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9º Encontro de Agronomia da Unioeste acontece na próxima semana

Evento acontece entre segunda (07) e quarta-feira (09), no Tribunal do Júri da instituição. Inscrições seguem abertas.

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Acadêmico do 4º ano do curso de Agronomia, Guilherme Plestch de Oliveira: "Convido os acadêmicos de Agronomia e demais profissionais do agronegócio para conhecerem um pouco mais sobre análise de imagens, agricultura 5.0 e toda essa inovação que está chegando no campo" - Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Emprego da tecnologia no campo, inteligência artificial, prevenção de pragas e mercado de commodities são alguns dos temas que serão abordados na 9ª edição do Encontro de Agronomia (EAGRO): Análise de imagens e Agricultura 5.0 da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Marechal Cândido Rondon. O evento acontece entre segunda (07) e quarta-feira (09), no Tribunal do Júri da instituição.

Voltado para acadêmicos do curso de Agronomia e demais áreas ligadas ao agronegócio, também é aberto para os profissionais que atuam no setor, como técnicos agrícolas e engenheiros agrônomos, além de agricultores. As inscrições seguem abertas e os acadêmicos da instituição podem se inscrever através do link https://server2.midas.unioeste.br/sgev/#/eventos. Se o estudante optar por participar apenas um dia o valor é R$ 20, todos os dias é R$ 40 e ainda tem a opção de fazer a inscrição em grupos de 10 pessoas, com os ingressos tendo custo global de R$ 350 (R$ 35 por inscrito). Os demais interessados poderão fazer sua inscrição apenas na hora, ao valor de R$ 20 para um dia ou a R$ 40 o passaporte para os três dias do evento.

Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelos WhatsApp (45) 99829-8466, com o professor doutor Edmar Soares de Vasconcelos; 99902-1126, com Marcela Vicentin da Fabbro; e ainda (44) 99804-2521, com José Alessandro Franco.

Em visita ao Jornal O Presente Rural, o acadêmico do 4º ano do curso de Agronomia, Guilherme Pletsch de Oliveira, convida os profissionais e a comunidade acadêmica a prestigiarem o evento. “Em nome da comissão organizadora do 9º EAGRO quero convidar todos os acadêmicos de Agronomia e dos ramos do agronegócio, além dos produtores, técnicos agrícolas e agrônomos da região para prestigiarem o evento e para conhecerem um pouco mais sobre análise de imagens, agricultura 5.0 e toda essa inovação que está chegando no campo”.

Sobre a temática do 9º EAGRO, Oliveira destaca a importância das novas tecnologias digitais para alavancar os resultados do campo. “Depois da agricultura 4.0, que já trouxe os drones e aplicativos para o agricultor coletar os dados da propriedade, agora com a agricultura 5.0 essas informações podem ser analisadas instantaneamente, mostrando ao produtor o que precisa ser feito para alcançar melhor produtividade da área. Por exemplo, como o sistema processa esses dados ao mesmo tempo em que é feito uma aplicação de herbicida na lavoura, o produtor consegue saber a área que necessita maior atenção e com isso ganha agilidade para fazer a aplicação mais localizada, não tendo necessidade de entrar na área inteira, o que gera economia e reduz o uso de defensivo agrícola. Isso é apenas um exemplo de tudo que a agricultura 5.0 representa e pode fazer pela agricultura”, evidencia o acadêmico da Unioeste.

Programação

A programação inicia segunda-feira às 18 horas, com a recepção e credenciamento dos participantes. A cerimônia de abertura do 9º EAGRO está marcada para as 18h30. Na sequência, às 19 horas, o professor doutor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Glauco Vieira Miranda, vai ministrar a palestra “Agricultura 5.0”. E às 20:45, o engenheiro agrônomo e gerente de contas da Mosaic Brasil, Victor Cazzo, vai palestrar sobre “Mercado de Commodities e oportunidades profissionais”.

Entre às 13h30 e 17 horas de terça-feira (08) serão disponibilizadas três oficinas aos participantes: Captura e processamento de imagens com drone, com Alysson Oliveira de Carvalho, do Programa de Pós-Graduação em Agronomia da Unioeste; Aplicação de defensivos agrícolas com drone, ministrado pela engenheira agronôma e coordenadora de Operações da Ads Drones, Isabella Junges Rosa; e Plataforma AOL e sua utilização, com Luiz Fernandes Barbosa e colaboradores da Agrológica.

