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A agroindústria de aves e a necessidade de adaptação para a sustentabilidade econômica

Um dos principais fatores que contribuíram para essa crise é a disparidade entre a oferta e a demanda.

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Foto: Divulgação/BRF

Nos últimos anos, a agroindústria brasileira enfrentou desafios significativos que a levaram a um estado de desequilíbrio econômico. Hoje é inegável que essa indústria de frangos essencial está enfrentando uma crise em meio a um cenário de excesso de oferta, que puxa os preços para baixo e causa prejuízos substanciais que passam de R$ 1 por quilo de ave produzida. É imperativo que essa situação seja abordada de maneira séria e estratégica para assegurar a sustentabilidade econômica desse setor vital.

Um dos principais fatores que contribuíram para essa crise é a disparidade entre a oferta e a demanda. Atualmente o mercado está saturado, resultando em preços cada vez mais baixos. Isso, por sua vez, está causando prejuízos significativos para as empresas, com custos de produção superando os preços de venda. Os números são alarmantes, com prejuízos que ultrapassam a marca de R$ 1 por quilo de ave produzida. Para que a agroindústria brasileira volte a ser economicamente sustentável, essa desigualdade precisa ser abordada de maneira eficaz.

Além disso, é importante reconhecer que o poder econômico do brasileiro médio está limitado, o que dificulta a ampliação do consumo de carne e produtos agroindustriais em geral. A inflação crescente e a estagnação dos salários têm impacto direto no poder de compra da população, tornando esses produtos menos acessíveis. Portanto, a agroindústria também deve considerar maneiras de se adaptar a esse cenário e tornar seus produtos mais acessíveis.

Entretanto, há motivos para otimismo. As estatísticas mostram que, mesmo com a produção continuando a crescer, o segundo semestre é tradicionalmente um período de maior consumo de carnes. Além disso, as projeções de exportações são positivas, o que poderia ajudar a aliviar a pressão sobre o mercado doméstico. No entanto, é fundamental que a indústria esteja preparada para enfrentar os desafios que surgem, inclusive competindo no mercado internacional com produtos de alta qualidade e padrões de sustentabilidade.

Para reverter a situação e garantir a sustentabilidade econômica da agroindústria, é necessário um esforço conjunto entre o governo, as empresas do setor e os produtores. Políticas públicas que promovam a competitividade e a inovação, além de medidas que facilitem o acesso ao mercado internacional, podem ser cruciais. As empresas também devem investir em tecnologia e práticas sustentáveis, buscando reduzir custos de produção e atender às demandas do mercado.

A agroindústria brasileira de aves enfrenta desafios significativos, mas também possui oportunidades de crescimento. Para voltar a ser economicamente sustentável, é necessário um esforço coordenado para equilibrar a oferta e a demanda, tornar os produtos mais acessíveis à população e aproveitar o potencial das exportações. O setor é fundamental para a nossa economia e merece atenção especial para garantir seu sucesso a longo prazo.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse acesse gratuitamente a edição digital Avicultura Corte e Postura. Boa leitura!

Fonte: Por Giuliano De Luca, editor-chefe do O Presente Rural

Avicultura

Conbrasfran 2026 discute novos desafios da avicultura além da produção nas granjas

Evento aborda impacto de custos, comércio global e ambiente regulatório na competitividade da cadeia.

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Foto: Divulgação

Pressionada por custos de produção, volatilidade no comércio internacional e riscos sanitários, a avicultura brasileira começa a ampliar o foco de seus debates técnicos para além da produção dentro das granjas. Questões como ambiente regulatório, eficiência logística, geopolítica e estratégias comerciais passam a ganhar espaço nas discussões do setor, refletindo uma mudança no perfil dos desafios enfrentados pela cadeia.

Esse movimento será um dos eixos centrais da Conbrasfran 2026, a Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Carne de Frango, que estruturou sua programação técnica em diferentes frentes para acompanhar a complexidade crescente da atividade. Ao longo de três dias, a agenda setorial reunirá fóruns já consolidados e novos espaços de debate.

Para o presidente Executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e organizador do encontro, José Eduardo dos Santos, a programação responde a um novo contexto econômico global e operacional do setor. “A avicultura continua sendo altamente eficiente do ponto de vista produtivo, mas hoje o resultado está cada vez mais condicionado a fatores externos, como custos logísticos, geopolítica, ambiente tributário e acesso a mercados. Discutir esses temas de forma integrada é essencial para manter a competitividade”, afirma.

