e menos perdas.
O seminário online “Experiências durante a pandemia de coronavírus em abatedouros”, o terceiro da série, teve como foco as melhores práticas em abatedouro para a segurança dos trabalhadores. O webinar foi apresentado no dia 06 de Maio pelo diretor industrial e de operações Guillermo Ruiz, do Grupo AN, uma das maiores cooperativas agroalimentares da Espanha, que tem mais de 100 anos de atuação e 163 cooperativas associadas. O evento contou com a participação também do gerente de Vendas da Aviagen para a Espanha, Portugal e Marrocos, Luis Canela, e mediação do gerente de Serviços Técnicos da Aviagen para a América Central, México e Caribe (CAME), Jorge Amado, e da especialista da Aviagen no Brasil, Bárbara Vargas.
Luis Canela abriu o webinar destacando os impactos do coronavírus no setor avícola da Península Ibérica. O maior impacto foi sentido nas vendas da proteína para o canal HORECA (que corresponde aos hotéis, restaurantes e cafés), que apresentou uma queda de 100%, devido ao fechamento desses mercados. O impacto no turismo também foi bastante sentido, já que a Espanha movimenta 80 milhões de visitantes/ano e Portugal 16 milhões/ano. Com o fechamento dos mercados e problemas logísticos houve uma mudança significativa nas exportações de ovos incubáveis e pintinhos, além do efeito nos preços em todos os níveis da cadeia avícola, que caíram de 20 a 40%.
Para evitar o colapso do mercado, que já vinha sentindo as consequências da perda das importações de outros países devido ao fechamento das fronteiras, uma das primeiras medidas adotadas foi o aumento de mais 10 dias no estoque de ovos incubáveis. “Nas unidades, os turnos duplos foram implantados para aumentar a distância entre as pessoas e diminuir a possibilidade de contágios”, pontuou Canela.
Neste cenário, o grande foco de atenção será relacionado ao aumento do consumo da proteína de frango pelas famílias, que correspondeu a 31,8% de acréscimo nas vendas, no pico máximo da pandemia (semanas 11 a 17). A dúvida é se esse aumento compensará a perda do mercado de food service. “No que tange às indústrias, os efeitos serão bem variados, e o setor apresenta dificuldade em programar as futuras ações, devido à incerteza no turismo, abertura de instalações e repercussão econômica em geral”, exemplificou o gerente da Aviagen.
Na Itália, Luis Canela disse que, sobretudo no Sul do país e devido ao rígido confinamento, a venda de frango inteiro se tornou um grande atrativo, principalmente por ser mais econômico. Os cortes são mais caros e se tornam uma opção inviável para os mercados em que a população enfrenta dificuldades financeiras.
Melhores práticas em abatedouros para a segurança dos trabalhadores
A produção avícola é uma atividade que depende muito do esforço humano, e durante o período de pandemia é necessário proteger os trabalhadores da produção para que possam continuar fornecendo a fonte nutricional proteica essencial aos consumidores. Guillermo Ruiz destacou as principais ações adotadas pelo Grupo AN, na luta contra a Covid-19 dentro das suas plantas.
“Investimos muito dinheiro e tempo em incrementar e aumentar a limpeza nas áreas comuns, vestiários e refeitórios. Estamos fazendo o possível para que aqueles que possam trabalhar em casa o façam, como os setores administrativo e comercial. Para os setores em que não é possível como nos abatedouros e frigoríficos, as medidas mais efetivas de contenção estão sendo tomadas”, explicou Ruiz.
Ruiz salientou que práticas de prevenção e cuidados estão sendo aplicadas em cada setor da empresa de forma intensa, como o uso obrigatório de equipamentos de proteção individual (EPIs), máscaras, luvas e a limpeza de maçanetas. Por se tratar de uma empresa alimentícia, os colaboradores já estão habituados a procedimentos de higiene como a lavagem constante das mãos. O uso de álcool em gel se intensificou, e o produto está à disposição por toda a planta e áreas comuns.
Na Espanha, as medidas de prevenção para a quarentena são seguidas de acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Nós nos certificamos em manter as pessoas trabalhando a dois metros de distância, e realizamos um controle efetivo de temperatura, de forma exaustiva a cada duas horas, com o objetivo de fazer uma triagem daqueles que apresentarem qualquer tipo de sintoma”, pontuou Ruiz. Ele também afirmou que a abordagem de prevenção varia de acordo com a realidade da planta, sendo ideal adequar os métodos de precaução ideais para cada necessidade.
