Empresas Competência & dedicação
6ª Premiação Nacional da Aviagen reconhece os melhores resultados de matrizes Ross 308 AP no Brasil
Premiação anual destaca o empenho e a excelência de 12 empresas do setor avícola, ressaltando o impacto positivo da genética superior do Ross 308 AP no desempenho produtivo

A performance do produto Ross® 308 AP segue em constante melhoria, resultado do seu excelente potencial genético, aliado à competência e dedicação dos clientes da Aviagen® no Brasil. No último mês, a equipe da Aviagen no Brasil homenageou 12 empresas avícolas nacionais com prêmios nas categorias de ovos totais e pintos totais por fêmea alojada até as 66 semanas de idade, com base nos lotes finalizados em 2023.
Vencedores:
Ovos totais por fêmeas alojadas:
| Regional | Colocação | Empresa | Resultados |
| Nacional | Ouro – 1o | Grupo Alvorada | 218,6 |
| Prata – 2o | Nutrifrango | 210,6 | |
| Prata – 2o | Notaro Alimentos | 210,2 | |
| Bronze – 3o | Aurora Coop | 209,7 | |
| Bronze – 3o | Granja da Serra | 209,4 | |
| Bronze – 3o | Granja Pinheiros | 209,4 | |
| Bronze – 3o | São Salvador Alimentos | 209,4 | |
| Sul | Ouro – 1o | Nutrifrango | 210,6 |
| Prata – 2o | Aurora Coop | 209,7 | |
| Prata – 2o | Granja Pinheiros | 209,4 | |
| Bronze – 3o | Granja Pinheiros | 207,6 | |
| Sudeste | Ouro – 1o | Grupo Alvorada | 218,6 |
| Prata – 2o | Granja Brasilia | 206,7 | |
| Bronze – 3o | Globoaves | 204,7 | |
| Bronze – 3o | Granja Brasilia | 204,4 | |
| Centro-Oeste/Norte/Nordeste | Ouro – 1o | Notaro Alimentos | 210,2 |
| Prata – 2o | Granja da Serra | 209,4 | |
| Prata – 2o | São Salvador Alimentos | 209,4 | |
| Bronze – 3o | São Salvador Alimentos | 207,0 | |
Pintos totais por fêmeas alojadas:
| Regional | Colocação | Empresa | Resultados |
| Nacional | Ouro – 1o | Nutrifrango | 171,5 |
| Prata – 2o | Granja Pinheiros | 169,7 | |
| Bronze – 3o | Granja Brasilia | 168,4 | |
| Sul | Ouro – 1o | Nutrifrango | 171,5 |
| Prata – 2o | Granja Pinheiros | 169,7 | |
| Bronze – 3o | Aurora Coop | 165,7 | |
| Sudeste | Ouro – 1o | Granja Brasília | 168,4 |
| Prata – 2o | Ad’Oro | 166,3 | |
| Bronze – 3o | Rivelli Alimentos | 165,6 | |
| Centro-Oeste/Norte/Nordeste | Ouro – 1o | São Salvador Alimentos | 165,6 |
| Prata – 2o | Avigro | 160,7 | |
| Prata – 2o | São Salvador Alimentos | 160,6 | |
| Bronze – 3o | Avigro | 159,5 | |
“A premiação é a celebração do trabalho bem construído pelas equipes de nossos clientes, expressando o potencial genético da linhagem e reafirmando os impactos positivos na cadeia produtiva brasileira. Com muito talento e profissionalismo consolida-se ano após ano o compromisso de um produto equilibrado da matriz ao frango de corte”, comentou o diretor de Operações da Aviagen no Brasil, Leandro München.
“Estamos orgulhosos de nossos clientes e dos resultados excepcionais que eles alcançaram, os quais são reflexo da genética superior do Ross 308 AP, somado ao empenho e comprometimento de todos”, afirmou o gerente de Serviços Técnicos da Aviagen no Brasil, Marco Aurelio Romagnole de Araújo.
