Conectado com

Bovinos / Grãos / Máquinas

89ª ExpoZebu já tem mais de 2 mil animais inscritos

Vagas para raças Brahman, Guzerá, Nelore, Nelore Pelagens e Tabapuã já estão esgotadas; criadores devem solicitar inclusão em lista de espera e aguardar desistências; demais raças continuam com inscrições em ritmo acelerado

Publicado em

em

Foto: Divulgação/ABCZ

A maior vitrine mundial das raças zebuínas comprova sua força e tradição. Em apenas 10 dias de inscrições, a ExpoZebu já registra mais de 2 mil animais confirmados em sua 89ª edição, que acontecerá de 27 de abril a 5 de maio, em Uberaba (MG). As vagas para as raças Brahman, Guzerá, Nelore, Nelore Pelagens e Tabapuã já estão esgotadas. Nestes casos, os criadores devem enviar e-mail para etrnat1@abcz.org.br e solicitar a inclusão em lista de espera, aguardando possíveis desistências. As demais raças continuam com as inscrições em ritmo acelerado, e os criadores devem fazer o processo o mais rápido possível.

“Diante da alta procura dos criadores, iremos reabrir o Pavilhão Multiuso para acomodar animais durante a ExpoZebu, algo que não acontecia há mais de 10 anos. Serão 460 argolas a mais, ampliando a capacidade do Parque Fernando Costa para receber quase 2.500 animais”, destaca o Gerente de Exposições da ABCZ, Rodrigo Abdanur.

Vale lembrar que, para expositores que inscreverem seus animais até o dia 29 de fevereiro, o valor da inscrição é de R$ 400,00 (para associados) e R$ 800,00 (para não associados). Entre os dias 1º de março e 6 de abril, os valores são de R$ 500,00 (associados) e R$ 1.000,00 (não associados). Por fim, a partir de 7 de abril e até o prazo final para as inscrições (20 de abril), o investimento é de R$ 600,00 (associados) e R$ 1.200,00 (não associados).

Além disso, a possibilidade de escolha dos pavilhões também conta com o mesmo prazo: 29 de fevereiro. Ao finalizar as inscrições dos animais até essa data, o criador escolhe o pavilhão que abrigará seus animais, de acordo com a setorização das raças no Parque Fernando Costa. Para inscrições feitas após o dia 29 de fevereiro, o alojamento dos animais será realizado exclusivamente pela ABCZ.

Por fim, vale ressaltar que a inscrição somente é validada após o pagamento, e que o número de inscrições pagas não está necessariamente vinculado ao número de argolas – a colocação de mais um animal por argola fica a critério da ABCZ, conforme a necessidade.

Escolha de jurados

Lembrando que, no ato das inscrições, os criadores devem participar do processo de escolha dos jurados para os trabalhos de julgamento da 89ª ExpoZebu. Para as raças Gir Dupla Aptidão, Gir Leiteiro, Nelore, Nelore Mocho, Nelore Pelagens, Sindi e Tabapuã, os julgamentos serão realizados por um jurado titular e um assistente, ambos efetivos e pertencentes ao CJRZ. Os jurados titulares serão definidos a partir das indicações dos expositores.

“Vale ressaltar que, só serão computadas, as indicações feitas por expositores que inscreverem seus animais até o dia 01/04 e cujos valores estejam devidamente quitados. Criadores que já fizeram as inscrições e não indicaram jurados, ainda podem voltar na página eletrônica da ABCZ e realizar o processo”, ressalta Rodrigo Abdanur.

No caso das raças Brahman e Indubrasil, não haverá indicações. Serão convidados jurados estrangeiros, escolhidos de comum acordo entre o CJRZ e a respectiva associação promocional da raça. Para a raça Guzerá e Guzerá Leiteiro, os jurados serão definidos pelo CJRZ. Os trabalhos de julgamento dos grupos Brahman e Brahman a Campo serão realizados pelo mesmo jurado. Os jurados assistentes serão definidos pelo CJRZ.

Nos casos de indicação pelos expositores, cada expositor indicará três jurados, escolhidos em lista oficial disponibilizada pela organização do evento. A definição será feita por sorteio, no dia 2 de abril, entre os três jurados mais indicados pelos expositores, seguindo o ordenamento das raças de forma decrescente em função do número de animais inscritos. Para ordenamento das raças, será considerado o número de inscrições pagas até o dia 1º de abril. Se necessário, em função de não haver mais opções disponíveis nas indicações dos expositores, os jurados serão indicados para sorteio pelo CJRZ.

