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95% dos carrapatos não estão nos bovinos: saiba fazer o controle estratégico

Causado pelo Rhipicephalus microplus, gera perdas de aproximadamente 3,2 milhões de dólares por ano.

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Arquivo/OP Rural

Olá, meu amigo pecuarista! Aposto que já ouviu essa frase “Controle estratégico de carrapatos” diversas vezes. Mas afinal, o que vem a ser esse controle estratégico? Antes de falar desse controle, sabemos que no Brasil, o impacto na produção causado por Rhipicephalus microplus, o carrapato bovino, gera perdas de aproximadamente 3,2 milhões de dólares por ano. Sem contar no desprazer em observar um gado infestado por carrapatos, não tem observação pior!

O controle do carrapato está fundamentado na utilização de produtos químicos, aplicados sob formulações de imersão, pulverização, “pour-on” e injetável, e alguns métodos não químicos, como a introdução de raças zebuínas, mais resistentes às infestações por carrapatos, rotação de pastagens e consorciação com agricultura.

O controle estratégico é um conceito amplamente difundido e se refere ao uso de ferramentas farmacológicas disponíveis em fases cruciais no ciclo de desenvolvimento do carrapato que irão causar prejuízos e diminuição da população de carrapatos no rebanho e no pasto.

Estima-se que aproximadamente 95% da população de carrapatos bovinos esteja na pastagem e apenas 5% esteja presente nos animais. Então, caro pecuarista, se você utiliza de métodos que combatam apenas os carrapatos presentes nos animais, você está resolvendo apenas 5% do problema e deixando os outros 95% aumentarem livremente. Entende a gravidade da situação?

Fluazuron

Como estratégia no controle temos uma importante ferramenta, eu diria que é a principal, o Fluazuron. O Fluazuron é um representante da classe das benzoilfeniluréias. Ele não atua no sistema nervoso dos parasitos, como muitos outros parasiticidas. Seu modo de atuação interfere no desenvolvimento normal do carrapato, por se tratar de um inibidor de crescimento. Ele vai atacar os carrapatos em crescimento por um período prolongado, atacando assim a parcela maior do problema que são os carrapatos presentes na pastagem.

Este medicamento impede que haja formação da proteção de quitina dos carrapatos, uma espécie de manta protetora. Essa deficiência de proteção faz com que carrapatos que tiveram contato com o Fluazuron sofram danos em seu equilíbrio homeostático e causa uma alta mortalidade nas larvas e ninfas. Essa morte também pode estar relacionada ao ineficiente controle destes efeitos metabólicos observados, frente ao distúrbio na biossíntese de quitina. Contudo, a interferência em outras vias metabólicas pode atuar como um efeito adicional, ou seja, além de atrapalhar o carrapato com seu escudo protetor ele também sofre transformações fisiológicas e metabólicas que somam ao primeiro efeito e causam danos ao parasita.

As fêmeas de carrapatos que absorvem o fluazuron ao se alimentarem de sangue mostram sinais de dificuldade para se ingurgitarem e os ovos liberados não dão origem a larvas viáveis. O Fluazuron interrompe o ciclo de vida dos carrapatos imaturos ao interferir na formação da cutícula durante o ingurgitamento e muda. Ele foi o primeiro regulador de crescimento a ser registrado para o controle de carrapatos bovinos. Quando aplicado na forma pour-on, oferece longa proteção contra os carrapatos.

Um pesquisador demonstrou que o Fluazuron causou uma aceleração no metabolismo anaeróbio em fêmeas ingurgitadas de carrapato dos bovinos e causou danos severos aos ovos dessas fêmeas ingurgitadas.

Então caro pecuarista, se você quer ter um programa eficiente de controle de carrapatos em sua propriedade, precisa incluir o Fluazuron em sua estratégia de combate. Ele tem a capacidade de interferir na produção de quitina, uma substância que possibilita o endurecimento da cutícula dos carrapatos e não permite que os carrapatos mudem de fase e cresçam, além de impedir que se reproduzam, controlando a população.

Como usar?

Após ler essas informações, você deve estar se perguntando: como devo utilizar essa ferramenta em meu rebanho? Se os animais apresentarem alta infestação de carrapatos adultos, o recomendado é utilizar de uma ferramenta específica para esse combate, pode ser via tópica “pour-on” ou pulverização que irá limpar os carrapatos adultos dos bovinos. Antes que aconteça uma reinfestação por carrapatos, o que em média ocorre em 21 dias, você deve aplicar o Fluazuron para que ele faça o controle dos carrapatos que estão em crescimento.