“Parabenizamos as empresas vencedoras desta edição, muitas novamente sendo premiadas, o que é realmente impressionante. A demanda pelo Ross 308 AP continua crescendo no Brasil, pois é um pacote genético que atende perfeitamente as demandas do mercado brasileiro”, finalizou o gerente Comercial da Aviagen no Brasil, Luiz Mansano.
Palavras dos vencedores:
A premiação Ross 2024 foi recebida com entusiasmo pelas empresas vencedoras (em ordem alfabética):
Ad’Oro
- Ad’Oro / Divulgação Aviagen
“Gostaria de agradecer a Aviagen por esse evento, é muito importante essa premiação para motivar a equipe e trazer melhores resultados para a empresa. Continuaremos a buscar melhores resultados e alinhados com a excelente genética Ross!” (Fabio Vansan, gerente de Matrizes e Incubatório).
Aurora Coop
- Aurora Coop / Divulgação Aviagen
“Gostaria de agradecer à Aviagen pelo reconhecimento. Nosso objetivo é entregar um produto de qualidade ao nosso consumidor e garantir a viabilidade da atividade dos nossos integrados. A premiação nos mostra que estamos no caminho certo e que podemos ser ainda melhores. O trabalho sempre é feito por diversas mãos, somente uma equipe bem engajada consegue alcançar resultados com excelência e, nesse ponto, a Aviagen desempenhou um papel importante com todo seu suporte” (Wendy Sander Bresolin, gerente de Produção Aves).
Avigro
- Avigro / Divulgação Aviagen
“Esse prêmio chega numa hora muito oportuna para a empresa. Estamos em mudanças, com avanços e inovações. E o prêmio traz muita alegria, porque além de ser um orgulho, é também um incentivo para que continuemos buscando melhores resultados e avançando nos processos. Nós sabemos o quanto a Aviagen está conosco em todos os momentos, disponibilizando suporte técnico, nos ajudando, trazendo um produto de extrema qualidade. Esperamos que possamos nos encontrar muito mais vezes, para que a gente consiga, com os nossos resultados, angariar novos prêmios e que façamos disso uma rotina a partir de agora. É uma honra e esse prêmio vai ficar registrado como uma lembrança constante da nossa busca por excelência” (Thiala Dantas Alves, gerente executiva).
Globoaves
- Globoaves / Divulgação Aviagen
“Estamos muito felizes pelo terceiro lugar regional, com 204,7 ovos! Para nós, é um motivo de orgulho. Já estamos fechando lotes com resultados superiores e esperamos um resultado ainda melhor nas próximas edições da premiação. Agradecemos a toda a equipe da Aviagen pelo evento e pelo apoio no dia a dia” (Vilson de Lima, supervisor geral).
Granja Brasília
- Granja-Brasilia / Divulgação Aviagen
“Nós estamos muito felizes, é o segundo ano consecutivo recebendo esse prêmio. Muito feliz com a nossa equipe e o empenho de todos, é a união que gera esse resultado. Trabalharemos para buscar mais um prêmio no próximo ano, pois unindo a tecnologia da Aviagen e o nosso empenho e esforço no campo, o resultado aparece!” (Delcio Santos, gerente geral).
“Queria agradecer a Aviagen pela dedicação que sempre têm conosco. Para nós, é importante, porque é um prêmio relevante, e que mostra que conseguimos, pois valoriza o nosso trabalho. E a confraternização é muito positiva porque valoriza o colaborador e o granjeiro, aquela pessoa que lida com a ave no dia a dia. Que vocês não percam essa proximidade com quem realmente faz o resultado!” (Huedy Moreira, veterinário de matrizes).
