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ABCS apresenta o balanço do ano com ações de impacto para a suinocultura

Marcado por reinvenções e números recordes, 2020 foi um ano de inovação

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Foto: O Presente Rural

O ano de 2020 foi inesperadamente desafiador para todos, pessoas, empresas e cadeia. Com a chegada da COVID-19 houve uma necessidade de adaptação e o momento pedia por inovação. Como um setor engajado, seguindo as medidas sanitárias pelas quais a suinocultura nacional já é mundialmente conhecida e focados num único propósito, foi possível manter a produção e consequentemente as casas dos brasileiros abastecidas durante esse momento de crise, além de crescer nas exportações. Dentro desse cenário, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS) tornou-se ainda mais relevante, por impulsionar o trabalho da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), das associações do Sistema ABCS, dos produtores, frigoríficos, empresas do setor e varejo, unindo ainda mais todos os elos, para que pudessem sair da turbulência fortalecidos. Dessa forma, migrando para o digital, a ABCS investiu mais nas áreas técnicas, de mercado, política e de marketing, com diferentes ações para cada frente de atuação.

Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, a ABCS conseguiu se reinventar superando todas as expectativas. “Nossa equipe se superou mais uma vez e todo esse trabalho só é possível por meio do FNDS. É o Fundo que permite que consigamos auxiliar todos os elos da cadeia, representar e defender os interesses dos suinocultores, além de nos comunicarmos de forma eficiente com os consumidores para promover o consumo de carne suína dentro do país.” Ele também frisa como o Sistema se manteve unido e trabalhou junto em prol do cadeia. “Nossas afiliadas desempenharam um papel fundamental nesse momento desafiador e conseguimos nos tornar ainda mais fortes e focados em trazer desenvolvimento, cooperativismo e resultados para a suinocultura”.

 

Área Técnica 

Na área técnica, a ABCS produziu uma série de materiais informativos e visuais para granjas, transportadores e frigoríficos para implementar medidas de enfrentamento a COVID-19, garantindo a segurança dos colaboradores envolvidos e promovendo a segurança alimentar. Além disso, foi elaborado o Manual Doenças Virais de Importância da Produção de Suínos, com o apoio da Pesquisadora Dra Masaio Mizuno e outros colaboradores, que contou com nove capítulos, mapas atualizados e ilustrações. O Manual aborda de forma simples e didática aspectos quanto a sanidade do rebanho suíno e a vigilância das enfermidades que atingem a cadeia, trazendo ações essenciais para mitigar os riscos de entrada dessas enfermidades no Brasil. E para finalizar, a ABCS realizou também 13 Webinars, em parceria com a 333 Brasil, com temas atuais e relevantes debatendo biosseguridade, bem-estar animal, uso responsável de antimicrobianos, mercado mundial de carnes e perspectivas mercadológicas para 2021. Os eventos contaram com mais de 7 mil participantes, e receberam palestrantes de diversos países.

 

Mercado

Ao longo de todo o ano, a ABCS tem publicado boletins de mercado para acompanhamento conjuntural da suinocultura, focando na análise macro setorial nos temas grãos, exportação, preço do suíno vivo e gestão cotidiana de negócios. O material é produzido a partir de informações fornecidas pelos consultores de mercado da ABCS e traz o panorama da suinocultura brasileira e mundial, tendências e impacto das atualidades na atividade. Uma novidade de 2020 foi o aplicativo MBAgro, onde todas as associações contribuintes do FNDS podem acessar as atualizações do mercado de suínos e de grãos apresentações, podcasts, vídeos, publicações e cotações de forma simples e rápida.

 

Política

Devido a pandemia, a ABCS, por meio do Instituto Pensar Agropecuário (IPA) conseguiu levar até a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) de forma protagonista pleitos relevantes para o setor, como a rentabilidade do produtor, a prorrogação de financiamentos e a aprovação do maior Plano Safra já visto. Um dos destaques trabalhados pela FPA foi a necessidade dos serviços agropecuários terem continuidade, mesmo no cenário pandêmico, ou seja, a produção de alimentos foi regulamentada pelo governo federal como atividade essencial. Dessa forma, as medidas aprovadas pelo Executivo foram reforçadas pela Bancada Ruralista, por meio dos debates realizados com a ABCS e outras entidades mantenedoras do IPA.