A partir das 19 horas o cronograma de palestras será retomado com o representante técnico de Vendas Especialista da Climate Corporation, Felipe Andreotti, que vai falar sobre a plataforma de agricultura digital Climate Field View, que apoia o produtor por meio de serviços e soluções inovadoras, baseadas em ciência de dados, para auxiliar no gerenciamento de suas operações com mais eficiência durante toda a safra, do plantio à colheita.

E às 20h40, o Head of Finance da NetWord Agro, Alexandre Feiden, vai palestrar sobre “Monitoramento de solos e lavouras para prevenção de pragas, doenças e plantas daninhas”, fechando a programação do segundo dia do 9º EAGRO.

Abrem a agenda do último dia do evento, os engenheiros agrônomos Crystofer Soldera e Leonardo Furlani, da DigiFarmz, que vão tratar sobre os principais avanços relacionados às tecnologias no manejo das doenças de plantas. E o doutorando em Engenharia Agrícola pela Unioeste, Josué Pereira de Castro, fecha o ciclo de palestras com a temática “Robótica e Inteligência Artificial na Agricultura”.

O encerramento do 9º EAGRO está previsto para as 22 horas.

Fonte: O Presente Rural

Notícias

Copercampos supera R$ 9,6 milhões em economia com Mercado Livre de Energia

Estratégia iniciada em 2018 já envolve 13 unidades da cooperativa e reduz custos com eletricidade em mais de 25% em comparação ao mercado cativo.

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Foto: Divulgação

A decisão estratégica da Copercampos de migrar parte de suas unidades para o Mercado Livre de Energia segue gerando resultados expressivos e consolida a cooperativa como referência em gestão eficiente de custos e visão de longo prazo. Iniciado em 2018, o projeto começou com a migração de cinco unidades e, ao longo dos anos, foi sendo ampliado de forma planejada, acompanhando a evolução do consumo energético e as oportunidades do setor elétrico brasileiro.

Somente em 2025, as unidades da Copercampos inseridas no mercado livre registraram uma economia de R$ 1.866.154,16, o que representa uma redução média de 25,55% nos custos com energia elétrica em comparação ao mercado cativo, sem considerar o ICMS. No período, o consumo total dessas unidades somou 11.168,040 MWh, evidenciando a relevância do impacto financeiro da estratégia adotada.

Além do ganho econômico, toda a energia adquirida pela cooperativa no Mercado Livre é proveniente de fontes 100% renováveis, o que reforça o compromisso da Copercampos com práticas sustentáveis e responsáveis. “A utilização de energia limpa contribui diretamente para a sustentabilidade econômica, social e ambiental, alinhando eficiência operacional com responsabilidade ambiental”, destaca o Gerente Operacional Ricardo Saurin.

Desde o início do projeto, a cooperativa avançou de forma consistente. Em 2018, cinco unidades passaram a operar no mercado livre. Em 2024, outras três migraram, seguidas por mais cinco unidades em 2025. Atualmente, o grupo conta com 13 unidades no ambiente de contratação livre, e o planejamento segue ativo, com mais cinco unidades em processo de migração em 2026, reforçando o compromisso contínuo com a eficiência energética e a competitividade.

No acumulado desde 2018, a economia total alcançada pela Copercampos com o mercado livre de energia é superior a R$ 9,6 milhões. O maior destaque está na Indústria de Rações, unidade que apresenta o maior consumo energético do grupo. Migrada ainda em 2018, essa unidade já acumula, até o momento, uma economia de R$ 5,3 milhões, demonstrando como o modelo é especialmente vantajoso para operações industriais de grande porte e consumo intensivo.

“Além da redução direta de custos, a atuação no mercado livre proporciona ganhos estratégicos, como previsibilidade orçamentária, análises de impacto de reajustes tarifários, otimização de demanda e avaliação contínua do perfil de consumo. Para 2026, estamos realizando a contratação de três novos contratos de fornecimento, ampliando a gestão ativa da energia e fortalecendo a segurança no abastecimento”, ressalta Ricardo Saurin.

O gerente da área ressalta ainda que a experiência da Copercampos no Mercado Livre de Energia demonstra que a eficiência energética vai além da economia financeira. “Trata-se de uma ferramenta estratégica para fortalecer a competitividade, sustentar investimentos e contribuir para um modelo de gestão cada vez mais moderno, sustentável e alinhado às boas práticas ambientais”, complementa.

Fonte: Assessoria Copercampos
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Colunistas

Inventário pode consumir até 40% do patrimônio familiar

Holding rural pode reduzir custos e evitar inventário na sucessão patrimonial

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Manoel Terças - Foto: Divulgação

Até 40% do patrimônio bruto de uma família pode ser consumido em um processo de inventário, somando impostos, custas judiciais e outras despesas. Além do custo elevado, o procedimento costuma se arrastar por anos: em média, cinco até a conclusão.