Granja da Serra
- Granja da Serra / DIvulgação Aviagen
Granja da Serra / DIvulgação Aviagen“O mercado é muito dinâmico, e nós, desde o início, já sabíamos da alta qualidade do produto que a Aviagen oferece ao mercado. Hoje, estamos muito felizes pelo prêmio, uma surpresa muito boa, pois é parte de um trabalho sério, que nós realizamos com uma empresa séria e que produz um produto de qualidade” (Severino José das Neves, presidente).
“Estamos entre os melhores resultados do Brasil e agradecemos a parceria da Aviagen, que é uma das maiores casas genéticas do mundo e que conta com um produto muito bom. E a Granja da Serra hoje está honrando o compromisso. Parabéns a Aviagen pelo trabalho, pelo que fizeram e fazem pela avicultura do Brasil” (Aurivânio Ferreira coordenador agropecuário).
Granja Pinheiros
- Granja Pinheiros / Divulgação Aviagen
“É com muita satisfação e muita alegria que nós recebemos mais uma vez esta premiação da Aviagen, com uma parceria de longa data e resultados fantásticos com os lotes Ross aqui no Rio Grande do Sul. Estamos muito felizes, alegres e satisfeitos com o trabalho que temos realizado em parceria com a Aviagen!” (Roberto Luiz Kehl, diretor).
Grupo Alvorada
- Grupo Alvorada / Divulgação Aviagen
“Essa premiação é muito importante, porque é um indicativo de que nós temos uma parceria com uma empresa séria, uma empresa dedicada, com a melhor genética do Brasil, que fornece as condições para que possamos produzir essa quantidade de ovos. E, internamente, é um orgulho também que a nossa equipe consiga esse resultado, porque temos uma equipe muito capacitada e comprometida, e, com isso, o resultado não vem por acaso. É uma grande satisfação ser parceiro da Aviagen e um orgulho ter uma equipe tão importante e dedicada como a nossa” (André Pessamilio, diretor de Produção).
Notaro Alimentos
- Notaro Alimentos / Divulgação Aviagen
“Esse prêmio representa para a empresa um reconhecimento a toda equipe. A Aviagen é uma parceira de longa data, muito presente no crescimento da empresa e sempre muito alinhada com os nossos propósitos. Nós, com o melhoramento genético a cada ano e com o apoio técnico da Aviagen junto à empresa, temos uma contribuição significativa para esse crescimento. Cada dia, reforçamos e renovamos essa parceria e espero que permaneçamos neste trabalho por longos anos” (Eduardo Brasileiro, gerente geral).
Nutrifrango
- Nutrifrango / Divulgação Aviagen
“Tivemos mais um ano excelente e a equipe Nutrifrango celebra com alegria os resultados alcançados. Agradecemos à Aviagen pelo apoio contínuo, pois, com uma genética de qualidade, atingimos resultados cada vez melhores. Nossa equipe está sempre preparada para enfrentar desafios: valorizamos as pessoas, oferecemos oportunidades e seguimos com rigor as orientações da equipe técnica da Aviagen. Só temos a agradecer, pois a base do sucesso na avicultura está na escolha da genética” (Pedro Luis Utzig, proprietário).
Rivelli Alimentos
- Rivelli Alimentos / Divulgação Aviagen
“É com muita satisfação que a Rivelli recebe novamente esse prêmio da Aviagen. Sabemos que a linhagem tem um potencial incrível e a cada ano melhora mais, então a melhoria do resultado é esperado pela qualidade da linhagem. Mas o destaque entre as empresas mostra que a equipe está realmente engajada e extraiu o melhor que o Ross 308 AP pode oferecer” (Alberto Rocha, gerente geral).
“Essa premiação é muito importante pessoalmente e para toda a equipe da Rivelli, pois demonstra que estamos fazendo um bom trabalho, com a ajuda da equipe técnica da Aviagen, para que a linhagem expresse o seu melhor potencial genético” (Francilane Gomes, gerente de produção de matrizes e incubatórios).