No mercado de carrapaticidas veterinários já existem formulações de Fluazuron combinadas a outras moléculas, justamente para auxiliar esse controle. Uma combinação muito utilizada com o Fluazuron é a abamectina. Tal combinação permite um total controle dos carrapatos, pois a abamectina promove a morte dos carrapatos de fase adulta e o fluazuron vai agir nos carrapatos em crescimento e provoca danos na postura dos ovos pelas fêmeas ingurgitadas.

Não perca essa guerra amigo pecuarista. Inclua o Fluazuron como estratégia de combate em sua propriedade!

Fonte: Por Rafael Ribeiro Bonfim, médico-veterinário e coordenador técnico Pecuária da Vaxxinova

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Arroba do boi gordo sobe para R$ 337,10 e reverte perdas de julho

Indicador Cepea/Esalq avançou 1,08% na segunda-feira (20) e voltou a registrar saldo positivo no acumulado do mês.

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Foto: Divulgação/Connan

O preço do boi gordo voltou a registrar alta no mercado brasileiro. Nesta segunda-feira (20), o Indicador Cepea/Esalq fechou cotado a R$ 337,10 por arroba, avanço de 1,08% em relação ao pregão anterior.

O resultado mantém o movimento de recuperação observado nos últimos dias. Na sexta-feira (17), o indicador havia encerrado o dia em R$ 333,50 por arroba. Antes disso, as cotações também apresentaram valorização, passando de R$ 328,10 na terça-feira (14) para R$ 329,20 na quarta-feira (15) e R$ 331,15 na quinta-feira (16).

Com a sequência de altas, o mercado praticamente eliminou as perdas registradas ao longo de julho. No acumulado do mês, a variação do indicador passou a ser positiva em 0,21%.

Em dólar, a arroba do boi gordo foi cotada a US$ 66,23, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq).

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Banco de antígenos amplia proteção do rebanho brasileiro contra a febre aftosa

Estoque de 10 milhões de doses permitirá resposta imediata em caso de novos focos da doença e ajudará a preservar o status sanitário do país.

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Foto: Shutterstock

O Brasil deu mais um passo para fortalecer sua defesa sanitária animal com a inauguração, nesta sexta-feira (17), do 1º Banco Brasileiro de Antígenos para resposta emergencial à febre aftosa. Instalada em Buenos Aires, na Argentina, a estrutura manterá um estoque estratégico de antígenos para a fabricação de vacinas em caso de eventual reintrodução da doença no Brasil.

Resultado de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a empresa argentina Biogénesis Bagó, a iniciativa representa uma conquista inédita para o país.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes” – Foto: Divulgação/Sistema Faep

“O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes. Manter esse status exige vigilância permanente, planejamento e investimentos em prevenção. A criação desse banco representa uma camada adicional de proteção para o nosso rebanho e demonstra o compromisso com a sanidade”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

O Banco Nacional conta, inicialmente, com um estoque de 10 milhões de doses de antígenos correspondentes aos dois sorotipos do vírus da febre aftosa com maior circulação histórica no Brasil. O contrato prevê ainda a possibilidade de fornecimento de mais 10 milhões de doses ao longo dos próximos dez anos, em casos de eventuais surtos. O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas, caso seja identificado algum foco da enfermidade.

“A manutenção desse estoque é um requisito para que o Brasil preserve o reconhecimento internacional concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal. Os produtores rurais podem ficar mais confiantes de que, em surtos localizados da doença, haverá uma resposta rápida”, afirma o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon.

O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas

Por questões de biossegurança, esse material permanece armazenado fora do território brasileiro. Países como Estados Unidos e Reino Unido também adotam esse modelo, mantendo estoques estratégicos na unidade da Biogénesis Bagó, na Argentina.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Guarapuava e da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Corte do Sistema Faep, Rodolpho Botelho, que acompanhou a cerimônia de inauguração, o Paraná tem histórico de protagonismo nas ações de defesa agropecuária e colhe os resultados desse trabalho por meio da abertura de mercados e da valorização da produção estadual.