O advogado Manoel Terças, com 18 anos de atuação jurídica e especialista em holding rural, explica que a constituição de uma holding é hoje uma das estratégias mais utilizadas para organizar o planejamento patrimonial, sucessório e tributário no meio rural.

Segundo ele, a estrutura permite organizar a transferência de bens ainda em vida, reduzir a carga tributária, prevenir conflitos familiares e dar maior previsibilidade à sucessão, evitando a necessidade de inventário judicial.
A possibilidade de criação de holdings no Brasil existe há quase cinco décadas e tem sido amplamente utilizada como instrumento de proteção e gestão do patrimônio familiar. Em determinadas operações, a estrutura também pode oferecer vantagens fiscais, como a não incidência de ITBI.

Fonte: Artigo escrito por Manoel Terças, advogado com 18 anos de atuação jurídica e especialista em holding rural.
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Notícias

Conflito no Oriente Médio pressiona custos e fertilizantes do agro brasileiro, aponta estudo

Interrupção de rotas logísticas e alta nos preços do petróleo e fertilizantes pode encarecer produção de grãos, rações e carne, enquanto safra recorde mantém perspectiva positiva.

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Foto: Freepik/Divulgação

A escalada do conflito no Oriente Médio após a intervenção dos Estados Unidos no Irã pode gerar impactos relevantes para o agronegócio brasileiro, com pressão sobre custos logísticos, fertilizantes e cadeias de produção de alimentos. A avaliação integra o relatório econômico Cenário do Agronegócio, apresentado pela Bateleur durante a Expodireto Cotrijal, que está sendo realizada até esta sexta-feira (13) em Não-Me-Toque (RS).

Ainda de acordo com o estudo, o impacto do conflito sobre a inflação global influencia o nível das taxas de juros, o que, no Brasil, associado à pressão inflacionária decorrente do repasse das cadeias globais e da desvalorização do câmbio, pode dificultar o ciclo de cortes na Selic e diminuir a perspectiva de redução dos juros do Plano Safra, encarecendo o crédito e prejudicando a capacidade de investimento.

Fotos: Claudio Neves

Outro fator de preocupação é a interrupção parcial do fluxo global de petróleo pelo Estreito de Ormuz, rota responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. A restrição elevou os preços da commodity e ampliou os custos logísticos em escala global. “O fechamento do canal gerou um entrave logístico extremamente relevante, resultando em uma disparada nos preços do petróleo e, por consequência, no aumento sistêmico do custo logístico global”, destaca o relatório. O impacto sobre as cadeias de suprimento que passam pelo Oriente Médio, somado à necessidade de alterar rotas marítimas e ao encarecimento do frete, tende a gerar efeitos indiretos sobre diversas commodities.

Fertilizantes e cadeia produtiva

O Oriente Médio também tem papel relevante no fornecimento global de fertilizantes, insumo essencial para a produção agrícola. Eventuais restrições na oferta podem elevar custos ao longo de toda a cadeia do agronegócio, com efeitos que começam na produção de grãos e se estendem à pecuária, por meio do aumento no preço das rações. “No Brasil, cerca de 85% dos fertilizantes utilizados são importados, e aproximadamente um terço da ureia vem do Oriente Médio. Esse cenário torna o setor particularmente sensível a choques de oferta e de preços”, aponta o estudo.

O aumento dos custos de energia também pode afetar polos industriais estratégicos, como a China, principal compradora de commodities brasileiras, pressionando a inflação global e influenciando decisões de política monetária. No Brasil, esse contexto pode impactar investimentos.

Exportações

No que tange às exportações, o Brasil vende para o Oriente Médio principalmente carne de frango, carne bovina, milho e açúcar. Eventuais bloqueios logísticos na região podem afetar temporariamente essa demanda, exigindo o redirecionamento das exportações para outros mercados.

Por outro lado, o relatório aponta que o cenário internacional também pode abrir oportunidades. O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia tende a ampliar o acesso do agronegócio brasileiro a novos mercados nos próximos anos, ainda que a indústria nacional enfrente maior concorrência.

Apesar das incertezas externas, as perspectivas para a produção agrícola brasileira permanecem positivas. A safra nacional 2025/2026 pode alcançar 353,4 milhões de toneladas de grãos, um novo recorde.

Fonte: Assessoria Bateleur
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