São Salvador Alimentos
- São Salvador Alimentos / Divulgação
“Quero agradecer e parabenizar a Aviagen pelo reconhecimento, pois a empresa mostra que o produtor realmente pode alcançar o resultado. A ave tem potencial genético e o pessoal da granja consegue chegar nesses resultados! É muito gratificante parabenizar e premiar como a Aviagen faz, com todos: o cliente e quem trabalhou no lote. Para nós, é sinal que a equipe está realizando um trabalho muito bem feito, aproveitando o potencial genético da ave. Muito obrigado!” (Roberto de Moraes Jardim Filho, diretor de Produção).

Empresas
Enfrentando o estresse térmico na suinocultura

Dias de calor intenso durante o verão ou em países tropicais podem representar um sério desafio para os animais de produção, causando estresse térmico, que compromete o crescimento e reduz o desempenho econômico das granjas. Na suinocultura, o estresse térmico afeta os animais em praticamente todas as fases de produção. Este artigo explora as principais alterações fisiológicas que os suínos apresentam nessa condição e apresenta soluções práticas para reduzir seus efeitos nocivos.
O estresse térmico começa no limite superior da zona de conforto térmico
O estresse térmico ocorre quando o animal está fora de sua zona de conforto térmico, a faixa de temperatura na qual o organismo se mantém em homeostase. Essa faixa é influenciada pela temperatura e pela umidade externas. O estresse térmico pode afetar os suínos em todas as fases do ciclo produtivo. Para um suíno em fase de engorda de 50 kg, o início do estresse térmico ocorre a partir de 25°C. Isso significa que qualquer temperatura acima desse ponto já começa a afetar negativamente o animal.
Consequências prejudiciais do estresse térmico sobre a fisiologia e o crescimento dos suínos
Entre os animais de produção, os suínos são particularmente sensíveis ao estresse térmico, pois possuem poucas glândulas sudoríparas e pulmões pequenos. Sua alta produtividade e seu rápido crescimento os tornam ainda mais suscetíveis a essa condição (figura 1). Quando a temperatura sobe, o suíno adapta seu comportamento: reduz a locomoção e a ingestão de ração, o que limita a termogênese (produção de calor pelo organismo). Além disso, sua frequência respiratória aumenta. O fluxo sanguíneo é redirecionado dos órgãos internos para a pele, a fim de eliminar o excesso de calor. Esse fenômeno é chamado de vasodilatação. Ele aumenta a termólise (dissipação de calor pelo organismo).
No trato intestinal, a falta de oxigênio causada pelo redirecionamento do fluxo sanguíneo prejudica as células epiteliais, que são muito sensíveis à hipóxia e à redução de nutrientes disponíveis, o que degrada o epitélio intestinal. Substâncias exógenas, como antígenos ou toxinas bacterianas, podem então ser transferidas do lúmen para a corrente sanguínea (leaky gut, ou aumento da permeabilidade intestinal), levando a uma resposta inflamatória e à produção de espécies reativas de oxigênio (ROS). Trata-se de um círculo vicioso, já que as próprias ROS podem ser prejudiciais às células epiteliais quando produzidas em excesso.
Se prolongado, o estresse térmico pode causar diversos problemas no crescimento e no desempenho reprodutivo. Em suínos em fase de engorda, o aumento da temperatura levou a uma redução na ingestão de ração e no ganho de peso (Lee et al., 2019), reduzindo assim o peso de carcaça no abate.
Figura 1. Mecanismos de adaptação em suínos em fase de engorda sob condições de estresse térmico
Diversas soluções para mitigar os efeitos negativos do estresse térmico em suínos
Diversas estratégias nutricionais e de manejo podem ser implementadas para mitigar os efeitos negativos do estresse térmico agudo. Com foco em aditivos alimentares, a Phodé lançou recentemente um novo aditivo alimentar desenvolvido para ajudar o suíno a vencer o calor! Esse aditivo é composto por extratos de especiarias picantes, incluindo capsicum, gengibre e pimenta. A forma galênica, desenvolvida pela equipe de pesquisa da Phodé, foi concebida para liberar os ingredientes ativos em locais-alvo específicos e garantir uma manipulação fácil do produto em escala industrial.