Outras informações sobre a 2ª Conbrasfran, realizada pela Asgav, podem ser encontradas na página do evento, acesse clicando aqui, através do Instagram @conbrasfran, do What’sApp (51) 9 8600.9684 ou do e-mail conbrasfran@asgav.com.br.

Fonte: Assessoria Conbrasfran
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Avicultura

Avicultura brasileira projeta produção de 15,8 milhões de toneladas em 2026

Crescimento estimado em 2,3% mantém Brasil entre os maiores produtores globais.

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Fotos: Shutterstock

A avicultura brasileira segue operando em um cenário de desafios, mas mantém desempenho estável diante da demanda interna e externa. A expectativa é de menor espaço para novas quedas nos preços da carne de frango no país, que continua competitiva em relação à carne bovina.

No cenário internacional, a produção de carne de frango da China foi revisada para cima pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A estimativa aponta crescimento de 4,8% em 2026, alcançando 17,3 milhões de toneladas, o que deve consolidar o país como o segundo maior produtor global, atrás apenas dos Estados Unidos. Já o Brasil deve registrar aumento de 2,3% na produção, chegando a 15,8 milhões de toneladas, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

Entre os exportadores, a China também amplia presença no mercado. As exportações do país asiático devem crescer 29% neste ano, atingindo 1,4 milhão de toneladas e superando a Tailândia, ocupando a quarta posição global.

No Brasil, os custos de ração permaneceram controlados, mas a queda nos preços da carne de frango ao longo de março reduziu a margem da atividade no mercado interno. Ainda assim, o setor segue sustentado pela demanda externa, que continua firme mesmo com o aumento dos custos logísticos, influenciados pelo cenário no Golfo Pérsico.

A carne de frango mantém competitividade frente à bovina, principalmente diante da ausência de expectativa de queda nos preços do boi. Com isso, o mercado indica menor espaço para novas reduções nos preços da proteína avícola.

O setor também monitora riscos no cenário internacional, especialmente ligados ao Estreito de Ormuz, região estratégica para o escoamento das exportações brasileiras de frango. Além disso, há atenção em relação à safra de milho, já que a consolidação da safrinha depende das condições climáticas nas próximas semanas, o que pode impactar os custos de produção.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Avicultura

Após ações de vigilância, Rio Grande do Sul declara fim de foco de gripe aviária

Equipes realizaram inspeções em propriedades e granjas, além de atividades educativas com produtores.

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Foto: Indea MT

Após 28 dias sem aves mortas, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) encerrou na quinta-feira (16) o foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (gripe aviária) registrado em 28 de fevereiro, em Santa Vitória do Palmar. Na ocasião, foi constatada a morte de aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba, na Estação Ecológica do Taim.

A partir da confirmação do foco, a Seapi mobilizou equipes para a região de Santa Vitória do Palmar, conduzindo ações de vigilância ativa e educação sanitária em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

As equipes designadas utilizaram barcos e drones para o monitoramento de aves silvestres na Estação Ecológica do Taim, procurando por sinais clínicos nos animais ou aves mortas. Foram realizadas 95 atividades de vigilância em propriedades, localizadas no raio de 10 quilômetros a partir do foco, que contam com criações de aves de subsistência. Adicionalmente, foram feitas 22 fiscalizações em granjas avícolas localizadas em municípios da região, para verificação das medidas de biosseguridade adotadas.

Ações de educação sanitária junto a produtores rurais, autoridades locais e agentes comunitários de saúde e de controle de endemias também integraram o plano de atuação da Secretaria na área do foco. Foram conduzidas 143 atividades educativas.

“Por se tratar de área de risco permanente, continuamos com o monitoramento de ocorrências na Estação Ecológica do Taim, em conjunto com o ICMBio”, complementa o diretor do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi, Fernando Groff.

Sobre a gripe aviária e notificação de casos suspeitos

A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves, mas também pode infectar mamíferos, cães, gatos, outros animais e mais raramente humanos.

Entre as recomendações, estão que as pessoas não se aproximem ou tentem socorrer animais feridos ou doentes e não se aproximem de animais mortos. Todas as suspeitas de influenza aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura na Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.

Fonte: Assessoria Seapi
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