 

Marketing 

Os frigoríficos e associações contribuintes do FNDS receberam este ano quatro pacotes de marketing temáticos, com 47 posts prontos sobre carne suína, que abordavam temas como imunidade, dia das mães, inverno e festas de final de ano com conteúdos versáteis que incluíam gastronomia, saúde, qualidade e outros temas relevantes para os consumidores. A ABCS elaborou também a cartilha “Churrasco com carne suína” que contém 10 receitas criadas pelo masterchef Aluísio Nahime. O material valoriza a gastronomia tradicional brasileira e ao mesmo tempo inova ao inserir os melhores cortes de carne suína em um novo modo de preparo. Além disso, a ABCS focou na produção científica para leigos, investindo em artigos nutricionais assinados por profissionais renomados da área, com linguagem acessível, sobre fake news e mitos que cercam a carne suína como cisticercose e processo de cicatrização.

Outra abordagem utilizada, foram as ações digitais. A Associação promoveu palestras técnicas para os produtores, workshops com foco em técnicas de vendas e o webinar “tendências e perspectivas de mercado e consumo para a proteína suína.” A ABCS reformulou também as palestras de saudabilidade, oficinas gastronômicas, cursos de corte e palestras motivacionais para que ficassem atrativas de forma online. Além disso, pensando em auxiliar os parceiros durante este período a ABCS se preocupou em preparar diversos treinamentos sobre ferramentas digitais como Zoom, Google Meet, Instagram e Microsoft Teams. Bem como orientações para apresentação pessoal em reuniões online, dicas de uso de redes sociais e uma mentoria de liderança para os gestores.

E para coroar o trabalho do marketing, a Semana Nacional da Carne Suína (SNCS) foi realizada pelo oitavo ano seguido, porém pela primeira vez de forma 100% digital. Com treinamentos online e campanha focada no e-commerce, redes sociais e aplicativos, a campanha reuniu 13 bandeiras varejistas, capacitou mais de 1.500 colaboradores do varejo, bateu recordes de vendas em todas as regiões brasileiras e no comércio online, e ao todo impactou mais de 45 milhões de pessoas.

Fonte: ABCS
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Notícias Comércio Internacional

Ação na Gulfood gerará US$130 milhões em negócios para exportadores de aves e suínos

Além do fechamento de contratos de exportação, a divulgação dos atributos dos produtos brasileiros foi outro diferencial da ação em Dubai

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Arquivo/OP Rural

Sabor, qualidade e novos negócios marcaram a ação realizada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), durante a Gulfood 2021, encerrada na quinta-feira (25), em Dubai (Emirados Árabes Unidos).

Com a participação de agroindústrias brasileiras de aves, ovos e material genético avícola, a principal ação da avicultura brasileira para o mercado halal gerou US$ 13,250 milhões em negócios apenas durante o evento. As projeções do setor é que mais de US$ 130 milhões em exportações sejam efetivadas a partir dos encontros de negócios ocorridos no evento.

Além do fechamento de contratos de exportação, a divulgação dos atributos dos produtos brasileiros foi outro diferencial da ação em Dubai. Em um espaço gastronômico exclusivo no estande da parceria ABPA & Apex-Brasil, foram servidos 2,6 mil shawarmas (prato típico árabe) e 600 omeletes à base de produtos brasileiros, para os milhares de visitantes, clientes e potenciais importadores vindos de diversas partes da África, Europa e Ásia.   Paralelamente e respeitando todos os protocolos, materiais promocionais foram “distribuídos” digitalmente, por meio de QR-Code

“A implantação de medidas protetivas tornou a edição deste ano mais focada em consolidação de negócios e resultados, especialmente neste momento em que vemos o incremento das exportações para o Oriente Médio. Ao mesmo tempo, cumprindo todos os protocolos, promovemos a qualidade e os diferenciais do nosso produto. Em um momento de forte tensão global, os resultados alcançados na Gulfood são a sinalização da manutenção do momento positivo para o setor em 2021”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Fonte: Assessoria
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Notícias Opinião

Por que o médico veterinário é insubstituível na indústria de carnes?