Os cuidados para desinfecção dos caminhões que entram na planta seguem iguais, assim como no Brasil. Houve mudanças apenas no protocolo de manejo que consiste, basicamente, em evitar aglomerações de pessoas, inclusive dentro dos veículos que realizam o transporte. Os motoristas devem fazer uso obrigatório dos EPIs.
Também existe uma preocupação por parte do consumidor que teme o risco de contaminação ao comprar produtos no supermercado. “Na Espanha, medidas como a suspensão de venda no varejo, em que o açougueiro faz o corte da carne na hora, foram tomadas. Agora os produtos estão sendo disponibilizados apenas a vácuo e congelados, o que torna mais fácil e segura a venda no supermercado”, complementou Ruiz.
Para a América Latina, o diretor do Grupo AN é enfático ao afirmar que a melhor forma de evitar perdas pela Covid-19 é com a antecipação dos possíveis problemas a serem enfrentados. “A América do Sul, principalmente, tem tempo para se adiantar ao problema. Nós, na Espanha, sofremos um grande impacto porque não nos antecipamos. Em nossa empresa, se estamos conseguindo contornar o coronavírus é porque não negligenciamos nenhum alerta, e elaboramos todas as medidas que pudessem favorecer nosso negócio, como o controle de acesso e das visitas de colaboradores, clientes e fornecedores. O acesso à planta só é permitido com o uso dos EPIs e equipamentos de vigilância de contágio, e por um rígido protocolo que cumpre uma séria de requisitos de proteção”, finalizou Guillermo Ruiz.

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Topigs Norsvin reforça equipe de produção no Sul e Sudeste com novos coordenadores
Profissionais assumem gestão de multiplicadores no Paraná, São Paulo e Santa Catarina com o objetivo de elevar a excelência técnica e garantir entrega de valor superior aos parceiros

A Topigs Norsvin, referência mundial em genética suína, anuncia a expansão de seu time técnico no Brasil com a contratação de dois novos coordenadores de Produção. Beatriz Quadros e Daniel Cruz chegam para fortalecer a assistência aos parceiros multiplicadores nas regiões Sul e Sudeste, reportando-se diretamente à gerência da área.
A movimentação faz parte de uma estratégia de fortalecimento do capital humano da companhia, visando alinhar performance genética com responsabilidade sanitária e bem-estar animal. Segundo o diretor de Produção da Topigs Norsvin, Leocir A. Macagnam, a chegada dos profissionais tem o objetivo de complementar as competências do time existente.
“O foco central é buscar resultados zootécnicos superiores, alicerçados no envolvimento das pessoas e na produção de suínos reprodutores de alta qualidade genética e sanitária. Com perfis altamente qualificados e experiências consolidadas em campo, a Beatriz e o Daniel atuarão no engajamento e capacitação das equipes nas granjas”, destaca.
Foco estratégico no Paraná e São Paulo
Responsável pelas regiões do Paraná e São Paulo, Beatriz de Carmo de Quadros é graduada em Zootecnia pela USP e cursa atualmente Mestrado Profissional em Produção e Sanidade Animal. Com 11 anos de experiência na suinocultura, a executiva traz uma bagagem focada em diagnóstico técnico e habilitação de equipes.
Em sua nova função, Beatriz supervisionará o desempenho de multiplicadores, garantindo que a produção de fêmeas atenda aos rigorosos padrões da empresa. “Meu foco será atuar de forma estratégica e técnica para assegurar que cada granja alcance suas metas com eficiência, qualidade e consistência. Isso inclui orientar as equipes, apoiar na tomada de decisão e monitorar indicadores”, afirma a nova coordenadora.
Ela ressalta ainda que sua experiência prévia será vital para a cultura de melhoria contínua da Topigs Norsvin. “Espero promover uma gestão próxima, colaborativa e orientada a resultados, fortalecendo o trabalho do time comercial e elevando a satisfação dos clientes finais”, completa Beatriz.
Gestão intensiva em Santa Catarina
Assumindo a coordenação da regional de Santa Catarina, Daniel Moreira Pinto Cruz é médico-veterinário com sólida trajetória em gestão de produção intensiva e passagens por grandes empresas do setor, como Smithfield Foods e JBS. Seu perfil é marcado pela especialização em conceitos de Saúde Única (One Health), compliance sanitário e metas ESG.
O foco do novo coordenador será a gestão conjunta do programa genético com os parceiros, assegurando a disponibilidade de animais de alta qualidade fenotípica nos prazos previstos. “Acredito que minha experiência trabalhando em grandes empresas nacionais e internacionais do ramo, juntamente com a grande expertise dos meus colegas técnicos da Topigs e parceiros multiplicadores, serão decisivos para impulsionar os avanços técnicos que desejamos”, projeta Daniel.