As especiarias picantes ajudam o suíno a lidar com o estresse térmico
Os ingredientes foram cuidadosamente selecionados pela equipe de pesquisa da Phodé para atuar em sinergia. As especiarias picantes podem ajudar a sustentar o metabolismo do suíno sob estresse térmico, limitando a inflamação intestinal e reduzindo o estresse oxidativo. Algumas são bastante conhecidas, como a capsaicina, um capsaicinoide da planta capsicum. Esse composto demonstrou se ligar ao receptor TRPV1 (Transient Receptor Potential Vanilloid 1) na boca e no intestino delgado dos suínos. O receptor TRPV1 é muito sensível a estímulos nocivos, como o aumento da temperatura, e está na origem da inflamação e da dor. Após exposição prolongada à capsaicina, a atividade do TRPV1 diminui, levando à redução dos efeitos pró-inflamatórios e ao alívio da dor. Diversos estudos demonstraram uma redução na produção de citocinas pró-inflamatórias (TNF-α, IL-1β e IL-6) por inibição da via NF-κB. O capsicum também demonstrou aumentar as atividades de α-amilase, lipase e protease no intestino delgado. Esse efeito pode ajudar o suíno a digerir melhor a ração em condições de calor. O gingerol é o principal composto ativo do gengibre. Ele também ativa o TRPV1, levando à redução da inflamação. Esse ingrediente também apresenta atividades antioxidantes indiretas, promovendo a transcrição de genes que codificam enzimas antioxidantes (como a glutationa peroxidase e a superóxido dismutase) por meio da via NRF2. A piperina, extraída da pimenta, atua em sinergia com as demais especiarias, potencializando a biodisponibilidade delas. Ao neutralizar as espécies reativas de oxigênio (ROS), atua como um potente antioxidante direto. A combinação dessas especiarias permite um ajuste fino das doses de cada ingrediente ativo necessário para influenciar a fisiologia do suíno sob estresse térmico.
Atuando sobre a fisiologia do suíno para vencer o calor: um caso de sucesso!
Um estudo recente, conduzido em uma estação experimental de renome no Brasil, demonstrou com sucesso os efeitos benéficos do novo aditivo alimentar (Kalyci, Laboratoires Phodé, França) em suínos nas fases de crescimento e terminação, tanto no peso corporal final quanto na conversão alimentar (CA) na fase de terminação. Os suínos suplementados com o aditivo à base de “especiarias picantes” apresentaram um aumento significativo no peso corporal final de + 2,4 kg e uma redução significativa da conversão alimentar (CA) em -0,26 g/g na fase final de terminação (figuras 2 e 3). Além disso, a suplementação dos suínos com esse aditivo alimentar levou a uma redução da temperatura corporal e de alguns marcadores hematológicos de inflamação.
Figura 2. Peso corporal final de suínos suplementados com especiarias picantes nas fases de crescimento e terminação.
Figura 3. Conversão alimentar (CA) de suínos suplementados com especiarias picantes nas fases de crescimento e terminação.
Em conclusão, o estresse térmico pode afetar os suínos em todas as fases de produção, com efeitos de longo prazo que impactam o desempenho da granja. Suplementar os suínos com um aditivo alimentar à base de uma combinação de “especiarias picantes ” atuando em sinergia para atender às suas necessidades fisiológicas durante o estresse térmico é fundamental para o sucesso da produção. Por fim, mas não menos importante, a forma galênica desse aditivo, que protege os trabalhadores dos efeitos pungentes das especiarias, é igualmente fundamental para o sucesso na fábrica!
