Notícias Em Marechal Cândido Rondon
9º Encontro de Agronomia da Unioeste acontece na próxima semana
Evento acontece entre segunda (07) e quarta-feira (09), no Tribunal do Júri da instituição. Inscrições seguem abertas.

Emprego da tecnologia no campo, inteligência artificial, prevenção de pragas e mercado de commodities são alguns dos temas que serão abordados na 9ª edição do Encontro de Agronomia (EAGRO): Análise de imagens e Agricultura 5.0 da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Marechal Cândido Rondon. O evento acontece entre segunda (07) e quarta-feira (09), no Tribunal do Júri da instituição.
Voltado para acadêmicos do curso de Agronomia e demais áreas ligadas ao agronegócio, também é aberto para os profissionais que atuam no setor, como técnicos agrícolas e engenheiros agrônomos, além de agricultores. As inscrições seguem abertas e os acadêmicos da instituição podem se inscrever através do link https://server2.midas.unioeste.br/sgev/#/eventos. Se o estudante optar por participar apenas um dia o valor é R$ 20, todos os dias é R$ 40 e ainda tem a opção de fazer a inscrição em grupos de 10 pessoas, com os ingressos tendo custo global de R$ 350 (R$ 35 por inscrito). Os demais interessados poderão fazer sua inscrição apenas na hora, ao valor de R$ 20 para um dia ou a R$ 40 o passaporte para os três dias do evento.
Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelos WhatsApp (45) 99829-8466, com o professor doutor Edmar Soares de Vasconcelos; 99902-1126, com Marcela Vicentin da Fabbro; e ainda (44) 99804-2521, com José Alessandro Franco.
Em visita ao Jornal O Presente Rural, o acadêmico do 4º ano do curso de Agronomia, Guilherme Pletsch de Oliveira, convida os profissionais e a comunidade acadêmica a prestigiarem o evento. “Em nome da comissão organizadora do 9º EAGRO quero convidar todos os acadêmicos de Agronomia e dos ramos do agronegócio, além dos produtores, técnicos agrícolas e agrônomos da região para prestigiarem o evento e para conhecerem um pouco mais sobre análise de imagens, agricultura 5.0 e toda essa inovação que está chegando no campo”.
Sobre a temática do 9º EAGRO, Oliveira destaca a importância das novas tecnologias digitais para alavancar os resultados do campo. “Depois da agricultura 4.0, que já trouxe os drones e aplicativos para o agricultor coletar os dados da propriedade, agora com a agricultura 5.0 essas informações podem ser analisadas instantaneamente, mostrando ao produtor o que precisa ser feito para alcançar melhor produtividade da área. Por exemplo, como o sistema processa esses dados ao mesmo tempo em que é feito uma aplicação de herbicida na lavoura, o produtor consegue saber a área que necessita maior atenção e com isso ganha agilidade para fazer a aplicação mais localizada, não tendo necessidade de entrar na área inteira, o que gera economia e reduz o uso de defensivo agrícola. Isso é apenas um exemplo de tudo que a agricultura 5.0 representa e pode fazer pela agricultura”, evidencia o acadêmico da Unioeste.
Programação
A programação inicia segunda-feira às 18 horas, com a recepção e credenciamento dos participantes. A cerimônia de abertura do 9º EAGRO está marcada para as 18h30. Na sequência, às 19 horas, o professor doutor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Glauco Vieira Miranda, vai ministrar a palestra “Agricultura 5.0”. E às 20:45, o engenheiro agrônomo e gerente de contas da Mosaic Brasil, Victor Cazzo, vai palestrar sobre “Mercado de Commodities e oportunidades profissionais”.
Entre às 13h30 e 17 horas de terça-feira (08) serão disponibilizadas três oficinas aos participantes: Captura e processamento de imagens com drone, com Alysson Oliveira de Carvalho, do Programa de Pós-Graduação em Agronomia da Unioeste; Aplicação de defensivos agrícolas com drone, ministrado pela engenheira agronôma e coordenadora de Operações da Ads Drones, Isabella Junges Rosa; e Plataforma AOL e sua utilização, com Luiz Fernandes Barbosa e colaboradores da Agrológica.
A partir das 19 horas o cronograma de palestras será retomado com o representante técnico de Vendas Especialista da Climate Corporation, Felipe Andreotti, que vai falar sobre a plataforma de agricultura digital Climate Field View, que apoia o produtor por meio de serviços e soluções inovadoras, baseadas em ciência de dados, para auxiliar no gerenciamento de suas operações com mais eficiência durante toda a safra, do plantio à colheita.
E às 20h40, o Head of Finance da NetWord Agro, Alexandre Feiden, vai palestrar sobre “Monitoramento de solos e lavouras para prevenção de pragas, doenças e plantas daninhas”, fechando a programação do segundo dia do 9º EAGRO.
Abrem a agenda do último dia do evento, os engenheiros agrônomos Crystofer Soldera e Leonardo Furlani, da DigiFarmz, que vão tratar sobre os principais avanços relacionados às tecnologias no manejo das doenças de plantas. E o doutorando em Engenharia Agrícola pela Unioeste, Josué Pereira de Castro, fecha o ciclo de palestras com a temática “Robótica e Inteligência Artificial na Agricultura”.
O encerramento do 9º EAGRO está previsto para as 22 horas.