Fonte: ABCZ

Bovinos / Grãos / Máquinas

Exportações para a China reforçam sustentação do boi brasileiro

Crescimento das vendas ao mercado chinês contribui para manter os preços em patamar elevado, ainda que o ritmo de avanço das exportações comece a se aproximar de limites de cota.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

O cenário para a pecuária segue, em geral, favorável nos próximos meses, sustentado pela firmeza dos preços no mercado físico, pela oferta mais restrita de fêmeas e pela diversificação das exportações. Ainda assim, fatores como a reposição mais cara, a sazonalidade da oferta e incertezas externas exigem atenção do setor.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a firmeza dos preços no físico também influenciou o mercado futuro, que registrou forte alta nos últimos 30 dias, especialmente nos contratos de curto prazo. Em abril, a valorização foi de R$ 18 por arroba, enquanto em maio o avanço chegou a R$ 16 por arroba, abrindo oportunidades de hedge em níveis considerados atrativos para o produtor.

Já os vencimentos entre junho e setembro tiveram desempenho mais moderado e indicam preços abaixo dos atuais patamares. No ritmo atual de crescimento das exportações para a China, que avançaram 17% no primeiro trimestre de 2026 em relação a 2025, a cota de 1,1 milhão de toneladas deve ser atingida por volta de agosto. Para que isso ocorra antes do previsto, seria necessário um crescimento mais intenso das vendas. Ainda assim, no fim do ano, há expectativa de retomada das compras chinesas para o preenchimento da cota de 2027.

As exportações para outros destinos também seguem em fluxo positivo, o que ajuda a reduzir a dependência momentânea da China, embora o país continue sendo o principal comprador da carne bovina brasileira. No cenário estrutural, o setor mantém perspectiva favorável, com tendência de continuidade de preços sustentados pela menor disponibilidade de fêmeas para abate.

Entre os pontos de atenção, está o encarecimento da reposição de animais, que pode exigir valores mais altos do boi gordo no médio prazo. No mercado interno, fatores sazonais podem influenciar a demanda: a Copa do Mundo de futebol no meio do ano tende a impulsionar o consumo, enquanto a alta dos preços da carne bovina e a maior competitividade do frango podem limitar esse movimento.

Ao mesmo tempo, a oferta de gado deve crescer de forma sazonal nos próximos meses, embora os níveis de abate ainda possam permanecer abaixo dos registrados no ano anterior.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas

Exportações de carne bovina somam 234 mil toneladas em março

Volume representa recorde para o mês com alta de 8,7% na comparação anual.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

O mercado do boi gordo registrou valorização no primeiro trimestre de 2026, impulsionado pelo aumento das exportações e pela menor oferta de animais para abate, especialmente de fêmeas. O cenário também foi marcado por maior movimentação no mercado de reposição, com a alta do boi estimulando a demanda por bezerros.

Em março, o preço médio do boi gordo chegou a R$ 350 por arroba. Já na média dos primeiros dez dias de abril, o valor subiu para R$ 362/@, com negócios registrados a R$ 365,50/@ no fim da semana, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

A oferta mais restrita de animais contribuiu para sustentar os preços. Dados preliminares indicam que o abate de bovinos foi 2% menor no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025, com aumento de 1% no abate de machos e queda de 6% no de fêmeas.

No mercado de reposição, o bezerro também apresentou valorização. Em Mato Grosso do Sul, a alta foi de 3,4% em março, superando o avanço do boi gordo. Apesar da relação de troca seguir pressionada, em torno de 2,2 bezerros por boi vendido, a margem da reposição permaneceu atrativa, próxima de R$ 3.600 na parcial de abril, o que mantém a demanda aquecida.

As exportações de carne bovina in natura seguiram em ritmo forte. Em março, os embarques somaram 234 mil toneladas, recorde para o mês e alta de 8,7% em relação a março de 2025. No acumulado do primeiro trimestre, o crescimento foi de 19,7%. O preço médio da carne exportada também avançou 3,1% frente a fevereiro.