Autora: Dr. Elisa A. Arnaud1
1Laboratoires Phodé, Avenue Martelle, 81150 Terssac
Empresas
Importação contínua de reprodutores eleva patamar genético da suinocultura brasileira
Animais do Canadá e da Noruega são trazidos ao país para acelerar o ganho de produtividade nas granjas nacionais

Para garantir que o Brasil opere com o mesmo nível de excelência genética dos principais polos globais, a importação frequente de reprodutores garante acesso imediato ao topo da ciência global. Nesse sentido, a Topigs Norsvin, empresa de genética suína, conduz a maior rota contínua de importação de suínos do país.
A companhia desembarcou a terceira remessa de reprodutores deste ano no mês de julho e já prepara ao menos outras duas operações para 2026, consolidando a liderança absoluta na introdução de genética de ponta no Brasil.
“Nós precisamos garantir que o material genético utilizado nas granjas brasileiras seja o mesmo das nossas granjas núcleos na Noruega e Canadá. Com esse fluxo constante de importações, associados com alto nível genético e tecnológico das nossas granjas núcleo locais, nós garantimos que o produtor brasileiro tenha acesso a tudo que há de mais moderno em genética suína via as linhagens genéticas da Topigs Norsvin, afirma o diretor Técnico da Topigs Norsvin, Marcos Lopes.
Tecnologia global direto na fonte
O processo de importação foca em buscar os animais diretamente das estações Delta (centros mundiais de inovação, pesquisa e testagem de reprodutores) localizadas no Canadá e na Noruega. Nesses centros, que concentram o topo do melhoramento genético mundial da companhia e utilizam tecnologias avançadas de avaliação, os animais são avaliados por meio de tomografia computadorizada e tem seu consumo de ração individual mensurados por comedouros automáticos para medir a conversão alimentar de cada indivíduo. Além disso, todos esses reprodutores passam por uma minuciosa avaliação genômica para garantir o seu alto potencial genético.
“Nós sempre importamos um grupo seleto de reprodutores de alto mérito genético. Com essa estratégia nós utilizamos um material que vem direto da fonte primária e eliminamos qualquer tipo de defasagem genética, assegurando que o progresso genético chegue com força total aos produtores brasileiros”, detalha Lopes.
Distribuição estratégica pelo território nacional
A chegada contínua desses reprodutores ao país alimenta uma engrenagem de produtividade desenhada para beneficiar toda a cadeia. Os animais recém-chegados são direcionados para as centrais de inseminação próprias e parceiras espalhadas pelo Brasil.
“O nosso grande objetivo é desenvolver linhagens genéticas que entreguem resultados fantásticos a campo. Existem várias estratégias no mercado para disseminação genética, mas nós comprovamos que esse fluxo robusto de importações é o caminho mais eficiente para a evolução e a rentabilidade do setor”, conclui o diretor.
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Naturovos aplica modelo de “Avaliação Rápida de Risco” para fortalecer biosseguridade contra o vírus da influenza aviária

A Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) segue entre os temas sanitários mais relevantes para a avicultura brasileira e mundial. O registro recente em aves silvestres em São Paulo reforça a importância de manter rotinas preventivas bem-organizadas, com atenção permanente à biosseguridade, à vigilância e à comunicação entre empresas, técnicos e produtores.
Nesse contexto, a Naturovos, com apoio da NNatrivm, realizou em parceria com a Corb Science o projeto de “Avaliação Rápida de Risco para Influenza Aviária”. A iniciativa foi aplicada em granjas de postura e recria da empresa, a partir de um formulário eletrônico técnico desenvolvido para identificar fragilidades de biosseguridade relacionadas à possível introdução, exposição ou disseminação do vírus da IAAP.
A execução do trabalho contou com atuação direta da equipe técnica da Naturovos. O médico-veterinário Flávio Renato Silva, da Área Técnica da empresa, teve papel receptivo e colaborativo na organização do processo, favorecendo uma aplicação sequencial, padronizada e oportuna das avaliações de campo. Sob sua liderança, os técnicos da Naturovos aplicaram o questionário de risco em curto período, gerando uma base consistente para análise e uso gerencial dos resultados.