“Sempre fomos referência em sanidade animal. Essa credibilidade abre mercados para a nossa produção e fortalece a competitividade da agropecuária no comércio internacional. Esse banco de antígenos é mais uma etapa no protocolo para o fortalecimento da sanidade”, reforça.

Para o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, o banco representa uma ferramenta estratégica para proteger o rebanho e também preservar o comércio internacional de proteína animal.

“Hoje, a Organização Mundial de Saúde Animal prevê protocolos que permitem isolar a área afetada, fazer a vacinação e controlar o foco sem comprometer o status sanitário do país. O banco de antígenos é uma ferramenta extremamente importante para garantir essa resposta”, esclarece.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Mercado futuro do leite ganha espaço entre produtores paranaenses

Sistema Faep destaca potencial da ferramenta para garantir maior segurança, transparência e previsibilidade na comercialização.

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Foto: Isabele Kleim

Desde o dia 13 de maio, a cadeia brasileira do leite conta com o chamado “mercado futuro”, pelo qual os contratos são negociados diretamente entre as partes, no mercado de balcão, sem listagem em bolsa, para uma data futura com preços já definidos. O instrumento financeiro (ferramenta hedge) garante mais proteção, previsibilidade, transparência e rentabilidade ao setor, que sofre com os riscos das oscilações do preço do leite. O avanço desta ferramenta entre os produtores foi tema da reunião da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, nesta quinta-feira (16).

“Essa ferramenta traz mais segurança para os nossos produtores de leite. O mercado futuro já é uma realidade para outras commodities agrícolas como soja, milho e boi gordo. É questão de tempo para os pecuaristas se familiarizarem e usufruírem dos benefícios”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Produtores presentes na reunião da CT de Bovinocultura de Leite representaram as principais bacias leiteiras do Paraná

Para auxiliar neste processo, a reunião contou com a participação de Marianne Tufani, gerente de riscos da StoneX Leite Brasil, que detalhou o funcionamento da ferramenta e tirou dúvidas sobre o mercado futuro de leite.

“Todas as demais cadeias, como a da soja, milho e boi gordo, aprenderam a usar. Nós também vamos nos beneficiar com isso”, comenta o presidente da CT de Bovinocultura de Leite e produtor de leite, Eduardo Lucacin. “É preciso conhecer bem o nosso negócio, os nossos custos, para saber o melhor momento de travar o preço”, complementa.

O desenvolvimento da ferramenta teve participação do Sistema Faep, StoneX Leite Brasil, Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea – Esalq/USP) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Marianne lembrou que, no mercado mundial de leite, 70% dos players já utilizam o mercado futuro.

“O primeiro passo para quem quer saber como funciona é abrir uma conta na corretora. O quanto antes, melhor, pois é um processo burocrático que exige documentação e análises extensas e minuciosas. Não tem custo essa abertura”, explica Marianne.

Temas prioritários

Ainda na reunião do CT de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, outros temas como a questão sanitária, preços e custo de produção, problemas no fornecimento de energia elétrica e oportunidades de capitalização estiveram em discursão. Os produtores relataram, mais uma vez, a preocupação com o custo da energia e a falta de qualidade do serviço da concessionária, que coloca em risco a produção.

O presidente da Comissão, Eduardo Lucacin, conduziu a reunião e mediou os debates sobre os temas prioritários para o setor

“Leite perdido, equipamento queimado. O que mais tem é produtor com situações como essas. O Sistema Faep tem atuado em Brasília e via Ministério Público Estadual, para cobrar da concessionária a qualidade do serviço. Porém, talvez tenhamos que, como comissão, pensar em soluções e outras alternativas para minimizar os danos”, afirma Lucacin.

Quanto à sanidade, o tema do combate à Brucelose apareceu no debate. “O controle da doença é pré-requisito básico para nos tornarmos competitivos em nível mundial”, diz o vice-presidente da CT, Roger van der Vinne, que também é médico veterinário e produtor em Carambeí, na região dos Campos Gerais. “Cada um em sua propriedade precisa dar o exemplo, gerindo a saúde do rebanho, realizando os testes e vacinação e buscando a certificação de livre da doença”, destaca.

Outro assunto que também foi discutido na reunião da comissão foi a possibilidade de aumento da rentabilidade com os derivados, em especial os sólidos, a proteína do soro (whey) e o concentrado proteico do leite. “A gente tem que preparar para todas essas tendências. Buscamos isso pela comissão e pelo Conseleite”, conclui o presidente da CT.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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