Só o médico veterinário é capaz de identificar processos patológicos que podem resultar em problemas sanitários sérios de ordem local, nacional ou pandêmica

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Foto: Divulgação OP Rural

Artigo escrito por Ana Elisa Almeida, vice-presidente do CFMV; Wirton Peixoto Costa, conselheiro federal suplente; e Gerard Vicente Dantas de Medeiros, conselheiro efetivo do CRMV-RN

A pandemia de covid-19 mostrou a necessidade mundial de procedimentos ainda mais rigorosos de fiscalização higiênico-sanitários dos alimentos de origem animal. Diante desse panorama, reitera-se a posição do Sistema CFMV/CRMVs quanto à necessidade imprescindível da atuação exclusiva do médico-veterinário como responsável técnico-sanitário da indústria de alimentos para garantir aos cidadãos brasileiros alimentos saudáveis e livres de toda e qualquer contaminação, seja física, química e, principalmente, biológica.

As ações precursoras da Vigilância Sanitária brasileira remontam ao ano de 1808. A chegada da família real em terras brasileiras iniciou a preocupação com vetores transmissores de doenças, até chegar aos cuidados sanitários com alimentos que temos hoje. Por isso, já sabemos que modificar as estruturas técnica e legal de produção de alimentos – com o intuito de criar reserva de mercado para profissões sem as qualificações adequadas para responder tecnicamente pela sanidade de produtos de origem animal – vai resultar em problemas sanitários que podem ocasionar a morte de pessoas que julgavam estar protegidas pelo Estado.

Responder sanitariamente pela qualidade da carne na indústria de manipulação de produtos de origem animal, mesmo esta tendo sido inspecionada oficialmente em sua origem, não se resume a entender aspectos físico-químicos, como alterações de pH, de consumo de glicogênio muscular, em que há produção de ácido lático a partir da glicólise, por exemplo. Para compreender toda essa questão, precisamos enfatizar que somente as boas práticas de fabricação não garantem um produto com qualidade sanitária. Existem, por exemplo, alterações cadavéricas, produção de toxinas e de fatores de crescimento tumoral que só são reconhecidos pelo profissional médico-veterinário.

Assim, para que se possa oferecer carne de qualidade, e não cadáver animal para consumo humano, existe um processo complexo de conversão do músculo em carne, o qual envolve ações para além das alterações no metabolismo celular e na estrutura proteica. Mesmo uma carcaça devidamente inspecionada pode conter pequenos nódulos internos detectáveis apenas na hora do corte e processamento cárneo. Isso não ocorre por falha na inspeção, mas porque ela não pode ser minuciosamente fracionada durante o processo de abate. O fato é que esses pequenos nódulos liberam fatores de crescimento tumorais de poder carcinogênico que não podem ser desnaturados no processo de inativação pelo calor. Só o médico veterinário tem o conhecimento técnico para reconhecer as características anatomopatológicas de uma estrutura nodular, como a especificada, e assim condenar ou não a peça cárnea. O resultado dessa ação é mitigar o risco à sociedade, oferecendo um produto de qualidade que não causará danos à saúde dos cidadãos, especialmente os mais vulneráveis.

O rigor mortis, a queda do pH, a glicólise e esgotamento das reservas de Adenosina trifosfato (ATP) representam também situações de vacâncias periciais no post-mortem. Em especial, quando se faz a abertura e inspeção sistemática de órgãos, cavidades e sistemas de animais saudáveis, o simples contato de carcaças com bactérias saprófitas da flora intestinal desses animais, por exemplo, pode carrear toxinas bacterianas que igualmente não são inativadas pelo calor. Se o responsável técnico-sanitário não souber identificar essas situações, pode haver um processo inflamatório no consumidor que ingerir esse produto de origem animal, podendo gerar como uma das consequências clínicas a paralisação de suas artérias, deixando-as enrijecidas e incapazes de conduzir o sangue pelo corpo, levando à morte por choque hipovolêmico ou por choque anafilático.

Deixar de exigir a presença de um responsável técnico médico veterinário para controlar produtos cárneos nas indústrias poderá causar graves problemas sanitários na população, os quais são capazes de se tornar epidêmicos. Reiteramos que a carne saudável, rica em proteínas e imune de contaminação pelo tratamento adequado dos animais e pelo eficaz controle higiênico-sanitário em todas as etapas de sua produção cumpre seu papel de nutrir e garante a preservação da saúde da população.