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Brasil se despede do pesquisador conhecido por ser o pai do Feijão Carioca
Responsável pela avaliação e difusão da variedade mais consumida do país, agrônomo do IAC ajudou a redefinir padrões de produtividade e qualidade do feijão brasileiro.

A história recente do feijão no Brasil passa, de forma decisiva, pelo trabalho do pesquisador Luiz D’Artagnan de Almeida, que faleceu em 02 de janeiro. A trajetória profissional do agrônomo no Instituto Agronômico (IAC) está diretamente associada à avaliação, validação e difusão do feijão carioca, variedade que se tornou dominante no consumo nacional e transformou o mercado do grão no país.
D’Artagnan ingressou no IAC em 1967, instituição vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, onde construiu toda a sua carreira até a aposentadoria, em 2002. Atuou na antiga Seção de Leguminosas, área estratégica em um período em que a pesquisa pública buscava ampliar a oferta de alimentos básicos com maior produtividade e regularidade de qualidade.
O ponto de inflexão ocorreu ainda na década de 1960. Em 1966, o engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes, então chefe da Casa de Agricultura da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), encaminhou ao IAC um lote de grãos de feijão com coloração rajada, até então pouco conhecida comercialmente. O material foi submetido a avaliações técnicas conduzidas por D’Artagnan, ao lado dos pesquisadores Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho.
As análises envolveram não apenas o desempenho agronômico, mas também características culinárias, um diferencial para a época. Os resultados indicaram um material adaptado às condições de cultivo e com boa aceitação para consumo, abrindo caminho para sua adoção em escala mais ampla.
Em 1969, o feijão carioca foi oficialmente lançado, sob a responsabilidade direta de D’Artagnan, e incorporado ao projeto de produção de sementes básicas da CATI. A partir desse marco, a variedade ganhou espaço rapidamente nas lavouras e no mercado consumidor.
Na década de 1970, com a criação do Programa de Melhoramento Genético do Feijão, o material consolidou sua liderança. O feijão carioca passou a responder por cerca de 66% do consumo nacional, alterando padrões de oferta, produtividade e preferência do consumidor. O avanço teve impacto direto na organização do mercado, na estabilidade de preços e na segurança alimentar, ao fortalecer um alimento central na dieta brasileira.
Pelo papel desempenhado nesse processo, Luiz D’Artagnan de Almeida tornou-se conhecido entre colegas e produtores como o “pai do Carioquinha”, apelido que traduz o alcance prático de sua contribuição científica. Ao longo da carreira, recebeu diversas homenagens pelo trabalho desenvolvido no IAC e pelo legado deixado à pesquisa agrícola e à alimentação no Brasil.
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Governo projeta superávit comercial de até US$ 90 bilhões em 2026
Estimativa supera o saldo positivo de 2025, de US$ 68,3 bilhões.