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, com 102 mil toneladas embarcadas em março, alta de 6% na comparação anual. Outros mercados também ampliaram as compras, como Estados Unidos, Chile, Rússia, Egito, México, Filipinas e Emirados Árabes, reforçando a demanda externa pelo produto brasileiro.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas

Leite importado pode ser vetado em compras públicas no Brasil

Proposta abre exceção apenas quando não houver produto nacional disponível.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

Um projeto de lei que veda a compra de leite importado por órgãos públicos recebeu parecer favorável do relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara. O texto é relatado pelo presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), que protocolou nesta semana parecer pela aprovação da proposta. Com isso, o tema pode entrar em votação nas próximas sessões.

Lupion apontou que a redação aprovada em outras comissões da Câmara está em conformidade com os preceitos constitucionais e jurídicos, e, por isso, apresentou voto favorável ao projeto. O Projeto de Lei 2.353/2011 inclui dispositivo na Lei de Licitações e Contratos Administrativos para proibir a aquisição de leite de origem estrangeira por órgãos públicos.

Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e deputado, Pedro Lupion: “O Brasil tem uma cadeia leiteira extremamente importante para a economia rural, especialmente para pequenos e médios produtores” – Foto: Divulgação/FPA

A exceção prevista na proposta ocorre apenas quando “não houver disponibilidade de produto nacional”. Nesses casos, o órgão público deverá justificar previamente a compra de leite importado.

A tramitação do projeto ocorre em um contexto de pressão do setor produtivo por medidas que reduzam as importações do produto. Produtores de leite alegam que os preços praticados no mercado têm comprimido as margens e inviabilizado a atividade, especialmente entre os pequenos produtores.

Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que os preços pagos ao produtor recuaram mais de 25% em 2025, encerrando o ano em R$ 1,99 por litro. Segundo os pesquisadores, o Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 1,32% em janeiro e mais 0,32% em fevereiro.

Deputado Zé Silva: “Não é fazer graça, não é fazer favor para os produtores rurais. O nosso papel é garantir que não haja concorrência desleal com os nossos produtores rurais” – Foto: Divulgação/FPA

Em outra ocasião, Lupion defendeu que o Tribunal de Contas da União (TCU) analise possíveis distorções relacionadas à importação de leite e os impactos sobre a cadeia produtiva. “O Brasil tem uma cadeia leiteira extremamente importante para a economia rural, especialmente para pequenos e médios produtores. Precisamos entender se existe equilíbrio competitivo ou se há distorções que estão pressionando os preços pagos ao produtor”, destacou.

O integrante da FPA, deputado Zé Silva (União-MG), lembrou que medidas voltadas à cadeia leiteira impactam 1,1 milhão de produtores no país e mais de 5 milhões de empregos. “Não é fazer graça, não é fazer favor para os produtores rurais. O nosso papel é garantir que não haja concorrência desleal com os nossos produtores rurais. Nós sabemos que hoje o custo de produção de um litro de leite é de R$ 1,90 a R$ 2”, afirmou.

Parlamentares pedem celeridade em processo antidumping

Quem também acompanha de perto as pautas relacionadas à cadeia leiteira é a vice-presidente da FPA na região Sudeste, deputada Ana Paula Leão (PP-MG). Um dos pleitos defendidos pelos parlamentares é a adoção de medidas antidumping contra o leite em pó importado da Argentina e do Uruguai.

Vice-presidente da FPA na região Sudeste e deputada, Ana Paula Leão: “O que a gente precisa agora é que o MDIC solte as medidas protetivas provisórias antidumping. Isso para a gente é essencial” – Foto: Divulgação/FPA

A investigação foi aberta em 2024, e o pedido do setor é para que sejam adotadas medidas provisórias enquanto o processo segue em análise. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) é o órgão responsável por avaliar a demanda. “O que a gente precisa agora é que o MDIC solte as medidas protetivas provisórias antidumping. Isso para a gente é essencial”, destacou a deputada.

Já o coordenador da Comissão de Meio Ambiente da FPA, deputado Rafael Pezenti (MDB-SC), lembrou que a imposição de medidas antidumping de forma provisória não alivia a situação de forma imediata, mas ajuda para que o processo tenha um desfecho definitivo. “A Argentina coloca leite aqui no Brasil com preço 53% menor do que vende lá dentro do seu próprio país. Com qual finalidade? Exterminar os produtores brasileiros para depois tomar conta do nosso mercado e praticar o preço que quiserem. Precisamos que esse leite seja taxado agora na fronteira.”

Fonte: Assessoria FPA
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.