Entre suas atribuições, está também o desenvolvimento das equipes das granjas multiplicadoras alinhado aos objetivos estratégicos da companhia. “Espero contribuir de forma ativa para a evolução de nosso melhoramento genético e indicadores produtivos”, finaliza.
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Nematoides e carrapatos oferecem grande risco a bezerros e vacas em período de pós-parto
Adoção do manejo adequado para o controle dos inimigos da pecuária proporciona impacto produtivo e econômico na propriedade

A produtividade de uma fazenda pecuária com vacas no pós-parto é desafiada pela ação de diversos parasitas, como nematoides e carrapatos. “Caso as matrizes estejam infestadas por vermes, a contaminação ambiental ganha força pela intensa eliminação de ovos no bolo fecal”, informa o médico-veterinário Felipe Pivoto, gerente de Serviços Técnicos para Bovinos e Equinos da Vetoquinol Saúde Animal.
Com condições favoráveis, os ovos eclodem e a propriedade entra num ciclo vicioso de alta proliferação dos parasitas. Jovens e com o sistema de defesa em construção, os bezerros ficam ainda mais expostos aos vermes, que não enfrentam nenhuma resistência para parasitá-los. Uma vez parasitados, os bezerros sofrem severos impactos em termos de crescimento e ganho de peso, com efeito claro no índice de peso ao desmame.
Entre os principais prejuízos causados pelo parasita ao bezerro estão: diarreias, anemia, redução crítica da conversão alimentar, aumento na taxa de mortalidade e perda de peso e cenário favorável para a infestação ambiental – já que os bezerros infectados depositam ainda mais ovos no ambiente.
“Os carrapatos trazem tantos problemas quanto os nematoides. O pós-parto demanda muita energia da vaca, direcionada para sua recuperação física e produção de leite para o recém-nascido. Em caso de infestação por carrapato, a matrizes sofrem perdas fisiológicas importantes, devido a espoliação sanguínea, inflamação cutânea, estresse e desconforto. Fatores que reduzem a eficiência metabólica da vaca, a qual compromete a produção de leite”, explica o veterinário. Com menos acesso ao leite, os bezerros tendem a apresentar menor ganho de peso, atraso no desenvolvimento corporal e, consequentemente, menor peso ao desmama quando comparado aqueles oriundos de matrizes com infestação de carrapato controlada.
“O pecuarista conta com ferramentas eficazes para enfrentar esses problemas e controlar as infestações, como o Contratack® Injetável. O produto é desenvolvido pela Vetoquinol Saúde Animal”, indica Lucas Croffi, gerente de produto da Vetoquinol.
Contando com a ação conjunta dos princípios ativos fluazuron e ivermectina, Contratack® Injetável inibe o desenvolvimento de carrapatos e é altamente efetivo contra verminoses, o que o indica para vacas em períodos de cria. Seu uso protege as matrizes de infestações dos parasitas e garante o fornecimento do leite em quantidade e qualidade ideais para ter bezerros saudáveis.
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Cobb reconhece a Avícola Warnes por alcançar o melhor lote de produção no território boliviano
O resultado evidencia a excelência da empresa em manejo e sua capacidade de atingir indicadores técnicos.

A Cobb-Vantress, empresa de genética avícola mais antiga em operação no mundo, realizou uma cerimônia oficial na Bolívia para reconhecer a Avícola Warnes por ter alcançado o melhor lote de produção de Ovos Totais (OT), em 2024. O resultado evidencia a excelência da empresa em manejo e sua capacidade de atingir indicadores técnicos.
A Avícola Warnes é uma empresa boliviana com ampla trajetória na produção avícola, reconhecida por seu foco técnico, disciplina operacional e compromisso permanente com a eficiência e a melhoria contínua. Seu sólido desempenho fez com que ela se tornasse uma referência no setor avícola do país.
O prêmio foi entregue por Rodolfo Solano, gerente regional da Cobb para Peru, Bolívia e Equador, em um evento que contou com a presença do Dr. Néstor Oropeza, proprietário da Avícola Warnes, bem como dos profissionais Dr. Sevriche e Dr. Daza e de membros da família, que celebraram essa importante conquista.
“Os excelentes resultados da Avícola Warnes são consequência de uma gestão altamente eficiente e da correta implementação das recomendações técnicas fornecidas pela Cobb, o que permitiu que a empresa aproveitasse o potencial genético e alcançasse indicadores de desempenho excepcionais. O desempenho da empresa em 2024 consolida sua posição como referencial técnico no mercado boliviano”, afirma Solano.