O Brasil deve terminar 2026 com superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões em 2026. As estimativas foram divulgadas na última terça-feira (o6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a previsão indica um resultado superior ao registrado em 2025, quando a balança comercial brasileira fechou com saldo positivo de US$ 68,3 bilhões.
Apesar do superávit elevado, o resultado do ano passado representou uma queda de 7,9% em relação a 2024, quando o saldo foi de US$ 74,2 bilhões.
Para 2026, o Mdic estima exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. As importações devem variar de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões. Com isso, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) pode alcançar entre US$ 610 bilhões e US$ 670 bilhões.
Superação de expectativas
O superávit de 2025 ficou acima das expectativas do mercado, que projetavam cerca de US$ 65 bilhões, e é considerado o terceiro melhor resultado da série histórica, atrás apenas dos saldos registrados em 2023 e 2024.
As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril.
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Produzir mais em menos área é desafio central do agro diante do crescimento populacional
Intensificação produtiva, manejo do solo e eficiência no uso de recursos despontam como estratégias-chave para garantir segurança alimentar e sustentabilidade.

Com a população mundial projetada para atingir 9,9 bilhões de pessoas até 2054, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o agronegócio enfrenta um dos maiores desafios de sua história: aumentar a produção de alimentos sem ampliar o uso de recursos naturais na mesma proporção. Dados da Food and Agriculture Organization (FAO) indicam que, para atender essa demanda, será necessário produzir 60% mais alimentos, além de consumir 50% mais energia e 40% mais água.
No Brasil, onde a área agrícola corresponde a cerca de 7,6% do território nacional, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a intensificação produtiva tem se consolidado como caminho estratégico. Para o engenheiro agrônomo e empresário Luís Schiavo o foco deve estar na eficiência do uso do solo e na adoção de práticas agronômicas sustentáveis. “Não se trata apenas de produzir mais, mas com qualidade. O aumento da eficácia em áreas menores é essencial para garantir segurança alimentar, reduzir custos e preservar biomas importantes, como florestas e áreas de conservação”, afirma.

Foto: Jonathan Campos/AEN
Entre as principais estratégias para alcançar esse equilíbrio está o manejo adequado do solo. A manutenção da cobertura vegetal, especialmente no período de plantio, tem papel fundamental na proteção da estrutura da terra, na conservação da umidade e no estímulo à atividade microbiana. “O solo coberto funciona como um sistema vivo. A palhada atua como um colchão de matéria orgânica que reduz impactos mecânicos, protege contra a erosão causada pela chuva e favorece a ciclagem de nutrientes”, explica.
Outra prática destacada por Schiavo é a rotação de culturas, técnica que contribui para a fertilidade do solo, reduz a incidência de pragas e doenças e melhora o aproveitamento de nutrientes. Um exemplo comum no campo brasileiro é a sucessão entre soja e milho safrinha. “Após a colheita, o solo permanece enriquecido com nitrogênio, o que favorece diretamente o desenvolvimento do milho. Esse tipo de rotação preserva as características físicas, químicas e biológicas garantindo produtividade consistente ao longo das safras”, pontua.
Segundo o engenheiro agrônomo, investir em tecnologia, manejo eficiente e insumos adequados é decisivo para tornar o agro mais competitivo e sustentável. “Quando o produtor otimiza os fatores de produção, ele melhora a relação custo-benefício, preserva recursos naturais e contribui para um modelo agrícola mais equilibrado. É uma equação em que todos ganham: o produtor, o consumidor e o planeta”, ressalta.