A lógica do projeto parte de uma situação comum na rotina da avicultura. Muitas empresas já realizam verificações de biosseguridade, auditorias, monitorias e registros de campo. Esses instrumentos são essenciais para organizar a operação e demonstrar controle. A gestão de riscos acrescenta uma leitura técnica sobre a importância relativa das fragilidades encontradas, considerando o perigo sanitário priorizado, o contexto da granja e o potencial impacto para a cadeia.
Uma granja pode apresentar bom desempenho geral em uma verificação e, ainda assim, manter uma fragilidade crítica para determinado perigo. Tela danificada, ração exposta ao redor de silos, presença de outras criações na granja, água superficial no entorno, circulação de materiais compartilhados ou falhas na limpeza de bandejas de ovos podem ter significados diferentes conforme o momento sanitário e o perigo em análise. No caso da IAAP, esses pontos ganham importância porque podem aumentar oportunidades de contato direto ou indireto com aves silvestres, outros animais, pessoas, veículos ou materiais contaminados.
No projeto realizado com a Naturovos, o formulário combinou entrevista com o produtor ou responsável e inspeção visual da propriedade. Essa combinação permitiu compreender práticas de rotina, registrar evidências observáveis e reduzir a dependência de uma única fonte de informação. As respostas foram processadas em ambiente analítico desenvolvido pela Corb Science, gerando um índice de risco por granja e permitindo classificar as propriedades conforme o nível de atenção requerido.
Os resultados produziram relatórios individuais automáticos e uma visão consolidada para a empresa. Com isso, a Naturovos passou a contar com uma leitura organizada sobre as granjas que exigem acompanhamento mais próximo, os fatores críticos mais frequentes e os pontos que podem orientar a comunicação técnica com produtores. Essa informação também fornece base para reavaliações futuras, permitindo acompanhar se as melhorias recomendadas foram implementadas e se houve evolução nas condições de biosseguridade.
Um diferencial do projeto foi a estruturação da governança de riscos a partir dos resultados. O índice ajuda a identificar onde priorizar. Os fatores críticos indicam o que corrigir ou monitorar. A governança organiza critérios, responsabilidades, prazos, registros e formas de verificação. Essa lógica apoia a equipe técnica na definição de visitas, orientações, planos de ação e comunicação com produtores em períodos de estabilidade sanitária e em momentos de maior alerta.
Embora o foco inicial tenha sido a IAAP, a análise indicou potencial de aplicação para outros temas sanitários. Em avaliação exploratória, granjas com relato de Salmonella spp. ou de múltiplos patógenos apresentaram médias mais elevadas no índice de risco de biosseguridade. O achado deve ser interpretado com cautela e sem inferência causal direta, porém sugere que avaliações estruturadas de biosseguridade podem dialogar com registros sanitários e apoiar futuras análises integradas com indicadores zootécnicos, histórico de enfermidades e outros perigos relevantes para a produção avícola.
Para a Corb Science, o projeto representa a aplicação prática de sua abordagem em gestão de riscos na cadeia de proteína animal. A empresa atua na transformação de dados operacionais em inteligência de risco para apoiar decisões técnicas, gerenciais e produtivas. Na Naturovos, essa inteligência foi aplicada à prevenção da IAAP, com foco em biosseguridade, comunicação técnica, priorização de ações e acompanhamento das granjas.
A iniciativa também evidencia o compromisso técnico da Naturovos com prevenção, melhoria contínua e responsabilidade sanitária. Em uma cadeia produtiva na qual sanidade, produtividade e acesso a mercados dependem de atenção permanente, o modelo de avaliação rápida de risco oferece um caminho prático para fortalecer a tomada de decisão. A informação coletada no campo ganha valor quando retorna à rotina da empresa como orientação ao produtor, critério de priorização e base para verificar a evolução das medidas adotadas.


