O trabalho técnico-pericial do médico veterinário dentro da indústria de carne vai além de cumprir as etapas tabuladas de boas práticas de higiene de fabricação. Só o médico veterinário é capaz de identificar processos patológicos que podem resultar em problemas sanitários sérios de ordem local, nacional ou pandêmica.

A missão do CFMV e dos CRMVs é continuar defendendo a sociedade e exigir que animais e produtos alimentares de origem animal só sejam comercializados após a análise técnico-sanitária de um médico veterinário.

Fonte: Assesssoria
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Notícias Sanidade

Novo estudo chinês encontra variantes mais suaves do vírus da peste suína africana

Artigo é o segundo este mês a relatar mutações naturais no vírus que devastou o rebanho de suínos da China

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Divulgação/Agência Brasil

Novas variantes do vírus da peste suína africana que circulam na China parecem causar uma forma mais branda da doença, tornando-a menos mortal, mas mais difícil de detectar e controlar, mostrou um estudo publicado esta semana.

O artigo de uma equipe do Instituto de Pesquisa Veterinária de Harbin da Academia de Ciências da China é o segundo este mês a relatar mutações naturais no vírus que devastou o rebanho de suínos da China durante 2018 e 2019 e continua a matar porcos no maior produtor de suínos do mundo .

O primeiro estudo do Instituto Veterinário Militar de Changchun relatou a descoberta de um vírus que tinha uma exclusão parcial de genes, que anteriormente protegia os porcos contra a peste suína africana (ASF) quando excluída. No entanto, esse estudo não investigou a virulência da variante.

Ele surge em meio a preocupações crescentes na indústria sobre a evolução de uma doença sem vacina aprovada. “O surgimento de mutantes naturais de baixa virulência traz maior dificuldade para a detecção precoce e apresenta novos desafios para o controle de ASF”, escreveram Sun Encheng e colegas no jornal Life Sciences.

Eles observaram que os mutantes causam um “curso muito mais atrasado e sinais crônicos leves, enquanto são continuamente eliminados por via oral e retal”.

As novas descobertas vêm de amostragem de sete províncias durante o segundo semestre do ano passado. A equipe encontrou 22 isolados com mutações e, mais tarde, testou quatro deles para a virulência em porcos.

Dois isolados foram tão letais quanto o primeiro vírus que circulou na China. Mas dois mostraram menor virulência com sintomas variando de parcialmente letal a não letal dependendo da dose administrada aos porcos.

Alguns analistas estimam que cerca de 20% das porcas no norte da China foram afetadas pela doença neste inverno.

A Reuters relatou no mês passado que pelo menos duas novas cepas de peste suína africana foram encontradas em fazendas de suínos na China, que pareciam ser de origem humana.

As cepas estão causando uma forma crônica de peste suína africana que está afetando a produção nas fazendas de porcas, disseram fontes da indústria, sendo a doença também mais difícil de detectar.

Não está claro o quão comum as novas variantes identificadas pela equipe de Harbin são em fazendas de suínos. As amostras foram retiradas de fazendas, matadouros e fábricas de descarte em Heilongjiang, Jilin, Liaoning, Shanxi, Mongólia Interior, Hebei e Hubei, disseram eles.

O estudo é “muito importante” para compreender a epidemiologia da peste suína africana na China, disse Linda Dixon, especialista na doença do Instituto Pirbright da Grã-Bretanha.

Deve ser estendido para determinar o quanto as variantes estão circulando e se estão aumentando ou diminuindo em relação aos isolados altamente virulentos, acrescentou ela.

“Seria benéfico para outros países, particularmente na Ásia, monitorar a circulação de variantes de virulência reduzida para garantir que suas medidas de controle sejam apropriadas”, disse Dixon.

Ao contrário das cepas descritas por insiders da indústria para a Reuters, as novas variantes identificadas no estudo encontraram os genes MGF505 e MGF360 inalterados.

Os pesquisadores acrescentaram que a verificação da eficácia de uma vacina atualmente em desenvolvimento em Harbin precisa ser “avaliada com urgência” contra as novas cepas.

Fonte: Reuters
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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